Ciência Hoje no Tumblr

ago. 22

Imagem da semana: Trágico despertar
Um dia funesto de 1883 lembrou a humanidade como somos pequenos diante da grandeza e da ferocidade de nosso planeta. Em 27 de agosto daquele ano, o vulcão Krakatoa entrou em erupção, provocando uma das mais terríveis tragédias naturais registradas na história moderna. O desastre foi sentido em todo o mundo, ouvido a cerca de 4 mil quilômetros de distância, provocou enormes tsunamis de até 40 metros e matou cerca de 36 mil pessoas, além de ter sido um dos primeiros eventos noticiados mundialmente, logo após a instalação dos cabos telegráficos transcontinentais.  
Localizado numa ilha homônima entre Sumatra e Java, o Krakatoa era considerado um vulcão extinto. No entanto, voltou gradual e inesperadamente à ativa no ano de 1883, causando tremores de terra e pequenas erupções por meses até que, entre 26 e 27 de agosto, causou uma série de poderosas explosões, que atiraram à atmosfera 21 mil metros cúbicos de rochas e produziram estrondos ouvidos a quase 5 mil quilômetros de distância, da Austrália à Índia - provavelmente um dos sons naturais mais altos já produzidos na história moderna.

A catástrofe jogou nuvens de poeira e cinzas na atmosfera, causando diversos efeitos climáticos: fragmentos do vulcão permaneceram na atmosfera por anos, modificando as cores do pôr do sol em todo o mundo e a temperatura do globo passou por uma súbita queda após o evento. A explosão foi causada pela inteiração de duas placas tectônicas, a eurasiática e a indo-australiana, cuja fronteira se localiza naquela região e lhe confere vulcanismo acentuado. A energia liberada pelo Krakatoa correspondeu a cerca de 13 mil bombas nucleares como as que foram usadas depois, na Segunda Guerra Mundial.
A erupção destruiu dois terços de ilha e acabou com toda vida animal e vegetal existente por lá. Novas erupções intermitentes a partir do fim da década de 1920 criaram uma nova ilha no mesmo local, Anak Krakatau (filho de Krakatoa), mas o novo vulcão ainda não chega a representar o mesmo perigo do anterior, dizem os especialistas. A região, por outro lado, também se tornou um enorme laboratório ao ar livre para geólogos e biólogos que puderam assistir ao ressurgimento da vida por lá – aos poucos, a relva, os arbustos, as palmeiras, os insetos, os pássaros e os répteis repovoaram o que restou da ilha. 

A erupção foi uma das primeiras notícias a serem disseminadas globalmente com rapidez, já que ocorreu pouco depois da instalação de linhas de telégrafo entre os continentes. Sem explicações científicas para a catástrofe na época, muitas manchetes de jornais anunciaram o fim dos tempos. Esse conjunto de fatores foi o que provavelmente gravou o evento para sempre na memória coletiva da humanidade. 
Leia mais sobre a erupção do Krakatoa aqui e aqui. 
Vale destacar que cerca de 70 anos antes, em 1815, já havia ocorrido outra erupção tão ou até mais devastadora: a do vulcão Tambora, na ilha de Sumbawa, na Indonésia, que matou cerca de 90 mil pessoas e provocou a diminuição da temperatura global em 3 graus centígrados. Poucos anos atrás, o Tambora voltou a rugir, mostrando sinais de vida, mas não causou mais nenhum estrago até o momento. A erupção recente que mais ganhou a atenção da mídia talvez tenha sido a do vulcão islandês Eyjafjallajokull, que paralisou a aviação europeia por um curto período em 2010.
Relembre no nosso podcast: http://cienciahoje.uol.com.br/podcasts/O%20vulcao%20da%20Islandia.mp3 

Atualmente, outro vulcão islandês ameaça entrar em erupção e pode levar novamente o caos aéreo para a Europa: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/08/islandia-retira-moradores-de-area-ao-norte-de-vulcao-em-atividade.html 
Na Ciência Hoje, o leitor pergunta: é possível prever uma erupção vulcânica? http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/270/pode-se-prever-uma-erupcao-vulcanica 
Físico fala sobre a possibilidade de um grande tsunami atingir o Brasil caso um vulcão das ilhas Canárias entre em erupção: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2011/tsunami-no-brasil 
Jornalista do ICH esteve em Pompeia. Confira o relato pessoal da visita, um passeio em meio a templos, anfiteatros, antiguidades e corpos de gesso: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/05/o-passado-que-esta-por-vir 

Vulcões poderiam explicar oxigênio na atmosfera: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/geociencias/vulcoes-poderiam-explicar-oxigenio-na-atmosfera 
Pesquisadores norte-americanos alertam para perigo de desastre em larga escala no Caribe: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/geociencias/os-tsunamis-do-caribe 
Colunista fala sobre energia nuclear, reatores e detectores de radioatividade e o que aconteceu em Fukushima: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/japao-o-impensavel-aconteceu 
Pesquisadores detectam enxofre radiativo no ar do litoral da Califórnia, formado no encontro da água do mar com os reatores nucleares de Fukushima: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/08/vestigios-de-fukushima 

Sismólogo George Sand França, chefe do Observatório Sismológico da UnB discute as causas do grande tremor que devastou o Haiti em 2010 e sobre a possibilidade de um fenômeno similar ocorrer no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/01/sobre-terremotos 
Mais de 20 anos após um dos piores episódios de terremotos ocorridos no Nordeste, a terra na região segue sacudindo, mas o país ainda está despreparado para emergências: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/a-cidade-tremeu-balancou/ 
Foto de abertura: Flickr/ robnunn - CC BY-NC 2.0
Leia mais novidades sobre geociências e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

Imagem da semana: Trágico despertar

Um dia funesto de 1883 lembrou a humanidade como somos pequenos diante da grandeza e da ferocidade de nosso planeta. Em 27 de agosto daquele ano, o vulcão Krakatoa entrou em erupção, provocando uma das mais terríveis tragédias naturais registradas na história moderna. O desastre foi sentido em todo o mundo, ouvido a cerca de 4 mil quilômetros de distância, provocou enormes tsunamis de até 40 metros e matou cerca de 36 mil pessoas, além de ter sido um dos primeiros eventos noticiados mundialmente, logo após a instalação dos cabos telegráficos transcontinentais.  

Localizado numa ilha homônima entre Sumatra e Java, o Krakatoa era considerado um vulcão extinto. No entanto, voltou gradual e inesperadamente à ativa no ano de 1883, causando tremores de terra e pequenas erupções por meses até que, entre 26 e 27 de agosto, causou uma série de poderosas explosões, que atiraram à atmosfera 21 mil metros cúbicos de rochas e produziram estrondos ouvidos a quase 5 mil quilômetros de distância, da Austrália à Índia - provavelmente um dos sons naturais mais altos já produzidos na história moderna.

A catástrofe jogou nuvens de poeira e cinzas na atmosfera, causando diversos efeitos climáticos: fragmentos do vulcão permaneceram na atmosfera por anos, modificando as cores do pôr do sol em todo o mundo e a temperatura do globo passou por uma súbita queda após o evento. A explosão foi causada pela inteiração de duas placas tectônicas, a eurasiática e a indo-australiana, cuja fronteira se localiza naquela região e lhe confere vulcanismo acentuado. A energia liberada pelo Krakatoa correspondeu a cerca de 13 mil bombas nucleares como as que foram usadas depois, na Segunda Guerra Mundial.

A erupção destruiu dois terços de ilha e acabou com toda vida animal e vegetal existente por lá. Novas erupções intermitentes a partir do fim da década de 1920 criaram uma nova ilha no mesmo local, Anak Krakatau (filho de Krakatoa), mas o novo vulcão ainda não chega a representar o mesmo perigo do anterior, dizem os especialistas. A região, por outro lado, também se tornou um enorme laboratório ao ar livre para geólogos e biólogos que puderam assistir ao ressurgimento da vida por lá – aos poucos, a relva, os arbustos, as palmeiras, os insetos, os pássaros e os répteis repovoaram o que restou da ilha. 

A erupção foi uma das primeiras notícias a serem disseminadas globalmente com rapidez, já que ocorreu pouco depois da instalação de linhas de telégrafo entre os continentes. Sem explicações científicas para a catástrofe na época, muitas manchetes de jornais anunciaram o fim dos tempos. Esse conjunto de fatores foi o que provavelmente gravou o evento para sempre na memória coletiva da humanidade. 

Leia mais sobre a erupção do Krakatoa aqui e aqui

Vale destacar que cerca de 70 anos antes, em 1815, já havia ocorrido outra erupção tão ou até mais devastadora: a do vulcão Tambora, na ilha de Sumbawa, na Indonésia, que matou cerca de 90 mil pessoas e provocou a diminuição da temperatura global em 3 graus centígrados. Poucos anos atrás, o Tambora voltou a rugir, mostrando sinais de vida, mas não causou mais nenhum estrago até o momento. A erupção recente que mais ganhou a atenção da mídia talvez tenha sido a do vulcão islandês Eyjafjallajokull, que paralisou a aviação europeia por um curto período em 2010.

