Instituto Ciência Hoje

abr. 18

Imagem da semana: ‘Impressões de arte’
“Impressão, Nascer do Sol – eu bem o sabia! Pensava eu, se estou impressionado é porque lá há uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha.” Mal sabia o pintor Louis Leroy que sua crítica ácida, irônica e pejorativa publicada num jornal francês serviria para batizar um dos movimentos artísticos mais inovadores da história da arte: o impressionismo, que ‘nasceu’ em 15 de abril de 1874.
Nessa data, um grupo formado por 30 artistas, que tinha entre eles nomes como Claude Monet, Paul Cézanne, Camille Pissarro, Pierre-Auguste Renoir, Alfred Sisley e Edgar Degas, abriu sua primeira exposição no atelier do fotógrafo Nadar (pseudônimo de Gaspard-Félix Tournachon), em Paris. O grupo, que se autodenominava Sociedade Anônima de Pintores, Escultores e Ilustradores, já havia sido rejeitado duas vezes pelo Salon de Paris, local de maior prestígio para esse tipo de exibição na capital francesa.

Claude Monet (Maisons d’Argenteuil, 1873)
A crítica publicada por Leroy no jornal francês Le Charivari poucos dias depois da primeira exibição do grupo fazia referência direta a um quadro de Claude Monet (Impressão: nascer do sol, de 1872). Assim como muitos outros críticos da época, ele considerava o tipo de pintura praticada pelo grupo um rascunho de arte e não uma obra acabada. Algum tempo depois, todo o grupo acabou adotando a alcunha presente nessa primeira crítica: tornaram-se impressionistas e o movimento que representavam, impressionismo.
O estilo impressionista deixa de lado os preceitos do realismo: não estavam mais interessados em temáticas nobres ou no retrato fiel da realidade, mas em ver o quadro como obra em si mesma. Os efeitos ópticos descobertos pela pesquisa fotográfica sobre a composição de cores e a formação de imagens na retina influenciaram as técnicas de pintura dos impressionistas.

Paul Cézanne (Cesto de maçãs, 1895)
Eles se concentram na impressão produzida pela cena, sem preocupação com contornos nítidos, e utilizavam cores primárias sem mistura – em pequenas pinceladas, elas simulam o movimento e os reflexos da luz e, colocadas uma ao lado da outra, acabam misturadas pelos olhos do próprio observador na formação da imagem. Suas telas eram muitas vezes pintadas ao ar livre, para que pudessem capturar melhor as variações de cores da natureza. Além da pintura, o impressionismo foi influente em outros campos da arte, como a música – Claude Debussy e Maurice Ravel são os impressionistas mais conhecidos na área.
Colunista da CH On-line discute a pilhagem e a destruição de bens históricos e artísticos motivadas por guerras: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/patrimonio-saqueado
No Facebook, já falamos sobre a Semana de Arte Moderna de 1922 e sobre Oswald de Andrade, cuja Canção do Exílio completa 90 anos de publicação em 2014. Confira: http://on.fb.me/1qPfjIj e http://on.fb.me/1eNJwWo
Conheça o ‘Google Art Project’, ferramenta do Google que permite passeio por diversos museus ao redor do mundo e aproximação superdetalhada de mais de 1.000 obras: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/02/a-um-palmo-do-nariz/

Retrato da família Bellelli (Edgar Degas, 1860)
Pinacoteca e Museu de Arte Moderna de São Paulo são as primeiras instituições do Brasil a integrar ferramenta do Google que permite passeio virtual pelo interior de museus: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/arte-brasileira-ao-alcance-de-um-clique/
Na Ciência Hoje das Crianças, arte e ciência – quadros de Monet ajudam a desvendar como era o clima na Inglaterra de cem anos atrás: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/arte-tambem-e-ciencia/
Também na CHC, conheça mais sobre a obra e a loucura de Van Gogh: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/van-gogh-a-loucura-de-um-pintor/
Colunista da CHC fala sobre suas impressões de Monet e revela o que aprendeu com as pinceladas borradas desse pintor francês: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/impressoes-de-monet/
Leia sobre o bombardeio de Guernica, em 1937, imortalizado pela obra de Pablo Picasso: http://cienciahoje.tumblr.com/post/21879714576/

Pierre-Auguste Renoir (Rosa e azul, 1881)

Imagem-símbolo: uma CH enfiada na lama – Conheça a história que liga o Instituto Ciência Hoje a uma das composições mais importantes da música brasileira: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/02/imagem-simbolo-uma-CH-enfiada-na-lama/
No sobreCultura, exposição e publicações jogam luz sobre a obra de Alberto Giacometti, artista suíço que influenciou até a filosofia de Jean-Paul Sartre: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/290/a-distancia-ao-alcance-da-mao/
Em vídeo on-line, físico dá aula vibrante sobre a história das artes plásticas no início do século 20: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/da-quase-na-mesma
Colunista associa período modernista ao surgimento de modelos que romperam com a física clássica: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/o-inicio-de-uma-moderna-revolucao/

Camille Pissarro (Boulevard Montmartre, Primavera - 1897)
Inspirado no Manifesto Antropofágico, colunista discute modelo para ciência e tecnologia no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/tupi-or-not-tupi-that-is-the-question/
Artigo publicado na revista Ciência Hoje resgata a história do Tropicalismo e mostra sua contínua repercussão: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/284/a-cancao-popular-transformada-e-fortalecida/
Peculiares e complementares, Chico Buarque e Caetano Veloso são vistos há cerca de 40 anos como paralelos da música popular brasileira, da política e da cultura: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/01/duas-vozes-um-so-cotidiano/
Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
Leia mais novidades sobre ciência e arte na página da Ciência Hoje On-line.

Imagem da semana: ‘Impressões de arte’

“Impressão, Nascer do Sol – eu bem o sabia! Pensava eu, se estou impressionado é porque lá há uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha.” Mal sabia o pintor Louis Leroy que sua crítica ácida, irônica e pejorativa publicada num jornal francês serviria para batizar um dos movimentos artísticos mais inovadores da história da arte: o impressionismo, que ‘nasceu’ em 15 de abril de 1874.

Nessa data, um grupo formado por 30 artistas, que tinha entre eles nomes como Claude Monet, Paul Cézanne, Camille Pissarro, Pierre-Auguste Renoir, Alfred Sisley e Edgar Degas, abriu sua primeira exposição no atelier do fotógrafo Nadar (pseudônimo de Gaspard-Félix Tournachon), em Paris. O grupo, que se autodenominava Sociedade Anônima de Pintores, Escultores e Ilustradores, já havia sido rejeitado duas vezes pelo Salon de Paris, local de maior prestígio para esse tipo de exibição na capital francesa.

