Ciência Hoje no Tumblr

ago. 29

Imagem da semana: ‘A febre do ouro negro’
Pouco mais de 150 anos atrás, o mundo deu um passo importante rumo à modernidade –  para o bem e para o mal. Em agosto de 1859, foi escavado o primeiro poço de extração de petróleo do mundo, nos Estados Unidos. A data é considerada por muitos um marco inicial da indústria petrolífera. O combustível se tornou um dos mais importantes recursos energéticos do mundo nos últimos séculos. Hoje, mesmo com sua finitude alardeada e sob a ameaça do aquecimento global e das mudanças climáticas, ainda é difícil antever um uso consciente dessa opção energética. 

Vale destacar que o petróleo não é um recurso natural utilizado apenas na modernidade. Há milhares de anos, suas aflorações superficiais já eram utilizadas, por exemplo, como fontes de matéria-prima para produção de betume para calafetação, pavimentação e iluminação. Na década de 1850, foram descobertas maneiras de refiná-lo para a obtenção de diversos derivados (lista que cresceu bastante até os tempos atuais).
Antes do poço norte-americano, outros já haviam sido escavados – no Azerbaijão (maior produtor do recurso no século 19) em 1846 e no Canadá (em 1858), por exemplo. Mas o marco inicial da moderna indústria do petróleo é geralmente apontado como o poço construído pelo norte-americano Edwin Drake (conhecido como Coronel Drake) em Titusville, na Pensilvânia (Estados Unidos). Ele desenvolveu uma técnica para retirar o petróleo do solo por perfuração e não por escavação (como era mais comum) utilizando bombas de extração de água subterrânea – antes do sucesso, seus esforços chegaram a lhe render o apelido de ‘Louco Drake’.

Sua perfuratriz atingiu um depósito de petróleo localizado cerca de 20 metros abaixo da superfície. O volume do precioso líquido extraído chegava a 10 barris por dia e era preciso armazená-lo em barris de uísque e até em banheiras. Hordas de investidores, perfuradores e mineradores transformaram Titusville numa das primeiras capitais do petróleo do mundo, e as companhias petrolíferas se multiplicaram, lançando as bases para alguns dos maiores conglomerados do mundo contemporâneo. 
Após a Segunda Guerra Mundial e a criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), ficou cada vez mais claro o poder dos países produtores sobre a economia mundial, assinalado de forma enfática pelos dois choques do petróleo na década de 1970. Nas últimas décadas, muitas guerras tiveram o recurso como um de seus principais pivôs (mesmo que não assumidamente) e esforços cada vez maiores têm sido feitos para explorar novas reservas – o pré-sal, alvo de enorme interesse brasileiro, foi uma das descobertas que parecem ter reacendido o ânimo dos combustíveis fósseis.  

Ao mesmo tempo, o uso desse tipo de fonte de energia é acusado de ser um dos principais responsáveis pelo aquecimento global por cientistas e ambientalistas de todo o mundo. Diante do temor das consequências das mudanças climáticas, novas fontes de energia ‘limpa’ vêm sendo cada vez mais pesquisadas: carros elétricos, usinas eólicas, ‘energia solar’. Porém, ainda parece longe o tempo em que a matriz energética mundial prescindirá do valioso – e problemático – ouro negro.  
Leia sobre o petróleo do Azerbaijão: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/04/extracao-do-petroleo-comecou-ha-cerca-de-165-anos-no-azerbaijao.html
Ferramentas desenvolvidas na Petrobras poderão facilitar a exploração do pré-sal: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/07/estrada-tecnologica-para-o-pre-sal

Colunista aborda as mazelas por trás do uso do carvão e do petróleo, recursos poluentes e não renováveis, cujas demandas só fazem aumentar e acirrar disputas: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/de-volta-para-o-futuro
Colunista usa acidente no Golfo do México, ‘Chernobyl’ da indústria petrolífera, para falar sobre os riscos da exploração ‘offshore’: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/o-chernobyl-da-industria-petrolifera/
Novo relatório do IPCC reafirma preocupações em relação às mudanças climáticas – ‘grande vilão’ não é o petróleo, mas modelo de desenvolvimento contemporâneo: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2014/04/ipcc-entre-a-ciencia-de-ponta-e-a-inercia-politica/
Tecnologias de captação de energia nos oceanos prometem redesenhar o cenário mundial de geração de eletricidade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/316/forcas-ao-mar

'CHats de ciência' aborda a polêmica sobre o aquecimento global e a relação entre nosso modo de vida, o sistema econômico capitalista e a saúde do planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/chats-de-ciencia/2012/09/desastre-inevitavel
Para reduzir a dependência de petróleo, pesquisadores estudam a produção de combustíveis a partir de materiais vegetais e animais: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/285/energia-verde
Diversas e inusitadas propostas de geoengenharia pretendem frear o aquecimento global: será delírio ou salvação?http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/geoengenharia-delirio-ou-salvacao
Frota de taxis do Rio de Janeiro recebe primeiros carros elétricos, mas especialistas enfatizam a importância de se investir no transporte público: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/03/amarelinhos-e-eletrizados
Relatório que avalia possibilidades de investimento em energias renováveis aponta liderança do Brasil na América Latina e no Caribe: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/09/bicampeao-renovavel

Sensação do momento, gás de xisto acena como esperança de sobrevida para os recursos minerais não renováveis – mas será que Brasil deve surfar essa onda?http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/expresso-para-o-futuro-ou-caminho-equivocado/
Geólogo alemão Ulrich Glasmacher oferece um panorama ponderado sobre os fatores que determinam o clima no planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/terra-uma-historia-climatica
Conheça a história do Protocolo de Montreal, acordo assinado em 1987 que reduziu a emissão de gases que destroem a camada de ozônio e ajudou a evitar milhões de casos de câncer de pele e de catarata: http://tmblr.co/ZlIT9xvfLrTV

(foto de abertura: Flickr/ fabio_dsp - CC BY-NC-ND 2.0)
Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
Leia mais novidades sobre engenharia e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

Imagem da semana: ‘A febre do ouro negro’

Pouco mais de 150 anos atrás, o mundo deu um passo importante rumo à modernidade –  para o bem e para o mal. Em agosto de 1859, foi escavado o primeiro poço de extração de petróleo do mundo, nos Estados Unidos. A data é considerada por muitos um marco inicial da indústria petrolífera. O combustível se tornou um dos mais importantes recursos energéticos do mundo nos últimos séculos. Hoje, mesmo com sua finitude alardeada e sob a ameaça do aquecimento global e das mudanças climáticas, ainda é difícil antever um uso consciente dessa opção energética. 

Vale destacar que o petróleo não é um recurso natural utilizado apenas na modernidade. Há milhares de anos, suas aflorações superficiais já eram utilizadas, por exemplo, como fontes de matéria-prima para produção de betume para calafetação, pavimentação e iluminação. Na década de 1850, foram descobertas maneiras de refiná-lo para a obtenção de diversos derivados (lista que cresceu bastante até os tempos atuais).

Antes do poço norte-americano, outros já haviam sido escavados – no Azerbaijão (maior produtor do recurso no século 19) em 1846 e no Canadá (em 1858), por exemplo. Mas o marco inicial da moderna indústria do petróleo é geralmente apontado como o poço construído pelo norte-americano Edwin Drake (conhecido como Coronel Drake) em Titusville, na Pensilvânia (Estados Unidos). Ele desenvolveu uma técnica para retirar o petróleo do solo por perfuração e não por escavação (como era mais comum) utilizando bombas de extração de água subterrânea – antes do sucesso, seus esforços chegaram a lhe render o apelido de ‘Louco Drake’.

Sua perfuratriz atingiu um depósito de petróleo localizado cerca de 20 metros abaixo da superfície. O volume do precioso líquido extraído chegava a 10 barris por dia e era preciso armazená-lo em barris de uísque e até em banheiras. Hordas de investidores, perfuradores e mineradores transformaram Titusville numa das primeiras capitais do petróleo do mundo, e as companhias petrolíferas se multiplicaram, lançando as bases para alguns dos maiores conglomerados do mundo contemporâneo. 

Após a Segunda Guerra Mundial e a criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), ficou cada vez mais claro o poder dos países produtores sobre a economia mundial, assinalado de forma enfática pelos dois choques do petróleo na década de 1970. Nas últimas décadas, muitas guerras tiveram o recurso como um de seus principais pivôs (mesmo que não assumidamente) e esforços cada vez maiores têm sido feitos para explorar novas reservas – o pré-sal, alvo de enorme interesse brasileiro, foi uma das descobertas que parecem ter reacendido o ânimo dos combustíveis fósseis.  

