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A selva dos mortos-vivos
Esse é realmente um caso digno de um bizarro filme de terror e um concorrente de peso para a nossa simpática devoradora de línguas. Você vai conhecer agora a história das formigas da espécie Camponotus rufipes, naturais de florestas tropicais existentes em países como o Brasil e a Tailândia, que têm vivido sob o horror de um fungo capaz de controlar suas mentes e transformá-las em zumbis.    
Diferente da maioria das obras de ficção, o fungo Ophiocordyceps unilateralis não obriga os artrópodes ‘mortos-vivos’ a errarem pela Terra alimentando-se dos cérebros de seus companheiros de espécie. Na realidade, em uma bizarra mostra das estratégias evolutivas arquitetadas pela natureza, antes de matar a formiga, o fungo a obriga a utilizar suas mandíbulas para se fixar nas folhas das plantas mais baixas - habitats com luminosidade, temperatura e umidade ideais para sua proliferação.  

Nas semanas seguintes, os corpos servem de alimento para os fungos - sem, no entanto, afetar suas mandíbulas ou exoesqueleto, mantendo o animal pendurado e protegido contra outros microorganismos. Hastes irrompem da cabeça morta e liberam esporos no solo, onde podem infectar outras formigas. Esse perigo pode ajudar a explicar por que as espécies da região costumam ter as copas das árvores como habitat natural. 


Mas calma, não há riscos desse processo nos levar a um apocalipse zumbi. Na verdade, existem indícios da ação desse tipo de fungo que datam de milhões de anos atrás e nossas matas nunca se transformaram na zumbilândia artrópode. Diferentemente do inexorável fim para o qual a maioria dos filmes de zumbi aponta, a ‘cura’ não é apenas uma lenda e a própria natureza tem armas para combater a bizarra infecção.




Uma descoberta recente, publicada na revista Pnas e que contou com a participação de cientistas brasileiros, identificou um outro tipo de fungo que ataca justamente o Ophiocordyceps unilateralis, diminuindo drasticamente a viabilidade de seus esporos produzidos. A descoberta pode ajudar a explicar como as colônias de formigas sobreviveram a esse terror oculto nas selvas por tanto tempo.


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A selva dos mortos-vivos

Esse é realmente um caso digno de um bizarro filme de terror e um concorrente de peso para a nossa simpática devoradora de línguas. Você vai conhecer agora a história das formigas da espécie Camponotus rufipes, naturais de florestas tropicais existentes em países como o Brasil e a Tailândia, que têm vivido sob o horror de um fungo capaz de controlar suas mentes e transformá-las em zumbis.    

Diferente da maioria das obras de ficção, o fungo Ophiocordyceps unilateralis não obriga os artrópodes ‘mortos-vivos’ a errarem pela Terra alimentando-se dos cérebros de seus companheiros de espécie. Na realidade, em uma bizarra mostra das estratégias evolutivas arquitetadas pela natureza, antes de matar a formiga, o fungo a obriga a utilizar suas mandíbulas para se fixar nas folhas das plantas mais baixas - habitats com luminosidade, temperatura e umidade ideais para sua proliferação.  

Nas semanas seguintes, os corpos servem de alimento para os fungos - sem, no entanto, afetar suas mandíbulas ou exoesqueleto, mantendo o animal pendurado e protegido contra outros microorganismos. Hastes irrompem da cabeça morta e liberam esporos no solo, onde podem infectar outras formigas. Esse perigo pode ajudar a explicar por que as espécies da região costumam ter as copas das árvores como habitat natural. 

Mas calma, não há riscos desse processo nos levar a um apocalipse zumbi. Na verdade, existem indícios da ação desse tipo de fungo que datam de milhões de anos atrás e nossas matas nunca se transformaram na zumbilândia artrópode. Diferentemente do inexorável fim para o qual a maioria dos filmes de zumbi aponta, a ‘cura’ não é apenas uma lenda e a própria natureza tem armas para combater a bizarra infecção.
Uma descoberta recente, publicada na revista Pnas e que contou com a participação de cientistas brasileiros, identificou um outro tipo de fungo que ataca justamente o Ophiocordyceps unilateralis, diminuindo drasticamente a viabilidade de seus esporos produzidos. A descoberta pode ajudar a explicar como as colônias de formigas sobreviveram a esse terror oculto nas selvas por tanto tempo.
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  • 2 days ago
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Tesouros submarinos

A vida marinha em toda sua exuberância. Essa poderia ser a descrição das fotografias vencedoras da oitava edição do concurso de fotografia subaquáticas promovido pela Universidade de Miami. As fotos premiadas em 2012 foram selecionadas entre mais de 400 concorrentes, enviadas por fotógrafos de todo o mundo. A imagem que abre o post foi a campeã geral e mostra uma lesma do mar da espécie Chelidonura hirundinina.

