Ciência Hoje no Tumblr

out. 20

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out. 17

Imagem da semana: ‘Questionador incansável’
O que seria de nossas casas e ruas sem iluminação elétrica? A invenção da lâmpada incandescente, esse objeto que hoje nos parece tão natural (e até antiquado ou antiecológico), representou uma enorme mudança na sociedade. Essa maravilha tecnológica foi apresentada pela primeira vez em 21 de outubro de 1879 pelo norte-americano Thomas Edison, um dos mais profícuos inventores da história. A lembrança desse feito em nossa imagem da semana vem bem a calhar, já que neste ano, 145 anos depois, o prêmio Nobel de Física acabou nas mãos, quem diria, dos pesquisadores responsáveis por uma nova revolução na iluminação, os criadores da econômica luz LED. Esta semana também marca a morte do próprio Edison, em 18 de outubro de 1931.  
Leia mais sobre o prêmio Nobel deste ano, concedido pela invenção do LED azul: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/premio-nobel-2014/luzes-do-novo-seculo/

Precursor da revolução tecnológica do século 20, Thomas Alva Edison inventou, além da lâmpada incandescente, aparelhos como o fonógrafo, o microfone e o projetor de cinema e aperfeiçoou o telefone e a máquina de escrever. No total, foram quase 2.500 patentes registradas por ele! É claro que, sozinho, um homem jamais seria capaz de produção tão vasta – ele foi um dos primeiros a aplicar os princípios da produção maciça ao processo da invenção.
O inventor foi uma das encarnações mais perfeitas do mito americano do ‘self made man’. Ainda menino, abandonou a escola, entre outros motivos, porque seu professor o considerava estúpido por não parar de fazer perguntas. A partir de então, foi ensinado pela mãe e direcionou seu interesse para a ciência, como autodidata. Ficou totalmente surdo ainda na juventude. Acredita-se que a leitura das obras de Michael Faraday, também um autodidata, tenha influenciado de vez sua carreira de inventor. Depois do fracasso de sua primeira invenção, uma máquina de votar para o Congresso dos Estados Unidos, sua carreira decolou com a criação de um teletipo para registrar automaticamente as cotações das ações na Bolsa de Valores. Ganhou dinheiro, fama e, em 1876, construiu o primeiro laboratório não universitário de pesquisas industriais – outro grande invento que precedeu centros semelhantes criados muitas décadas mais tarde.

Estava trabalhando no telefone na mesma época em que Alexander Graham Bell e acabou por aperfeiçoar a invenção. No processo, desenvolveu o princípio para a criação do fonógrafo. Em 1879, voltou sua atenção para a energia elétrica. Na época, a iluminação pública era feita a gás, em casa, usavam-se velas e só existia a chamada lâmpada de arco, que produzia luz ofuscante, de pouca duração e com intensa liberação de calor. Depois de muitos testes em busca do material ideal para compor o filamento de sua lâmpada, escolheu o fio de algodão parcialmente carbonizado. Instalado num bulbo de vidro com vácuo, ele aquecia-se com a passagem da corrente elétrica até ficar incandescente, sem derreter, sublimar ou queimar. Em 21 de outubro de 1879, a lâmpada foi acesa e brilhou por 45 horas seguidas. Mas era só o primeiro passo: ele teve que desenvolver todo um sistema de geração e distribuição de energia elétrica, que lhe rendeu cerca de 360 patentes.
Um dos episódios mais famosos – e lamentáveis – da vida de Edison também envolveu a eletricidade: a disputa comercial (e de egos) que travou com o inventor Nikola Tesla, que já havia trabalhado para ele. Um defendia o uso de geradores de corrente contínua e o outro, de motores de corrente alternada nos sistemas de iluminação elétrica. Edison chegou a apelar para a desumana ideia de eletrocutar animais, dentre eles uma elefanta, para convencer o público dos perigos da corrente alternada. De nada adiantou, pois a corrente alternada de Tesla acabou se tornando o padrão de transmissão de energia elétrica para nossas residências até o dia de hoje.
Edison criou, ainda, um dos maiores conglomerados do mundo atual, a Edison General Eletric, em 1888.

Conheça as propostas de Edison e Tesla para a iluminação pública no final do século 19: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/o-empreendedor-edison-ou-o-visionario-tesla/
Leia mais sobre a briga Tesla x Edison: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/guerra-e-paz-no-mundo-da-eletricidade
Conheça mais detalhes da vida e da obra também singulares de Tesla: http://on.fb.me/1CttmHn
Leia uma entrevista com o japonês Shuji Nakamura, o ‘novo Edison’, um dos inventores do LED azul: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2006/229/entrevista-shuji-nakamura-o-novo-edison/
Pesquisadores recuperam gravação, com mais de 130 anos, do inventor do telefone, Alexander Graham Bell: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/05/voz-para-historia

Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
Leia mais novidades sobre história e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

Imagem da semana: ‘Questionador incansável’

O que seria de nossas casas e ruas sem iluminação elétrica? A invenção da lâmpada incandescente, esse objeto que hoje nos parece tão natural (e até antiquado ou antiecológico), representou uma enorme mudança na sociedade. Essa maravilha tecnológica foi apresentada pela primeira vez em 21 de outubro de 1879 pelo norte-americano Thomas Edison, um dos mais profícuos inventores da história. A lembrança desse feito em nossa imagem da semana vem bem a calhar, já que neste ano, 145 anos depois, o prêmio Nobel de Física acabou nas mãos, quem diria, dos pesquisadores responsáveis por uma nova revolução na iluminação, os criadores da econômica luz LED. Esta semana também marca a morte do próprio Edison, em 18 de outubro de 1931.  

Leia mais sobre o prêmio Nobel deste ano, concedido pela invenção do LED azul: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/premio-nobel-2014/luzes-do-novo-seculo/

Precursor da revolução tecnológica do século 20, Thomas Alva Edison inventou, além da lâmpada incandescente, aparelhos como o fonógrafo, o microfone e o projetor de cinema e aperfeiçoou o telefone e a máquina de escrever. No total, foram quase 2.500 patentes registradas por ele! É claro que, sozinho, um homem jamais seria capaz de produção tão vasta – ele foi um dos primeiros a aplicar os princípios da produção maciça ao processo da invenção.

O inventor foi uma das encarnações mais perfeitas do mito americano do ‘self made man’. Ainda menino, abandonou a escola, entre outros motivos, porque seu professor o considerava estúpido por não parar de fazer perguntas. A partir de então, foi ensinado pela mãe e direcionou seu interesse para a ciência, como autodidata. Ficou totalmente surdo ainda na juventude. Acredita-se que a leitura das obras de Michael Faraday, também um autodidata, tenha influenciado de vez sua carreira de inventor. Depois do fracasso de sua primeira invenção, uma máquina de votar para o Congresso dos Estados Unidos, sua carreira decolou com a criação de um teletipo para registrar automaticamente as cotações das ações na Bolsa de Valores. Ganhou dinheiro, fama e, em 1876, construiu o primeiro laboratório não universitário de pesquisas industriais – outro grande invento que precedeu centros semelhantes criados muitas décadas mais tarde.