Ao mesmo tempo, o uso desse tipo de fonte de energia é acusado de ser um dos principais responsáveis pelo aquecimento global por cientistas e ambientalistas de todo o mundo. Diante do temor das consequências das mudanças climáticas, novas fontes de energia ‘limpa’ vêm sendo cada vez mais pesquisadas: carros elétricos, usinas eólicas, ‘energia solar’. Porém, ainda parece longe o tempo em que a matriz energética mundial prescindirá do valioso – e problemático – ouro negro.  

Leia sobre o petróleo do Azerbaijão: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/04/extracao-do-petroleo-comecou-ha-cerca-de-165-anos-no-azerbaijao.html

Ferramentas desenvolvidas na Petrobras poderão facilitar a exploração do pré-sal: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/07/estrada-tecnologica-para-o-pre-sal

Colunista aborda as mazelas por trás do uso do carvão e do petróleo, recursos poluentes e não renováveis, cujas demandas só fazem aumentar e acirrar disputas: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/de-volta-para-o-futuro

Colunista usa acidente no Golfo do México, ‘Chernobyl’ da indústria petrolífera, para falar sobre os riscos da exploração ‘offshore’: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/o-chernobyl-da-industria-petrolifera/

Novo relatório do IPCC reafirma preocupações em relação às mudanças climáticas – ‘grande vilão’ não é o petróleo, mas modelo de desenvolvimento contemporâneo: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2014/04/ipcc-entre-a-ciencia-de-ponta-e-a-inercia-politica/

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'CHats de ciência' aborda a polêmica sobre o aquecimento global e a relação entre nosso modo de vida, o sistema econômico capitalista e a saúde do planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/chats-de-ciencia/2012/09/desastre-inevitavel

Para reduzir a dependência de petróleo, pesquisadores estudam a produção de combustíveis a partir de materiais vegetais e animais: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/285/energia-verde

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Frota de taxis do Rio de Janeiro recebe primeiros carros elétricos, mas especialistas enfatizam a importância de se investir no transporte público: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/03/amarelinhos-e-eletrizados

Relatório que avalia possibilidades de investimento em energias renováveis aponta liderança do Brasil na América Latina e no Caribe: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/09/bicampeao-renovavel

Sensação do momento, gás de xisto acena como esperança de sobrevida para os recursos minerais não renováveis – mas será que Brasil deve surfar essa onda?http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/expresso-para-o-futuro-ou-caminho-equivocado/

Geólogo alemão Ulrich Glasmacher oferece um panorama ponderado sobre os fatores que determinam o clima no planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/terra-uma-historia-climatica

Conheça a história do Protocolo de Montreal, acordo assinado em 1987 que reduziu a emissão de gases que destroem a camada de ozônio e ajudou a evitar milhões de casos de câncer de pele e de catarata: http://tmblr.co/ZlIT9xvfLrTV

(foto de abertura: Flickr/ fabio_dsp - CC BY-NC-ND 2.0)

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ago. 28

Vapor de estrelas
Todos os dias a Nasa nos surpreende com a 'Foto astronômica do dia'. Porém, em algumas ocasiões, o deslumbramento causado pela imagem escolhida é ainda mais fora do comum. Um bom exemplo é o registro feito por Dave Lane, que parece retratar outro mundo, uma realidade fascinante onde o vapor de um mundo distante parece formar as estrelas dos céus. 
Na realidade, a formação retratada é a parte central de nossa galáxia, observada sobre uma fonte localizada no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. Esse fonte quente, chamada Silex Spring, exala vapor e tem águas coloridas devido à presença de bactérias – nada que diminua a magia ou a beleza da imagem, não é? 
Leia mais novidades sobre astronomia na página da Ciência Hoje On-line. 

Vapor de estrelas

Todos os dias a Nasa nos surpreende com a 'Foto astronômica do dia'. Porém, em algumas ocasiões, o deslumbramento causado pela imagem escolhida é ainda mais fora do comum. Um bom exemplo é o registro feito por Dave Lane, que parece retratar outro mundo, uma realidade fascinante onde o vapor de um mundo distante parece formar as estrelas dos céus. 

Na realidade, a formação retratada é a parte central de nossa galáxia, observada sobre uma fonte localizada no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. Esse fonte quente, chamada Silex Spring, exala vapor e tem águas coloridas devido à presença de bactérias  nada que diminua a magia ou a beleza da imagem, não é? 

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ago. 27

Gatinhos na internet
As fotos de gatinhos são uma grande febre na internet – mas imagens de felinos como essa não aparecem por aí todos os dias. Elas foram clicadas pelo fotógrafo Vincent J. Musi no zoológico de Houston (EUA), num trabalho para a National Geographic. 
As fotografias foram divulgadas nas contas do Instagram do próprio artista e da NatGeo, como forma de apoiar a Big Cats Initiative, que visa sensibilizar o público e estimular a implementação de ações que modifiquem a dramática situação de grandes felinos, cada vez mais ameaçados de extinção. Confira alguns dos registros:





A série, também intitulada Big Cats, levou semanas para ser realizada, em especial pela dificuldade de utilizar o flash e de montar o ambiente adequado – as próprias jaulas dos animais foram transformadas em estúdios improvisados, uma tarefa bem complicada. O fotógrafo trabalhou muito próximo dos tratadores responsáveis pelos felinos, para evitar acidentes e para não estressar os animais, e classificou a experiência como uma das mais interessantes de sua carreira, ao mesmo tempo profunda e malcheirosa.

Gatinhos na internet

As fotos de gatinhos são uma grande febre na internet  mas imagens de felinos como essa não aparecem por aí todos os dias. Elas foram clicadas pelo fotógrafo Vincent J. Musi no zoológico de Houston (EUA), num trabalho para a National Geographic

As fotografias foram divulgadas nas contas do Instagram do próprio artista e da NatGeo, como forma de apoiar a Big Cats Initiative, que visa sensibilizar o público e estimular a implementação de ações que modifiquem a dramática situação de grandes felinos, cada vez mais ameaçados de extinção. Confira alguns dos registros:

A série, também intitulada Big Cats, levou semanas para ser realizada, em especial pela dificuldade de utilizar o flash e de montar o ambiente adequado  as próprias jaulas dos animais foram transformadas em estúdios improvisados, uma tarefa bem complicada. O fotógrafo trabalhou muito próximo dos tratadores responsáveis pelos felinos, para evitar acidentes e para não estressar os animais, e classificou a experiência como uma das mais interessantes de sua carreira, ao mesmo tempo profunda e malcheirosa.

ago. 25

[video]

ago. 22

Imagem da semana: Trágico despertar
Um dia funesto de 1883 lembrou a humanidade como somos pequenos diante da grandeza e da ferocidade de nosso planeta. Em 27 de agosto daquele ano, o vulcão Krakatoa entrou em erupção, provocando uma das mais terríveis tragédias naturais registradas na história moderna. O desastre foi sentido em todo o mundo, ouvido a cerca de 4 mil quilômetros de distância, provocou enormes tsunamis de até 40 metros e matou cerca de 36 mil pessoas, além de ter sido um dos primeiros eventos noticiados mundialmente, logo após a instalação dos cabos telegráficos transcontinentais.  
Localizado numa ilha homônima entre Sumatra e Java, o Krakatoa era considerado um vulcão extinto. No entanto, voltou gradual e inesperadamente à ativa no ano de 1883, causando tremores de terra e pequenas erupções por meses até que, entre 26 e 27 de agosto, causou uma série de poderosas explosões, que atiraram à atmosfera 21 mil metros cúbicos de rochas e produziram estrondos ouvidos a quase 5 mil quilômetros de distância, da Austrália à Índia - provavelmente um dos sons naturais mais altos já produzidos na história moderna.

A catástrofe jogou nuvens de poeira e cinzas na atmosfera, causando diversos efeitos climáticos: fragmentos do vulcão permaneceram na atmosfera por anos, modificando as cores do pôr do sol em todo o mundo e a temperatura do globo passou por uma súbita queda após o evento. A explosão foi causada pela inteiração de duas placas tectônicas, a eurasiática e a indo-australiana, cuja fronteira se localiza naquela região e lhe confere vulcanismo acentuado. A energia liberada pelo Krakatoa correspondeu a cerca de 13 mil bombas nucleares como as que foram usadas depois, na Segunda Guerra Mundial.
A erupção destruiu dois terços de ilha e acabou com toda vida animal e vegetal existente por lá. Novas erupções intermitentes a partir do fim da década de 1920 criaram uma nova ilha no mesmo local, Anak Krakatau (filho de Krakatoa), mas o novo vulcão ainda não chega a representar o mesmo perigo do anterior, dizem os especialistas. A região, por outro lado, também se tornou um enorme laboratório ao ar livre para geólogos e biólogos que puderam assistir ao ressurgimento da vida por lá – aos poucos, a relva, os arbustos, as palmeiras, os insetos, os pássaros e os répteis repovoaram o que restou da ilha. 