A água-viva Chrysaora quinquecirrh em uma manhã de sol foi a preferida do público.

A impressionante imagem dessa baleia cachalote foi a campeã na categoria retratos. 
Entre as fotos macro, a vencedora traz um góbio escondido em um coral. 


O curioso tubarão-baleia levou o título entre as fotos enviadas por estudantes.


Na categoria grande angular, levou a melhor essa bela imagem de peixes-leões.


Aqui no Tumblr, já falamos sobre outro prêmio parecido, que também trazia imagens sensacionais. Prova de que, mesmo que os mares sejam apenas sete, suas belezas são inesgotáveis. No site da competição, é possível conferir outras fotos selecionadas entre os primeiros lugares.
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  • 5 days ago
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Noite de Terra cheia

Todos os dias, podemos acompanhar o nascer e o pôr do sol e assistir ao balé da  lua pelo firmamento. Mas como será a visão ‘dos céus’ a partir do nosso próprio satélite natural? Um novo vídeo da Nasa mostra justamente o espetacular ‘nascer da Terra’ - o surgimento de nosso pequeno planetinha azul no horizonte lunar. 

Além de belo, o filme presta homenagem às históricas primeiras fotografias da Terra feitas à distância, tiradas em dezembro de 1968 por astronautas norte-americanos a bordo da Apollo 8.

Para recriar as imagens do ‘nascer da Terra’ registrado pela tripulação da nave, a Nasa utilizou fotos em alta definição obtidas pela Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), sonda que atualmente orbita nosso satélite natural. Os cientistas orientaram a LRO a refazer a órbita exata seguida pela Apollo naquele 24 de dezembro de 1968, baseando-se nos dados da missão e nas próprias imagens captadas pelos astronautas. Mesmo 40 anos depois, o resultado continua impressionante.

O Dia da Terra

O vídeo foi produzido em homenagem ao dia da Terra, comemorado em abril. A agência também divulgou, em comemoração à data, o segundo concurso anual de vídeos do Dia da Terra. O autor do vídeo que mostrar a perspectiva mais criativa sobre nosso planeta poderá assistir, ao vivo, ao lançamento de um foguete da Nasa no início de 2013. Como inspiração, a CH On-line traz essa incrível imagem da Terra, produzida a partir de fotos do Suomi SPP, o primeiro de uma nova geração de satélites que promete ajudar a monitorar o clima e desastres naturais no planeta.    

Confira mais novidades sobre exploração espacial, ciência e tecnologia no site da CH On-line. 

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  • 1 week ago
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Mentes que brilham, douradas

O cérebro pode ser formado por uma combinação visualmente meio sem-graça de massa branca e massa cinzenta, mas a neurociência é capaz de gerar imagens de colorido e plasticidade insuspeitos. É o que provam os vídeos e imagens que concorreram ao prêmio Arte da Neurociência em 2012.

O vencedor, esse belo vídeo na abertura do nosso post, está relacionado a um  projeto que já foi notícia aqui no Tumblr, o Human Connectome, que tem como objetivo mapear os detalhes estruturais e funcionais do cérebro humano. O curta-metragem, de autoria de Martijn Steenwijk, da VU University Medical Center, localizada em Amsterdã, Holanda, foi produzido a partir de imagens de ressonância magnética que analisam um cérebro humano em repouso.

A inusitada trilha sonora também não é aleatória. Para compô-la, foi associado o som de um instrumento musical a cada um dos dez mais potentes padrões cerebrais registrados nas imagens. As variações ao longo do tempo ilustram as flutuações cerebrais espontâneas, que agora estão sendo estudadas com mais atenção pelos integrantes do projeto. 

Abaixo, outras quatro imagens que receberam menção honrosa no prêmio. Na página oficial da competição, uma galeria com todos os inscritos. 