Relembre no nosso podcast: http://cienciahoje.uol.com.br/podcasts/O%20vulcao%20da%20Islandia.mp3 

Atualmente, outro vulcão islandês ameaça entrar em erupção e pode levar novamente o caos aéreo para a Europa: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/08/islandia-retira-moradores-de-area-ao-norte-de-vulcao-em-atividade.html 

Na Ciência Hoje, o leitor pergunta: é possível prever uma erupção vulcânica? http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/270/pode-se-prever-uma-erupcao-vulcanica 

Físico fala sobre a possibilidade de um grande tsunami atingir o Brasil caso um vulcão das ilhas Canárias entre em erupção: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2011/tsunami-no-brasil 

Jornalista do ICH esteve em Pompeia. Confira o relato pessoal da visita, um passeio em meio a templos, anfiteatros, antiguidades e corpos de gesso: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/05/o-passado-que-esta-por-vir 

Vulcões poderiam explicar oxigênio na atmosfera: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/geociencias/vulcoes-poderiam-explicar-oxigenio-na-atmosfera 

Pesquisadores norte-americanos alertam para perigo de desastre em larga escala no Caribe: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/geociencias/os-tsunamis-do-caribe 

Colunista fala sobre energia nuclear, reatores e detectores de radioatividade e o que aconteceu em Fukushima: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/japao-o-impensavel-aconteceu 

Pesquisadores detectam enxofre radiativo no ar do litoral da Califórnia, formado no encontro da água do mar com os reatores nucleares de Fukushima: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/08/vestigios-de-fukushima 

Sismólogo George Sand França, chefe do Observatório Sismológico da UnB discute as causas do grande tremor que devastou o Haiti em 2010 e sobre a possibilidade de um fenômeno similar ocorrer no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/01/sobre-terremotos 

Mais de 20 anos após um dos piores episódios de terremotos ocorridos no Nordeste, a terra na região segue sacudindo, mas o país ainda está despreparado para emergências: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/a-cidade-tremeu-balancou/ 

Foto de abertura: Flickr/ robnunn - CC BY-NC 2.0

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ago. 20

Brinquedos para meninas exploradoras
No ano passado, a pequena Charlotte Benjamin viu sua singela cartinha endereçada à companhia de brinquedos Lego virar um grande sucesso na internet. A menina de sete anos reclamava das representações femininas nos kits de montar da companhia: enquanto os homens eram mostrados explorando o mundo e vivendo aventuras, as mulheres só apareciam no shopping, na praia ou em casa. 
Acusada de sexismo, a empresa respondeu rápido: no começo de agosto começou a vender um novo conjunto com quase 200 peças, que traz três mulheres cientistas dedicadas a explorar nosso mundo de diversas formas: uma  astrônoma, uma paleontóloga e uma química. A série ‘Instituto de Pesquisa’ é fruto de um projeto interessante chamado Lego Ideas, que permite que os fãs criem e compartilhem seus próprios conceitos para conjuntos Lego - e as ideias mais populares são transformadas em brinquedos reais. 
A proposta desse kit em particular foi apresentada pela pesquisadora Ellen Kooijman e incluía diversas opções que mostravam mulheres explorando os mistérios do mundo, vivendo aventuras e ocupando posições interessantes e desafiadoras. Além dos três conjuntos que compõem esse kit inicial, ela também propôs mulheres geólogas, engenheiras robóticas, juízas, tratadoras de animais, mecânicas, bombeiras e mais!



O projeto de Kooijman recebeu o apoio de mais de 10 mil pessoas e foi transformado em realidade, assim como outras propostas ligadas ao mundo da ciência e da ficção científica, como uma versão montável do Rover Curiosity, veículo da Nasa para explorar Marte, e o carro DeLorean, máquina do tempo do filme ‘De Volta para o Futuro’. Vale destacar que figuras femininas já haviam integrado, por exemplo, as séries de minifiguras da Lego (como uma astronauta e uma médica), mas também foi somente em 2013 que a primeira cientista entrou para essa galeria.
Confira uma representação de momentos marcantes da história com peças de lego e uma representação interessante da anatomia dos brinquedos. 
Leia mais novidades sobre ciência e tecnologia na página da Ciência Hoje. 

Brinquedos para meninas exploradoras

No ano passado, a pequena Charlotte Benjamin viu sua singela cartinha endereçada à companhia de brinquedos Lego virar um grande sucesso na internet. A menina de sete anos reclamava das representações femininas nos kits de montar da companhia: enquanto os homens eram mostrados explorando o mundo e vivendo aventuras, as mulheres só apareciam no shopping, na praia ou em casa. 

Acusada de sexismo, a empresa respondeu rápido: no começo de agosto começou a vender um novo conjunto com quase 200 peças, que traz três mulheres cientistas dedicadas a explorar nosso mundo de diversas formas: uma  astrônoma, uma paleontóloga e uma química. A série ‘Instituto de Pesquisa’ é fruto de um projeto interessante chamado Lego Ideas, que permite que os fãs criem e compartilhem seus próprios conceitos para conjuntos Lego - e as ideias mais populares são transformadas em brinquedos reais. 

A proposta desse kit em particular foi apresentada pela pesquisadora Ellen Kooijman e incluía diversas opções que mostravam mulheres explorando os mistérios do mundo, vivendo aventuras e ocupando posições interessantes e desafiadoras. Além dos três conjuntos que compõem esse kit inicial, ela também propôs mulheres geólogas, engenheiras robóticas, juízas, tratadoras de animais, mecânicas, bombeiras e mais!

O projeto de Kooijman recebeu o apoio de mais de 10 mil pessoas e foi transformado em realidade, assim como outras propostas ligadas ao mundo da ciência e da ficção científica, como uma versão montável do Rover Curiosity, veículo da Nasa para explorar Marte, e o carro DeLorean, máquina do tempo do filme ‘De Volta para o Futuro’. Vale destacar que figuras femininas já haviam integrado, por exemplo, as séries de minifiguras da Lego (como uma astronauta e uma médica), mas também foi somente em 2013 que a primeira cientista entrou para essa galeria.

Confira uma representação de momentos marcantes da história com peças de lego e uma representação interessante da anatomia dos brinquedos

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Fofura em dose tripla
Cuidado: as imagens deste post podem induzir, mesmo nos corações mais gelados, uma explosão de fofura: são trigêmeos de Panda gigantes, nascidos em julho no parque safári Chimelong, em Guangzhou, na China. As fotos dos recém-nascidos só foram divulgadas na semana passada, depois que os pequenos animais deixaram o período de isolamento na incubadora do centro. 
Esse tipo de nascimento é muito raro, dado o baixo índice reprodutivo da espécie e as altas taxas de mortalidade nos primeiros estágios da vida: os bebês-panda foram os únicos trigêmeos nascidos em cativeiro que sobreviveram de que se tem notícia. O sexo dos pequenos animais ainda não pode ser identificado, por isso eles permanecerão sem nome por mais algum tempo. 
A notícia é ótima para os esforços de preservação da espécie, hoje muito ameaçada. Só na China vivem centenas de pandas em cativeiro, a maioria em programas de reprodução artificial. Confira mais registros dos novos pandas e da orgulhosa mãe, Juxiao, e assista a um vídeo com os animais.



Aqui no Tumblr você também pode relembrar outra grande leva de filhotes de Panda Gigante e comprovar que a fofura é um traço característico dessa simpática espécie.

Fofura em dose tripla

Cuidado: as imagens deste post podem induzir, mesmo nos corações mais gelados, uma explosão de fofura: são trigêmeos de Panda gigantes, nascidos em julho no parque safári Chimelong, em Guangzhou, na China. As fotos dos recém-nascidos só foram divulgadas na semana passada, depois que os pequenos animais deixaram o período de isolamento na incubadora do centro. 

Esse tipo de nascimento é muito raro, dado o baixo índice reprodutivo da espécie e as altas taxas de mortalidade nos primeiros estágios da vida: os bebês-panda foram os únicos trigêmeos nascidos em cativeiro que sobreviveram de que se tem notícia. O sexo dos pequenos animais ainda não pode ser identificado, por isso eles permanecerão sem nome por mais algum tempo. 

A notícia é ótima para os esforços de preservação da espécie, hoje muito ameaçada. Só na China vivem centenas de pandas em cativeiro, a maioria em programas de reprodução artificial. Confira mais registros dos novos pandas e da orgulhosa mãe, Juxiao, e assista a um vídeo com os animais.