A erupção foi uma das primeiras notícias a serem disseminadas globalmente com rapidez, já que ocorreu pouco depois da instalação de linhas de telégrafo entre os continentes. Sem explicações científicas para a catástrofe na época, muitas manchetes de jornais anunciaram o fim dos tempos. Esse conjunto de fatores foi o que provavelmente gravou o evento para sempre na memória coletiva da humanidade. 
Leia mais sobre a erupção do Krakatoa aqui e aqui. 
Vale destacar que cerca de 70 anos antes, em 1815, já havia ocorrido outra erupção tão ou até mais devastadora: a do vulcão Tambora, na ilha de Sumbawa, na Indonésia, que matou cerca de 90 mil pessoas e provocou a diminuição da temperatura global em 3 graus centígrados. Poucos anos atrás, o Tambora voltou a rugir, mostrando sinais de vida, mas não causou mais nenhum estrago até o momento. A erupção recente que mais ganhou a atenção da mídia talvez tenha sido a do vulcão islandês Eyjafjallajokull, que paralisou a aviação europeia por um curto período em 2010.
Relembre no nosso podcast: http://cienciahoje.uol.com.br/podcasts/O%20vulcao%20da%20Islandia.mp3 

Atualmente, outro vulcão islandês ameaça entrar em erupção e pode levar novamente o caos aéreo para a Europa: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/08/islandia-retira-moradores-de-area-ao-norte-de-vulcao-em-atividade.html 
Na Ciência Hoje, o leitor pergunta: é possível prever uma erupção vulcânica? http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/270/pode-se-prever-uma-erupcao-vulcanica 
Físico fala sobre a possibilidade de um grande tsunami atingir o Brasil caso um vulcão das ilhas Canárias entre em erupção: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2011/tsunami-no-brasil 
Jornalista do ICH esteve em Pompeia. Confira o relato pessoal da visita, um passeio em meio a templos, anfiteatros, antiguidades e corpos de gesso: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/05/o-passado-que-esta-por-vir 

Vulcões poderiam explicar oxigênio na atmosfera: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/geociencias/vulcoes-poderiam-explicar-oxigenio-na-atmosfera 
Pesquisadores norte-americanos alertam para perigo de desastre em larga escala no Caribe: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/geociencias/os-tsunamis-do-caribe 
Colunista fala sobre energia nuclear, reatores e detectores de radioatividade e o que aconteceu em Fukushima: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/japao-o-impensavel-aconteceu 
Pesquisadores detectam enxofre radiativo no ar do litoral da Califórnia, formado no encontro da água do mar com os reatores nucleares de Fukushima: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/08/vestigios-de-fukushima 

Sismólogo George Sand França, chefe do Observatório Sismológico da UnB discute as causas do grande tremor que devastou o Haiti em 2010 e sobre a possibilidade de um fenômeno similar ocorrer no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/01/sobre-terremotos 
Mais de 20 anos após um dos piores episódios de terremotos ocorridos no Nordeste, a terra na região segue sacudindo, mas o país ainda está despreparado para emergências: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/a-cidade-tremeu-balancou/ 
Foto de abertura: Flickr/ robnunn - CC BY-NC 2.0
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Imagem da semana: Trágico despertar

Um dia funesto de 1883 lembrou a humanidade como somos pequenos diante da grandeza e da ferocidade de nosso planeta. Em 27 de agosto daquele ano, o vulcão Krakatoa entrou em erupção, provocando uma das mais terríveis tragédias naturais registradas na história moderna. O desastre foi sentido em todo o mundo, ouvido a cerca de 4 mil quilômetros de distância, provocou enormes tsunamis de até 40 metros e matou cerca de 36 mil pessoas, além de ter sido um dos primeiros eventos noticiados mundialmente, logo após a instalação dos cabos telegráficos transcontinentais.  

Localizado numa ilha homônima entre Sumatra e Java, o Krakatoa era considerado um vulcão extinto. No entanto, voltou gradual e inesperadamente à ativa no ano de 1883, causando tremores de terra e pequenas erupções por meses até que, entre 26 e 27 de agosto, causou uma série de poderosas explosões, que atiraram à atmosfera 21 mil metros cúbicos de rochas e produziram estrondos ouvidos a quase 5 mil quilômetros de distância, da Austrália à Índia - provavelmente um dos sons naturais mais altos já produzidos na história moderna.

A catástrofe jogou nuvens de poeira e cinzas na atmosfera, causando diversos efeitos climáticos: fragmentos do vulcão permaneceram na atmosfera por anos, modificando as cores do pôr do sol em todo o mundo e a temperatura do globo passou por uma súbita queda após o evento. A explosão foi causada pela inteiração de duas placas tectônicas, a eurasiática e a indo-australiana, cuja fronteira se localiza naquela região e lhe confere vulcanismo acentuado. A energia liberada pelo Krakatoa correspondeu a cerca de 13 mil bombas nucleares como as que foram usadas depois, na Segunda Guerra Mundial.

A erupção destruiu dois terços de ilha e acabou com toda vida animal e vegetal existente por lá. Novas erupções intermitentes a partir do fim da década de 1920 criaram uma nova ilha no mesmo local, Anak Krakatau (filho de Krakatoa), mas o novo vulcão ainda não chega a representar o mesmo perigo do anterior, dizem os especialistas. A região, por outro lado, também se tornou um enorme laboratório ao ar livre para geólogos e biólogos que puderam assistir ao ressurgimento da vida por lá – aos poucos, a relva, os arbustos, as palmeiras, os insetos, os pássaros e os répteis repovoaram o que restou da ilha. 

A erupção foi uma das primeiras notícias a serem disseminadas globalmente com rapidez, já que ocorreu pouco depois da instalação de linhas de telégrafo entre os continentes. Sem explicações científicas para a catástrofe na época, muitas manchetes de jornais anunciaram o fim dos tempos. Esse conjunto de fatores foi o que provavelmente gravou o evento para sempre na memória coletiva da humanidade. 

Leia mais sobre a erupção do Krakatoa aqui e aqui

Vale destacar que cerca de 70 anos antes, em 1815, já havia ocorrido outra erupção tão ou até mais devastadora: a do vulcão Tambora, na ilha de Sumbawa, na Indonésia, que matou cerca de 90 mil pessoas e provocou a diminuição da temperatura global em 3 graus centígrados. Poucos anos atrás, o Tambora voltou a rugir, mostrando sinais de vida, mas não causou mais nenhum estrago até o momento. A erupção recente que mais ganhou a atenção da mídia talvez tenha sido a do vulcão islandês Eyjafjallajokull, que paralisou a aviação europeia por um curto período em 2010.

Relembre no nosso podcast: http://cienciahoje.uol.com.br/podcasts/O%20vulcao%20da%20Islandia.mp3 

Atualmente, outro vulcão islandês ameaça entrar em erupção e pode levar novamente o caos aéreo para a Europa: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/08/islandia-retira-moradores-de-area-ao-norte-de-vulcao-em-atividade.html 

Na Ciência Hoje, o leitor pergunta: é possível prever uma erupção vulcânica? http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/270/pode-se-prever-uma-erupcao-vulcanica 

Físico fala sobre a possibilidade de um grande tsunami atingir o Brasil caso um vulcão das ilhas Canárias entre em erupção: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2011/tsunami-no-brasil 

Jornalista do ICH esteve em Pompeia. Confira o relato pessoal da visita, um passeio em meio a templos, anfiteatros, antiguidades e corpos de gesso: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/05/o-passado-que-esta-por-vir 

Vulcões poderiam explicar oxigênio na atmosfera: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/geociencias/vulcoes-poderiam-explicar-oxigenio-na-atmosfera 

Pesquisadores norte-americanos alertam para perigo de desastre em larga escala no Caribe: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/geociencias/os-tsunamis-do-caribe 

Colunista fala sobre energia nuclear, reatores e detectores de radioatividade e o que aconteceu em Fukushima: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/japao-o-impensavel-aconteceu 

Pesquisadores detectam enxofre radiativo no ar do litoral da Califórnia, formado no encontro da água do mar com os reatores nucleares de Fukushima: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/08/vestigios-de-fukushima 

Sismólogo George Sand França, chefe do Observatório Sismológico da UnB discute as causas do grande tremor que devastou o Haiti em 2010 e sobre a possibilidade de um fenômeno similar ocorrer no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/01/sobre-terremotos 

Mais de 20 anos após um dos piores episódios de terremotos ocorridos no Nordeste, a terra na região segue sacudindo, mas o país ainda está despreparado para emergências: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/a-cidade-tremeu-balancou/ 