Claude Monet (Maisons d’Argenteuil, 1873)

A crítica publicada por Leroy no jornal francês Le Charivari poucos dias depois da primeira exibição do grupo fazia referência direta a um quadro de Claude Monet (Impressão: nascer do sol, de 1872). Assim como muitos outros críticos da época, ele considerava o tipo de pintura praticada pelo grupo um rascunho de arte e não uma obra acabada. Algum tempo depois, todo o grupo acabou adotando a alcunha presente nessa primeira crítica: tornaram-se impressionistas e o movimento que representavam, impressionismo.

O estilo impressionista deixa de lado os preceitos do realismo: não estavam mais interessados em temáticas nobres ou no retrato fiel da realidade, mas em ver o quadro como obra em si mesma. Os efeitos ópticos descobertos pela pesquisa fotográfica sobre a composição de cores e a formação de imagens na retina influenciaram as técnicas de pintura dos impressionistas.

Paul Cézanne (Cesto de maçãs, 1895)

Eles se concentram na impressão produzida pela cena, sem preocupação com contornos nítidos, e utilizavam cores primárias sem mistura – em pequenas pinceladas, elas simulam o movimento e os reflexos da luz e, colocadas uma ao lado da outra, acabam misturadas pelos olhos do próprio observador na formação da imagem. Suas telas eram muitas vezes pintadas ao ar livre, para que pudessem capturar melhor as variações de cores da natureza. Além da pintura, o impressionismo foi influente em outros campos da arte, como a música – Claude Debussy e Maurice Ravel são os impressionistas mais conhecidos na área.

Colunista da CH On-line discute a pilhagem e a destruição de bens históricos e artísticos motivadas por guerras: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/patrimonio-saqueado

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Conheça o ‘Google Art Project’, ferramenta do Google que permite passeio por diversos museus ao redor do mundo e aproximação superdetalhada de mais de 1.000 obras: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/02/a-um-palmo-do-nariz/

Retrato da família Bellelli (Edgar Degas, 1860)

Pinacoteca e Museu de Arte Moderna de São Paulo são as primeiras instituições do Brasil a integrar ferramenta do Google que permite passeio virtual pelo interior de museus: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/arte-brasileira-ao-alcance-de-um-clique/

Na Ciência Hoje das Crianças, arte e ciência – quadros de Monet ajudam a desvendar como era o clima na Inglaterra de cem anos atrás: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/arte-tambem-e-ciencia/

Também na CHC, conheça mais sobre a obra e a loucura de Van Gogh: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/van-gogh-a-loucura-de-um-pintor/

Colunista da CHC fala sobre suas impressões de Monet e revela o que aprendeu com as pinceladas borradas desse pintor francês: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/impressoes-de-monet/

Leia sobre o bombardeio de Guernica, em 1937, imortalizado pela obra de Pablo Picasso: http://cienciahoje.tumblr.com/post/21879714576/

Pierre-Auguste Renoir (Rosa e azul, 1881)

Imagem-símbolo: uma CH enfiada na lama – Conheça a história que liga o Instituto Ciência Hoje a uma das composições mais importantes da música brasileira: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/02/imagem-simbolo-uma-CH-enfiada-na-lama/

No sobreCultura, exposição e publicações jogam luz sobre a obra de Alberto Giacometti, artista suíço que influenciou até a filosofia de Jean-Paul Sartre: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/290/a-distancia-ao-alcance-da-mao/

Em vídeo on-line, físico dá aula vibrante sobre a história das artes plásticas no início do século 20: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/da-quase-na-mesma

Colunista associa período modernista ao surgimento de modelos que romperam com a física clássica: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/o-inicio-de-uma-moderna-revolucao/

Camille Pissarro (Boulevard Montmartre, Primavera - 1897)

Inspirado no Manifesto Antropofágico, colunista discute modelo para ciência e tecnologia no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/tupi-or-not-tupi-that-is-the-question/

Artigo publicado na revista Ciência Hoje resgata a história do Tropicalismo e mostra sua contínua repercussão: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/284/a-cancao-popular-transformada-e-fortalecida/

Peculiares e complementares, Chico Buarque e Caetano Veloso são vistos há cerca de 40 anos como paralelos da música popular brasileira, da política e da cultura: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/01/duas-vozes-um-so-cotidiano/

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abr. 15

S.O.S. cachorro-vinagre!
Não, não se trata de um pequeno urso! Quem olha de longe nem suspeita que este animalzinho seja um parente bem próximo dos cachorros e lobos. Então chegue mais perto, pois estamos falando do cachorro-vinagre, como é popularmente conhecido. Esses ‘cãezinhos’ pesam cerca de cinco quilos e têm uma coloração marrom avermelhada – daí o nome ‘vinagre’. A espécie habita florestas por todo o Brasil, mas, devido ao desmatamento acelerado, corre o risco de entrar em extinção.
De hábitos noturnos, os cachorros-vinagre costumam viver em matilhas de até doze indivíduos e sua refeição preferida são os tatus. Fora suas idas aos ‘self-services’ florestais, passam a maior parte do tempo dentro de tocas ou cavidades nas árvores, o que torna difícil a tarefa de encontrá-los. Desde 2012, por exemplo, não se tinha uma pista sequer de novos cachorros-vinagre na área que vai de Nova Xavantina a Água Boa, no Mato Grosso, região que eles costumam habitar.

A preocupante ausência, no entanto, foi rompida recentemente, quando quatro indivíduos ‘desconhecidos’ – ou seja, nunca catalogados pelos pesquisadores – foram capturados nessa região. Os animais receberam colares com radiotransmissores e depois foram libertados. Com a medida, daqui para frente será possível estudar melhor seus hábitos e conhecer mais sobre a espécie.
Com esses novos integrantes, já são 20 animais monitorados pelo projeto de proteção do cachorro-vinagre, desenvolvido pelo Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais e pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, em parceria com a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.    
Leia mais sobre biodiversidade na página da Ciência Hoje On-line.

S.O.S. cachorro-vinagre!

Não, não se trata de um pequeno urso! Quem olha de longe nem suspeita que este animalzinho seja um parente bem próximo dos cachorros e lobos. Então chegue mais perto, pois estamos falando do cachorro-vinagre, como é popularmente conhecido. Esses ‘cãezinhos pesam cerca de cinco quilos e têm uma coloração marrom avermelhada daí o nome ‘vinagre. A espécie habita florestas por todo o Brasil, mas, devido ao desmatamento acelerado, corre o risco de entrar em extinção.