Aqui no Tumblr você também pode relembrar outra grande leva de filhotes de Panda Gigante e comprovar que a fofura é um traço característico dessa simpática espécie.

ago. 18

Vejo sinais wi-fi. O tempo todo. 
E se, de uma hora para outra, começássemos a enxergar os sinais wi-fi que nos circundam o tempo todo nos ambientes urbanos modernos? Foi mais ou menos essa a ideia por trás do luminoso trabalho Digital Ethereal, produzido por Luis Hernan, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.
O trabalho artístico que lembra aparições fantasmagóricas e multicoloridas é resultado de suas experimentações com o ‘espaço hertziano’, a paisagem de sinais eletromagnéticos dispersos no mundo físico que permite a transferência de dados digitais em rede, via tecnologias como wi-fi, bluetooth e GPS.  


As fotos não capturam exatamente a propagação do sinal wireless de nossos aparelhos e gadgets, mas uma espécie de representação gráfica de sua intensidade. Eles foram feitos com o  Kirlian Device, um aplicativo para celular que, explicando de maneira bem superficial, traduz a força do sinal wi-fi em cores, indo do azul, mais forte, ao vermelho, mais fraco. 
Os rastros que serpenteiam pelas imagens são criados pelo deslocamento do aparelho no espaço e registram as variações da intensidade do sinal ao longo do tempo, capturadas em fotos de longa exposição. Eles revelam a fragilidade dessa infraestrutura invisível e mostram que um simples deslocamento pela casa já pode alterar de forma significativa a maneira como interagimos com o mundo.
O projeto é descrito como uma exploração criativa do espectro wireless - e a analogia com fantasmas é proposital: visa referenciar a obra ao inefável e invisível campo das assombrações em nosso imaginário. 



Saiba mais sobre o trabalho e acesse o site do pesquisador. 
Leia mais novidades sobre tecnologia e engenharia na página da Ciência Hoje On-line. 

Vejo sinais wi-fi. O tempo todo. 

E se, de uma hora para outra, começássemos a enxergar os sinais wi-fi que nos circundam o tempo todo nos ambientes urbanos modernos? Foi mais ou menos essa a ideia por trás do luminoso trabalho Digital Ethereal, produzido por Luis Hernan, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

O trabalho artístico que lembra aparições fantasmagóricas e multicoloridas é resultado de suas experimentações com o ‘espaço hertziano’, a paisagem de sinais eletromagnéticos dispersos no mundo físico que permite a transferência de dados digitais em rede, via tecnologias como wi-fi, bluetooth e GPS.  

As fotos não capturam exatamente a propagação do sinal wireless de nossos aparelhos e gadgets, mas uma espécie de representação gráfica de sua intensidade. Eles foram feitos com o  Kirlian Device, um aplicativo para celular que, explicando de maneira bem superficial, traduz a força do sinal wi-fi em cores, indo do azul, mais forte, ao vermelho, mais fraco. 

Os rastros que serpenteiam pelas imagens são criados pelo deslocamento do aparelho no espaço e registram as variações da intensidade do sinal ao longo do tempo, capturadas em fotos de longa exposição. Eles revelam a fragilidade dessa infraestrutura invisível e mostram que um simples deslocamento pela casa já pode alterar de forma significativa a maneira como interagimos com o mundo.

O projeto é descrito como uma exploração criativa do espectro wireless - e a analogia com fantasmas é proposital: visa referenciar a obra ao inefável e invisível campo das assombrações em nosso imaginário. 

Saiba mais sobre o trabalho e acesse o site do pesquisador

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ago. 15

Foto da semana: ‘O canal que uniu o planeta’
Há 100 anos, o mundo ganhou o maior de seus atalhos: em 15 de agosto de 1914 foi inaugurado o canal do Panamá, uma das maiores obras de engenharia até então – e uma das mais mortais da história moderna. O projeto materializou um antigo sonho da navegação ocidental, encurtou em muitos dias e reduziu muito os perigos das viagens entre os oceanos Atlântico e Pacífico e ainda levou à independência do Panamá. 
Até 1914, a única forma de navegar entre os dois maiores oceanos do mundo era pelo gélido e perigoso estreito de Magalhães, no extremo sul do continente americano – uma simples viagem da costa leste à oeste dos Estados Unidos, por exemplo, percorria um trajeto total de mais de 15 mil quilômetros. 

Ainda no século 19, uma primeira tentativa de encurtar essa distância foi levada a cabo por uma companhia da França. Depois do sucesso na construção do canal de Suez, que liga o Mediterrâneo ao mar Vermelho, os franceses buscaram repetir a experiência escavando com toneladas de dinamite um canal no Panamá no nível do mar. Porém, encontraram apenas morte e prejuízo em seu caminho.
A região montanhosa dificultou o trabalho e a selva fechada dizimou os operários, acometidos com malária e febre amarela. Uma dificuldade adicional era a diferença entre as duas costas: o lado do Pacífico é 25 centímetros mais alto do que o lado do Atlântico, e tem marés muito mais altas. Dezenas de milhares de mortes depois do início das obras, a empreitada terminou em falência, em 1889. 

Os Estados Unidos compraram, então, os direitos para construção do canal, interessados também em estabelecer uma base na região. No processo, bancaram a independência do Panamá, então província da Colômbia, depois de o governo colombiano exigir novos pagamentos para liberar a construção. As obras recomeçaram sem lutar contra o relevo: a solução encontrada foi a construção de uma série de eclusas, ‘elevadores aquáticos’ que permitiriam aos navios subir e descer as montanhas. Ainda acumulando mortos, mas com mais investimentos em segurança e infraestrutura sanitária (ao menos agora se sabia que as doenças eram transmitidas por mosquitos), as obras avançaram. 
O canal foi finalmente inaugurado em 1914 e permaneceu administrado pelos EUA até 1999. Com uma extensão de cerca de 80 km, vai da Cidade do Panamá, no Pacífico, a Colón, no Atlântico. Atualmente, passam por ele cerca de 5% do comércio mundial e mais de 10 mil navios por ano. Estão em curso obras de ampliação, que permitirão o trânsito de navios 25% maiores e 50% mais largos, além de aumentar o fluxo máximo diário. Problemas com a empresa que realiza a obra e o alto custo (mais de 5 bilhões de dólares), no entanto, ameaçam atrasar a obra, prevista para 2016 – a ideia original era terminá-la a tempo do centenário. 

Leia mais sobre o Canal do Panamá: http://bit.ly/1t6Hnbv e http://bit.ly/1t6HnZh 
Entenda como funciona o sistema de eclusas que permite a travessia do canal: http://www.youtube.com/watch?v=uj4jpZKeBto
Recentemente uma companhia da China ganhou uma concessão para abrir outro canal, na Nicarágua, que promete acirrar a disputa comercial entre a potência emergente e os Estados Unidos. Leia mais: http://bbc.in/Xn9tVt 
Conheça a maior expedição náutica sobre mudança climática já realizada, que deu a volta ao mundo para coletar amostras e estudar o impacto do aquecimento global nos oceanos: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/01/exploradores-dos-mares/ 
Colunista apresenta diversas e inusitadas propostas de engenharia para frear o aquecimento global, diante das previsões cada vez mais pessimistas sobre nosso futuro: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/geoengenharia-delirio-ou-salvacao/

Leia sobre a invenção de dinamite e sobre uma faceta menos conhecida de Alfred Nobel, o ‘mercador da morte’: http://on.fb.me/Xn9Ijd 
A força está nos mares - tecnologias de captação de energia nos oceanos prometem redesenhar o cenário mundial de geração de eletricidade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/316/forcas-ao-mar 
Colunista mostra o que o LHC, a crise econômica americana, novas rotas navegáveis entre o Pacífico e o Atlântico e o aquecimento global têm em comum: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/mas-o-que-isso-tem-a-ver-com-meio-ambiente/ 
Tecnologia nacional pode criar tinta ecológica para pintura de navios, solução inédita para um dos problemas ambientais mais notórios da navegação: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/oceanos-envenenados/rotas-menos-poluentes/ 

Das estrelas ao GPS, colunista reflete sobre as grandes viagens da humanidade e as tecnologias criadas para orientá-las: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/das-estrelas-ao-gps/ 
Iniciativa da UFRJ aposta no ‘crowdfunding’ para estudar um invasor que tem causado danos aos nossos ecossistemas aquáticos e prejuízos pelo país: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/06/internautas-2018versus2019-invasor-cascudo/   
Colunista discute o problema da exploração comercial de sítios arqueológicos subaquáticos no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/piratas-reais
Filme norueguês reconta a história de uma das expedições científicas mais ousadas do século 20: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/02/a-epica-travessia-de-thor-heyerdahl/ 
(foto de abrtura: Flickr/ roger4336 - CC BY-SA 2.0)
Leia mais novidades sobre engenharia e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

Foto da semana: ‘O canal que uniu o planeta’

Há 100 anos, o mundo ganhou o maior de seus atalhos: em 15 de agosto de 1914 foi inaugurado o canal do Panamá, uma das maiores obras de engenharia até então – e uma das mais mortais da história moderna. O projeto materializou um antigo sonho da navegação ocidental, encurtou em muitos dias e reduziu muito os perigos das viagens entre os oceanos Atlântico e Pacífico e ainda levou à independência do Panamá. 