Foto de abertura: Flickr/ robnunn - CC BY-NC 2.0

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ago. 20

Brinquedos para meninas exploradoras
No ano passado, a pequena Charlotte Benjamin viu sua singela cartinha endereçada à companhia de brinquedos Lego virar um grande sucesso na internet. A menina de sete anos reclamava das representações femininas nos kits de montar da companhia: enquanto os homens eram mostrados explorando o mundo e vivendo aventuras, as mulheres só apareciam no shopping, na praia ou em casa. 
Acusada de sexismo, a empresa respondeu rápido: no começo de agosto começou a vender um novo conjunto com quase 200 peças, que traz três mulheres cientistas dedicadas a explorar nosso mundo de diversas formas: uma  astrônoma, uma paleontóloga e uma química. A série ‘Instituto de Pesquisa’ é fruto de um projeto interessante chamado Lego Ideas, que permite que os fãs criem e compartilhem seus próprios conceitos para conjuntos Lego - e as ideias mais populares são transformadas em brinquedos reais. 
A proposta desse kit em particular foi apresentada pela pesquisadora Ellen Kooijman e incluía diversas opções que mostravam mulheres explorando os mistérios do mundo, vivendo aventuras e ocupando posições interessantes e desafiadoras. Além dos três conjuntos que compõem esse kit inicial, ela também propôs mulheres geólogas, engenheiras robóticas, juízas, tratadoras de animais, mecânicas, bombeiras e mais!



O projeto de Kooijman recebeu o apoio de mais de 10 mil pessoas e foi transformado em realidade, assim como outras propostas ligadas ao mundo da ciência e da ficção científica, como uma versão montável do Rover Curiosity, veículo da Nasa para explorar Marte, e o carro DeLorean, máquina do tempo do filme ‘De Volta para o Futuro’. Vale destacar que figuras femininas já haviam integrado, por exemplo, as séries de minifiguras da Lego (como uma astronauta e uma médica), mas também foi somente em 2013 que a primeira cientista entrou para essa galeria.
Confira uma representação de momentos marcantes da história com peças de lego e uma representação interessante da anatomia dos brinquedos. 
Leia mais novidades sobre ciência e tecnologia na página da Ciência Hoje. 

Brinquedos para meninas exploradoras

No ano passado, a pequena Charlotte Benjamin viu sua singela cartinha endereçada à companhia de brinquedos Lego virar um grande sucesso na internet. A menina de sete anos reclamava das representações femininas nos kits de montar da companhia: enquanto os homens eram mostrados explorando o mundo e vivendo aventuras, as mulheres só apareciam no shopping, na praia ou em casa. 

Acusada de sexismo, a empresa respondeu rápido: no começo de agosto começou a vender um novo conjunto com quase 200 peças, que traz três mulheres cientistas dedicadas a explorar nosso mundo de diversas formas: uma  astrônoma, uma paleontóloga e uma química. A série ‘Instituto de Pesquisa’ é fruto de um projeto interessante chamado Lego Ideas, que permite que os fãs criem e compartilhem seus próprios conceitos para conjuntos Lego - e as ideias mais populares são transformadas em brinquedos reais. 

A proposta desse kit em particular foi apresentada pela pesquisadora Ellen Kooijman e incluía diversas opções que mostravam mulheres explorando os mistérios do mundo, vivendo aventuras e ocupando posições interessantes e desafiadoras. Além dos três conjuntos que compõem esse kit inicial, ela também propôs mulheres geólogas, engenheiras robóticas, juízas, tratadoras de animais, mecânicas, bombeiras e mais!

O projeto de Kooijman recebeu o apoio de mais de 10 mil pessoas e foi transformado em realidade, assim como outras propostas ligadas ao mundo da ciência e da ficção científica, como uma versão montável do Rover Curiosity, veículo da Nasa para explorar Marte, e o carro DeLorean, máquina do tempo do filme ‘De Volta para o Futuro’. Vale destacar que figuras femininas já haviam integrado, por exemplo, as séries de minifiguras da Lego (como uma astronauta e uma médica), mas também foi somente em 2013 que a primeira cientista entrou para essa galeria.

Confira uma representação de momentos marcantes da história com peças de lego e uma representação interessante da anatomia dos brinquedos

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Fofura em dose tripla
Cuidado: as imagens deste post podem induzir, mesmo nos corações mais gelados, uma explosão de fofura: são trigêmeos de Panda gigantes, nascidos em julho no parque safári Chimelong, em Guangzhou, na China. As fotos dos recém-nascidos só foram divulgadas na semana passada, depois que os pequenos animais deixaram o período de isolamento na incubadora do centro. 
Esse tipo de nascimento é muito raro, dado o baixo índice reprodutivo da espécie e as altas taxas de mortalidade nos primeiros estágios da vida: os bebês-panda foram os únicos trigêmeos nascidos em cativeiro que sobreviveram de que se tem notícia. O sexo dos pequenos animais ainda não pode ser identificado, por isso eles permanecerão sem nome por mais algum tempo. 
A notícia é ótima para os esforços de preservação da espécie, hoje muito ameaçada. Só na China vivem centenas de pandas em cativeiro, a maioria em programas de reprodução artificial. Confira mais registros dos novos pandas e da orgulhosa mãe, Juxiao, e assista a um vídeo com os animais.



Aqui no Tumblr você também pode relembrar outra grande leva de filhotes de Panda Gigante e comprovar que a fofura é um traço característico dessa simpática espécie.

Fofura em dose tripla

Cuidado: as imagens deste post podem induzir, mesmo nos corações mais gelados, uma explosão de fofura: são trigêmeos de Panda gigantes, nascidos em julho no parque safári Chimelong, em Guangzhou, na China. As fotos dos recém-nascidos só foram divulgadas na semana passada, depois que os pequenos animais deixaram o período de isolamento na incubadora do centro. 

Esse tipo de nascimento é muito raro, dado o baixo índice reprodutivo da espécie e as altas taxas de mortalidade nos primeiros estágios da vida: os bebês-panda foram os únicos trigêmeos nascidos em cativeiro que sobreviveram de que se tem notícia. O sexo dos pequenos animais ainda não pode ser identificado, por isso eles permanecerão sem nome por mais algum tempo. 

A notícia é ótima para os esforços de preservação da espécie, hoje muito ameaçada. Só na China vivem centenas de pandas em cativeiro, a maioria em programas de reprodução artificial. Confira mais registros dos novos pandas e da orgulhosa mãe, Juxiao, e assista a um vídeo com os animais.

Aqui no Tumblr você também pode relembrar outra grande leva de filhotes de Panda Gigante e comprovar que a fofura é um traço característico dessa simpática espécie.

ago. 18

Vejo sinais wi-fi. O tempo todo. 
E se, de uma hora para outra, começássemos a enxergar os sinais wi-fi que nos circundam o tempo todo nos ambientes urbanos modernos? Foi mais ou menos essa a ideia por trás do luminoso trabalho Digital Ethereal, produzido por Luis Hernan, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.
O trabalho artístico que lembra aparições fantasmagóricas e multicoloridas é resultado de suas experimentações com o ‘espaço hertziano’, a paisagem de sinais eletromagnéticos dispersos no mundo físico que permite a transferência de dados digitais em rede, via tecnologias como wi-fi, bluetooth e GPS.  


As fotos não capturam exatamente a propagação do sinal wireless de nossos aparelhos e gadgets, mas uma espécie de representação gráfica de sua intensidade. Eles foram feitos com o  Kirlian Device, um aplicativo para celular que, explicando de maneira bem superficial, traduz a força do sinal wi-fi em cores, indo do azul, mais forte, ao vermelho, mais fraco. 
Os rastros que serpenteiam pelas imagens são criados pelo deslocamento do aparelho no espaço e registram as variações da intensidade do sinal ao longo do tempo, capturadas em fotos de longa exposição. Eles revelam a fragilidade dessa infraestrutura invisível e mostram que um simples deslocamento pela casa já pode alterar de forma significativa a maneira como interagimos com o mundo.
O projeto é descrito como uma exploração criativa do espectro wireless - e a analogia com fantasmas é proposital: visa referenciar a obra ao inefável e invisível campo das assombrações em nosso imaginário. 



Saiba mais sobre o trabalho e acesse o site do pesquisador. 
Leia mais novidades sobre tecnologia e engenharia na página da Ciência Hoje On-line. 

Vejo sinais wi-fi. O tempo todo. 

E se, de uma hora para outra, começássemos a enxergar os sinais wi-fi que nos circundam o tempo todo nos ambientes urbanos modernos? Foi mais ou menos essa a ideia por trás do luminoso trabalho Digital Ethereal, produzido por Luis Hernan, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

O trabalho artístico que lembra aparições fantasmagóricas e multicoloridas é resultado de suas experimentações com o ‘espaço hertziano’, a paisagem de sinais eletromagnéticos dispersos no mundo físico que permite a transferência de dados digitais em rede, via tecnologias como wi-fi, bluetooth e GPS.  