De hábitos noturnos, os cachorros-vinagre costumam viver em matilhas de até doze indivíduos e sua refeição preferida são os tatus. Fora suas idas aos ‘self-services’ florestais, passam a maior parte do tempo dentro de tocas ou cavidades nas árvores, o que torna difícil a tarefa de encontrá-los. Desde 2012, por exemplo, não se tinha uma pista sequer de novos cachorros-vinagre na área que vai de Nova Xavantina a Água Boa, no Mato Grosso, região que eles costumam habitar.

A preocupante ausência, no entanto, foi rompida recentemente, quando quatro indivíduos ‘desconhecidos’ – ou seja, nunca catalogados pelos pesquisadores – foram capturados nessa região. Os animais receberam colares com radiotransmissores e depois foram libertados. Com a medida, daqui para frente será possível estudar melhor seus hábitos e conhecer mais sobre a espécie.

Com esses novos integrantes, já são 20 animais monitorados pelo projeto de proteção do cachorro-vinagre, desenvolvido pelo Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais e pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, em parceria com a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.    

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abr. 14

Mundo de sabores
Uma das experiências mais ricas ao visitar qualquer país é descobrir os segredos de sua culinária. Essa experiência gastronômica é o que motiva a obra da artista Caitlin Levin e do fotógrafo Henry Hargreaves: eles criaram um mapa mundi de sabores, no qual cada país é representado por produtos típicos da cultura local, muitos deles mercadorias exportadas para todo o mundo. 
A América do Sul, por exemplo, é representada na imagem de abertura deste post pelas frutas cítricas (apesar de que, se o Brasil estivesse sozinho, também poderíamos ver um amontoado de soja marcando nosso lugar no mapa). 

Cercada pelas águas por todos os lados, a Austrália é assinalada pelos enormes e suculentos camarões. De dar água na boca, não?

Na China milenar, nada de pastéis ou biscoitos da sorte, mas macarrão para todos os gostos (será que os instantâneos também estão nessa?).

As lendárias especiarias indianas, que tantas guerras já causaram no passado, não poderiam, é claro, ficar de fora. 

A romântica França aparece com a combinação perfeita para qualquer refeição a dois – e para piqueniques em jardins: queijos e vinhos. 

E, se você prefere algo mais ‘leve’, a culinária japonesa também está representada por suas muitas algas.
A obra, é claro, tem um pouco de ironia e é bastante reducionista – a riqueza de sabores de todas esssa regiões é enorme e muito variada. Mas é uma brincadeira interessante que fala um pouco sobre a produção da agroindústria no mundo e o grande mercado agrícola mundial. Para terminar, uma divagação: se fôssemos representar o Brasil (seus estados e regiões) dessa mesma maneira, como poderíamos ilustrar cada uma de suas partes?
Veja outros mapas e até um making of das obras. Via Slate.
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Mundo de sabores

Uma das experiências mais ricas ao visitar qualquer país é descobrir os segredos de sua culinária. Essa experiência gastronômica é o que motiva a obra da artista Caitlin Levin e do fotógrafo Henry Hargreaves: eles criaram um mapa mundi de sabores, no qual cada país é representado por produtos típicos da cultura local, muitos deles mercadorias exportadas para todo o mundo. 

A América do Sul, por exemplo, é representada na imagem de abertura deste post pelas frutas cítricas (apesar de que, se o Brasil estivesse sozinho, também poderíamos ver um amontoado de soja marcando nosso lugar no mapa). 

Cercada pelas águas por todos os lados, a Austrália é assinalada pelos enormes e suculentos camarões. De dar água na boca, não?

Na China milenar, nada de pastéis ou biscoitos da sorte, mas macarrão para todos os gostos (será que os instantâneos também estão nessa?).

As lendárias especiarias indianas, que tantas guerras já causaram no passado, não poderiam, é claro, ficar de fora. 

A romântica França aparece com a combinação perfeita para qualquer refeição a dois  e para piqueniques em jardins: queijos e vinhos. 

E, se você prefere algo mais ‘leve’, a culinária japonesa também está representada por suas muitas algas.

A obra, é claro, tem um pouco de ironia e é bastante reducionista  a riqueza de sabores de todas esssa regiões é enorme e muito variada. Mas é uma brincadeira interessante que fala um pouco sobre a produção da agroindústria no mundo e o grande mercado agrícola mundial. Para terminar, uma divagação: se fôssemos representar o Brasil (seus estados e regiões) dessa mesma maneira, como poderíamos ilustrar cada uma de suas partes?

Veja outros mapas e até um making of das obras. Via Slate.

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abr. 09

Foto da semana: ‘A Terra é azul’
Esta talvez seja uma das frases mais emblemáticas da história da ciência moderna. As palavras foram ditas pelo cosmonauta russo Yuri Gagarin, primeiro a testemunhar a mais magnífica paisagem já vista por olhos humanos até então – nosso próprio planeta, do espaço. Seu famoso voo, realizado em 12 de abril de 1961, não foi só uma conquista da ciência: também transformou Gagarin numa estrela do regime soviético e marcou mais um ponto vermelho na guerra tecnológica particular da URSS contra os Estados Unidos.
Yuri Gagarin era piloto militar e foi selecionado em meio a 3.500 candidatos para a missão, após intensos testes físicos e psicológicos – o vencedor entre seis finalistas ficou sabendo de seu triunfo apenas quatro dias antes de levantar voo. Ele decolou de uma base no atual Cazaquistão, ex-república soviética, a bordo da cápsula Vostok, impulsionada pelo poderoso foguete R-7. Seu voo orbital durou 108 minutos e foi totalmente automático: Gagarin só deveria assumir o controle se houvesse necessidade – o que não aconteceu, apesar dos problemas que a viagem enfrentou.

Leia um texto de 2011 publicado na seção Memória da Ciência Hoje, relembrando com mais detalhes os 50 anos da conquista do espaço:http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/280/a-terra-e-azul/ 
O cosmonauta utilizou seu assento ejetor e terminou a descida na Terra com o auxílio de um paraquedas, conforme originalmente previsto, mas a URSS negou o procedimento por muito tempo, com medo de que o voo não fosse reconhecido, já que o piloto não acompanhou a espaçonave até o fim. Gagarin se tornou um herói soviético admirado em todo o planeta, tendo realizado nos anos seguintes diversas viagens pelo mundo para divulgar a ciência e o programa espacial de seu país – inclusive ao Brasil e aos Estados Unidos.
Em tempos de Guerra Fria, a viagem de Gagarin foi mais uma vitória da União Soviética sobre os Estados Unidos na corrida espacial – antes, os cientistas ‘vermelhos’ já haviam colocado em órbita o primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 1957, e, no mesmo ano, enviado o primeiro ser vivo ao espaço: a cadela Laika. 