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  • 2 weeks ago
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Arte analógica digital
Antes do torrent, do pen-drive, do blu-ray, do DVD e até mesmo do CD-Rom, havia um dispositivo primitivo - que, hoje, muitos acreditam tratar-se apenas de um mito - no qual era possível gravar e transportar todo tipo de arquivo. Seu nome era disquete. 
Tudo bem, na verdade não faz tanto tempo assim - talvez você ainda tenha alguns guardados e não saiba o que fazer com essa quinquilharia sentimental. Mas pelas mãos do artista britânico Nick Gentry eles ganharam um novo significado e foram transformados em arte.   





Um dos detalhes mais instigantes da obra é que o britânico utiliza muitos dos disquetes com suas etiquetas originais, que ajudam a ampliar os sentidos de cada peça. Difícil não despertar, também, certa curiosidade sobre os arquivos que guardavam - talvez documentos sigilosos, jogos esquecidos, arquivos pessoais, declarações de amor… - e pelo papel imprescindível que podem, um dia, ter representado na vida de alguém.      
Se ficou curioso para conhecer mais do trabalho do artista, acesse seus álbuns no Flickr e confira mais obras com essas e outras ‘velharias’ transformadas em arte.  
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Arte analógica digital

Antes do torrent, do pen-drive, do blu-ray, do DVD e até mesmo do CD-Rom, havia um dispositivo primitivo - que, hoje, muitos acreditam tratar-se apenas de um mito - no qual era possível gravar e transportar todo tipo de arquivo. Seu nome era disquete. 

Tudo bem, na verdade não faz tanto tempo assim - talvez você ainda tenha alguns guardados e não saiba o que fazer com essa quinquilharia sentimental. Mas pelas mãos do artista britânico Nick Gentry eles ganharam um novo significado e foram transformados em arte.   

Um dos detalhes mais instigantes da obra é que o britânico utiliza muitos dos disquetes com suas etiquetas originais, que ajudam a ampliar os sentidos de cada peça. Difícil não despertar, também, certa curiosidade sobre os arquivos que guardavam - talvez documentos sigilosos, jogos esquecidos, arquivos pessoais, declarações de amor… - e pelo papel imprescindível que podem, um dia, ter representado na vida de alguém.      

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  • 3 weeks ago
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Bombas e tintas

Há exatos 75 anos, o mundo observou, perplexo, uma triste prévia do que se tornaria comum nos anos seguintes: o bombardeio de Guernica, ocorrido em 26 de abril de 1937, foi o prelúdio para outros episódios parecidos, promovidos pelos dois lados envolvidos na segunda grande guerra. Amplamente registrado pelos correspondentes internacionais que cobriam a guerra civil espanhola, o episódio foi eternizado no famoso quadro de Pablo Picasso. 

Para relembrar a data e homenagear a obra que tornou-se símbolo da paz e do horror da guerra, decidimos recuperar a animação que abre o post, desenvolvida em 2008 pela animadora gráfica alemã Lena Gieseke, que explora os pequenos detalhes da pintura, em três dimensões. 

Os protagonistas do bombardeio foram aviadores da Alemanha e da Itália, países aliados do general espanhol Francisco Franco, e o planejamento do ataque é atribuído a Wolfram von Richthofen (primo menos famoso do lendário Barão Vermelho). Apesar de representar pouco valor militar, Guernica era uma importante referência para o povo basco, que lutava pela causa republicana. O episódio também serviu para ensaiar novos sistemas de bombardeio, conforme admitiu Hermann Goering, comandante da Luftwaffe (a força aérea alemã), durante o julgamento de Nuremberg. 

Apesar de ter deixado o mundo estarrecido, o que imortalizou o ataque talvez não tenham sido explosões e chamas, mas tinta e genialidade. O repúdio  provocado pelas notícias fez Picasso aceitar o convite republicano para pintar uma obra que mostrasse o horror da guerra. Guernica traz dor e agonia em formas dramáticas e violentas e foi exibido na Exposição Internacional em Paris, ainda em 1937. Porém, o quadro demoraria quase 50 anos para chegar à Espanha, somente após a queda da ditadura. Hoje, encontra-se no Museu Reina Sofia, em Madri.

Uma matéria completa sobre os 75 anos do episódio pode ser lida no site do jornal O Globo. Outra versão interessante do vídeo tem música do Seu Jorge.
 