Estava trabalhando no telefone na mesma época em que Alexander Graham Bell e acabou por aperfeiçoar a invenção. No processo, desenvolveu o princípio para a criação do fonógrafo. Em 1879, voltou sua atenção para a energia elétrica. Na época, a iluminação pública era feita a gás, em casa, usavam-se velas e só existia a chamada lâmpada de arco, que produzia luz ofuscante, de pouca duração e com intensa liberação de calor. Depois de muitos testes em busca do material ideal para compor o filamento de sua lâmpada, escolheu o fio de algodão parcialmente carbonizado. Instalado num bulbo de vidro com vácuo, ele aquecia-se com a passagem da corrente elétrica até ficar incandescente, sem derreter, sublimar ou queimar. Em 21 de outubro de 1879, a lâmpada foi acesa e brilhou por 45 horas seguidas. Mas era só o primeiro passo: ele teve que desenvolver todo um sistema de geração e distribuição de energia elétrica, que lhe rendeu cerca de 360 patentes.

Um dos episódios mais famosos – e lamentáveis – da vida de Edison também envolveu a eletricidade: a disputa comercial (e de egos) que travou com o inventor Nikola Tesla, que já havia trabalhado para ele. Um defendia o uso de geradores de corrente contínua e o outro, de motores de corrente alternada nos sistemas de iluminação elétrica. Edison chegou a apelar para a desumana ideia de eletrocutar animais, dentre eles uma elefanta, para convencer o público dos perigos da corrente alternada. De nada adiantou, pois a corrente alternada de Tesla acabou se tornando o padrão de transmissão de energia elétrica para nossas residências até o dia de hoje.

Edison criou, ainda, um dos maiores conglomerados do mundo atual, a Edison General Eletric, em 1888.

Conheça as propostas de Edison e Tesla para a iluminação pública no final do século 19: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/o-empreendedor-edison-ou-o-visionario-tesla/

Leia mais sobre a briga Tesla x Edison: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/guerra-e-paz-no-mundo-da-eletricidade

Conheça mais detalhes da vida e da obra também singulares de Tesla: http://on.fb.me/1CttmHn

Leia uma entrevista com o japonês Shuji Nakamura, o ‘novo Edison’, um dos inventores do LED azul: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2006/229/entrevista-shuji-nakamura-o-novo-edison/

Pesquisadores recuperam gravação, com mais de 130 anos, do inventor do telefone, Alexander Graham Bell: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/05/voz-para-historia

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out. 13

Cães de todo o mundo
Quais são as raças de cachorros mais características de cada país? Será que elas, como diz o imaginário popular, refletem de fato os traços da sua nação de origem? Difícil responder a essa pergunta, mas um projeto chamado Dogs of the World vem retratando, em simpáticos desenhos, os tipos de caninos existentes em cada parte do planeta. 
Entre os conjuntos já criados, temos os cães nórdicos, do leste europeu, mediterrânicos, asiáticos, australianos, canadenses, franceses, latino-americanos, russos e muitos outros. Confiram alguns exemplos:





Sentiu falta de algum cachorrinho – ou talvez de uma compilação de raças brasileiras? De fato, ainda não há nenhuma imagem que reúna os animais que temos por aqui. Alguém se arrisca a produzir uma?

Cães de todo o mundo

Quais são as raças de cachorros mais características de cada país? Será que elas, como diz o imaginário popular, refletem de fato os traços da sua nação de origem? Difícil responder a essa pergunta, mas um projeto chamado Dogs of the World vem retratando, em simpáticos desenhos, os tipos de caninos existentes em cada parte do planeta. 

Entre os conjuntos já criados, temos os cães nórdicos, do leste europeu, mediterrânicos, asiáticos, australianos, canadenses, franceses, latino-americanos, russos e muitos outros. Confiram alguns exemplos:

Sentiu falta de algum cachorrinho  ou talvez de uma compilação de raças brasileiras? De fato, ainda não há nenhuma imagem que reúna os animais que temos por aqui. Alguém se arrisca a produzir uma?

out. 09

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out. 08

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out. 02

Imagem da semana: ‘Olho por olho, o mundo acabaria cego’
A nossa imagem da semana traz um convite à reflexão: em 2 de outubro se comemora o Dia Internacional da Não Violência, em homenagem à data de nascimento de Mahatma Gandhi. Num mundo repleto de tanto ódio (nas ações e discursos), guerras e destruição, este é um bom momento para refletir sobre os ensinamentos e sobre a trajetória de vida do líder indiano, que mostrou como protestos pacíficos podem realizar mais do que a agressão militar.
Nascido na Índia em 1869, Gandhi é considerado um dos principais expoentes do pacifismo e da luta pelo respeito e realização dos direitos humanos e da justiça. Depois de estudar na Inglaterra e da passagem pela África do Sul, onde liderou um movimento pacifista, voltou ao seu país natal, tornando-se a principal figura do processo de independência da Índia, então uma colônia britânica.

Durante quase quatro décadas, lutou contra a opressão da metrópole utilizando como base para suas ações o satyagraha (princípio da não agressão, forma não violenta de protesto). Liderou a resistência pacífica por meio de marchas, petições, greves de fome, boicotes sistemáticos aos produtos ingleses e desobediência civil, com a violação organizada e sistemática de leis consideradas injustas e o não pagamento de impostos.
Além da resistência dos britânicos, que talvez intimidados pelas estratégias de Ganghi jamais tenham partido para uma repressão militar aberta, a rivalidade entre hindus e muçulmanos ajudou a retardar o processo de independência. Mas ela finalmente veio logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1947, apesar de o Reino Unido ter mantido assegurados seus interesses econômicos na região.

O conflito interno, no entanto, impediu que a região permanecesse unida, dando origem, também, ao Paquistão, e a uma violenta migração de hindus e muçulmanos em direções opostas das fronteiras. Os dois países, aliás, parecem não ter aprendido tanto com seu grande líder, uma vez que mantêm até hoje uma das fronteiras mais tensas do mundo e uma disputa pela região da Caxemira.
Gandhi acabou assassinado por um hindu apenas um ano depois da independência e suas cinzas foram jogadas no sagrado rio Ganges. O líder foi cotado diversas vezes para o prêmio Nobel da Paz, mas, por pressão britânica, nunca laureado. Décadas depois, quando da premiação do Dalai Lama (Tenzin Gyatso), em 1989, o comitê fez um mea culpa: prestou um tributo à memória de Mahatma Gandhi.

O princípio do satyagraha, ‘caminho da verdade’ ou ‘busca da verdade’, influenciou gerações de ativistas democráticos e antirracismo, como Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela.
Confira os últimos vencedores do prêmio Nobel da Paz:2010 - http://bit.ly/1CHPX5d2011 - http://bit.ly/1tlj1bz2012 - http://bit.ly/1vftXtL2013 - http://bit.ly/1CHPVKD
Leia mais sobre o Dia internacional da não violência: http://bit.ly/YVOWrl
Confira mais detalhes sobre a vida e a luta de Nelson mandela (http://on.fb.me/1rQQdvg) e Matin Luther King Jr (http://on.fb.me/1uhjeB2)
Leia sobre o centenário do início da Primeira Guerra Mundial: http://on.fb.me/1vfqDPl
Conheça a convencão internacional que proibiu o uso de armas químicas: http://on.fb.me/1yB9lSI 
Leia sobre os 50 anos do golpe militar de 1964  no Brasil: http://on.fb.me/1puziK0