Leia mais sobre o lançamento do Sputnik e sobre a corrida espacial: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/astronomia-e-exploracao-espacial/cinquenta-anos-no-espaco/
Leia mais sobre a cadela Laika e sobre outros animais no espaço: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/viagens-animais/ 
Os norte-americanos foram os primeiros a enviar e trazer de volta animais vivos do espaço, os macacos Able e Miss Baker, que voaram em 1959: http://on.fb.me/1k4Zmvl 
Os norte-americanos, no entanto, nunca deixaram os soviéticos abrirem distância. Um mês depois de Gagarin, Alan Shepard tornou-se o primeiro astronauta dos EUA a ir ao espaço. No fim, o país acabaria vencendo a prova final, ao levar a Missão Apollo 11 para a Lua em 1969. Gagarin não viveu para ver essa derrocada. Faleceu em 1968, durante testes com um avião MiG. Depois de sua morte, uma cratera lunar e um asteroide foram batizados em sua homenagem.

No site da Nasa, leia mais sobre Gagarin e seu voo inesquecível:http://www.nasa.gov/mission_pages/shuttle/sts1/gagarin_anniversary.html  e http://www.nasa.gov/topics/history/features/gagarin/gagarin.html 
Conheça mais sobre Neil Armstrong e a viagem da Apollo 11: http://on.fb.me/1erCW20 
A revista Ciência Hoje também relembra a chegada do homem à Lua: http://cienciahoje.uol.com.br/banco-de-imagens/lg/protected/pass/ch150/memoria.pdf/ 
A última vez que o homem deixou a órbita da Terra – relembre a Apollo 17: http://cienciahoje.tumblr.com/post/70601478162/ 
No Tumblr, outro planetinha azul, o primeiro fora do Sistema Solar a ter sua cor identificada: http://cienciahoje.tumblr.com/post/55637815292/ 

Antes de Gagarin, o pioneiro do cinema e da ficção científica, Georges Méliès, foi o primeiro a nos levar numa fantástica viagem à Lua: http://cienciahoje.tumblr.com/post/60549445090/ 
Confira uma visão jovem sobre o futuro da exploração espacial: http://cienciahoje.tumblr.com/post/77004151858/ 
Meio século depois do voo de Gagarin, os homens ainda dominam o espaço, mas as mulheres vêm ganhando força na área: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/06/igualdade-a-fronteira-final/
Um passeio pelos arquivos do jornal ‘Última Hora’, digitalizados em 2010, revela muito sobre a história da ciência e fala, inclusive, sobre o voo de Gagarin: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/ciencia-no-papel-jornal/
Confira a galeria completa da seção ‘Foto da semana’.
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Foto da semana: ‘A Terra é azul’

Esta talvez seja uma das frases mais emblemáticas da história da ciência moderna. As palavras foram ditas pelo cosmonauta russo Yuri Gagarin, primeiro a testemunhar a mais magnífica paisagem já vista por olhos humanos até então – nosso próprio planeta, do espaço. Seu famoso voo, realizado em 12 de abril de 1961, não foi só uma conquista da ciência: também transformou Gagarin numa estrela do regime soviético e marcou mais um ponto vermelho na guerra tecnológica particular da URSS contra os Estados Unidos.

Yuri Gagarin era piloto militar e foi selecionado em meio a 3.500 candidatos para a missão, após intensos testes físicos e psicológicos – o vencedor entre seis finalistas ficou sabendo de seu triunfo apenas quatro dias antes de levantar voo. Ele decolou de uma base no atual Cazaquistão, ex-república soviética, a bordo da cápsula Vostok, impulsionada pelo poderoso foguete R-7. Seu voo orbital durou 108 minutos e foi totalmente automático: Gagarin só deveria assumir o controle se houvesse necessidade – o que não aconteceu, apesar dos problemas que a viagem enfrentou.

Leia um texto de 2011 publicado na seção Memória da Ciência Hoje, relembrando com mais detalhes os 50 anos da conquista do espaço:
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/280/a-terra-e-azul/ 

O cosmonauta utilizou seu assento ejetor e terminou a descida na Terra com o auxílio de um paraquedas, conforme originalmente previsto, mas a URSS negou o procedimento por muito tempo, com medo de que o voo não fosse reconhecido, já que o piloto não acompanhou a espaçonave até o fim. Gagarin se tornou um herói soviético admirado em todo o planeta, tendo realizado nos anos seguintes diversas viagens pelo mundo para divulgar a ciência e o programa espacial de seu país – inclusive ao Brasil e aos Estados Unidos.

Em tempos de Guerra Fria, a viagem de Gagarin foi mais uma vitória da União Soviética sobre os Estados Unidos na corrida espacial – antes, os cientistas ‘vermelhos’ já haviam colocado em órbita o primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 1957, e, no mesmo ano, enviado o primeiro ser vivo ao espaço: a cadela Laika. 

Leia mais sobre o lançamento do Sputnik e sobre a corrida espacial: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/astronomia-e-exploracao-espacial/cinquenta-anos-no-espaco/

Leia mais sobre a cadela Laika e sobre outros animais no espaço: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/viagens-animais/ 

Os norte-americanos foram os primeiros a enviar e trazer de volta animais vivos do espaço, os macacos Able e Miss Baker, que voaram em 1959: http://on.fb.me/1k4Zmvl 

Os norte-americanos, no entanto, nunca deixaram os soviéticos abrirem distância. Um mês depois de Gagarin, Alan Shepard tornou-se o primeiro astronauta dos EUA a ir ao espaço. No fim, o país acabaria vencendo a prova final, ao levar a Missão Apollo 11 para a Lua em 1969. Gagarin não viveu para ver essa derrocada. Faleceu em 1968, durante testes com um avião MiG. Depois de sua morte, uma cratera lunar e um asteroide foram batizados em sua homenagem.