Até 1914, a única forma de navegar entre os dois maiores oceanos do mundo era pelo gélido e perigoso estreito de Magalhães, no extremo sul do continente americano – uma simples viagem da costa leste à oeste dos Estados Unidos, por exemplo, percorria um trajeto total de mais de 15 mil quilômetros. 

Ainda no século 19, uma primeira tentativa de encurtar essa distância foi levada a cabo por uma companhia da França. Depois do sucesso na construção do canal de Suez, que liga o Mediterrâneo ao mar Vermelho, os franceses buscaram repetir a experiência escavando com toneladas de dinamite um canal no Panamá no nível do mar. Porém, encontraram apenas morte e prejuízo em seu caminho.

A região montanhosa dificultou o trabalho e a selva fechada dizimou os operários, acometidos com malária e febre amarela. Uma dificuldade adicional era a diferença entre as duas costas: o lado do Pacífico é 25 centímetros mais alto do que o lado do Atlântico, e tem marés muito mais altas. Dezenas de milhares de mortes depois do início das obras, a empreitada terminou em falência, em 1889. 

Os Estados Unidos compraram, então, os direitos para construção do canal, interessados também em estabelecer uma base na região. No processo, bancaram a independência do Panamá, então província da Colômbia, depois de o governo colombiano exigir novos pagamentos para liberar a construção. As obras recomeçaram sem lutar contra o relevo: a solução encontrada foi a construção de uma série de eclusas, ‘elevadores aquáticos’ que permitiriam aos navios subir e descer as montanhas. Ainda acumulando mortos, mas com mais investimentos em segurança e infraestrutura sanitária (ao menos agora se sabia que as doenças eram transmitidas por mosquitos), as obras avançaram. 

O canal foi finalmente inaugurado em 1914 e permaneceu administrado pelos EUA até 1999. Com uma extensão de cerca de 80 km, vai da Cidade do Panamá, no Pacífico, a Colón, no Atlântico. Atualmente, passam por ele cerca de 5% do comércio mundial e mais de 10 mil navios por ano. Estão em curso obras de ampliação, que permitirão o trânsito de navios 25% maiores e 50% mais largos, além de aumentar o fluxo máximo diário. Problemas com a empresa que realiza a obra e o alto custo (mais de 5 bilhões de dólares), no entanto, ameaçam atrasar a obra, prevista para 2016 – a ideia original era terminá-la a tempo do centenário. 

Leia mais sobre o Canal do Panamá: http://bit.ly/1t6Hnbv e http://bit.ly/1t6HnZh 

Entenda como funciona o sistema de eclusas que permite a travessia do canal: http://www.youtube.com/watch?v=uj4jpZKeBto

Recentemente uma companhia da China ganhou uma concessão para abrir outro canal, na Nicarágua, que promete acirrar a disputa comercial entre a potência emergente e os Estados Unidos. Leia mais: http://bbc.in/Xn9tVt 

Conheça a maior expedição náutica sobre mudança climática já realizada, que deu a volta ao mundo para coletar amostras e estudar o impacto do aquecimento global nos oceanos: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/01/exploradores-dos-mares/ 

Colunista apresenta diversas e inusitadas propostas de engenharia para frear o aquecimento global, diante das previsões cada vez mais pessimistas sobre nosso futuro: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/geoengenharia-delirio-ou-salvacao/

Leia sobre a invenção de dinamite e sobre uma faceta menos conhecida de Alfred Nobel, o ‘mercador da morte’: http://on.fb.me/Xn9Ijd 

A força está nos mares - tecnologias de captação de energia nos oceanos prometem redesenhar o cenário mundial de geração de eletricidade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/316/forcas-ao-mar 

Colunista mostra o que o LHC, a crise econômica americana, novas rotas navegáveis entre o Pacífico e o Atlântico e o aquecimento global têm em comum: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/mas-o-que-isso-tem-a-ver-com-meio-ambiente/ 

Tecnologia nacional pode criar tinta ecológica para pintura de navios, solução inédita para um dos problemas ambientais mais notórios da navegação: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/oceanos-envenenados/rotas-menos-poluentes/ 

Das estrelas ao GPS, colunista reflete sobre as grandes viagens da humanidade e as tecnologias criadas para orientá-las: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/das-estrelas-ao-gps/ 

Iniciativa da UFRJ aposta no ‘crowdfunding’ para estudar um invasor que tem causado danos aos nossos ecossistemas aquáticos e prejuízos pelo país: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/06/internautas-2018versus2019-invasor-cascudo/   

Colunista discute o problema da exploração comercial de sítios arqueológicos subaquáticos no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/piratas-reais

Filme norueguês reconta a história de uma das expedições científicas mais ousadas do século 20: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/02/a-epica-travessia-de-thor-heyerdahl/ 

(foto de abrtura: Flickr/ roger4336 - CC BY-SA 2.0)

Leia mais novidades sobre engenharia e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

ago. 13

Olhos nos olhos
Qual a sensação desses muitos olhos inumanos encarando diretamente os seus? Ferocidade? Doçura? Sabedoria? Embora possam parecer tão ameaçadores quanto, esses não são olhares de alienígenas malignos e peludos te observando, mas sim de simples aranhas do nosso próprio mundo, ampliadas em espetaculares macrofotos.
Os registros foram feitos pelo fotógrafo Jimmy Kong em diversos ambientes de seu país, a Malásia. A obra dele, disponível no Flickr, inclui ainda outros animais, como répteis e insetos, todos capturados em fotos ultradetalhadas. 
Confira mais algumas de suas fotos impactantes de aracnídeos: o que será que seus olhares querem dizer, afinal?






Via Colossal.

Olhos nos olhos

Qual a sensação desses muitos olhos inumanos encarando diretamente os seus? Ferocidade? Doçura? Sabedoria? Embora possam parecer tão ameaçadores quanto, esses não são olhares de alienígenas malignos e peludos te observando, mas sim de simples aranhas do nosso próprio mundo, ampliadas em espetaculares macrofotos.

Os registros foram feitos pelo fotógrafo Jimmy Kong em diversos ambientes de seu país, a Malásia. A obra dele, disponível no Flickr, inclui ainda outros animais, como répteis e insetos, todos capturados em fotos ultradetalhadas. 

Confira mais algumas de suas fotos impactantes de aracnídeos: o que será que seus olhares querem dizer, afinal?

Via Colossal.

ago. 11

Imagens celestiais
A observação dos céus nos permite visualizar algumas das imagens mais incríveis, poéticas e cheias de significados produzidas pela ciência atual. Por isso, não deve ser simples a tarefa de escolher os melhores registros astronômicos do ano - proposta do concurso Astronomy Photographer of the Year, promovido pelo Real Observatório de Greenwich, em Londres, em parceria com a revista Sky at Night. 
Rastros estelares, nuvens de poeira cósmica, chuvas de meteoros, auroras resplandescentes - os concorrentes são muitos e diversificados, compondo num show astronômico de primeiro nível. Os grandes vencedores só serão anunciados em setembro, mas que tal conferir alguns dos participantes? A imagem que abre o post, por exemplo, é um belo registro da aurora de dentro de uma caverna nevada, na Islândia. Confira outros registros únicos:

Uma densa nuvem de poeira cósmica e uma área repleta de estrelas jovens a 7.500 anos-luz de nós, na nebulosa do coração.

A sempre bela Via Láctea refletida na superfície de um rio, observada no Grand Teton National Park, nos Estados Unidos. 

Numa praia de Massachusetts, Estados Unidos, pai e filho observam a passagem do cometa PanSTARRS, que só voltará a ser visto daqui a 100 mil anos.

Um flagrante da efêmera aurora austral sobre uma praia da Noruega, que durou apenas alguns minutos, mas iluminou o céu com seu brilho intenso. 
Confira os vencedores da edição de 2013 do concurso e uma lista com todos os concorrentes deste ano. 

Imagens celestiais

A observação dos céus nos permite visualizar algumas das imagens mais incríveis, poéticas e cheias de significados produzidas pela ciência atual. Por isso, não deve ser simples a tarefa de escolher os melhores registros astronômicos do ano - proposta do concurso Astronomy Photographer of the Year, promovido pelo Real Observatório de Greenwich, em Londres, em parceria com a revista Sky at Night. 