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  • 1 month ago
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Com o caranguejo roxo
Em alguns momentos parece que a mãe natureza gosta de brincar com a infinita paleta de cores que tem a sua disposição. É o caso, por exemplo, do raro gafanhoto rosa e desse inusitado caranguejo roxo recém-descoberto, cujas imagens ilustram nosso post.   
O animal foi uma das quatro espécies de caranguejos de água-doce descobertas por cientistas do programa de pesquisa Aqua Palawana no arquipélago de Palawan, nas Filipinas. Devido aos seu isolamento, o local possui uma das maiores biodiversidades do mundo - quase metade das espécies da região é endêmica, ou seja, não é encontrada em qualquer outra parte do mundo. 

A coloração inusitada ainda não foi explicada pelos pesquisadores. Na verdade, pode não estar relacionada a qualquer função específica, servindo apenas para identificar a espécie, resultado de milhares de anos de evolução isolada nas ilhas do sudeste asiático. Como muitos dos animais únicos que vivem no arquipélago, o caranguejo já é considerado em extinção por seus descobridores, ameaçado pelas atividades humanas que degradam seu habitat, como a mineração. 
Confira uma reportagem completa, em inglês, sobre a descoberta. 
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Com o caranguejo roxo

Em alguns momentos parece que a mãe natureza gosta de brincar com a infinita paleta de cores que tem a sua disposição. É o caso, por exemplo, do raro gafanhoto rosa e desse inusitado caranguejo roxo recém-descoberto, cujas imagens ilustram nosso post.   

O animal foi uma das quatro espécies de caranguejos de água-doce descobertas por cientistas do programa de pesquisa Aqua Palawana no arquipélago de Palawan, nas Filipinas. Devido aos seu isolamento, o local possui uma das maiores biodiversidades do mundo - quase metade das espécies da região é endêmica, ou seja, não é encontrada em qualquer outra parte do mundo. 

A coloração inusitada ainda não foi explicada pelos pesquisadores. Na verdade, pode não estar relacionada a qualquer função específica, servindo apenas para identificar a espécie, resultado de milhares de anos de evolução isolada nas ilhas do sudeste asiático. Como muitos dos animais únicos que vivem no arquipélago, o caranguejo já é considerado em extinção por seus descobridores, ameaçado pelas atividades humanas que degradam seu habitat, como a mineração. 

Confira uma reportagem completa, em inglês, sobre a descoberta. 

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  • 1 month ago
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A cor do som
Provavelmente algumas músicas remetem você imediatamente a certas formas e cores. Estudos indicam que esse tipo de associação é um traço evolutivo humano, que compartilhamos até com nossos parentes símios. Muitos programas de reprodução sonora utilizam o recurso e ele, inclusive, virou até obra de arte.
Porém, o fotógrafo alemão Martin Klimas decidiu ser um pouco mais analógico quando propôs sua própria mistura ‘lúdica’ de som e cores. A ideia foi simples: o artista colocou tintas de diversas cores em suportes translúcidos sobre alto-falantes. Quando ligados, as vibrações lançaram os pigmentos no ar acompanhando o ritmo das músicas e criaram os belos desenhos capturados nas imagens. 
O projeto precisou de seis meses e mais de mil fotografias para ser concluído. O resultado surpreendente tem o mérito de reproduzir o clima de composições como ‘Bitches Brew’, de Miles Davis, capturada na imagem que abre o post. 
Kraftwerk – ‘Transistor’
Steve Reich e músicos – ‘Music for 18 Musicians’
Steve Reich and Musicians – ‘Drumming’
Paul Hindemith – ’Ludus Tonalis’
Miles Davis – ’Pharaoh’s Dance’
Todas as imagens foram publicadas em uma galeria do The New York Times. Outra obra interessante do artista alemão traz fotografias de figuras de porcelana em devastadoras lutas marciais.
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A cor do som

Provavelmente algumas músicas remetem você imediatamente a certas formas e cores. Estudos indicam que esse tipo de associação é um traço evolutivo humano, que compartilhamos até com nossos parentes símios. Muitos programas de reprodução sonora utilizam o recurso e ele, inclusive, virou até obra de arte.

Porém, o fotógrafo alemão Martin Klimas decidiu ser um pouco mais analógico quando propôs sua própria mistura ‘lúdica’ de som e cores. A ideia foi simples: o artista colocou tintas de diversas cores em suportes translúcidos sobre alto-falantes. Quando ligados, as vibrações lançaram os pigmentos no ar acompanhando o ritmo das músicas e criaram os belos desenhos capturados nas imagens. 