No site da Nasa, leia mais sobre Gagarin e seu voo inesquecível:
http://www.nasa.gov/mission_pages/shuttle/sts1/gagarin_anniversary.html  e http://www.nasa.gov/topics/history/features/gagarin/gagarin.html 

Conheça mais sobre Neil Armstrong e a viagem da Apollo 11: 
http://on.fb.me/1erCW20 

A revista Ciência Hoje também relembra a chegada do homem à Lua: 
http://cienciahoje.uol.com.br/banco-de-imagens/lg/protected/pass/ch150/memoria.pdf/ 

A última vez que o homem deixou a órbita da Terra – relembre a Apollo 17: http://cienciahoje.tumblr.com/post/70601478162/ 

No Tumblr, outro planetinha azul, o primeiro fora do Sistema Solar a ter sua cor identificada: http://cienciahoje.tumblr.com/post/55637815292/ 

Antes de Gagarin, o pioneiro do cinema e da ficção científica, Georges Méliès, foi o primeiro a nos levar numa fantástica viagem à Lua: http://cienciahoje.tumblr.com/post/60549445090/ 

Confira uma visão jovem sobre o futuro da exploração espacial: http://cienciahoje.tumblr.com/post/77004151858/ 

Meio século depois do voo de Gagarin, os homens ainda dominam o espaço, mas as mulheres vêm ganhando força na área: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/06/igualdade-a-fronteira-final/

Um passeio pelos arquivos do jornal ‘Última Hora’, digitalizados em 2010, revela muito sobre a história da ciência e fala, inclusive, sobre o voo de Gagarin: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/ciencia-no-papel-jornal/

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Cada flash, um clique
Essa foto, divulgada pela Nasa no final de março, mostra um flagrante de um poderoso fenômeno natural visto do espaço: um raio observado a partir da Estação Espacial Internacional (ISS). O registro foi feito com um novo instrumento instalado na ISS, o Firestation, dedicado especificamente ao rastreamento de raios. 
Na imagem, obtida em dezembro de 2013, é possível observar uma área coberta de nuvens densas, na península Arábica. Em toda a atmosfera da Terra, os relâmpagos brilham cerca de 50 vezes por segundo (são cerca de 1,5 bilhão de registros por ano), e os cientistas esperam usar o Firestation para registrar e estudar ao menos alguns deles.
O sistema poderá coletar informações de até 50 desses fenômenos por dia e inclui diversos equipamentos, como fotômetros para medir a luminosidade e antenas de rádio para avaliar a estática (o que dá uma ideia da descarga elétrica gerada). Os pesquisadores pretendem entender quais processos desencadeiam os raios dentro de tempestades elétricas e descobrir por que alguns deles produzem curtas emissões de raios gama, além de estudar outros fenômenos atmosféricos. 
Leia mais novidades sobre astronomia e climatologia na Ciência Hoje On-line. 

Cada flash, um clique

Essa foto, divulgada pela Nasa no final de março, mostra um flagrante de um poderoso fenômeno natural visto do espaço: um raio observado a partir da Estação Espacial Internacional (ISS). O registro foi feito com um novo instrumento instalado na ISS, o Firestation, dedicado especificamente ao rastreamento de raios. 

Na imagem, obtida em dezembro de 2013, é possível observar uma área coberta de nuvens densas, na península Arábica. Em toda a atmosfera da Terra, os relâmpagos brilham cerca de 50 vezes por segundo (são cerca de 1,5 bilhão de registros por ano), e os cientistas esperam usar o Firestation para registrar e estudar ao menos alguns deles.

O sistema poderá coletar informações de até 50 desses fenômenos por dia e inclui diversos equipamentos, como fotômetros para medir a luminosidade e antenas de rádio para avaliar a estática (o que dá uma ideia da descarga elétrica gerada). Os pesquisadores pretendem entender quais processos desencadeiam os raios dentro de tempestades elétricas e descobrir por que alguns deles produzem curtas emissões de raios gama, além de estudar outros fenômenos atmosféricos. 

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abr. 04

Arte visceral
Nos tempos em que tirar foto de si mesmo (selfie) virou febre, não é difícil de acreditar que alguém tenha levado a ideia mais a fundo, especificamente até o sistema digestivo. Dois designers ingleses, Luke Evans e Josh Lake, resolveram engolir filmes fotográficos de 35mm para ver o efeito que seus sucos gástricos teriam sobre a película. Tudo em nome da arte.

Para evitar que os filmes machucassem o tubo digestivo, os artistas os enrolaram individualmente e os encapsularam com um material que protegia contra cortes e deixava passar os ácidos estomacais. Foram esses ácidos que interagiram com a camada de prata dos filmes fotográficos e geraram as imagens deste post.

Na verdade, não se trata de fotografia, pois não envolve luz. O que os artistas fizeram foi analisar o efeito do ácido estomacal nos filmes com ajuda de um microscópio. As imagens captadas pelo aparelho foram impressas em preto e branco e ampliadas.
 
Você está se perguntando como esses filmes foram retirados do estômago dos artistas? Sim, foi um processo natural. As cápsulas foram recuperadas nas fezes.
Os quadros foram exibidos em uma exposição em Londres em 2012. 
Leia mais novidades sobre arte e ciência na página da Ciência Hoje On-line.

Arte visceral

Nos tempos em que tirar foto de si mesmo (selfie) virou febre, não é difícil de acreditar que alguém tenha levado a ideia mais a fundo, especificamente até o sistema digestivo. Dois designers ingleses, Luke Evans e Josh Lake, resolveram engolir filmes fotográficos de 35mm para ver o efeito que seus sucos gástricos teriam sobre a película. Tudo em nome da arte.

Para evitar que os filmes machucassem o tubo digestivo, os artistas os enrolaram individualmente e os encapsularam com um material que protegia contra cortes e deixava passar os ácidos estomacais. Foram esses ácidos que interagiram com a camada de prata dos filmes fotográficos e geraram as imagens deste post.

Na verdade, não se trata de fotografia, pois não envolve luz. O que os artistas fizeram foi analisar o efeito do ácido estomacal nos filmes com ajuda de um microscópio. As imagens captadas pelo aparelho foram impressas em preto e branco e ampliadas.

 

Você está se perguntando como esses filmes foram retirados do estômago dos artistas? Sim, foi um processo natural. As cápsulas foram recuperadas nas fezes.

Os quadros foram exibidos em uma exposição em Londres em 2012. 

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abr. 03

Além do topo do mundo
Parece que o homem está se preparando para ficar um pouco mais perto dos céus. Calma leitor, estamos falando da construção da Kingdom Tower, prédio que pretende se tornar o mais alto arranha-céu do mundo, com inacreditáveis mil metros de altura – isso mesmo, você não leu errado: um quilômetro inteiro para o alto!  
A construção será bancada pelo ouro negro do Oriente Médio: a Kingdom Tower será construída em Jeddah, na Arábia Saudita. A obra ambiciosa pretende superar de longe o maior arranha-céu existente hoje, o Burj Khalifa, que se localiza nos Emirados Árabes e tem 828 metros de altura.  


Nos últimos anos, o processo de construção do prédio tem despertado dúvidas e o começo das obras foi adiado algumas vezes. Com as obras de fundação já em andamento, no entanto, parece que agora a coisa vai – a data oficial do início da construção do arranha-céu está marcada para 27 de abril. O projeto irá custar mais de 1 bilhão de dólares e será realizado pelas companhias britânicas EC Harris e Mace. O prédio será o centro de uma nova área de Jeddah, a Kingdom City, cujo custo total será de mais de 20 bilhões.