As fotos não capturam exatamente a propagação do sinal wireless de nossos aparelhos e gadgets, mas uma espécie de representação gráfica de sua intensidade. Eles foram feitos com o  Kirlian Device, um aplicativo para celular que, explicando de maneira bem superficial, traduz a força do sinal wi-fi em cores, indo do azul, mais forte, ao vermelho, mais fraco. 

Os rastros que serpenteiam pelas imagens são criados pelo deslocamento do aparelho no espaço e registram as variações da intensidade do sinal ao longo do tempo, capturadas em fotos de longa exposição. Eles revelam a fragilidade dessa infraestrutura invisível e mostram que um simples deslocamento pela casa já pode alterar de forma significativa a maneira como interagimos com o mundo.

O projeto é descrito como uma exploração criativa do espectro wireless - e a analogia com fantasmas é proposital: visa referenciar a obra ao inefável e invisível campo das assombrações em nosso imaginário. 

Saiba mais sobre o trabalho e acesse o site do pesquisador

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ago. 15

Foto da semana: ‘O canal que uniu o planeta’
Há 100 anos, o mundo ganhou o maior de seus atalhos: em 15 de agosto de 1914 foi inaugurado o canal do Panamá, uma das maiores obras de engenharia até então – e uma das mais mortais da história moderna. O projeto materializou um antigo sonho da navegação ocidental, encurtou em muitos dias e reduziu muito os perigos das viagens entre os oceanos Atlântico e Pacífico e ainda levou à independência do Panamá. 
Até 1914, a única forma de navegar entre os dois maiores oceanos do mundo era pelo gélido e perigoso estreito de Magalhães, no extremo sul do continente americano – uma simples viagem da costa leste à oeste dos Estados Unidos, por exemplo, percorria um trajeto total de mais de 15 mil quilômetros. 

Ainda no século 19, uma primeira tentativa de encurtar essa distância foi levada a cabo por uma companhia da França. Depois do sucesso na construção do canal de Suez, que liga o Mediterrâneo ao mar Vermelho, os franceses buscaram repetir a experiência escavando com toneladas de dinamite um canal no Panamá no nível do mar. Porém, encontraram apenas morte e prejuízo em seu caminho.
A região montanhosa dificultou o trabalho e a selva fechada dizimou os operários, acometidos com malária e febre amarela. Uma dificuldade adicional era a diferença entre as duas costas: o lado do Pacífico é 25 centímetros mais alto do que o lado do Atlântico, e tem marés muito mais altas. Dezenas de milhares de mortes depois do início das obras, a empreitada terminou em falência, em 1889. 

Os Estados Unidos compraram, então, os direitos para construção do canal, interessados também em estabelecer uma base na região. No processo, bancaram a independência do Panamá, então província da Colômbia, depois de o governo colombiano exigir novos pagamentos para liberar a construção. As obras recomeçaram sem lutar contra o relevo: a solução encontrada foi a construção de uma série de eclusas, ‘elevadores aquáticos’ que permitiriam aos navios subir e descer as montanhas. Ainda acumulando mortos, mas com mais investimentos em segurança e infraestrutura sanitária (ao menos agora se sabia que as doenças eram transmitidas por mosquitos), as obras avançaram. 
O canal foi finalmente inaugurado em 1914 e permaneceu administrado pelos EUA até 1999. Com uma extensão de cerca de 80 km, vai da Cidade do Panamá, no Pacífico, a Colón, no Atlântico. Atualmente, passam por ele cerca de 5% do comércio mundial e mais de 10 mil navios por ano. Estão em curso obras de ampliação, que permitirão o trânsito de navios 25% maiores e 50% mais largos, além de aumentar o fluxo máximo diário. Problemas com a empresa que realiza a obra e o alto custo (mais de 5 bilhões de dólares), no entanto, ameaçam atrasar a obra, prevista para 2016 – a ideia original era terminá-la a tempo do centenário. 

Leia mais sobre o Canal do Panamá: http://bit.ly/1t6Hnbv e http://bit.ly/1t6HnZh 
Entenda como funciona o sistema de eclusas que permite a travessia do canal: http://www.youtube.com/watch?v=uj4jpZKeBto
Recentemente uma companhia da China ganhou uma concessão para abrir outro canal, na Nicarágua, que promete acirrar a disputa comercial entre a potência emergente e os Estados Unidos. Leia mais: http://bbc.in/Xn9tVt 
Conheça a maior expedição náutica sobre mudança climática já realizada, que deu a volta ao mundo para coletar amostras e estudar o impacto do aquecimento global nos oceanos: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/01/exploradores-dos-mares/ 
Colunista apresenta diversas e inusitadas propostas de engenharia para frear o aquecimento global, diante das previsões cada vez mais pessimistas sobre nosso futuro: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/geoengenharia-delirio-ou-salvacao/

Leia sobre a invenção de dinamite e sobre uma faceta menos conhecida de Alfred Nobel, o ‘mercador da morte’: http://on.fb.me/Xn9Ijd 
A força está nos mares - tecnologias de captação de energia nos oceanos prometem redesenhar o cenário mundial de geração de eletricidade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/316/forcas-ao-mar 
Colunista mostra o que o LHC, a crise econômica americana, novas rotas navegáveis entre o Pacífico e o Atlântico e o aquecimento global têm em comum: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/mas-o-que-isso-tem-a-ver-com-meio-ambiente/ 
Tecnologia nacional pode criar tinta ecológica para pintura de navios, solução inédita para um dos problemas ambientais mais notórios da navegação: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/oceanos-envenenados/rotas-menos-poluentes/ 

Das estrelas ao GPS, colunista reflete sobre as grandes viagens da humanidade e as tecnologias criadas para orientá-las: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/das-estrelas-ao-gps/ 
Iniciativa da UFRJ aposta no ‘crowdfunding’ para estudar um invasor que tem causado danos aos nossos ecossistemas aquáticos e prejuízos pelo país: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/06/internautas-2018versus2019-invasor-cascudo/   
Colunista discute o problema da exploração comercial de sítios arqueológicos subaquáticos no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/piratas-reais
Filme norueguês reconta a história de uma das expedições científicas mais ousadas do século 20: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/02/a-epica-travessia-de-thor-heyerdahl/ 
(foto de abrtura: Flickr/ roger4336 - CC BY-SA 2.0)
Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
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Foto da semana: ‘O canal que uniu o planeta’

Há 100 anos, o mundo ganhou o maior de seus atalhos: em 15 de agosto de 1914 foi inaugurado o canal do Panamá, uma das maiores obras de engenharia até então – e uma das mais mortais da história moderna. O projeto materializou um antigo sonho da navegação ocidental, encurtou em muitos dias e reduziu muito os perigos das viagens entre os oceanos Atlântico e Pacífico e ainda levou à independência do Panamá. 

Até 1914, a única forma de navegar entre os dois maiores oceanos do mundo era pelo gélido e perigoso estreito de Magalhães, no extremo sul do continente americano – uma simples viagem da costa leste à oeste dos Estados Unidos, por exemplo, percorria um trajeto total de mais de 15 mil quilômetros. 

Ainda no século 19, uma primeira tentativa de encurtar essa distância foi levada a cabo por uma companhia da França. Depois do sucesso na construção do canal de Suez, que liga o Mediterrâneo ao mar Vermelho, os franceses buscaram repetir a experiência escavando com toneladas de dinamite um canal no Panamá no nível do mar. Porém, encontraram apenas morte e prejuízo em seu caminho.

A região montanhosa dificultou o trabalho e a selva fechada dizimou os operários, acometidos com malária e febre amarela. Uma dificuldade adicional era a diferença entre as duas costas: o lado do Pacífico é 25 centímetros mais alto do que o lado do Atlântico, e tem marés muito mais altas. Dezenas de milhares de mortes depois do início das obras, a empreitada terminou em falência, em 1889. 

Os Estados Unidos compraram, então, os direitos para construção do canal, interessados também em estabelecer uma base na região. No processo, bancaram a independência do Panamá, então província da Colômbia, depois de o governo colombiano exigir novos pagamentos para liberar a construção. As obras recomeçaram sem lutar contra o relevo: a solução encontrada foi a construção de uma série de eclusas, ‘elevadores aquáticos’ que permitiriam aos navios subir e descer as montanhas. Ainda acumulando mortos, mas com mais investimentos em segurança e infraestrutura sanitária (ao menos agora se sabia que as doenças eram transmitidas por mosquitos), as obras avançaram. 