Rastros estelares, nuvens de poeira cósmica, chuvas de meteoros, auroras resplandescentes - os concorrentes são muitos e diversificados, compondo num show astronômico de primeiro nível. Os grandes vencedores só serão anunciados em setembro, mas que tal conferir alguns dos participantes? A imagem que abre o post, por exemplo, é um belo registro da aurora de dentro de uma caverna nevada, na Islândia. Confira outros registros únicos:

Uma densa nuvem de poeira cósmica e uma área repleta de estrelas jovens a 7.500 anos-luz de nós, na nebulosa do coração.

A sempre bela Via Láctea refletida na superfície de um rio, observada no Grand Teton National Park, nos Estados Unidos. 

Numa praia de Massachusetts, Estados Unidos, pai e filho observam a passagem do cometa PanSTARRS, que só voltará a ser visto daqui a 100 mil anos.

Um flagrante da efêmera aurora austral sobre uma praia da Noruega, que durou apenas alguns minutos, mas iluminou o céu com seu brilho intenso. 

Confira os vencedores da edição de 2013 do concurso e uma lista com todos os concorrentes deste ano

ago. 08

[video]

ago. 07

Imagem da semana: ‘Uma teia do tamanho do mundo’
Se você não precisa digitar um complexo código a cada página que visita na internet e pode navegar livremente por hiperlinks e acessar vídeos e imagens com facilidade na rede, saiba que muito disso se deve a Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, o sistema de navegação hipertextual que deu à internet a cara que conhecemos hoje. Por entender seu invento como uma criação social, o ‘pai da web’ decidiu não patentear a WWW, permitindo sua utilização de forma livre e gratuita: o que foi fundamental para a popularização do sistema e para torná-lo a base de uma verdadeira teia mundial de conexão que assumiu papel essencial em nosso cotidiano. O primeiro website, criado pelo próprio Berners-Lee, foi ao ar justamente em 7 de agosto de 1991 (apesar de ter sido aberto ao público em geral apenas 2 anos depois) e começou a escrever essa história.  

Quando propôs a World Wide Web num artigo publicado em 1989, Berners-Lee era um especialista em informática de um laboratório da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern). Sua proposta visava desenvolver uma espécie de sistema de gestão de documentos que permitisse um acesso fácil às informações espalhadas em computadores interconectados pela internet em qualquer lugar do mundo, criando um novo sistema virtual integrado. Sua proposta superou outros sistemas da época, em especial por ser gratuita, desvinculada de qualquer sistema proprietário pelo qual as pessoas teriam de pagar para acessar.
O acesso do público em geral ao primeiro website, criado por Berners-Lee, só ocorreu em 1993, quando também foi lançado um dos primeiros navegadores com interface intuitiva, o Mosaic (futuro Netscape). A web saía do universo da computação. No ano seguinte, já estavam no ar páginas como Amazon e eBay e se iniciava a guerra dos navegadores, com o lançamento do Internet Explorer. O Cern desenterrou uma versão de 1992 do primeiro site da web, que traz informações sobre a própria World Wide Web: http://www.tecmundo.com.br/internet/39156-cern-recria-primeiro-site-publico-da-historia-da-internet.htm 

A partir de então, uma história contemporânea contada por servidores, provedores, navegadores, buscadores, sites, blogues e redes sociais criou o mundo hiperconectado em que vivemos. Nessas duas décadas, a web mudou muito: entramos numa época mais colaborativa e de produção dispersa de conteúdo, a chamada web 2.0, e agora nos aproximamos do limiar do que vem sendo chamado de web 3.0, ou web semântica, que promete modificar por completo a forma como navegamos na rede. O impacto da web revolucionou todos os campos, da economia e política até a cultura, a comunicação e, é claro, a ciência. 
No entanto, mais do que nunca o princípio mais fundamental da rede, sua natureza igualitária e aberta, vem sendo ameaçado duramente. Por todo o mundo, tem-se debatido formas de controlar a navegação, de conceder privilégios de acesso e tratamentos diferenciados aos usuários, de limitar a privacidade e de aumentar a regulação por parte dos Estados e das empresas. A proposta do site ‘Web at 25’, por exemplo, lançado este ano para comemorar os 25 anos do artigo pioneiro sobre a WWW, é justamente discutir formas de manter a web aberta, acessível a todos e livre. O próprio ‘pai da web’, Berners-Lee, é diretor do World Wide Web Consortium (W3C), que possui objetivos semelhantes. 

Também em 2014, o Brasil deu um passo importante nesse sentido, com a aprovação do Marco Civil da Internet, uma das legislações mais avançadas no que se refere à defesa dos direitos dos usuários e à igualdade na rede. Na verdade, nenhum dos protocolos que regem nossa internet hoje é imutável. Além disso, a hiperconexão de nossa sociedade ainda é muito recente e suas regras ainda estão a meio caminho de serem consolidadas.
Leia mais sobre a história da internet: http://codigofonte.uol.com.br/geral/world-wide-web-faz-25-anos-conheca-sua-historia 
Leia uma entrevista com Tim Berners-Lee: http://veja.abril.com.br/especiais/tecnologia_2006/p_040.html 
Universidade norte-americana cria curso de graduação sobre a ‘ciência da web’, para pensar o futuro da rede: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/a-internet-como-disciplina-academica 
Entenda tudo sobre o ‘bitcoin’, moeda virtual que ganha cada vez mais popularidade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/312/moeda-virtual/ 

Escândalo de espionagem eletrônica desestabiliza segurança da internet e sinaliza a necessidade de regulamentação internacional e de investir em tecnologia: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/09/os-espioes-que-queriam-saber-demais/ 
Após escândalo internacional de espionagem, cientista político diz que este é o momento de o país detectar vulnerabilidades e proteger dados sensíveis: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/308/espionagem-qual-o-limite/ 
Tendência de incluir programação nas séries iniciais de ensino chega ao Brasil, mas ainda provoca críticas: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/05/computacao-para-os-pequenos 
Escola em Pernambuco usa a programação de jogos para tornar o aprendizado dinâmico e despertar o interesse de alunos do ensino médio: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/06/ensino-reprogramado  
Especialista em educação e letramento digital dá conselhos aos professores e diz que as escolas precisam se abrir para as redes sociais: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/nao-tem-volta/

Qual é o papel do professor e da escola diante da popularização de novas mídias, que facilitam o acesso à informação? http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/04/e-agora-professor/ 
Debate analisa criticamente o fenômeno ainda recente, mas já consolidado, das redes sociais: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2011/madura-e-pronta-para-criticas/ 
Cada vez mais numerosos, respeitados e bem pagos, os blogues conquistam espaço na divulgação científica: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/07/a-ascensao-dos-blogues-de-ciencia/ 
Apesar das limitações, internet já se tornou fundamental no ensino e na pesquisa até no coração da Amazônia: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/conexao-amazonia/tordesilhas-digital 

Artigo da CH fala sobre as dúvidas e os desafios associados à big data, o imenso volume de informações geradas, trocadas e armazenadas todos os dias no mundo: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/306/desafios-do-big-data/
Estudo avalia importância socioeconômica da infraestrutura de internet que atende as variadas demandas brasileiras: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/conexao-amazonia/quanto-vale-ou-e-por-bit  
Pesquisa contabiliza a quantidade de dados armazenados, transmitidos e processados de 1986 a 2007: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/02/quanta-informacao-ha-no-mundo/ 
Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
Leia mais novidades sobre internet, computação e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

Imagem da semana: ‘Uma teia do tamanho do mundo’

Se você não precisa digitar um complexo código a cada página que visita na internet e pode navegar livremente por hiperlinks e acessar vídeos e imagens com facilidade na rede, saiba que muito disso se deve a Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, o sistema de navegação hipertextual que deu à internet a cara que conhecemos hoje. Por entender seu invento como uma criação social, o ‘pai da web’ decidiu não patentear a WWW, permitindo sua utilização de forma livre e gratuita: o que foi fundamental para a popularização do sistema e para torná-lo a base de uma verdadeira teia mundial de conexão que assumiu papel essencial em nosso cotidiano. O primeiro website, criado pelo próprio Berners-Lee, foi ao ar justamente em 7 de agosto de 1991 (apesar de ter sido aberto ao público em geral apenas 2 anos depois) e começou a escrever essa história.  

Quando propôs a World Wide Web num artigo publicado em 1989, Berners-Lee era um especialista em informática de um laboratório da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern). Sua proposta visava desenvolver uma espécie de sistema de gestão de documentos que permitisse um acesso fácil às informações espalhadas em computadores interconectados pela internet em qualquer lugar do mundo, criando um novo sistema virtual integrado. Sua proposta superou outros sistemas da época, em especial por ser gratuita, desvinculada de qualquer sistema proprietário pelo qual as pessoas teriam de pagar para acessar.