Vale destacar que o projeto original era ainda mais ousado: pretendia atingir mais de 1,5 km – mas a geologia da área arenosa impossibilitou a obra. Mesmo reduzido, o prédio ainda representa um enorme desafio de engenharia. 
Por exemplo, ninguém sabe ainda como será possível bombear concreto à altura necessária para sua construção (serão usados meio milhão de metros cúbicos de concreto e 80 mil toneladas de aço para erguer sua estrutura) ou como os elevadores do prédio funcionarão, já que os equipamentos atuais dificilmente conseguirão cobrir a distância necessária. Se tudo der certo, tais questões serão respondidas, na prática, em breve. 
Leia mais novidades sobre engenharia na página da Ciência Hoje On-line.  

Além do topo do mundo

Parece que o homem está se preparando para ficar um pouco mais perto dos céus. Calma leitor, estamos falando da construção da Kingdom Tower, prédio que pretende se tornar o mais alto arranha-céu do mundo, com inacreditáveis mil metros de altura  isso mesmo, você não leu errado: um quilômetro inteiro para o alto!  

A construção será bancada pelo ouro negro do Oriente Médio: a Kingdom Tower será construída em Jeddah, na Arábia Saudita. A obra ambiciosa pretende superar de longe o maior arranha-céu existente hoje, o Burj Khalifa, que se localiza nos Emirados Árabes e tem 828 metros de altura.  

Nos últimos anos, o processo de construção do prédio tem despertado dúvidas e o começo das obras foi adiado algumas vezes. Com as obras de fundação já em andamento, no entanto, parece que agora a coisa vai  a data oficial do início da construção do arranha-céu está marcada para 27 de abril. O projeto irá custar mais de 1 bilhão de dólares e será realizado pelas companhias britânicas EC Harris e Mace. O prédio será o centro de uma nova área de Jeddah, a Kingdom City, cujo custo total será de mais de 20 bilhões.

Vale destacar que o projeto original era ainda mais ousado: pretendia atingir mais de 1,5 km  mas a geologia da área arenosa impossibilitou a obra. Mesmo reduzido, o prédio ainda representa um enorme desafio de engenharia. 

Por exemplo, ninguém sabe ainda como será possível bombear concreto à altura necessária para sua construção (serão usados meio milhão de metros cúbicos de concreto e 80 mil toneladas de aço para erguer sua estrutura) ou como os elevadores do prédio funcionarão, já que os equipamentos atuais dificilmente conseguirão cobrir a distância necessária. Se tudo der certo, tais questões serão respondidas, na prática, em breve. 

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abr. 02

Arte espacial
Seria essa uma peça de arte digital, um belo exemplo de light painting, uma expressão única de subjetividade? Só se o famoso telescópio espacial Hubble desenvolveu, de uma hora para outra, personalidade própria e decidiu expressar seu lado artístico.
Isso mesmo, caro leitor: talvez você não acredite, mas esse registro foi obtido pelo Hubble, apesar de não ter nada a ver com as belas imagens espaciais que estamos acostumados a receber dele. Estaria, então, nosso bom e velho observador espacial ficando com a vista cansada após anos e anos de serviço duro? Calma, não é bem assim: o Hubble ainda está longe de encerrar sua carreira e continua preciso como sempre.
Na sua rotina de monitorar as estrelas, o telescópio espacial utiliza um conjunto de sistemas para manter sua orientação. Um componente desse conjunto é o Fine Guidance System (FGS), que mantém a estabilidade do telescópio para a realização dos registros. Nesse processo, ele define pontos no espaço como estrelas-guia para a realização de ajustes. 
Os astrônomos suspeitam que, neste caso, o Hubble havia escolhido uma guia ruim, provavelmente uma estrela dupla ou binária, o que causou um erro no sistema de rastreamento e resultou na notável imagem de faixas luminosas coloridas. As linhas vermelhas em destaque são de estrelas no aglomerado globular NGC 288. A imagem foi liberada pela Agência Espacial Europeia. 
Parece que mesmo quando comete erros o Hubble tem o dom de estimular a nossa imaginação, não?

Arte espacial

Seria essa uma peça de arte digital, um belo exemplo de light painting, uma expressão única de subjetividade? Só se o famoso telescópio espacial Hubble desenvolveu, de uma hora para outra, personalidade própria e decidiu expressar seu lado artístico.

Isso mesmo, caro leitor: talvez você não acredite, mas esse registro foi obtido pelo Hubble, apesar de não ter nada a ver com as belas imagens espaciais que estamos acostumados a receber dele. Estaria, então, nosso bom e velho observador espacial ficando com a vista cansada após anos e anos de serviço duro? Calma, não é bem assim: o Hubble ainda está longe de encerrar sua carreira e continua preciso como sempre.

Na sua rotina de monitorar as estrelas, o telescópio espacial utiliza um conjunto de sistemas para manter sua orientação. Um componente desse conjunto é o Fine Guidance System (FGS), que mantém a estabilidade do telescópio para a realização dos registros. Nesse processo, ele define pontos no espaço como estrelas-guia para a realização de ajustes. 

Os astrônomos suspeitam que, neste caso, o Hubble havia escolhido uma guia ruim, provavelmente uma estrela dupla ou binária, o que causou um erro no sistema de rastreamento e resultou na notável imagem de faixas luminosas coloridas. As linhas vermelhas em destaque são de estrelas no aglomerado globular NGC 288. A imagem foi liberada pela Agência Espacial Europeia

Parece que mesmo quando comete erros o Hubble tem o dom de estimular a nossa imaginação, não?

abr. 01

Foto da semana: ‘Um dia da mentira para não esquecer’
Primeiro de abril de 1964. Um golpe civil-militar depõe o presidente e instaura um regime de exceção no país, a princípio temporário e provisório, mas que afundaria o Brasil em 21 anos de ditadura e repressão. Como bem sabe todo brasileiro, não se trata de brincadeira do dia da mentira, mas da lembrança de um duro golpe recebido por nossa democracia, episódio que completa 50 anos nesta semana.
O golpe, é claro, não foi deflagrado do nada. Na verdade, outras tentativas já haviam sido feitas: três anos antes, por exemplo, com a renúncia de Jânio Quadros, um movimento golpista tentou impedir a posse do vice-presidente eleito, João Goulart. A campanha legalista, que tinha como um de seus principais líderes o gaúcho Leonel Brizola, impediu a manobra e o impasse foi resolvido com a mudança no sistema de governo: o país passou do presidencialismo para o parlamentarismo – decisão revertida em 1963 por meio de um plebiscito.
Na ocasião, o país vivia grande crise econômica, com uma dívida externa monstruosa, inflação alta e desabastecimento. A proposta do presidente Jango para resolver a situação foi a adoção das chamadas reformas de base – sendo a mais polêmica de todas a agrária. Bastante progressistas para a época, as reformas visavam à maior participação popular no governo e a uma distribuição mais justa das riquezas do país – e abordavam problemas que o Brasil ainda tenta solucionar hoje, 50 anos depois.