O canal foi finalmente inaugurado em 1914 e permaneceu administrado pelos EUA até 1999. Com uma extensão de cerca de 80 km, vai da Cidade do Panamá, no Pacífico, a Colón, no Atlântico. Atualmente, passam por ele cerca de 5% do comércio mundial e mais de 10 mil navios por ano. Estão em curso obras de ampliação, que permitirão o trânsito de navios 25% maiores e 50% mais largos, além de aumentar o fluxo máximo diário. Problemas com a empresa que realiza a obra e o alto custo (mais de 5 bilhões de dólares), no entanto, ameaçam atrasar a obra, prevista para 2016 – a ideia original era terminá-la a tempo do centenário. 

Leia mais sobre o Canal do Panamá: http://bit.ly/1t6Hnbv e http://bit.ly/1t6HnZh 

Entenda como funciona o sistema de eclusas que permite a travessia do canal: http://www.youtube.com/watch?v=uj4jpZKeBto

Recentemente uma companhia da China ganhou uma concessão para abrir outro canal, na Nicarágua, que promete acirrar a disputa comercial entre a potência emergente e os Estados Unidos. Leia mais: http://bbc.in/Xn9tVt 

Conheça a maior expedição náutica sobre mudança climática já realizada, que deu a volta ao mundo para coletar amostras e estudar o impacto do aquecimento global nos oceanos: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/01/exploradores-dos-mares/ 

Colunista apresenta diversas e inusitadas propostas de engenharia para frear o aquecimento global, diante das previsões cada vez mais pessimistas sobre nosso futuro: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/geoengenharia-delirio-ou-salvacao/

Leia sobre a invenção de dinamite e sobre uma faceta menos conhecida de Alfred Nobel, o ‘mercador da morte’: http://on.fb.me/Xn9Ijd 

A força está nos mares - tecnologias de captação de energia nos oceanos prometem redesenhar o cenário mundial de geração de eletricidade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/316/forcas-ao-mar 

Colunista mostra o que o LHC, a crise econômica americana, novas rotas navegáveis entre o Pacífico e o Atlântico e o aquecimento global têm em comum: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/mas-o-que-isso-tem-a-ver-com-meio-ambiente/ 

Tecnologia nacional pode criar tinta ecológica para pintura de navios, solução inédita para um dos problemas ambientais mais notórios da navegação: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/oceanos-envenenados/rotas-menos-poluentes/ 

Das estrelas ao GPS, colunista reflete sobre as grandes viagens da humanidade e as tecnologias criadas para orientá-las: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/das-estrelas-ao-gps/ 

Iniciativa da UFRJ aposta no ‘crowdfunding’ para estudar um invasor que tem causado danos aos nossos ecossistemas aquáticos e prejuízos pelo país: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/06/internautas-2018versus2019-invasor-cascudo/   

Colunista discute o problema da exploração comercial de sítios arqueológicos subaquáticos no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/piratas-reais

Filme norueguês reconta a história de uma das expedições científicas mais ousadas do século 20: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/02/a-epica-travessia-de-thor-heyerdahl/ 

(foto de abrtura: Flickr/ roger4336 - CC BY-SA 2.0)

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ago. 13

Olhos nos olhos
Qual a sensação desses muitos olhos inumanos encarando diretamente os seus? Ferocidade? Doçura? Sabedoria? Embora possam parecer tão ameaçadores quanto, esses não são olhares de alienígenas malignos e peludos te observando, mas sim de simples aranhas do nosso próprio mundo, ampliadas em espetaculares macrofotos.
Os registros foram feitos pelo fotógrafo Jimmy Kong em diversos ambientes de seu país, a Malásia. A obra dele, disponível no Flickr, inclui ainda outros animais, como répteis e insetos, todos capturados em fotos ultradetalhadas. 
Confira mais algumas de suas fotos impactantes de aracnídeos: o que será que seus olhares querem dizer, afinal?






Via Colossal.

Olhos nos olhos

Qual a sensação desses muitos olhos inumanos encarando diretamente os seus? Ferocidade? Doçura? Sabedoria? Embora possam parecer tão ameaçadores quanto, esses não são olhares de alienígenas malignos e peludos te observando, mas sim de simples aranhas do nosso próprio mundo, ampliadas em espetaculares macrofotos.

Os registros foram feitos pelo fotógrafo Jimmy Kong em diversos ambientes de seu país, a Malásia. A obra dele, disponível no Flickr, inclui ainda outros animais, como répteis e insetos, todos capturados em fotos ultradetalhadas. 

Confira mais algumas de suas fotos impactantes de aracnídeos: o que será que seus olhares querem dizer, afinal?

Via Colossal.

ago. 11

Imagens celestiais
A observação dos céus nos permite visualizar algumas das imagens mais incríveis, poéticas e cheias de significados produzidas pela ciência atual. Por isso, não deve ser simples a tarefa de escolher os melhores registros astronômicos do ano - proposta do concurso Astronomy Photographer of the Year, promovido pelo Real Observatório de Greenwich, em Londres, em parceria com a revista Sky at Night. 
Rastros estelares, nuvens de poeira cósmica, chuvas de meteoros, auroras resplandescentes - os concorrentes são muitos e diversificados, compondo num show astronômico de primeiro nível. Os grandes vencedores só serão anunciados em setembro, mas que tal conferir alguns dos participantes? A imagem que abre o post, por exemplo, é um belo registro da aurora de dentro de uma caverna nevada, na Islândia. Confira outros registros únicos:

Uma densa nuvem de poeira cósmica e uma área repleta de estrelas jovens a 7.500 anos-luz de nós, na nebulosa do coração.

A sempre bela Via Láctea refletida na superfície de um rio, observada no Grand Teton National Park, nos Estados Unidos. 

Numa praia de Massachusetts, Estados Unidos, pai e filho observam a passagem do cometa PanSTARRS, que só voltará a ser visto daqui a 100 mil anos.

Um flagrante da efêmera aurora austral sobre uma praia da Noruega, que durou apenas alguns minutos, mas iluminou o céu com seu brilho intenso. 
Confira os vencedores da edição de 2013 do concurso e uma lista com todos os concorrentes deste ano. 

Imagens celestiais

A observação dos céus nos permite visualizar algumas das imagens mais incríveis, poéticas e cheias de significados produzidas pela ciência atual. Por isso, não deve ser simples a tarefa de escolher os melhores registros astronômicos do ano - proposta do concurso Astronomy Photographer of the Year, promovido pelo Real Observatório de Greenwich, em Londres, em parceria com a revista Sky at Night. 

Rastros estelares, nuvens de poeira cósmica, chuvas de meteoros, auroras resplandescentes - os concorrentes são muitos e diversificados, compondo num show astronômico de primeiro nível. Os grandes vencedores só serão anunciados em setembro, mas que tal conferir alguns dos participantes? A imagem que abre o post, por exemplo, é um belo registro da aurora de dentro de uma caverna nevada, na Islândia. Confira outros registros únicos:

Uma densa nuvem de poeira cósmica e uma área repleta de estrelas jovens a 7.500 anos-luz de nós, na nebulosa do coração.

A sempre bela Via Láctea refletida na superfície de um rio, observada no Grand Teton National Park, nos Estados Unidos. 

Numa praia de Massachusetts, Estados Unidos, pai e filho observam a passagem do cometa PanSTARRS, que só voltará a ser visto daqui a 100 mil anos.

Um flagrante da efêmera aurora austral sobre uma praia da Noruega, que durou apenas alguns minutos, mas iluminou o céu com seu brilho intenso. 

Confira os vencedores da edição de 2013 do concurso e uma lista com todos os concorrentes deste ano

ago. 08

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ago. 07

Imagem da semana: ‘Uma teia do tamanho do mundo’
Se você não precisa digitar um complexo código a cada página que visita na internet e pode navegar livremente por hiperlinks e acessar vídeos e imagens com facilidade na rede, saiba que muito disso se deve a Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, o sistema de navegação hipertextual que deu à internet a cara que conhecemos hoje. Por entender seu invento como uma criação social, o ‘pai da web’ decidiu não patentear a WWW, permitindo sua utilização de forma livre e gratuita: o que foi fundamental para a popularização do sistema e para torná-lo a base de uma verdadeira teia mundial de conexão que assumiu papel essencial em nosso cotidiano. O primeiro website, criado pelo próprio Berners-Lee, foi ao ar justamente em 7 de agosto de 1991 (apesar de ter sido aberto ao público em geral apenas 2 anos depois) e começou a escrever essa história.  