Para professor da USP, criação de dois Estados é única saída possível para conflito entre Israel e Palestina: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/historia/israel-versus-palestina-ate-quando
Paz com porcos e coca-cola: estudo explica como tribos da Papua-Nova Guiné restabeleceram a paz após uma década de massacres: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/298/paz-com-porcos-e-coca-cola/
Obra de Cândido Portinari ilustra edição de revista científica sobre os impactos dos atentados terroristas às torres gêmeas, nos EUA: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/09/2018guerra-e-paz2019-e-o-11-de-setembro/
As várias faces das UPPs - iniciativa indica uma tímida reorientação da política de segurança pública, mas levanta dúvidas sobre sua continuação e eficácia: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/276/as-varias-faces-das-upps/
Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
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Imagem da semana: ‘Olho por olho, o mundo acabaria cego’

A nossa imagem da semana traz um convite à reflexão: em 2 de outubro se comemora o Dia Internacional da Não Violência, em homenagem à data de nascimento de Mahatma Gandhi. Num mundo repleto de tanto ódio (nas ações e discursos), guerras e destruição, este é um bom momento para refletir sobre os ensinamentos e sobre a trajetória de vida do líder indiano, que mostrou como protestos pacíficos podem realizar mais do que a agressão militar.

Nascido na Índia em 1869, Gandhi é considerado um dos principais expoentes do pacifismo e da luta pelo respeito e realização dos direitos humanos e da justiça. Depois de estudar na Inglaterra e da passagem pela África do Sul, onde liderou um movimento pacifista, voltou ao seu país natal, tornando-se a principal figura do processo de independência da Índia, então uma colônia britânica.

Durante quase quatro décadas, lutou contra a opressão da metrópole utilizando como base para suas ações o satyagraha (princípio da não agressão, forma não violenta de protesto). Liderou a resistência pacífica por meio de marchas, petições, greves de fome, boicotes sistemáticos aos produtos ingleses e desobediência civil, com a violação organizada e sistemática de leis consideradas injustas e o não pagamento de impostos.

Além da resistência dos britânicos, que talvez intimidados pelas estratégias de Ganghi jamais tenham partido para uma repressão militar aberta, a rivalidade entre hindus e muçulmanos ajudou a retardar o processo de independência. Mas ela finalmente veio logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1947, apesar de o Reino Unido ter mantido assegurados seus interesses econômicos na região.

O conflito interno, no entanto, impediu que a região permanecesse unida, dando origem, também, ao Paquistão, e a uma violenta migração de hindus e muçulmanos em direções opostas das fronteiras. Os dois países, aliás, parecem não ter aprendido tanto com seu grande líder, uma vez que mantêm até hoje uma das fronteiras mais tensas do mundo e uma disputa pela região da Caxemira.

Gandhi acabou assassinado por um hindu apenas um ano depois da independência e suas cinzas foram jogadas no sagrado rio Ganges. O líder foi cotado diversas vezes para o prêmio Nobel da Paz, mas, por pressão britânica, nunca laureado. Décadas depois, quando da premiação do Dalai Lama (Tenzin Gyatso), em 1989, o comitê fez um mea culpa: prestou um tributo à memória de Mahatma Gandhi.

O princípio do satyagraha, ‘caminho da verdade’ ou ‘busca da verdade’, influenciou gerações de ativistas democráticos e antirracismo, como Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela.

Confira os últimos vencedores do prêmio Nobel da Paz:
2010 - http://bit.ly/1CHPX5d
2011 - http://bit.ly/1tlj1bz
2012 - http://bit.ly/1vftXtL
2013 - http://bit.ly/1CHPVKD

Leia mais sobre o Dia internacional da não violência: http://bit.ly/YVOWrl

Confira mais detalhes sobre a vida e a luta de Nelson mandela (http://on.fb.me/1rQQdvg) e Matin Luther King Jr (http://on.fb.me/1uhjeB2)

Leia sobre o centenário do início da Primeira Guerra Mundial: http://on.fb.me/1vfqDPl

Conheça a convencão internacional que proibiu o uso de armas químicas: http://on.fb.me/1yB9lSI 

Leia sobre os 50 anos do golpe militar de 1964  no Brasil: http://on.fb.me/1puziK0

Para professor da USP, criação de dois Estados é única saída possível para conflito entre Israel e Palestina: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/historia/israel-versus-palestina-ate-quando

Paz com porcos e coca-cola: estudo explica como tribos da Papua-Nova Guiné restabeleceram a paz após uma década de massacres: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/298/paz-com-porcos-e-coca-cola/

Obra de Cândido Portinari ilustra edição de revista científica sobre os impactos dos atentados terroristas às torres gêmeas, nos EUA: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/09/2018guerra-e-paz2019-e-o-11-de-setembro/

As várias faces das UPPs - iniciativa indica uma tímida reorientação da política de segurança pública, mas levanta dúvidas sobre sua continuação e eficácia: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/276/as-varias-faces-das-upps/

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Carteado artístico
"Que tal um joguinho de cartas? Tenho uma obra de arte para te mostrar". Esse diálogo provavelmente não fará muito sentido até você conhecer o novo trabalho da artista russa Karina Eibatova. Intitulado ‘Aves’, o projeto utiliza belas ilustrações de pássaros, ovos e penas para decorar um baralho especial, sem dúvida um dos mais belos que existem por aí e que vai transformar aquele joguinho de biriba, sueca ou pôquer numa contemplação artística. Mas cuidado com a distração e continue contando as cartas ou você pode se dar mal!   

Vale destacar que Aves é um projeto em busca de financiamento: está disponível para financiadores na plataforma de crowdfunding Kickstarter - já atingiu sua meta de 10 mil dólares e segue recebendo doações. Os apoiadores, é claro, recebem seus próprios baralhos. Mas, preste atenção, pois há taxas de envio para fora dos Estados Unidos. 

Carteado artístico

"Que tal um joguinho de cartas? Tenho uma obra de arte para te mostrar". Esse diálogo provavelmente não fará muito sentido até você conhecer o novo trabalho da artista russa Karina Eibatova. Intitulado ‘Aves’, o projeto utiliza belas ilustrações de pássaros, ovos e penas para decorar um baralho especial, sem dúvida um dos mais belos que existem por aí e que vai transformar aquele joguinho de biriba, sueca ou pôquer numa contemplação artística. Mas cuidado com a distração e continue contando as cartas ou você pode se dar mal!   

Vale destacar que Aves é um projeto em busca de financiamento: está disponível para financiadores na plataforma de crowdfunding Kickstarter - já atingiu sua meta de 10 mil dólares e segue recebendo doações. Os apoiadores, é claro, recebem seus próprios baralhos. Mas, preste atenção, pois há taxas de envio para fora dos Estados Unidos. 

out. 01

Janela para a humanidade
Olhe bem para esta imagem. Parece apenas um buraco escavado num terreno seco e rochoso. E até é mesmo. Mas também é muito mais do que isso, é uma enorme janela que pode mostrar o passado e o futuro para a humanidade. Trata-se da primeira escavação da sonda Curiosity na base da formação montanhosa cuja exploração motivou toda sua jornada interplanetária.
A Curiosity pousou numa região do planeta vermelho conhecida como Gale Crater e gradativamente se locomoveu até a base da grande formação rochosa observada no interior da cratera, o Mont Sharp, seu destino final. O caminho não foi fácil, o jipe-robô sofreu com as condições ambientais extremas do nosso vizinho espacial e enfrentou um inesperado problema de desgaste em suas rodas.
Mas a jornada, no fim, foi bem-sucedida. O momento simbólico que marca uma nova fase da missão ocorreu no final de setembro. A Curiosity perfurou um buraco de pouco mais de 6 cm e recolheu material para análise. Agora, ela vai explorar gradativamente a encosta da montanha, o que permitirá aos cientistas traçar a história evolutiva de Marte com muito mais detalhes do que nunca. Assim, será possível entender como se deu a evolução do ecossistema do planeta, buscar novas evidências de que ele já foi capaz de abrigar vida e obter pistas do que aconteceu para que chegasse às características que tem hoje.
Leia mais sobre exploração espacial na Ciência Hoje On-line.