O acesso do público em geral ao primeiro website, criado por Berners-Lee, só ocorreu em 1993, quando também foi lançado um dos primeiros navegadores com interface intuitiva, o Mosaic (futuro Netscape). A web saía do universo da computação. No ano seguinte, já estavam no ar páginas como Amazon e eBay e se iniciava a guerra dos navegadores, com o lançamento do Internet Explorer. O Cern desenterrou uma versão de 1992 do primeiro site da web, que traz informações sobre a própria World Wide Web: http://www.tecmundo.com.br/internet/39156-cern-recria-primeiro-site-publico-da-historia-da-internet.htm 

A partir de então, uma história contemporânea contada por servidores, provedores, navegadores, buscadores, sites, blogues e redes sociais criou o mundo hiperconectado em que vivemos. Nessas duas décadas, a web mudou muito: entramos numa época mais colaborativa e de produção dispersa de conteúdo, a chamada web 2.0, e agora nos aproximamos do limiar do que vem sendo chamado de web 3.0, ou web semântica, que promete modificar por completo a forma como navegamos na rede. O impacto da web revolucionou todos os campos, da economia e política até a cultura, a comunicação e, é claro, a ciência. 

No entanto, mais do que nunca o princípio mais fundamental da rede, sua natureza igualitária e aberta, vem sendo ameaçado duramente. Por todo o mundo, tem-se debatido formas de controlar a navegação, de conceder privilégios de acesso e tratamentos diferenciados aos usuários, de limitar a privacidade e de aumentar a regulação por parte dos Estados e das empresas. A proposta do site ‘Web at 25’, por exemplo, lançado este ano para comemorar os 25 anos do artigo pioneiro sobre a WWW, é justamente discutir formas de manter a web aberta, acessível a todos e livre. O próprio ‘pai da web’, Berners-Lee, é diretor do World Wide Web Consortium (W3C), que possui objetivos semelhantes. 

Também em 2014, o Brasil deu um passo importante nesse sentido, com a aprovação do Marco Civil da Internet, uma das legislações mais avançadas no que se refere à defesa dos direitos dos usuários e à igualdade na rede. Na verdade, nenhum dos protocolos que regem nossa internet hoje é imutável. Além disso, a hiperconexão de nossa sociedade ainda é muito recente e suas regras ainda estão a meio caminho de serem consolidadas.

Leia mais sobre a história da internet: http://codigofonte.uol.com.br/geral/world-wide-web-faz-25-anos-conheca-sua-historia 

Leia uma entrevista com Tim Berners-Lee: http://veja.abril.com.br/especiais/tecnologia_2006/p_040.html 

Universidade norte-americana cria curso de graduação sobre a ‘ciência da web’, para pensar o futuro da rede: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/a-internet-como-disciplina-academica 

Entenda tudo sobre o ‘bitcoin’, moeda virtual que ganha cada vez mais popularidade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/312/moeda-virtual/ 

Escândalo de espionagem eletrônica desestabiliza segurança da internet e sinaliza a necessidade de regulamentação internacional e de investir em tecnologia: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/09/os-espioes-que-queriam-saber-demais/ 

Após escândalo internacional de espionagem, cientista político diz que este é o momento de o país detectar vulnerabilidades e proteger dados sensíveis: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/308/espionagem-qual-o-limite/ 

Tendência de incluir programação nas séries iniciais de ensino chega ao Brasil, mas ainda provoca críticas: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/05/computacao-para-os-pequenos 

Escola em Pernambuco usa a programação de jogos para tornar o aprendizado dinâmico e despertar o interesse de alunos do ensino médio: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/06/ensino-reprogramado  

Especialista em educação e letramento digital dá conselhos aos professores e diz que as escolas precisam se abrir para as redes sociais: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/nao-tem-volta/

Qual é o papel do professor e da escola diante da popularização de novas mídias, que facilitam o acesso à informação? http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/04/e-agora-professor/ 

Debate analisa criticamente o fenômeno ainda recente, mas já consolidado, das redes sociais: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2011/madura-e-pronta-para-criticas/ 

Cada vez mais numerosos, respeitados e bem pagos, os blogues conquistam espaço na divulgação científica: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/07/a-ascensao-dos-blogues-de-ciencia/ 

Apesar das limitações, internet já se tornou fundamental no ensino e na pesquisa até no coração da Amazônia: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/conexao-amazonia/tordesilhas-digital 

Artigo da CH fala sobre as dúvidas e os desafios associados à big data, o imenso volume de informações geradas, trocadas e armazenadas todos os dias no mundo: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/306/desafios-do-big-data/

Estudo avalia importância socioeconômica da infraestrutura de internet que atende as variadas demandas brasileiras: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/conexao-amazonia/quanto-vale-ou-e-por-bit  

Pesquisa contabiliza a quantidade de dados armazenados, transmitidos e processados de 1986 a 2007: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/02/quanta-informacao-ha-no-mundo/ 

Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.

Leia mais novidades sobre internet, computaçãohistória da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

ago. 04

Ciência ou arte?
A ciência muitas vezes é capaz de muito mais poesia e beleza do que se pode imaginar. Prova disso são os muitos concursos que unem pesquisa científica e arte, como o Art of Science, promovido pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Mostramos algumas das imagens premiadas em 2013 e agora temos o prazer de apresentar os vencedores de 2014, um conjunto de belos e delicados registros dos mais variados tipos.
A foto que abre o post, Fruit Fly Factory, escolhida pelo voto popular, é de autoria de Yogesh Goyal, Bomyi Lim, Miriam Osterfield e Stas Shvartsman. Ela mostra os ovários de uma mosca de fruta com vários ovaríolos onde se desenvolvem novos insetos. Confira outros ganhadores: 

A grande vencedora, Watermarks, de Sara Sadri, retrata os intrincados padrões formados pela água no eterno ir e vir na costa de Nova Jersey, nos Estados Unidos. 

Fungus Among Us, segundo lugar geral, foi produzida por James Waters e mostra uma rede de fios que conectam os esporos de fungos minúsculos. 

Polymer Sun and Mercury, de Hyuncheol Jeong, Craig Arnold e Rodney D. Priestley, mostra uma película fina de óxido de polietileno que foi depositado em uma pastilha de silício. 

Illuminating the hidden world of fireflies, de Albert Kao, retrata o intenso brilho dos vagalumes numa noite quente de verão, uma imagem composta por muitos registros sobrepostos desses animais.  

Failed bond, de Andrew Sharo, retrata uma tentativa malsucedida de ligação anódica, processo que utiliza alta tensão e calor para ligar quimicamente silício e pastilhas de vidro. As cores, apesar de lindas, são indicativos do fracasso. 

Lion Love, de Jennifer Schieltz, mostra uma leoa e sua cria, registro feito numa reserva do Quênia.

A Caverna dos Cristais, de Hyoungsoo Kim, François Boulogne e Howard Stone, mostra uma gota contendo uma proteína do sangue de vaca transformada numa bela concha de cristal, por um processo chamado de cristalização dendrítica.

Ciência ou arte?

A ciência muitas vezes é capaz de muito mais poesia e beleza do que se pode imaginar. Prova disso são os muitos concursos que unem pesquisa científica e arte, como o Art of Science, promovido pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Mostramos algumas das imagens premiadas em 2013 e agora temos o prazer de apresentar os vencedores de 2014, um conjunto de belos e delicados registros dos mais variados tipos.

A foto que abre o post, Fruit Fly Factory, escolhida pelo voto popular, é de autoria de Yogesh Goyal, Bomyi Lim, Miriam Osterfield e Stas Shvartsman. Ela mostra os ovários de uma mosca de fruta com vários ovaríolos onde se desenvolvem novos insetos. Confira outros ganhadores: 

A grande vencedora, Watermarks, de Sara Sadri, retrata os intrincados padrões formados pela água no eterno ir e vir na costa de Nova Jersey, nos Estados Unidos. 

Fungus Among Us, segundo lugar geral, foi produzida por James Waters e mostra uma rede de fios que conectam os esporos de fungos minúsculos. 

Polymer Sun and Mercury, de Hyuncheol Jeong, Craig Arnold e Rodney D. Priestley, mostra uma película fina de óxido de polietileno que foi depositado em uma pastilha de silício. 

Illuminating the hidden world of fireflies, de Albert Kao, retrata o intenso brilho dos vagalumes numa noite quente de verão, uma imagem composta por muitos registros sobrepostos desses animais.  

Failed bond, de Andrew Sharo, retrata uma tentativa malsucedida de ligação anódica, processo que utiliza alta tensão e calor para ligar quimicamente silício e pastilhas de vidro. As cores, apesar de lindas, são indicativos do fracasso. 

Lion Love, de Jennifer Schieltz, mostra uma leoa e sua cria, registro feito numa reserva do Quênia.