A historiadora Keila Grinberg discute a origem da concentração de terra no país, buscando entender as bases dos conflitos fundiários atuais ainda na política colonial de concessão de terras: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/a-origem-da-concentracao-de-terra/
Publicado em 2004 na Ciência Hoje, artigo debate a necessária reforma política no país: http://cienciahoje.uol.com.br/banco-de-imagens/lg/protected/ch/210/reforma.pdf/
O contexto da Guerra Fria, no entanto, radicalizou os ânimos em relação às reformas – que não eram comunistas (o próprio Goulart era fazendeiro), mas foram recebidas com horror por muitos setores da sociedade. Assim, aglutinaram-se os interesses da classe média conservadora, do grande empresariado, dos altos círculos militares e da Igreja Católica, por exemplo, num movimento golpista, com o apoio norte-americano – o populismo trabalhista de nossa segunda República se tornara, aparentemente, popular demais e era preciso impedir a ‘ameaça vermelha’.  
O antropólogo Luiz Fernando Dias Duarte trata das intensas e delicadas relações entre a religião e a ordem civil moderna: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/sentidos-do-mundo/religiao-e-ordem-civil/

Com base em documentos secretos recém-revelados, documentário mostra a participação ativa dos Estados Unidos na instauração da ditadura militar no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2014/04/ditadura-orquestrada
Era um período de muitas greves gerais, e Jango recebia grande apoio dos trabalhadores e até dos militares de baixa patente. Num grande comício das reformas de base, que reuniu mais de 150 mil pessoas na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 13 de março de 1964, o presidente reforçou sua intenção de realizar a reforma agrária e de convocar uma nova constituinte. O episódio foi o estopim do golpe: a agitação social subsequente levou à organização das marchas das famílias com Deus e pela liberdade, em São Paulo e no Rio de Janeiro, que deram ‘legitimidade’ ao golpe que as seguiu.
Em 31 de março de 1964, tropas mineiras se dirigiram ao Rio de Janeiro para destituir o presidente. Jango deixou o poder sem resistência, evitando uma guerra civil que colocaria em risco até a integridade do território brasileiro. Organizações importantes como a Ordem dos Advogados do Brasil e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, que anos depois se voltariam contra os abusos da ditadura, apoiaram oficialmente o golpe, assim como praticamente toda a grande imprensa.
Nos anos seguintes, o país viveria um gradativo endurecimento da ditadura, até a implementação do AI-5 em 1968. O ‘fantasma comunista’ serviu de justificativa para perseguições, prisões, desaparecimentos, mortes e exílios por toda a década de 1970. Beneficiado pelo panorama internacional, o país vivenciou um momento de grande crescimento econômico – acompanhado de uma enorme concentração de renda, que aumentou ainda mais a distância entre ricos e pobres.

O que fazem os serviços de inteligência e como é sua atuação no Brasil? Debate sobre o tema pode beneficiar a democracia brasileira: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2009/265/os-servicos-de-inteligencia-no-brasil
Peculiares e complementares, Chico Buarque e Caetano Veloso são vistos há cerca de 40 anos como paralelos da música popular brasileira, da política e da cultura: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/01/duas-vozes-um-so-cotidiano/
Durante o regime militar, três brasileiras usaram o cinema para exaltar a liberdade das mulheres: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/sobrecultura/2013/05/elas-contra-a-ditadura
A crise econômica no fim dos anos 1970, instaurada com a mudança no cenário internacional, levou o regime militar ao colapso e deu força à redemocratização. A primeira eleição presidencial da nova República, no entanto, teve um gosto agridoce: as reivindicações populares acabaram derrotadas e o processo acabou realizado de forma indireta – uma mostra de que, se por um lado as vias democráticas estavam de novo abertas no país, por outro ainda havia (e há) muito o que mudar no Brasil. 

Confira mais sobre o golpe, seus antecedentes, a ditadura e a redemocratização em diversos especiais que relembram esse conturbado período da história do país:
EBC: http://www.ebc.com.br/50anosdogolpeTV Folha: https://www.youtube.com/watch?v=lVyybJkuyKwG1: http://g1.globo.com/politica/50-anos-do-golpe-militar/linha-do-tempo-33-dias-do-golpe/platb/Folha de São Paulo: http://arte.folha.uol.com.br/treinamento/2014/01/05/50-anos-golpe-64/O Dia: http://especiais.odia.ig.com.br/noticias/50-anos-do-golpe/O Estado de São Paulo: http://www.estadao.com.br/tudo-sobre/1964
No aniversário de 20 anos da Constituição de 1988, o cientista político Renato Lessa analisou o legado do mais longevo documento do processo de democratização brasileiro:http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2008/253/a-constituicao-faz-20-anos/
Mesmo quase 30 anos depois do fim da ditadura, muitas questões ainda permanecem em aberto. O nascimento de muitas comissões da verdade, que buscam investigar os vários desaparecimentos e crimes políticos realizados naquela época e simplesmente enterrados pela Lei da Anistia, são uma boa prova disso. Motivada pelas manifestações favoráveis e contrárias à investigação de crimes da ditadura, a historiadora Keila Grinberg comenta o apoio social – ainda que pequeno – a esse regime e às suas práticas: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/sobre-a-ditadura-e-a-sociedade/

O cientista político Renato Lessa trata da implantação da Comissão da Verdade no Brasil e ressalta que a investigação de torturas e assassinatos praticados no governo militar pode revelar dados históricos cruciais para o entendimento do que somos como nação: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/293/sobre-a-verdade/
Estudo compara ações de governos sul-americanos para retratar vítimas das ditaduras militares: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/ciencia-politica/reparacao-incompleta
Militante e único índio reconhecido internacionalmente como exilado político, Tiuré Nascimento fala sobre a opressão nas aldeias durante a ditadura militar: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/sobrecultura/2013/07/nada-mudou
Pesquisadores discutem a história da física na América Latina e lembram os anos difíceis da ditadura e os cientistas perseguidos: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2018desaparecidos2019-na-ditadura/
Pesquisa analisa a censura prévia aplicada ao teatro em São Paulo no período anterior ao AI-5: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/09/repressao-popular
Confira a galeria completa da seção ‘Foto da semana’.
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Foto da semana: ‘Um dia da mentira para não esquecer’

Primeiro de abril de 1964. Um golpe civil-militar depõe o presidente e instaura um regime de exceção no país, a princípio temporário e provisório, mas que afundaria o Brasil em 21 anos de ditadura e repressão. Como bem sabe todo brasileiro, não se trata de brincadeira do dia da mentira, mas da lembrança de um duro golpe recebido por nossa democracia, episódio que completa 50 anos nesta semana.