Janela para a humanidade

Olhe bem para esta imagem. Parece apenas um buraco escavado num terreno seco e rochoso. E até é mesmo. Mas também é muito mais do que isso, é uma enorme janela que pode mostrar o passado e o futuro para a humanidade. Trata-se da primeira escavação da sonda Curiosity na base da formação montanhosa cuja exploração motivou toda sua jornada interplanetária.

A Curiosity pousou numa região do planeta vermelho conhecida como Gale Crater e gradativamente se locomoveu até a base da grande formação rochosa observada no interior da cratera, o Mont Sharp, seu destino final. O caminho não foi fácil, o jipe-robô sofreu com as condições ambientais extremas do nosso vizinho espacial e enfrentou um inesperado problema de desgaste em suas rodas.

Mas a jornada, no fim, foi bem-sucedida. O momento simbólico que marca uma nova fase da missão ocorreu no final de setembro. A Curiosity perfurou um buraco de pouco mais de 6 cm e recolheu material para análise. Agora, ela vai explorar gradativamente a encosta da montanha, o que permitirá aos cientistas traçar a história evolutiva de Marte com muito mais detalhes do que nunca. Assim, será possível entender como se deu a evolução do ecossistema do planeta, buscar novas evidências de que ele já foi capaz de abrigar vida e obter pistas do que aconteceu para que chegasse às características que tem hoje.

Leia mais sobre exploração espacial na Ciência Hoje On-line.

set. 30

Tempo de despedidas
É chegada a hora. Já há algum tempo, todos sabíamos que este dia chegaria, mas muitos procuravam não pensar muito nele. Hoje, 30 de setembro, será desativado de vez o Orkut, rede social que já foi rainha por aqui e onde os brasileiros exerceram enorme domínio territorial. Para homenagear a data, o site Slate já incluiu o Orkut no cemitério virtual que mantém com exclusividade para os produtos e projetos descontinuados do Google. E eles são muitos! Parece que a empresa, ao mesmo tempo em que não teme investir em ideias inovadoras, também não tem piedade na hora de sentenciar aquelas que não são bem-sucedidas ao esquecimento. 
O Orkut é, sem dúvida, um dos mais famosos e populares serviços ‘enterrados’ pelo Google. No cemitério digital estão 41 projetos, entre os quais algumas iniciativas que se apresentaram como promissoras, mas terminaram descontinuadas ou substituídas por outras, como o Google Health, o Google Reader, o Google Wave e o Google Buzz. O mais curioso é que já há uma nova cova aberta, onde se pode ler o nome do badalado Google Glass, mais novo candidato a fracasso. Será que o vaticínio está correto e o próximo da lista de finados da empresa será um de seus projetos mais futuristas? 

Como sabemos que é sempre difícil se despedir de alguém querido, se quiser prestar sua homenagem ao Orkut, cada clique na tumba digital de um projeto adiciona uma flor em homenagem a sua memória. Desde já o memorial do Orkut está entre os que reúnem mais cliques de despedida. Hora de deixar o Orkut ir; vivemos novos tempos. 
Confira o cemitério virtual do Slate. Aprenda como salvar suas informações do Orkut antes que seja tarde demais. 

Tempo de despedidas

É chegada a hora. Já há algum tempo, todos sabíamos que este dia chegaria, mas muitos procuravam não pensar muito nele. Hoje, 30 de setembro, será desativado de vez o Orkut, rede social que já foi rainha por aqui e onde os brasileiros exerceram enorme domínio territorial. Para homenagear a data, o site Slate já incluiu o Orkut no cemitério virtual que mantém com exclusividade para os produtos e projetos descontinuados do Google. E eles são muitos! Parece que a empresa, ao mesmo tempo em que não teme investir em ideias inovadoras, também não tem piedade na hora de sentenciar aquelas que não são bem-sucedidas ao esquecimento

O Orkut é, sem dúvida, um dos mais famosos e populares serviços ‘enterrados’ pelo Google. No cemitério digital estão 41 projetos, entre os quais algumas iniciativas que se apresentaram como promissoras, mas terminaram descontinuadas ou substituídas por outras, como o Google Health, o Google Reader, o Google Wave e o Google Buzz. O mais curioso é que já há uma nova cova aberta, onde se pode ler o nome do badalado Google Glass, mais novo candidato a fracasso. Será que o vaticínio está correto e o próximo da lista de finados da empresa será um de seus projetos mais futuristas? 

Como sabemos que é sempre difícil se despedir de alguém querido, se quiser prestar sua homenagem ao Orkut, cada clique na tumba digital de um projeto adiciona uma flor em homenagem a sua memória. Desde já o memorial do Orkut está entre os que reúnem mais cliques de despedida. Hora de deixar o Orkut ir; vivemos novos tempos. 

Confira o cemitério virtual do Slate. Aprenda como salvar suas informações do Orkut antes que seja tarde demais. 

set. 26

Imagem da semana: ‘Ano miraculoso’
Einstein. O nome e a imagem do cientista de bigode e cabelos brancos e bagunçados poderiam ser quase considerados sinônimos de ciência. A fama do físico alemão começou 109 anos atrás, com a publicação de cinco grandes artigos, em que abordou a realidade física de átomos e moléculas, a natureza da luz e propôs uma nova teoria que destruiria o caráter absoluto atribuído, durante séculos, ao tempo e ao espaço. O último desses artigos, que falava exatamente da natureza relativa do espaço e do tempo e trazia a ideia de uma velocidade da luz invariante, foi publicado em 27 de setembro de 1905.
Trabalhando como técnico de terceira classe em um escritório de patentes em Berna (Suíça), Albert Einstein teve em 1905 talvez o período mais fértil de produção de qualquer cientista da história. Suas publicações abalaram os pilares da física e mudaram a forma como se via o mundo até então. É quase inacreditável que apenas um cientista tenha contribuído tanto para alterar a percepção sobre o mundo em tão pouco tempo.  

Seus primeiros trabalhos daquele ano propuseram as leis que regem o chamado movimento browniano (movimento aleatório de partículas macroscópicas em um fluido como consequência dos choques das moléculas do fluido nessas partículas) e foram passos fundamentais para a confirmação irrefutável, tempos depois, da existência de átomos e moléculas. O trabalho, portanto, foi central para a consagração da teoria atômica, suplantando as dúvidas de seus mais ferrenhos opositores e resolvendo uma longa celeuma do campo científico.
No artigo seguinte, postulou a existência dos fótons e ressuscitou a ideia do caráter corpuscular da luz – o que lhe valeria o prêmio Nobel de Física em 1921. O próprio Einstein chegou a classificar esta como a mais espetacular descoberta de sua profícua carreira. Nos últimos dois trabalhos, o físico propôs as bases da teoria da relatividade especial, que seria expandida por ele mesmo com a teoria da relatividade geral em 1915. As ideias de Einstein unificavam duas áreas da física, a mecânica e a eletrodinâmica, e fundiam as leis da conservação da massa e da energia naquela que talvez seja a mais famosa e célebre fórmula da ciência: E=mc2.