A Caverna dos Cristais, de Hyoungsoo Kim, François Boulogne e Howard Stone, mostra uma gota contendo uma proteína do sangue de vaca transformada numa bela concha de cristal, por um processo chamado de cristalização dendrítica.

ago. 01

Onde as flores jamais estiveram
Uma viagem surreal aos extremos de nossa atmosfera foi protagonizada por um pinheiro em miniatura e um arranjo de flores. Não, não se trata de alguma animação japonesa maluca, mas sim de uma experiência promovida pelo artista ‘botânico’ japonês Makoto Azuma, que lançou dois de seus ‘projetos vegetais’ à estratosfera a bordo de um balão de hélio. 
A epopeia foi toda documentada e deu origem a registros inacreditáveis da aventura, que mostram plantas flutuando sobre nosso planeta - uma bela coleção para o álbum de viagens de recordações dos ‘viajantes’, não? 





A proposta de Azuma é justamente enviar aos confins de nossa atmosfera, um lugar em que a maioria de nós nunca irá, objetos do nosso dia a dia, para tornar mais natural a ideia de viajar para além de nosso planeta. Quem sabe no futuro isso deixa de ser uma realidade distante e nós mesmos podemos repetir essas imagens com nossas próprias plantinhas do coração? Via Spoon & Tamago.

Onde as flores jamais estiveram

Uma viagem surreal aos extremos de nossa atmosfera foi protagonizada por um pinheiro em miniatura e um arranjo de flores. Não, não se trata de alguma animação japonesa maluca, mas sim de uma experiência promovida pelo artista ‘botânico’ japonês Makoto Azuma, que lançou dois de seus ‘projetos vegetais’ à estratosfera a bordo de um balão de hélio.

A epopeia foi toda documentada e deu origem a registros inacreditáveis da aventura, que mostram plantas flutuando sobre nosso planeta - uma bela coleção para o álbum de viagens de recordações dos ‘viajantes’, não? 

A proposta de Azuma é justamente enviar aos confins de nossa atmosfera, um lugar em que a maioria de nós nunca irá, objetos do nosso dia a dia, para tornar mais natural a ideia de viajar para além de nosso planeta. Quem sabe no futuro isso deixa de ser uma realidade distante e nós mesmos podemos repetir essas imagens com nossas próprias plantinhas do coração? Via Spoon & Tamago.

Animais imaginários de uma infância
O que aconteceria se os animais fantásticos - e, por vezes, assustadores - de uma fértil imaginação infantil ganhassem vida no mundo real? Foi mais ou menos essa a proposta do trabalho do ilustrador holandês Telmo Pieper. Ele desencavou de seu baú alguns desenhos antigos de sua infância e decidiu criar ilustrações digitais dos bichos um tanto deformados que costumava desenhar, aplicando luzes, cores e texturas realistas para criar figuras no mínimo curiosas que compõem a série Kiddie Arts. 
Confira alguns dos resultados e acesse o Tumblr do artista para ver muitos outros exemplos de seu trabalho.

Animais imaginários de uma infância

O que aconteceria se os animais fantásticos - e, por vezes, assustadores - de uma fértil imaginação infantil ganhassem vida no mundo real? Foi mais ou menos essa a proposta do trabalho do ilustrador holandês Telmo Pieper. Ele desencavou de seu baú alguns desenhos antigos de sua infância e decidiu criar ilustrações digitais dos bichos um tanto deformados que costumava desenhar, aplicando luzes, cores e texturas realistas para criar figuras no mínimo curiosas que compõem a série Kiddie Arts. 

Confira alguns dos resultados e acesse o Tumblr do artista para ver muitos outros exemplos de seu trabalho.

jul. 30

Imagem da semana: ‘Chega de guerras’
A imagem da semana da Ciência Hoje é ao mesmo tempo um alerta e um pedido de paz. No momento em que o mundo se assusta com os conflitos e a escalada de violência e de tensão no Oriente Médio e na Rússia, e em que a xenofobia e a intolerância parecem ganhar força em muitas partes do globo, a lembrança dos primeiros tiros disparados na Primeira Guerra Mundial, em 28 julho de 1914, cem anos atrás, serve de aviso para que o passado trágico de um século de guerras não se repita. O conflito, calcado numa escalada de militarização exacerbada, nacionalismo e disputas econômicas, resultou em dezenas de milhões de mortos, redefiniu as estruturas de nossa sociedade, rearranjou a geopolítica mundial e deixou um legado de rancor e ódio racial que nos levaria direto à Segunda Guerra Mundial. 

Durante as décadas que o precederam, as nações europeias vivenciaram um período de ‘paz armada’, caracterizada pela preparação de exércitos e pela corrida armamentista, em nome da manutenção da paz. Ao mesmo tempo, disputavam o direito de exploração das colônias ultramarinas, concentradas nas mãos daqueles que primeiro se lançaram como potências imperialistas. 
A guerra foi deflagrada numa sequência de eventos que pôs toda essa engrenagem a girar: o gatilho foi o famoso assassinato do herdeiro do trono austríaco na Bósnia-Herzegovina, que detonou uma escalada de animosidade entre austríacos, sérvios, russos, alemães, ingleses e franceses, até a Áustria-Hungria declarar guerra à Sérvia no fim de julho. A intrincada política de alianças do continente se encarregou, então, de arrastar quase todos os países para a guerra até 3 de agosto. 

O conflito mundial foi o primeiro da era da produção em massa, com uma aplicação intensa e inédita de tecnologia bélica – fuzis, canhões, munição, tudo produzido em quantidades assombrosas.– e o uso de aviões, submarinos, motores de combustão interna, armamentos pesados, telégrafo sem fio e armas químicas, o que deu à guerra uma faceta nunca vista. Com uma tecnologia muito mais mortal e destrutiva, transformou-se numa guerra de trincheiras, ao menos no front ocidental: com o rápido avanço alemão barrado, uma gigantesca linha de trincheiras se formou do mar do Norte à fronteira suíça – mantendo-se mais ou menos estável pelos anos seguintes. A estagnação só foi quebrada com a invenção dos tanques, que finalmente decidiram o conflito contra os alemães. 
O Brasil entrou na guerra em 1917, após ter um navio que levava café para a França torpedeado por forças alemães. O país enviou um pequeno grupamento e uma comissão médica para o front francês, oficiais aviadores para a Royal Air Force e uma frota de navios para a costa da África. 

A guerra derrubou os impérios europeus, levou à independência de países como a Polônia e a Ucrânia e criou novas nações no Oriente Médio, muitas vezes com fronteiras arbitrárias. A Europa fragilizada viu sua hegemonia cair por terra diante do viço de uma nova potência, os Estados Unidos. Do lado oriental, os grandes fracassos militares da Rússia, que deixou o conflito antes de seu término, levaram diretamente à revolução soviética de 1917. A Primeira Guerra provocou ainda outras revoluções: colocou milhões de mulheres na força de trabalho e impulsionou grandes mudanças culturais. Também foi responsável pelo surgimento de novos conceitos de psicologia, como neurose de guerra e estresse pós-traumático. No conflito, foram registrados os primeiros casos da gripe espanhola, que assolaria o mundo nos anos seguintes. 
A guerra que deveria acabar com todas as guerras também tornou clara a necessidade de organismos mundiais capazes de mitigar o ímpeto imperialista das nações e de ajudar na resolução de querelas pela diplomacia – assim, a Liga das Nações foi criada. Porém, sua atuação não foi suficiente para evitar novos conflitos, em grande parte pelas duras penalidades aplicadas aos perdedores – em especial à Alemanha –, que criaram um cenário de crise e ressentimento ideal para o fortalecimento do nazismo, anos depois. 