O projeto precisou de seis meses e mais de mil fotografias para ser concluído. O resultado surpreendente tem o mérito de reproduzir o clima de composições como ‘Bitches Brew’, de Miles Davis, capturada na imagem que abre o post. 


Kraftwerk – ‘Transistor’


Steve Reich e músicos – ‘Music for 18 Musicians’


Steve Reich and Musicians – ‘Drumming’


Paul Hindemith – ’Ludus Tonalis’


Miles Davis – ’Pharaoh’s Dance’

Todas as imagens foram publicadas em uma galeria do The New York Times. Outra obra interessante do artista alemão traz fotografias de figuras de porcelana em devastadoras lutas marciais.

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Sob a pele que habito

O dr. Morte está de volta. O novo trabalho do anatomista e artista alemão Gunther von Hagens, que recebeu o carinhoso apelido por seu polêmica projeto Body Worlds - no qual exibia cadáveres humanos como peças de arte e até simulando posições sexuais - revela o que há por dentro dos animais. Nada de sentido figurado, é lógico - estamos falando de músculos, ossos e vasos sanguíneos, como a curiosa cabeça de cavalo que abre o post, digna de filme. 

Em cartaz no Museu de História Natural de Londres, a exposição intitulada Animals Inside Out traz corpos de diversos animais preservados por um processo inventado pelo próprio von Hagens, chamado plastinação. A técnica consiste em retirar os fluidos corporais e substituí-los por uma espécie de resina plástica endurecida. O idealizador argumenta que o trabalho, que pode parecer perturbador para muitos, oferece um olhar detalhado sobre a anatomia animal, crucial para mais descobertas sobre a evolução do mundo natural.

Confira um vídeo da exposição produzido pelo periódico britânico The Telegraph e mais fotos das inusitadas ‘peças de arte’:  

Crédito das imagens: Flickr/IanVisits

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O olho do mundo
Já ouviram falar da controversa Hipótese de Gaia? Se a Terra pudesse mesmo ser descrita como um organismo vivo, haveria poucas dúvidas sobre onde estaria o olho do planeta: sem dúvida seria a estrutura acima, fotografada por um astronauta holandês a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), a Cratera Richat.
Com cerca de 50 quilômetros de diâmetro e localizada na Mauritânia, no meio do deserto do Saara, a estrutura só pode ser vista em sua totalidade da órbita da Terra. Não por acaso, foi observada pela primeira vez por uma missão espacial americana na década de 1960, permanecendo um mistério para a ciência desde então.
Cogitou-se que teria sua origem na colisão de um asteróide com a Terra, teoria já descartada. Hoje a hipótese mais aceita é que seria uma formação geológica natural, um dobramento da crosta terrestre que teve as bordas erodidas pelo deserto. 
A cratera, que funciona como ótima referência para observação do nosso planeta do espaço, também é chamada de ‘olho da África’ e de ‘Amonite descomunal’, em referência à semelhança de sua forma com a de um amonite, animal pré-histórico extinto. 
Confira mais algumas imagens da formação rochosa. 

foto: Google Earth

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O olho do mundo

Já ouviram falar da controversa Hipótese de Gaia? Se a Terra pudesse mesmo ser descrita como um organismo vivo, haveria poucas dúvidas sobre onde estaria o olho do planeta: sem dúvida seria a estrutura acima, fotografada por um astronauta holandês a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), a Cratera Richat.

Com cerca de 50 quilômetros de diâmetro e localizada na Mauritânia, no meio do deserto do Saara, a estrutura só pode ser vista em sua totalidade da órbita da Terra. Não por acaso, foi observada pela primeira vez por uma missão espacial americana na década de 1960, permanecendo um mistério para a ciência desde então.

Cogitou-se que teria sua origem na colisão de um asteróide com a Terra, teoria já descartada. Hoje a hipótese mais aceita é que seria uma formação geológica natural, um dobramento da crosta terrestre que teve as bordas erodidas pelo deserto. 

A cratera, que funciona como ótima referência para observação do nosso planeta do espaço, também é chamada de ‘olho da África’ e de ‘Amonite descomunal’, em referência à semelhança de sua forma com a de um amonite, animal pré-histórico extinto. 

Confira mais algumas imagens da formação rochosa. 

foto: Google Earth

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Retratos indiscretos da realeza

Parece que até o rei da selva está tendo que lidar com os papparazzi. Mas os responsáveis por conseguir sensacionais flagrantes de momentos íntimos dos leões, os irmãos e fotógrafos Will e Matt Burrard-Lucas, apesar de britânicos, não trabalham para nenhum jornal sensacionalista - são especializados em fotos da vida selvagem. 