Einstein deixou a Alemanha em 1933, com a ascensão dos nazistas ao poder, e radicou-se nos Estados Unidos. Desempenhou papel importante no Projeto Manhattan, responsável pela criação da bomba atômica, apesar de ser um grande pacifista e não ter tomado parte na iniciativa diretamente. A bomba era uma boa ilustração da teoria contida na expressão E=mc2 (de que uma grande quantidade de energia pode ser liberada a partir de uma pequena quantidade de matéria). Além disso, Einstein foi persuadido a assinar um documento que alertava o então presidente norte-americano Franklin Roosevelt sobre a possibilidade de os nazistas estarem pesquisando essa tecnologia – e que o incentivava a fazer o mesmo.
Em 2005, no aniversário de 100 anos de seu ano miraculoso, o mundo celebrou o Ano Internacional da Física. No ano que vem, em 2015, será celebrada outra área para a qual Einstein fez enormes contribuições: a luz.  Confira uma série de artigos e matérias publicadas pela Ciência Hoje em comemoração ao Ano Internacional da Física: http://bit.ly/1uoy3Tu

Leia mais sobre o Ano Internacional da Luz: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/2015-ano-internacional-da-luz/
Relembre em mais detalhes o ano miraculoso de Einstein: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2005/212/1905-um-ano-miraculoso/
Colunista apresenta algumas das muitas inovações tecnológicas derivadas das teorias propostas pelo físico alemão: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/as-digitais-de-einstein-em-nosso-cotidiano/
Estudo sugere o uso de romances para ajudar alunos na compreensão de conceitos de física moderna, como a teoria da relatividade: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/10/a-literatura-explica-einstein
Colunista aproveita o aniversário de Einstein para falar sobre a construção do conhecimento físico: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/a-construcao-do-conhecimento-fisico

Pesquisadores propõem que questões controversas da mecânica quântica devem ser abordadas no ensino médio: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2013/08/hora-de-modernizar
Colunista mostra como a mecânica quântica ajudou a entender o comportamento da luz e do átomo: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/uma-estranha-forma-de-ver-o-mundo
Artigo da CH aborda a física das viagens no tempo, com base em ideias da informação quântica: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/290/as-viagens-no-tempo 
Manuscritos de Einstein disponibilizados pela Universidade Hebraica de Jerusalém permitem ver outras facetas do físico: http://cienciahoje.tumblr.com/post/19843197104/a-politica-da-relatividade
Conheça as contribuições de Max Planck, sem as quais o ano miraculoso de Einstein não teria sido possível: http://cienciahoje.tumblr.com/70001272393

Imagens históricas de Einstein mostram um lado mais descontraído do pesquisador: http://cienciahoje.tumblr.com/post/28140131385/super-relax
Acervos digitalizados de cientistas e personalidades (Einstein entre eles) podem ajudar a preservar a história da ciência e das lutas sociais: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/memoria-de-internet
No Facebook, já falamos sobre diversos temas associados:A história do Cern: http://on.fb.me/1c1yri7A visita de Einstein ao Brasil: http://on.fb.me/1dbGkxMA descoberta do méson pi pelo brasileiro César Lattes: http://on.fb.me/IK6I91
A vida e as pesquisas de Albert Einstein: http://on.fb.me/1c1yGcL
Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
Leia mais novidades sobre física e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

Imagem da semana: ‘Ano miraculoso’

Einstein. O nome e a imagem do cientista de bigode e cabelos brancos e bagunçados poderiam ser quase considerados sinônimos de ciência. A fama do físico alemão começou 109 anos atrás, com a publicação de cinco grandes artigos, em que abordou a realidade física de átomos e moléculas, a natureza da luz e propôs uma nova teoria que destruiria o caráter absoluto atribuído, durante séculos, ao tempo e ao espaço. O último desses artigos, que falava exatamente da natureza relativa do espaço e do tempo e trazia a ideia de uma velocidade da luz invariante, foi publicado em 27 de setembro de 1905.

Trabalhando como técnico de terceira classe em um escritório de patentes em Berna (Suíça), Albert Einstein teve em 1905 talvez o período mais fértil de produção de qualquer cientista da história. Suas publicações abalaram os pilares da física e mudaram a forma como se via o mundo até então. É quase inacreditável que apenas um cientista tenha contribuído tanto para alterar a percepção sobre o mundo em tão pouco tempo.  

Seus primeiros trabalhos daquele ano propuseram as leis que regem o chamado movimento browniano (movimento aleatório de partículas macroscópicas em um fluido como consequência dos choques das moléculas do fluido nessas partículas) e foram passos fundamentais para a confirmação irrefutável, tempos depois, da existência de átomos e moléculas. O trabalho, portanto, foi central para a consagração da teoria atômica, suplantando as dúvidas de seus mais ferrenhos opositores e resolvendo uma longa celeuma do campo científico.

No artigo seguinte, postulou a existência dos fótons e ressuscitou a ideia do caráter corpuscular da luz – o que lhe valeria o prêmio Nobel de Física em 1921. O próprio Einstein chegou a classificar esta como a mais espetacular descoberta de sua profícua carreira. Nos últimos dois trabalhos, o físico propôs as bases da teoria da relatividade especial, que seria expandida por ele mesmo com a teoria da relatividade geral em 1915. As ideias de Einstein unificavam duas áreas da física, a mecânica e a eletrodinâmica, e fundiam as leis da conservação da massa e da energia naquela que talvez seja a mais famosa e célebre fórmula da ciência: E=mc2.

Einstein deixou a Alemanha em 1933, com a ascensão dos nazistas ao poder, e radicou-se nos Estados Unidos. Desempenhou papel importante no Projeto Manhattan, responsável pela criação da bomba atômica, apesar de ser um grande pacifista e não ter tomado parte na iniciativa diretamente. A bomba era uma boa ilustração da teoria contida na expressão E=mc2 (de que uma grande quantidade de energia pode ser liberada a partir de uma pequena quantidade de matéria). Além disso, Einstein foi persuadido a assinar um documento que alertava o então presidente norte-americano Franklin Roosevelt sobre a possibilidade de os nazistas estarem pesquisando essa tecnologia – e que o incentivava a fazer o mesmo.