Em 1914, a Primeira Grande Guerra demonstrou a capacidade de o conhecimento tecnológico levar o mundo a uma escala inédita de matança. Cem anos, muitas guerras, massacres e genocídios depois, parece que pouco aprendemos com o passado.
Leia mais sobre a Primeira Guerra Mundial e a política internacional atual: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/07/1481112-impactos-da-primeira-guerra-mundial-persistem-ainda-hoje.shtml
Acompanhe num mapa o desenrolar da Primeira e da Segunda Grande Guerra: http://bit.ly/1qi3lFK e http://on.fb.me/1lax1Sv 
Confira raros registros em cores da Primeira Guerra Mundial: http://cienciahoje.tumblr.com/post/87037061914/ 

Veja uma coleção de centenas de fotografias nunca antes divulgadas do conflito, que só vieram a público neste ano: http://cienciahoje.tumblr.com/post/88284097964/ 
Artista mescla imagens da Europa atual com o continente destruído da época da Primeira Guerra: http://cienciahoje.tumblr.com/84489447429 
Royal Mail, serviço de correio britânico, lança uma série de selos especiais que recordam esse episódio: http://cienciahoje.tumblr.com/83851746496 
Nos Alpes, descongelamento da neve continua a revelar restos de combatentes da primeira guerra mundial: http://cienciahoje.tumblr.com/post/86346645934/ 

Ensaio pungente de Sigmund Freud sobre conflito é lembrado e analisado por cientista político, que destaca uma fratura irreparável no processo civilizador: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/312/freud-e-a-guerra-de-1914 
Livro resgata história de centenas de brasileiros que lutaram pela Alemanha na Segunda Guerra: http://cienciahoje.uol.com.br/resenhas/o-brasil-de-hitler/ 
Nobel da Paz concedido a organização internacional de controle de armas químicas reflete repercussão de episódios recentes e longo trabalho de bastidores: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/premio-nobel-2013/no-calor-dos-acontecimentos 
Artigo publicado na revista ‘Ciência hoje’ aborda a guerra biológica através dos séculos: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2002/186/pdf_aberto/guerra.pdf 
Colunista fala do funesto ano de 1918 e explica a extrema letalidade dos vírus que provocam a gripe espanhola e a gripe aviária: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/por-dentro-das-celulas/1918-um-ano-funesto/

Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
Leia mais novidades sobre história e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

Imagem da semana: ‘Chega de guerras’

A imagem da semana da Ciência Hoje é ao mesmo tempo um alerta e um pedido de paz. No momento em que o mundo se assusta com os conflitos e a escalada de violência e de tensão no Oriente Médio e na Rússia, e em que a xenofobia e a intolerância parecem ganhar força em muitas partes do globo, a lembrança dos primeiros tiros disparados na Primeira Guerra Mundial, em 28 julho de 1914, cem anos atrás, serve de aviso para que o passado trágico de um século de guerras não se repita. O conflito, calcado numa escalada de militarização exacerbada, nacionalismo e disputas econômicas, resultou em dezenas de milhões de mortos, redefiniu as estruturas de nossa sociedade, rearranjou a geopolítica mundial e deixou um legado de rancor e ódio racial que nos levaria direto à Segunda Guerra Mundial. 

Durante as décadas que o precederam, as nações europeias vivenciaram um período de ‘paz armada’, caracterizada pela preparação de exércitos e pela corrida armamentista, em nome da manutenção da paz. Ao mesmo tempo, disputavam o direito de exploração das colônias ultramarinas, concentradas nas mãos daqueles que primeiro se lançaram como potências imperialistas. 

A guerra foi deflagrada numa sequência de eventos que pôs toda essa engrenagem a girar: o gatilho foi o famoso assassinato do herdeiro do trono austríaco na Bósnia-Herzegovina, que detonou uma escalada de animosidade entre austríacos, sérvios, russos, alemães, ingleses e franceses, até a Áustria-Hungria declarar guerra à Sérvia no fim de julho. A intrincada política de alianças do continente se encarregou, então, de arrastar quase todos os países para a guerra até 3 de agosto. 

O conflito mundial foi o primeiro da era da produção em massa, com uma aplicação intensa e inédita de tecnologia bélica – fuzis, canhões, munição, tudo produzido em quantidades assombrosas.– e o uso de aviões, submarinos, motores de combustão interna, armamentos pesados, telégrafo sem fio e armas químicas, o que deu à guerra uma faceta nunca vista. Com uma tecnologia muito mais mortal e destrutiva, transformou-se numa guerra de trincheiras, ao menos no front ocidental: com o rápido avanço alemão barrado, uma gigantesca linha de trincheiras se formou do mar do Norte à fronteira suíça – mantendo-se mais ou menos estável pelos anos seguintes. A estagnação só foi quebrada com a invenção dos tanques, que finalmente decidiram o conflito contra os alemães. 

O Brasil entrou na guerra em 1917, após ter um navio que levava café para a França torpedeado por forças alemães. O país enviou um pequeno grupamento e uma comissão médica para o front francês, oficiais aviadores para a Royal Air Force e uma frota de navios para a costa da África. 

A guerra derrubou os impérios europeus, levou à independência de países como a Polônia e a Ucrânia e criou novas nações no Oriente Médio, muitas vezes com fronteiras arbitrárias. A Europa fragilizada viu sua hegemonia cair por terra diante do viço de uma nova potência, os Estados Unidos. Do lado oriental, os grandes fracassos militares da Rússia, que deixou o conflito antes de seu término, levaram diretamente à revolução soviética de 1917. A Primeira Guerra provocou ainda outras revoluções: colocou milhões de mulheres na força de trabalho e impulsionou grandes mudanças culturais. Também foi responsável pelo surgimento de novos conceitos de psicologia, como neurose de guerra e estresse pós-traumático. No conflito, foram registrados os primeiros casos da gripe espanhola, que assolaria o mundo nos anos seguintes. 

A guerra que deveria acabar com todas as guerras também tornou clara a necessidade de organismos mundiais capazes de mitigar o ímpeto imperialista das nações e de ajudar na resolução de querelas pela diplomacia – assim, a Liga das Nações foi criada. Porém, sua atuação não foi suficiente para evitar novos conflitos, em grande parte pelas duras penalidades aplicadas aos perdedores – em especial à Alemanha –, que criaram um cenário de crise e ressentimento ideal para o fortalecimento do nazismo, anos depois. 

Em 1914, a Primeira Grande Guerra demonstrou a capacidade de o conhecimento tecnológico levar o mundo a uma escala inédita de matança. Cem anos, muitas guerras, massacres e genocídios depois, parece que pouco aprendemos com o passado.

Leia mais sobre a Primeira Guerra Mundial e a política internacional atual: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/07/1481112-impactos-da-primeira-guerra-mundial-persistem-ainda-hoje.shtml

Acompanhe num mapa o desenrolar da Primeira e da Segunda Grande Guerra: http://bit.ly/1qi3lFK e http://on.fb.me/1lax1Sv 

Confira raros registros em cores da Primeira Guerra Mundial: http://cienciahoje.tumblr.com/post/87037061914/ 

Veja uma coleção de centenas de fotografias nunca antes divulgadas do conflito, que só vieram a público neste ano: http://cienciahoje.tumblr.com/post/88284097964/ 

Artista mescla imagens da Europa atual com o continente destruído da época da Primeira Guerra: http://cienciahoje.tumblr.com/84489447429 

Royal Mail, serviço de correio britânico, lança uma série de selos especiais que recordam esse episódio: http://cienciahoje.tumblr.com/83851746496 

Nos Alpes, descongelamento da neve continua a revelar restos de combatentes da primeira guerra mundial: http://cienciahoje.tumblr.com/post/86346645934/ 

Ensaio pungente de Sigmund Freud sobre conflito é lembrado e analisado por cientista político, que destaca uma fratura irreparável no processo civilizador: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/312/freud-e-a-guerra-de-1914 

Livro resgata história de centenas de brasileiros que lutaram pela Alemanha na Segunda Guerra: http://cienciahoje.uol.com.br/resenhas/o-brasil-de-hitler/ 

Nobel da Paz concedido a organização internacional de controle de armas químicas reflete repercussão de episódios recentes e longo trabalho de bastidores: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/premio-nobel-2013/no-calor-dos-acontecimentos 

Artigo publicado na revista ‘Ciência hoje’ aborda a guerra biológica através dos séculos: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2002/186/pdf_aberto/guerra.pdf 

Colunista fala do funesto ano de 1918 e explica a extrema letalidade dos vírus que provocam a gripe espanhola e a gripe aviária: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/por-dentro-das-celulas/1918-um-ano-funesto/

Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.

Leia mais novidades sobre história e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

jul. 29

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jul. 28

Geometria das frutas
Essa é para aqueles leitores que acham que são feras no Fruit Ninja. Em geral, a maioria das pessoas não vai muito longe na geometria das frutas: a maior parte delas é redonda e, empilhadas, formam facilmente uma pirâmide. Ponto final. Mas isso é muito – muito pouco – para o artista turco Sakir Gökçebag.
Usando materiais como maçãs, melancias, vagens e pimentas, ele consegue formar imagens geométricas impressionantes. O resultado é tão perfeito e milimétrico que parece obra de algum craque em programas digitais de edição de imagens, mas são fruto da precisão do artista. E a gente tendo dificuldade de cortar um simples sanduíche em duas partes iguais… 




Via Designboom.

Geometria das frutas

Essa é para aqueles leitores que acham que são feras no Fruit Ninja. Em geral, a maioria das pessoas não vai muito longe na geometria das frutas: a maior parte delas é redonda e, empilhadas, formam facilmente uma pirâmide. Ponto final. Mas isso é muito  muito pouco  para o artista turco Sakir Gökçebag.

Usando materiais como maçãs, melancias, vagens e pimentas, ele consegue formar imagens geométricas impressionantes. O resultado é tão perfeito e milimétrico que parece obra de algum craque em programas digitais de edição de imagens, mas são fruto da precisão do artista. E a gente tendo dificuldade de cortar um simples sanduíche em duas partes iguais… 

Via Designboom.