Quando propôs a World Wide Web num artigo publicado em 1989, Berners-Lee era um especialista em informática de um laboratório da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern). Sua proposta visava desenvolver uma espécie de sistema de gestão de documentos que permitisse um acesso fácil às informações espalhadas em computadores interconectados pela internet em qualquer lugar do mundo, criando um novo sistema virtual integrado. Sua proposta superou outros sistemas da época, em especial por ser gratuita, desvinculada de qualquer sistema proprietário pelo qual as pessoas teriam de pagar para acessar.
O acesso do público em geral ao primeiro website, criado por Berners-Lee, só ocorreu em 1993, quando também foi lançado um dos primeiros navegadores com interface intuitiva, o Mosaic (futuro Netscape). A web saía do universo da computação. No ano seguinte, já estavam no ar páginas como Amazon e eBay e se iniciava a guerra dos navegadores, com o lançamento do Internet Explorer. O Cern desenterrou uma versão de 1992 do primeiro site da web, que traz informações sobre a própria World Wide Web: http://www.tecmundo.com.br/internet/39156-cern-recria-primeiro-site-publico-da-historia-da-internet.htm 

A partir de então, uma história contemporânea contada por servidores, provedores, navegadores, buscadores, sites, blogues e redes sociais criou o mundo hiperconectado em que vivemos. Nessas duas décadas, a web mudou muito: entramos numa época mais colaborativa e de produção dispersa de conteúdo, a chamada web 2.0, e agora nos aproximamos do limiar do que vem sendo chamado de web 3.0, ou web semântica, que promete modificar por completo a forma como navegamos na rede. O impacto da web revolucionou todos os campos, da economia e política até a cultura, a comunicação e, é claro, a ciência. 
No entanto, mais do que nunca o princípio mais fundamental da rede, sua natureza igualitária e aberta, vem sendo ameaçado duramente. Por todo o mundo, tem-se debatido formas de controlar a navegação, de conceder privilégios de acesso e tratamentos diferenciados aos usuários, de limitar a privacidade e de aumentar a regulação por parte dos Estados e das empresas. A proposta do site ‘Web at 25’, por exemplo, lançado este ano para comemorar os 25 anos do artigo pioneiro sobre a WWW, é justamente discutir formas de manter a web aberta, acessível a todos e livre. O próprio ‘pai da web’, Berners-Lee, é diretor do World Wide Web Consortium (W3C), que possui objetivos semelhantes. 

Também em 2014, o Brasil deu um passo importante nesse sentido, com a aprovação do Marco Civil da Internet, uma das legislações mais avançadas no que se refere à defesa dos direitos dos usuários e à igualdade na rede. Na verdade, nenhum dos protocolos que regem nossa internet hoje é imutável. Além disso, a hiperconexão de nossa sociedade ainda é muito recente e suas regras ainda estão a meio caminho de serem consolidadas.
Leia mais sobre a história da internet: http://codigofonte.uol.com.br/geral/world-wide-web-faz-25-anos-conheca-sua-historia 
Leia uma entrevista com Tim Berners-Lee: http://veja.abril.com.br/especiais/tecnologia_2006/p_040.html 
Universidade norte-americana cria curso de graduação sobre a ‘ciência da web’, para pensar o futuro da rede: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/a-internet-como-disciplina-academica 
Entenda tudo sobre o ‘bitcoin’, moeda virtual que ganha cada vez mais popularidade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/312/moeda-virtual/ 

Escândalo de espionagem eletrônica desestabiliza segurança da internet e sinaliza a necessidade de regulamentação internacional e de investir em tecnologia: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/09/os-espioes-que-queriam-saber-demais/ 
Após escândalo internacional de espionagem, cientista político diz que este é o momento de o país detectar vulnerabilidades e proteger dados sensíveis: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/308/espionagem-qual-o-limite/ 
Tendência de incluir programação nas séries iniciais de ensino chega ao Brasil, mas ainda provoca críticas: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/05/computacao-para-os-pequenos 
Escola em Pernambuco usa a programação de jogos para tornar o aprendizado dinâmico e despertar o interesse de alunos do ensino médio: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/06/ensino-reprogramado  
Especialista em educação e letramento digital dá conselhos aos professores e diz que as escolas precisam se abrir para as redes sociais: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/nao-tem-volta/

Qual é o papel do professor e da escola diante da popularização de novas mídias, que facilitam o acesso à informação? http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/04/e-agora-professor/ 
Debate analisa criticamente o fenômeno ainda recente, mas já consolidado, das redes sociais: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2011/madura-e-pronta-para-criticas/ 
Cada vez mais numerosos, respeitados e bem pagos, os blogues conquistam espaço na divulgação científica: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/07/a-ascensao-dos-blogues-de-ciencia/ 
Apesar das limitações, internet já se tornou fundamental no ensino e na pesquisa até no coração da Amazônia: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/conexao-amazonia/tordesilhas-digital 

Artigo da CH fala sobre as dúvidas e os desafios associados à big data, o imenso volume de informações geradas, trocadas e armazenadas todos os dias no mundo: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/306/desafios-do-big-data/
Estudo avalia importância socioeconômica da infraestrutura de internet que atende as variadas demandas brasileiras: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/conexao-amazonia/quanto-vale-ou-e-por-bit  
Pesquisa contabiliza a quantidade de dados armazenados, transmitidos e processados de 1986 a 2007: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/02/quanta-informacao-ha-no-mundo/ 
Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
Leia mais novidades sobre internet, computação e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

Imagem da semana: ‘Uma teia do tamanho do mundo’

Se você não precisa digitar um complexo código a cada página que visita na internet e pode navegar livremente por hiperlinks e acessar vídeos e imagens com facilidade na rede, saiba que muito disso se deve a Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, o sistema de navegação hipertextual que deu à internet a cara que conhecemos hoje. Por entender seu invento como uma criação social, o ‘pai da web’ decidiu não patentear a WWW, permitindo sua utilização de forma livre e gratuita: o que foi fundamental para a popularização do sistema e para torná-lo a base de uma verdadeira teia mundial de conexão que assumiu papel essencial em nosso cotidiano. O primeiro website, criado pelo próprio Berners-Lee, foi ao ar justamente em 7 de agosto de 1991 (apesar de ter sido aberto ao público em geral apenas 2 anos depois) e começou a escrever essa história.  

Quando propôs a World Wide Web num artigo publicado em 1989, Berners-Lee era um especialista em informática de um laboratório da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern). Sua proposta visava desenvolver uma espécie de sistema de gestão de documentos que permitisse um acesso fácil às informações espalhadas em computadores interconectados pela internet em qualquer lugar do mundo, criando um novo sistema virtual integrado. Sua proposta superou outros sistemas da época, em especial por ser gratuita, desvinculada de qualquer sistema proprietário pelo qual as pessoas teriam de pagar para acessar.

O acesso do público em geral ao primeiro website, criado por Berners-Lee, só ocorreu em 1993, quando também foi lançado um dos primeiros navegadores com interface intuitiva, o Mosaic (futuro Netscape). A web saía do universo da computação. No ano seguinte, já estavam no ar páginas como Amazon e eBay e se iniciava a guerra dos navegadores, com o lançamento do Internet Explorer. O Cern desenterrou uma versão de 1992 do primeiro site da web, que traz informações sobre a própria World Wide Web: http://www.tecmundo.com.br/internet/39156-cern-recria-primeiro-site-publico-da-historia-da-internet.htm 

A partir de então, uma história contemporânea contada por servidores, provedores, navegadores, buscadores, sites, blogues e redes sociais criou o mundo hiperconectado em que vivemos. Nessas duas décadas, a web mudou muito: entramos numa época mais colaborativa e de produção dispersa de conteúdo, a chamada web 2.0, e agora nos aproximamos do limiar do que vem sendo chamado de web 3.0, ou web semântica, que promete modificar por completo a forma como navegamos na rede. O impacto da web revolucionou todos os campos, da economia e política até a cultura, a comunicação e, é claro, a ciência. 

No entanto, mais do que nunca o princípio mais fundamental da rede, sua natureza igualitária e aberta, vem sendo ameaçado duramente. Por todo o mundo, tem-se debatido formas de controlar a navegação, de conceder privilégios de acesso e tratamentos diferenciados aos usuários, de limitar a privacidade e de aumentar a regulação por parte dos Estados e das empresas. A proposta do site ‘Web at 25’, por exemplo, lançado este ano para comemorar os 25 anos do artigo pioneiro sobre a WWW, é justamente discutir formas de manter a web aberta, acessível a todos e livre. O próprio ‘pai da web’, Berners-Lee, é diretor do World Wide Web Consortium (W3C), que possui objetivos semelhantes. 

Também em 2014, o Brasil deu um passo importante nesse sentido, com a aprovação do Marco Civil da Internet, uma das legislações mais avançadas no que se refere à defesa dos direitos dos usuários e à igualdade na rede. Na verdade, nenhum dos protocolos que regem nossa internet hoje é imutável. Além disso, a hiperconexão de nossa sociedade ainda é muito recente e suas regras ainda estão a meio caminho de serem consolidadas.