Em 2005, no aniversário de 100 anos de seu ano miraculoso, o mundo celebrou o Ano Internacional da Física. No ano que vem, em 2015, será celebrada outra área para a qual Einstein fez enormes contribuições: a luz.  Confira uma série de artigos e matérias publicadas pela Ciência Hoje em comemoração ao Ano Internacional da Física: http://bit.ly/1uoy3Tu

Leia mais sobre o Ano Internacional da Luz: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/2015-ano-internacional-da-luz/

Relembre em mais detalhes o ano miraculoso de Einstein: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2005/212/1905-um-ano-miraculoso/

Colunista apresenta algumas das muitas inovações tecnológicas derivadas das teorias propostas pelo físico alemão: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/as-digitais-de-einstein-em-nosso-cotidiano/

Estudo sugere o uso de romances para ajudar alunos na compreensão de conceitos de física moderna, como a teoria da relatividade: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/10/a-literatura-explica-einstein

Colunista aproveita o aniversário de Einstein para falar sobre a construção do conhecimento físico: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/a-construcao-do-conhecimento-fisico

Pesquisadores propõem que questões controversas da mecânica quântica devem ser abordadas no ensino médio: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2013/08/hora-de-modernizar

Colunista mostra como a mecânica quântica ajudou a entender o comportamento da luz e do átomo: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/uma-estranha-forma-de-ver-o-mundo

Artigo da CH aborda a física das viagens no tempo, com base em ideias da informação quântica: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/290/as-viagens-no-tempo 

Manuscritos de Einstein disponibilizados pela Universidade Hebraica de Jerusalém permitem ver outras facetas do físico: http://cienciahoje.tumblr.com/post/19843197104/a-politica-da-relatividade

Conheça as contribuições de Max Planck, sem as quais o ano miraculoso de Einstein não teria sido possível: http://cienciahoje.tumblr.com/70001272393

Imagens históricas de Einstein mostram um lado mais descontraído do pesquisador: http://cienciahoje.tumblr.com/post/28140131385/super-relax

Acervos digitalizados de cientistas e personalidades (Einstein entre eles) podem ajudar a preservar a história da ciência e das lutas sociais: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/memoria-de-internet

No Facebook, já falamos sobre diversos temas associados:
A história do Cern: http://on.fb.me/1c1yri7
A visita de Einstein ao Brasil: http://on.fb.me/1dbGkxM
A descoberta do méson pi pelo brasileiro César Lattes: http://on.fb.me/IK6I91

A vida e as pesquisas de Albert Einstein: http://on.fb.me/1c1yGcL

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set. 25

Nobel x chocolate
Chocolate pode deixar você mais inteligente? Dificilmente você encontrará dados científicos irrefutáveis para confirmar isso, mas um usuário do reddit decidiu montar um gráfico que correlaciona o número de laureados com o Prêmio Nobel nos diversos países (para cada 10 milhões de habitantes) com o consumo de chocolate per capita.
O resultado você vê acima: em geral, quanto mais chocolate consumido, maior o número de premiados. O que isso quer dizer? Provavelmente nada, do ponto de vista científico. Talvez essa correlação seja resultado do maior acesso a esse tipo de bem associado a taxas maiores de escolaridade e menores de desigualdade, quem sabe. Mas, de qualquer forma, é um interessante argumento para diminuir a culpa na hora de se deliciar com aquela barrinha de chocolate! 

Nobel x chocolate

Chocolate pode deixar você mais inteligente? Dificilmente você encontrará dados científicos irrefutáveis para confirmar isso, mas um usuário do reddit decidiu montar um gráfico que correlaciona o número de laureados com o Prêmio Nobel nos diversos países (para cada 10 milhões de habitantes) com o consumo de chocolate per capita.

O resultado você vê acima: em geral, quanto mais chocolate consumido, maior o número de premiados. O que isso quer dizer? Provavelmente nada, do ponto de vista científico. Talvez essa correlação seja resultado do maior acesso a esse tipo de bem associado a taxas maiores de escolaridade e menores de desigualdade, quem sabe. Mas, de qualquer forma, é um interessante argumento para diminuir a culpa na hora de se deliciar com aquela barrinha de chocolate! 

set. 24

Reforma subterrânea
Muitas metrópoles do mundo com sistemas de metrô muito antigos têm em seus subterrâneos verdadeiros ‘fósseis urbanos’: estações há muito abandonadas e esquecidas. Mas e se elas fossem reformadas e reimaginadas como espaços de outro tipo: piscinas públicas, discotecas, galerias de arte, restaurantes?

A ideia foi proposta por Nathalie Koziuscot-Morizet, uma das candidatas à prefeitura de Paris neste ano. Só a ‘cidade luz’ teria ao menos oito candidatas à repaginação. O problema é que a maioria delas acabou abandonada justamente pela falta de público. Será que, reimaginadas, elas fariam sucesso? Confira outras ilustrações de como poderiam ficar essas adaptações:



Gostou? Embora a ideia seja interessante, não deve sair do papel e da nossa imaginação: Koziuscot-Morizet não foi eleita no pleito. Mas fica a inspiração: quem sabe alguém não decide torná-la realidade, não é?  
Se quiser conhecer mais fósseis de dinossauros da arquitetura mundial, vale conferir nossos posts aqui no Tumblr sobre o maior – e mais abandonado – acelerador de partículas do mundo e sobre um monumento soviético esquecido na neve.  
Via Messy Nessy Chic. Confira a proposta no site da política.
Leia mais sobre arquitetura e história na Ciência Hoje On-line.

Reforma subterrânea

Muitas metrópoles do mundo com sistemas de metrô muito antigos têm em seus subterrâneos verdadeiros ‘fósseis urbanos’: estações há muito abandonadas e esquecidas. Mas e se elas fossem reformadas e reimaginadas como espaços de outro tipo: piscinas públicas, discotecas, galerias de arte, restaurantes?

A ideia foi proposta por Nathalie Koziuscot-Morizet, uma das candidatas à prefeitura de Paris neste ano. Só a ‘cidade luz’ teria ao menos oito candidatas à repaginação. O problema é que a maioria delas acabou abandonada justamente pela falta de público. Será que, reimaginadas, elas fariam sucesso? Confira outras ilustrações de como poderiam ficar essas adaptações:

Gostou? Embora a ideia seja interessante, não deve sair do papel e da nossa imaginação: Koziuscot-Morizet não foi eleita no pleito. Mas fica a inspiração: quem sabe alguém não decide torná-la realidade, não é?  

Se quiser conhecer mais fósseis de dinossauros da arquitetura mundial, vale conferir nossos posts aqui no Tumblr sobre o maior – e mais abandonado – acelerador de partículas do mundo e sobre um monumento soviético esquecido na neve.  

Via Messy Nessy Chic. Confira a proposta no site da política.

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set. 22

Astronomia de encaixar
O que você diria sobre a possibilidade de construir o telescópio espacial Hubble na sua própria casa e deixá-lo enfeitando sua estante? Em breve esse sonho poderá virar realidade – ou quase isso, considerando que vai se tratar apenas de uma réplica em tamanho bem reduzido e feita com peças de Lego! 
Isso mesmo: para comemorar os 25 anos do nosso querido voyeur espacial, a empresa poderá lançar uma miniatura inédita do equipamento. A possibilidade surgiu a partir de um design sugerido por Gabriel Russo no projeto Lego Ideas – que seleciona propostas dos internautas para transformá-las em kits reais de montar. A sugestão do Hubble já recebeu os dez mil votos necessários para ser considerada pela empresa como um projeto viável. Agora, passará por um processo de revisão e, se for aprovada, pode sair do papel no próximo ano.
Outros projetos estão atualmente no mesmo estágio do processo, entre eles, um sabre de luz de Star Wars, uma miniatura do robozinho Wall-E e um conjunto com a máquina do tempo-espaço Tardis e personagens da série Dr. Who. O Lego Ideas já deu origem a oito kits, com predomínio de temas científicos e de ficção, como o jipe-robô Curiosity e a sonda espacial japonesa Hayabusa, além de uma homenagem às mulheres cientistas, que já foi notícia por aqui.
Agora é esperar e torcer!   