Eles desenvolveram uma ideia inovadora para conseguir ótimos closes de animais em atitudes mais naturais: as BeetleCams, câmeras camufladas, montadas sobre carrinhos e controladas remotamente. As imagens que ilustram o post foram obtidas em sua expedição de 2011 à reserva de Masai Mara, no Quênia.  

Em 2009, Will e Matt já haviam visitado a Tânzania com as BeetleCams, registrando búfalos e elefantes. O rei da selva, porém, avesso à badalação, quase destruiu o equipamento no único encontro que teve com as câmeras. As imagens de 2011 foram obtidas com novos modelos do equipamento, mais potentes e bem protegidos, mas que também não saíram incólumes do encontro com a realeza.

O projeto dos britânicos lembra outra iniciativa de registrar a vida selvagem com câmeras escondidas, que já foi notícia na nossa página. 

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Os primeiros senhores do fogo

Se dominar o fogo parece ter representado um momento decisivo na evolução de nossos ancestrais, novos indícios obtidos por arqueólogos na África do Sul mostram que essa virada na evolução humana aconteceu bem antes do que se sabia. Segundo descobertas feitas na caverna de Wonderwerk (o sítio arqueológico mostrado na imagem acima), os primeiros homens já controlavam o fogo há cerca de um milhão de anos - 300 mil anos antes dos registros anteriores.   

Pesquisadores da Universidade de Toronto encontraram evidências de queima no local, como cinzas de plantas e fragmentos carbonizados de ossos. O material não parece ter sido arrastado para o interior por vento ou água e se localizava próximo a restos de ferramentas primitivas de pedra.  

Embora o homem moderno zanze pelo mundo há ‘apenas’ 200 mil anos, espécies ancestrais já se espalhavam pela Terra 1,9 milhões de anos atrás. A descoberta mostra que o fogo pode ter feito parte do estilo de vida mesmo do primitivo Homo erectus (como afirma, por exemplo, o antropólogo britânico Richard Wrangham, em livro resenhado na CH) e de que teria representado papel importante na socialização do homem primitivo e até na evolução de nossos cérebros.  

Leia mais sobre a descoberta aqui e aqui. 

Leia mais sobre arqueologia e história no site da Ciência Hoje On-line. 

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Pinceladas espaciais e novidades do Tumblr

Como revelamos no Bússola, o blogue da Ciência Hoje On-line, nossa intenção é desenvolver cada vez mais a capacidade de curadoria que o Tumblr permite e, assim, estimular novas iniciativas de divulgação científica na ferramenta.

Dando início a essa nova fase, começamos a semana com as interessantes imagens da Nasa publicadas no viveraciencia.  

Reblogado de viveraciencia:

Os traços de Van Gogh já tinham a nossa admiração, mas ganham agora paralelismo com imagens de ciência.
Uma animação da NASA mostra uma simulação dos movimentos das correntes oceânicas por todo o mundo, entre 2005 e 2007.
As linhas brancas que aparecem no vídeo apresentam incríveis semelhanças com o estilo do pintor holandês, em particular o usado no quadro “Noite Estrelada”.



(Via Boas Notícias: http://tinyurl.com/bl5mgjc)

Outra animações impressionantes sobre correntes marinhas, erupções solares e a formação da lua podem ser conferidas na matéria publicada pelo The Guardian (em inglês).

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Source: viveraciencia

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Passado esquecido no gelo
Para muitos, a melancolia silenciosa das construções abandonadas tem um grande fascínio. No caso do complexo Buzludzha, na Bulgária, realmente é difícil não se sentir atraído pelo simbolismo do local, um dos principais fósseis de um projeto de mundo que mudou a história, mas jaz abandonada sob a neve europeia. 


Inaugurado em 1981, Buzludzha era o maior símbolo ideológico do regime comunista búlgaro. Situado a mais de 1400 metros de altitude, o complexo foi decorado com trabalhos do mais proeminentes artistas búlgaros da época, criando até hoje uma magnífica atmosfera que mescla mármore, vidro e sonho ao frio concreto da construção. O projeto foi do arquiteto búlgaro Gueorguy Stoilov.