Leia mais sobre a história da internet: http://codigofonte.uol.com.br/geral/world-wide-web-faz-25-anos-conheca-sua-historia 

Leia uma entrevista com Tim Berners-Lee: http://veja.abril.com.br/especiais/tecnologia_2006/p_040.html 

Universidade norte-americana cria curso de graduação sobre a ‘ciência da web’, para pensar o futuro da rede: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/a-internet-como-disciplina-academica 

Entenda tudo sobre o ‘bitcoin’, moeda virtual que ganha cada vez mais popularidade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/312/moeda-virtual/ 

Escândalo de espionagem eletrônica desestabiliza segurança da internet e sinaliza a necessidade de regulamentação internacional e de investir em tecnologia: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/09/os-espioes-que-queriam-saber-demais/ 

Após escândalo internacional de espionagem, cientista político diz que este é o momento de o país detectar vulnerabilidades e proteger dados sensíveis: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/308/espionagem-qual-o-limite/ 

Tendência de incluir programação nas séries iniciais de ensino chega ao Brasil, mas ainda provoca críticas: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/05/computacao-para-os-pequenos 

Escola em Pernambuco usa a programação de jogos para tornar o aprendizado dinâmico e despertar o interesse de alunos do ensino médio: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/06/ensino-reprogramado  

Especialista em educação e letramento digital dá conselhos aos professores e diz que as escolas precisam se abrir para as redes sociais: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/nao-tem-volta/

Qual é o papel do professor e da escola diante da popularização de novas mídias, que facilitam o acesso à informação? http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/04/e-agora-professor/ 

Debate analisa criticamente o fenômeno ainda recente, mas já consolidado, das redes sociais: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2011/madura-e-pronta-para-criticas/ 

Cada vez mais numerosos, respeitados e bem pagos, os blogues conquistam espaço na divulgação científica: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/07/a-ascensao-dos-blogues-de-ciencia/ 

Apesar das limitações, internet já se tornou fundamental no ensino e na pesquisa até no coração da Amazônia: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/conexao-amazonia/tordesilhas-digital 

Artigo da CH fala sobre as dúvidas e os desafios associados à big data, o imenso volume de informações geradas, trocadas e armazenadas todos os dias no mundo: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/306/desafios-do-big-data/

Estudo avalia importância socioeconômica da infraestrutura de internet que atende as variadas demandas brasileiras: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/conexao-amazonia/quanto-vale-ou-e-por-bit  

Pesquisa contabiliza a quantidade de dados armazenados, transmitidos e processados de 1986 a 2007: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/02/quanta-informacao-ha-no-mundo/ 

Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.

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ago. 04

Ciência ou arte?
A ciência muitas vezes é capaz de muito mais poesia e beleza do que se pode imaginar. Prova disso são os muitos concursos que unem pesquisa científica e arte, como o Art of Science, promovido pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Mostramos algumas das imagens premiadas em 2013 e agora temos o prazer de apresentar os vencedores de 2014, um conjunto de belos e delicados registros dos mais variados tipos.
A foto que abre o post, Fruit Fly Factory, escolhida pelo voto popular, é de autoria de Yogesh Goyal, Bomyi Lim, Miriam Osterfield e Stas Shvartsman. Ela mostra os ovários de uma mosca de fruta com vários ovaríolos onde se desenvolvem novos insetos. Confira outros ganhadores: 

A grande vencedora, Watermarks, de Sara Sadri, retrata os intrincados padrões formados pela água no eterno ir e vir na costa de Nova Jersey, nos Estados Unidos. 

Fungus Among Us, segundo lugar geral, foi produzida por James Waters e mostra uma rede de fios que conectam os esporos de fungos minúsculos. 

Polymer Sun and Mercury, de Hyuncheol Jeong, Craig Arnold e Rodney D. Priestley, mostra uma película fina de óxido de polietileno que foi depositado em uma pastilha de silício. 

Illuminating the hidden world of fireflies, de Albert Kao, retrata o intenso brilho dos vagalumes numa noite quente de verão, uma imagem composta por muitos registros sobrepostos desses animais.  

Failed bond, de Andrew Sharo, retrata uma tentativa malsucedida de ligação anódica, processo que utiliza alta tensão e calor para ligar quimicamente silício e pastilhas de vidro. As cores, apesar de lindas, são indicativos do fracasso. 

Lion Love, de Jennifer Schieltz, mostra uma leoa e sua cria, registro feito numa reserva do Quênia.

A Caverna dos Cristais, de Hyoungsoo Kim, François Boulogne e Howard Stone, mostra uma gota contendo uma proteína do sangue de vaca transformada numa bela concha de cristal, por um processo chamado de cristalização dendrítica.

Ciência ou arte?

A ciência muitas vezes é capaz de muito mais poesia e beleza do que se pode imaginar. Prova disso são os muitos concursos que unem pesquisa científica e arte, como o Art of Science, promovido pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Mostramos algumas das imagens premiadas em 2013 e agora temos o prazer de apresentar os vencedores de 2014, um conjunto de belos e delicados registros dos mais variados tipos.

A foto que abre o post, Fruit Fly Factory, escolhida pelo voto popular, é de autoria de Yogesh Goyal, Bomyi Lim, Miriam Osterfield e Stas Shvartsman. Ela mostra os ovários de uma mosca de fruta com vários ovaríolos onde se desenvolvem novos insetos. Confira outros ganhadores: 

A grande vencedora, Watermarks, de Sara Sadri, retrata os intrincados padrões formados pela água no eterno ir e vir na costa de Nova Jersey, nos Estados Unidos. 

Fungus Among Us, segundo lugar geral, foi produzida por James Waters e mostra uma rede de fios que conectam os esporos de fungos minúsculos. 

Polymer Sun and Mercury, de Hyuncheol Jeong, Craig Arnold e Rodney D. Priestley, mostra uma película fina de óxido de polietileno que foi depositado em uma pastilha de silício. 

Illuminating the hidden world of fireflies, de Albert Kao, retrata o intenso brilho dos vagalumes numa noite quente de verão, uma imagem composta por muitos registros sobrepostos desses animais.  

Failed bond, de Andrew Sharo, retrata uma tentativa malsucedida de ligação anódica, processo que utiliza alta tensão e calor para ligar quimicamente silício e pastilhas de vidro. As cores, apesar de lindas, são indicativos do fracasso. 

Lion Love, de Jennifer Schieltz, mostra uma leoa e sua cria, registro feito numa reserva do Quênia.

A Caverna dos Cristais, de Hyoungsoo Kim, François Boulogne e Howard Stone, mostra uma gota contendo uma proteína do sangue de vaca transformada numa bela concha de cristal, por um processo chamado de cristalização dendrítica.

ago. 01

Onde as flores jamais estiveram
Uma viagem surreal aos extremos de nossa atmosfera foi protagonizada por um pinheiro em miniatura e um arranjo de flores. Não, não se trata de alguma animação japonesa maluca, mas sim de uma experiência promovida pelo artista ‘botânico’ japonês Makoto Azuma, que lançou dois de seus ‘projetos vegetais’ à estratosfera a bordo de um balão de hélio. 
A epopeia foi toda documentada e deu origem a registros inacreditáveis da aventura, que mostram plantas flutuando sobre nosso planeta - uma bela coleção para o álbum de viagens de recordações dos ‘viajantes’, não? 





A proposta de Azuma é justamente enviar aos confins de nossa atmosfera, um lugar em que a maioria de nós nunca irá, objetos do nosso dia a dia, para tornar mais natural a ideia de viajar para além de nosso planeta. Quem sabe no futuro isso deixa de ser uma realidade distante e nós mesmos podemos repetir essas imagens com nossas próprias plantinhas do coração? Via Spoon & Tamago.

Onde as flores jamais estiveram

Uma viagem surreal aos extremos de nossa atmosfera foi protagonizada por um pinheiro em miniatura e um arranjo de flores. Não, não se trata de alguma animação japonesa maluca, mas sim de uma experiência promovida pelo artista ‘botânico’ japonês Makoto Azuma, que lançou dois de seus ‘projetos vegetais’ à estratosfera a bordo de um balão de hélio.

A epopeia foi toda documentada e deu origem a registros inacreditáveis da aventura, que mostram plantas flutuando sobre nosso planeta - uma bela coleção para o álbum de viagens de recordações dos ‘viajantes’, não? 

A proposta de Azuma é justamente enviar aos confins de nossa atmosfera, um lugar em que a maioria de nós nunca irá, objetos do nosso dia a dia, para tornar mais natural a ideia de viajar para além de nosso planeta. Quem sabe no futuro isso deixa de ser uma realidade distante e nós mesmos podemos repetir essas imagens com nossas próprias plantinhas do coração? Via Spoon & Tamago.