Astronomia de encaixar

O que você diria sobre a possibilidade de construir o telescópio espacial Hubble na sua própria casa e deixá-lo enfeitando sua estante? Em breve esse sonho poderá virar realidade – ou quase isso, considerando que vai se tratar apenas de uma réplica em tamanho bem reduzido e feita com peças de Lego! 

Isso mesmo: para comemorar os 25 anos do nosso querido voyeur espacial, a empresa poderá lançar uma miniatura inédita do equipamento. A possibilidade surgiu a partir de um design sugerido por Gabriel Russo no projeto Lego Ideas – que seleciona propostas dos internautas para transformá-las em kits reais de montar. A sugestão do Hubble já recebeu os dez mil votos necessários para ser considerada pela empresa como um projeto viável. Agora, passará por um processo de revisão e, se for aprovada, pode sair do papel no próximo ano.

Outros projetos estão atualmente no mesmo estágio do processo, entre eles, um sabre de luz de Star Wars, uma miniatura do robozinho Wall-E e um conjunto com a máquina do tempo-espaço Tardis e personagens da série Dr. Who. O Lego Ideas já deu origem a oito kits, com predomínio de temas científicos e de ficção, como o jipe-robô Curiosity e a sonda espacial japonesa Hayabusa, além de uma homenagem às mulheres cientistas, que já foi notícia por aqui.

Agora é esperar e torcer!   

set. 18

Imagem da semana: ‘Grandes navegações’
Atravessar um oceano, sozinho, num barco a remo. Alguém seria louco – ou corajoso e inventivo – o suficiente para isso? Pois o brasileiro Amyr Klink foi. Há exatos 30 anos, em 18 de setembro de 1984, o navegador chegou a Salvador, na Bahia, depois de percorrer as três mil milhas que separam a cidade da costa africana a bordo do I.A.T., barco a remo que ele mesmo construiu. Foi a primeira das grandes viagens que chamaram a atenção do mundo e transformaram esse economista em um dos maiores navegadores modernos. 

Em sua jornada inaugural, Klink saiu de Luderitz, na Namíbia, em 12 de junho de 1984. Eram muitos os desafios e os detalhes que precisavam ser cuidadosamente preparados. Por exemplo, calcular exatamente quantos gramas de comida seriam necessários, quais os utensílios indispensáveis para cozinhar e os instrumentos para navegar, entre muitos outros pontos. 
O I.A.T. foi projetado especialmente para o desafio: como seria impossível terminar a viagem sem que o barco acabasse virado de ponta-cabeça por alguma grande onda, ele foi desenvolvido para capotar sem problemas, ou seja, para virar e desvirar sozinho. Problemas como os ataques de tubarões e o crescimento de molusco no casco também ameaçaram decretar o fim precoce da aventura. O feito, registrado por Klink no livro Cem dias entre céu e mar, até hoje não foi repetido por ninguém. 

Esse foi apenas o começo. O brasileiro participou de uma expedição nacional à Antártica em 1986, e partiu em nova aventura solo em 1989, rumo aos extremos do mundo e a bordo de um veleiro também construído por ele, o Paratii. Na viagem, retornou ao continente gelado, onde permaneceu por cerca de um ano (sendo sete meses preso no gelo da baía de Dorian), e rumou depois para o polo Norte. A partir daí, as visitas à Antártica se tornaram constantes. Por lá, realizou uma de suas viagens solitárias mais perigosas, em 1998. Também a bordo do Paratii, circunavegou o continente pela rota mais difícil, uma expedição de 88 dias retratados em outro livro, Mar Sem Fim.
Ao longo das últimas três décadas, o brasileiro criou canoas, barcos e até grandes veleiros e acumulou mais de 200 mil milhas percorridas em alto-mar. Apesar de não ter qualquer formação em engenharia, seus barcos são reconhecidos pelas inovações e soluções criativas, planejadas para superar os desafios de cada expedição.  

Hoje um veterano dos mares e palestrante de sucesso, Klink tem opiniões fortes sobre temas relacionados à exploração das águas do mundo. Em 30 anos, a aparelhagem de geolocalização e as previsões meteorológicas evoluíram muito, mas ele lamenta o declínio do radioamadorismo, o que teria tornado a navegação mais solitária. Também costuma destacar o impacto das mudanças climáticas, em especial sobre seu destino preferido, a Antártica. Uma coisa, porém, não mudou: a emoção de desbravar os mares! 
Leia uma entrevista do brasileiro à Época Negócios, em que fala sobre suas viagens e discute suas ideias: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2014/09/amyr-klink-detesto-palavra-sucesso-por-mim-queimava-todos-os-livros-de-autoajuda.html 
Em entrevista à Folha de São Paulo, Klink compara a navegação de hoje ao ambiente de três décadas atrás: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2014/09/1508872-ambiente-e-tecnologia-mudaram-os-navegadores-diz-klink-30-anos-apos-cruzar-atlantico-a-remo.shtml 

Linha de quadrinho voltada para adultos mostra o Astronauta, da Turma da Mônica, numa história de solidão e isolamento no espaço, com prefácio de Klink: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/11/uma-odisseia-brasileira-no-espaco/ 
Colunista fala sobre impactos do aquecimento global, que pode gerar mudanças nos ciclones tropicais e resultar em mais secas na região e no derretimento de geleiras na Antártica: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/previsoes-nada-otimistas/   
Pesquisa avalia como as cadeias alimentares dos polos Norte e Sul respondem ao aquecimento global: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/05/polos-aquecidos 
Com projeto arquitetônico definido, nova estação brasileira na Antártica deverá ficar pronta até o começo de 2015: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/04/bola-para-frente 
Incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz pode ser visto como um aprendizado para a reconstrução da base: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/299/antartida-nova-estacao-novos-desafios 

Evento internacional aproxima cientistas que estudam os polos de alunos do ensino fundamental e médio: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/08/conversas-polares 
Artigos publicados na revista Ciência Hoje mostram que lixo acumulado nas praias do litoral e resíduos sólidos gerados por atividades humanas são graves problemas dos ambientes marinhos: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/313/lixo-nos-mares/ e http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/313/o-que-temos-a-ver-com-isso 
Brasil torna-se membro do maior programa internacional de pesquisa no oceano: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/08/a-maioridade-no-mar/ 
Estudo aponta que o estreito de Bering atua como um estabilizador do clima do nosso planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/04/barreira-climatica/ 

Documentário denuncia que descarte do plástico está formando uma sopa tóxica nos oceanos, que ameaça a biodiversidade marinha e a vida humana: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/03/oceanos-de-plastico/ 
Liderado por um brasileiro, levantamento inédito no Atlântico sul procura conhecer diversidade biológica de área ainda não explorada: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/04/navegar-e-preciso/ 
Estudo mapeou o continente ‘escondido’ sob o gelo eterno da Antártica: http://cienciahoje.tumblr.com/53841017938
Relembre outra aventura na Antártica – a conquista do continente gelado pelo norueguês Ronald Amundsen: http://on.fb.me/1r3fRwe
Todas as imagens desse post foram gentilmente cedidas pela página oficial do navegador, AmyrKlink.com.br.
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Imagem da semana: ‘Grandes navegações’

Atravessar um oceano, sozinho, num barco a remo. Alguém seria louco – ou corajoso e inventivo – o suficiente para isso? Pois o brasileiro Amyr Klink foi. Há exatos 30 anos, em 18 de setembro de 1984, o navegador chegou a Salvador, na Bahia, depois de percorrer as três mil milhas que separam a cidade da costa africana a bordo do I.A.T., barco a remo que ele mesmo construiu. Foi a primeira das grandes viagens que chamaram a atenção do mundo e transformaram esse economista em um dos maiores navegadores modernos. 