Em 1989, chegavam ao fim os dias de glória do monumento, com a derrubada do governo comunista do ditador Todor Zhivkov, no poder desde 1954. Abandonado, o Buzludzha tornou-se símbolo de um passado que deveria ser esquecido. 



As impressionantes imagens do post são alguns dos registros feitos pelo fotógrafo Timothy Allen, que visitou o monumento em pleno inverno (confira mais fotos e o relato completo da viagem). No Youtube, o documentário The Road to Buzludja também mostra um pouco mais da história e da degradação do icônico local.
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Passado esquecido no gelo

Para muitos, a melancolia silenciosa das construções abandonadas tem um grande fascínio. No caso do complexo Buzludzha, na Bulgária, realmente é difícil não se sentir atraído pelo simbolismo do local, um dos principais fósseis de um projeto de mundo que mudou a história, mas jaz abandonada sob a neve europeia. 

Inaugurado em 1981, Buzludzha era o maior símbolo ideológico do regime comunista búlgaro. Situado a mais de 1400 metros de altitude, o complexo foi decorado com trabalhos do mais proeminentes artistas búlgaros da época, criando até hoje uma magnífica atmosfera que mescla mármore, vidro e sonho ao frio concreto da construção. O projeto foi do arquiteto búlgaro Gueorguy Stoilov.

Em 1989, chegavam ao fim os dias de glória do monumento, com a derrubada do governo comunista do ditador Todor Zhivkov, no poder desde 1954. Abandonado, o Buzludzha tornou-se símbolo de um passado que deveria ser esquecido. 

As impressionantes imagens do post são alguns dos registros feitos pelo fotógrafo Timothy Allen, que visitou o monumento em pleno inverno (confira mais fotos e o relato completo da viagem). No Youtube, o documentário The Road to Buzludja também mostra um pouco mais da história e da degradação do icônico local.

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O mais afiado de todos os tempos
Quem tem os dentes mais afiados de todos os tempos? O enorme tubarão-branco? O selvagem tigre dentes-de-sabre? Ou algum dinossauro carnívoro gigantesco, como o Tyrannosaurus rex? Nada disso. O grande campeão, segundo um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society, é o conodonte Wurmiella excavata, um vertebrado aquático primitivo, semelhante a uma enguia. 
Bem menor do que esses grandes predadores, o animal media apenas dois centímetros e viveu há mais de 200 milhões de anos. Apesar de serem os mais afiados da história, seus dentes - capturados pela técnica de micrografia eletrônica na imagem do post - eram, na verdade, microscópicos. E o animal sequer possuía estruturas musculares ou ósseas que constituíssem uma mandíbula de verdade. 
Por incrível que pareça, os cientistas explicam que esse era exatamente o segredo para a precisão de seus dentes. Em grandes animais, a força das mandíbulas rapidamente faz os dentes afiados se quebrarem. Em seres pequenos, especialmente os que não possuem mandíbula desenvolvida, os dentes só conseguem aplicar pequenas forças sobre o alimento. Por isso, para serem eficientes, precisam ser muito afiados - e ainda têm a vantagem de sofrerem um desgaste muito menor.   
Confira mais detalhes sobre o estudo.
Leia mais novidades sobre biodiversidade e paleontologia no site da Ciência Hoje On-line.
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Quem tem os dentes mais afiados de todos os tempos? O enorme tubarão-branco? O selvagem tigre dentes-de-sabre? Ou algum dinossauro carnívoro gigantesco, como o Tyrannosaurus rex? Nada disso. O grande campeão, segundo um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society, é o conodonte Wurmiella excavata, um vertebrado aquático primitivo, semelhante a uma enguia. 

Bem menor do que esses grandes predadores, o animal media apenas dois centímetros e viveu há mais de 200 milhões de anos. Apesar de serem os mais afiados da história, seus dentes - capturados pela técnica de micrografia eletrônica na imagem do post - eram, na verdade, microscópicos. E o animal sequer possuía estruturas musculares ou ósseas que constituíssem uma mandíbula de verdade. 

Por incrível que pareça, os cientistas explicam que esse era exatamente o segredo para a precisão de seus dentes. Em grandes animais, a força das mandíbulas rapidamente faz os dentes afiados se quebrarem. Em seres pequenos, especialmente os que não possuem mandíbula desenvolvida, os dentes só conseguem aplicar pequenas forças sobre o alimento. Por isso, para serem eficientes, precisam ser muito afiados - e ainda têm a vantagem de sofrerem um desgaste muito menor.   

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