Em sua jornada inaugural, Klink saiu de Luderitz, na Namíbia, em 12 de junho de 1984. Eram muitos os desafios e os detalhes que precisavam ser cuidadosamente preparados. Por exemplo, calcular exatamente quantos gramas de comida seriam necessários, quais os utensílios indispensáveis para cozinhar e os instrumentos para navegar, entre muitos outros pontos. 

O I.A.T. foi projetado especialmente para o desafio: como seria impossível terminar a viagem sem que o barco acabasse virado de ponta-cabeça por alguma grande onda, ele foi desenvolvido para capotar sem problemas, ou seja, para virar e desvirar sozinho. Problemas como os ataques de tubarões e o crescimento de molusco no casco também ameaçaram decretar o fim precoce da aventura. O feito, registrado por Klink no livro Cem dias entre céu e mar, até hoje não foi repetido por ninguém. 

Esse foi apenas o começo. O brasileiro participou de uma expedição nacional à Antártica em 1986, e partiu em nova aventura solo em 1989, rumo aos extremos do mundo e a bordo de um veleiro também construído por ele, o Paratii. Na viagem, retornou ao continente gelado, onde permaneceu por cerca de um ano (sendo sete meses preso no gelo da baía de Dorian), e rumou depois para o polo Norte. A partir daí, as visitas à Antártica se tornaram constantes. Por lá, realizou uma de suas viagens solitárias mais perigosas, em 1998. Também a bordo do Paratii, circunavegou o continente pela rota mais difícil, uma expedição de 88 dias retratados em outro livro, Mar Sem Fim.

Ao longo das últimas três décadas, o brasileiro criou canoas, barcos e até grandes veleiros e acumulou mais de 200 mil milhas percorridas em alto-mar. Apesar de não ter qualquer formação em engenharia, seus barcos são reconhecidos pelas inovações e soluções criativas, planejadas para superar os desafios de cada expedição.  

Hoje um veterano dos mares e palestrante de sucesso, Klink tem opiniões fortes sobre temas relacionados à exploração das águas do mundo. Em 30 anos, a aparelhagem de geolocalização e as previsões meteorológicas evoluíram muito, mas ele lamenta o declínio do radioamadorismo, o que teria tornado a navegação mais solitária. Também costuma destacar o impacto das mudanças climáticas, em especial sobre seu destino preferido, a Antártica. Uma coisa, porém, não mudou: a emoção de desbravar os mares! 

Leia uma entrevista do brasileiro à Época Negócios, em que fala sobre suas viagens e discute suas ideias: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2014/09/amyr-klink-detesto-palavra-sucesso-por-mim-queimava-todos-os-livros-de-autoajuda.html 

Em entrevista à Folha de São Paulo, Klink compara a navegação de hoje ao ambiente de três décadas atrás: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2014/09/1508872-ambiente-e-tecnologia-mudaram-os-navegadores-diz-klink-30-anos-apos-cruzar-atlantico-a-remo.shtml 

Linha de quadrinho voltada para adultos mostra o Astronauta, da Turma da Mônica, numa história de solidão e isolamento no espaço, com prefácio de Klink: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/11/uma-odisseia-brasileira-no-espaco/ 

Colunista fala sobre impactos do aquecimento global, que pode gerar mudanças nos ciclones tropicais e resultar em mais secas na região e no derretimento de geleiras na Antártica: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/previsoes-nada-otimistas/   

Pesquisa avalia como as cadeias alimentares dos polos Norte e Sul respondem ao aquecimento global: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/05/polos-aquecidos 

Com projeto arquitetônico definido, nova estação brasileira na Antártica deverá ficar pronta até o começo de 2015: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/04/bola-para-frente 

Incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz pode ser visto como um aprendizado para a reconstrução da base: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/299/antartida-nova-estacao-novos-desafios 

Evento internacional aproxima cientistas que estudam os polos de alunos do ensino fundamental e médio: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/08/conversas-polares 

Artigos publicados na revista Ciência Hoje mostram que lixo acumulado nas praias do litoral e resíduos sólidos gerados por atividades humanas são graves problemas dos ambientes marinhos: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/313/lixo-nos-mares/ e http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/313/o-que-temos-a-ver-com-isso 

Brasil torna-se membro do maior programa internacional de pesquisa no oceano: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/08/a-maioridade-no-mar/ 

Estudo aponta que o estreito de Bering atua como um estabilizador do clima do nosso planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/04/barreira-climatica/ 

Documentário denuncia que descarte do plástico está formando uma sopa tóxica nos oceanos, que ameaça a biodiversidade marinha e a vida humana: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/03/oceanos-de-plastico/ 

Liderado por um brasileiro, levantamento inédito no Atlântico sul procura conhecer diversidade biológica de área ainda não explorada: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/04/navegar-e-preciso/ 

Estudo mapeou o continente ‘escondido’ sob o gelo eterno da Antártica: http://cienciahoje.tumblr.com/53841017938

Relembre outra aventura na Antártica  a conquista do continente gelado pelo norueguês Ronald Amundsen: http://on.fb.me/1r3fRwe

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Ilustrador de sonhos
Deitados na grama ou na areia da praia em dias ensolarados, observando sem pressa os céus, vemos o balé das nuves, que parecem assumir as formas dos mais diferentes tipos de seres e objetos diante de nossos olhos. Inspirado por essa metamorfose ambulante, o artista argentino Martín Feijoó (Tincho) criou o trabalho ‘Shaping Clouds’, no qual transforma esse exercício imaginativo em arte: fotografando os céus em suas viagens, ilustrou as nuvens com a primeira forma que lhe veio à cabeça ao observá-las. Confira alguns dos resultados mais legais: 

O argentino conta uma simpática fábula de sua infância: quando criança, lhe disseram que as formas das nuvens eram criadas por palhaços celestes para divertir os pequenos. Se faz muito tempo que você não tira uma folga e deixa a imaginação correr solta simplesmente olhando os céus, inspire-se: talvez seja a hora de fazer isso!
Via Laughing Squid.
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Ilustrador de sonhos

Deitados na grama ou na areia da praia em dias ensolarados, observando sem pressa os céus, vemos o balé das nuves, que parecem assumir as formas dos mais diferentes tipos de seres e objetos diante de nossos olhos. Inspirado por essa metamorfose ambulante, o artista argentino Martín Feijoó (Tincho) criou o trabalho ‘Shaping Clouds’, no qual transforma esse exercício imaginativo em arte: fotografando os céus em suas viagens, ilustrou as nuvens com a primeira forma que lhe veio à cabeça ao observá-las. Confira alguns dos resultados mais legais: 

O argentino conta uma simpática fábula de sua infância: quando criança, lhe disseram que as formas das nuvens eram criadas por palhaços celestes para divertir os pequenos. Se faz muito tempo que você não tira uma folga e deixa a imaginação correr solta simplesmente olhando os céus, inspire-se: talvez seja a hora de fazer isso!

Via Laughing Squid.

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