O golpe, é claro, não foi deflagrado do nada. Na verdade, outras tentativas já haviam sido feitas: três anos antes, por exemplo, com a renúncia de Jânio Quadros, um movimento golpista tentou impedir a posse do vice-presidente eleito, João Goulart. A campanha legalista, que tinha como um de seus principais líderes o gaúcho Leonel Brizola, impediu a manobra e o impasse foi resolvido com a mudança no sistema de governo: o país passou do presidencialismo para o parlamentarismo – decisão revertida em 1963 por meio de um plebiscito.

Na ocasião, o país vivia grande crise econômica, com uma dívida externa monstruosa, inflação alta e desabastecimento. A proposta do presidente Jango para resolver a situação foi a adoção das chamadas reformas de base – sendo a mais polêmica de todas a agrária. Bastante progressistas para a época, as reformas visavam à maior participação popular no governo e a uma distribuição mais justa das riquezas do país – e abordavam problemas que o Brasil ainda tenta solucionar hoje, 50 anos depois.

A historiadora Keila Grinberg discute a origem da concentração de terra no país, buscando entender as bases dos conflitos fundiários atuais ainda na política colonial de concessão de terras: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/a-origem-da-concentracao-de-terra/

Publicado em 2004 na Ciência Hoje, artigo debate a necessária reforma política no país: http://cienciahoje.uol.com.br/banco-de-imagens/lg/protected/ch/210/reforma.pdf/

O contexto da Guerra Fria, no entanto, radicalizou os ânimos em relação às reformas – que não eram comunistas (o próprio Goulart era fazendeiro), mas foram recebidas com horror por muitos setores da sociedade. Assim, aglutinaram-se os interesses da classe média conservadora, do grande empresariado, dos altos círculos militares e da Igreja Católica, por exemplo, num movimento golpista, com o apoio norte-americano – o populismo trabalhista de nossa segunda República se tornara, aparentemente, popular demais e era preciso impedir a ‘ameaça vermelha’.  

O antropólogo Luiz Fernando Dias Duarte trata das intensas e delicadas relações entre a religião e a ordem civil moderna: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/sentidos-do-mundo/religiao-e-ordem-civil/

Com base em documentos secretos recém-revelados, documentário mostra a participação ativa dos Estados Unidos na instauração da ditadura militar no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2014/04/ditadura-orquestrada

Era um período de muitas greves gerais, e Jango recebia grande apoio dos trabalhadores e até dos militares de baixa patente. Num grande comício das reformas de base, que reuniu mais de 150 mil pessoas na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 13 de março de 1964, o presidente reforçou sua intenção de realizar a reforma agrária e de convocar uma nova constituinte. O episódio foi o estopim do golpe: a agitação social subsequente levou à organização das marchas das famílias com Deus e pela liberdade, em São Paulo e no Rio de Janeiro, que deram ‘legitimidade’ ao golpe que as seguiu.

Em 31 de março de 1964, tropas mineiras se dirigiram ao Rio de Janeiro para destituir o presidente. Jango deixou o poder sem resistência, evitando uma guerra civil que colocaria em risco até a integridade do território brasileiro. Organizações importantes como a Ordem dos Advogados do Brasil e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, que anos depois se voltariam contra os abusos da ditadura, apoiaram oficialmente o golpe, assim como praticamente toda a grande imprensa.

Nos anos seguintes, o país viveria um gradativo endurecimento da ditadura, até a implementação do AI-5 em 1968. O ‘fantasma comunista’ serviu de justificativa para perseguições, prisões, desaparecimentos, mortes e exílios por toda a década de 1970. Beneficiado pelo panorama internacional, o país vivenciou um momento de grande crescimento econômico – acompanhado de uma enorme concentração de renda, que aumentou ainda mais a distância entre ricos e pobres.

O que fazem os serviços de inteligência e como é sua atuação no Brasil? Debate sobre o tema pode beneficiar a democracia brasileira: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2009/265/os-servicos-de-inteligencia-no-brasil

Peculiares e complementares, Chico Buarque e Caetano Veloso são vistos há cerca de 40 anos como paralelos da música popular brasileira, da política e da cultura: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/01/duas-vozes-um-so-cotidiano/

Durante o regime militar, três brasileiras usaram o cinema para exaltar a liberdade das mulheres: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/sobrecultura/2013/05/elas-contra-a-ditadura

A crise econômica no fim dos anos 1970, instaurada com a mudança no cenário internacional, levou o regime militar ao colapso e deu força à redemocratização. A primeira eleição presidencial da nova República, no entanto, teve um gosto agridoce: as reivindicações populares acabaram derrotadas e o processo acabou realizado de forma indireta – uma mostra de que, se por um lado as vias democráticas estavam de novo abertas no país, por outro ainda havia (e há) muito o que mudar no Brasil. 

Confira mais sobre o golpe, seus antecedentes, a ditadura e a redemocratização em diversos especiais que relembram esse conturbado período da história do país:

EBC: http://www.ebc.com.br/50anosdogolpe
TV Folha: https://www.youtube.com/watch?v=lVyybJkuyKw
G1: http://g1.globo.com/politica/50-anos-do-golpe-militar/linha-do-tempo-33-dias-do-golpe/platb/
Folha de São Paulo: http://arte.folha.uol.com.br/treinamento/2014/01/05/50-anos-golpe-64/
O Dia: http://especiais.odia.ig.com.br/noticias/50-anos-do-golpe/
O Estado de São Paulo: http://www.estadao.com.br/tudo-sobre/1964

No aniversário de 20 anos da Constituição de 1988, o cientista político Renato Lessa analisou o legado do mais longevo documento do processo de democratização brasileiro:
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2008/253/a-constituicao-faz-20-anos/

Mesmo quase 30 anos depois do fim da ditadura, muitas questões ainda permanecem em aberto. O nascimento de muitas comissões da verdade, que buscam investigar os vários desaparecimentos e crimes políticos realizados naquela época e simplesmente enterrados pela Lei da Anistia, são uma boa prova disso. Motivada pelas manifestações favoráveis e contrárias à investigação de crimes da ditadura, a historiadora Keila Grinberg comenta o apoio social – ainda que pequeno – a esse regime e às suas práticas: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/sobre-a-ditadura-e-a-sociedade/

O cientista político Renato Lessa trata da implantação da Comissão da Verdade no Brasil e ressalta que a investigação de torturas e assassinatos praticados no governo militar pode revelar dados históricos cruciais para o entendimento do que somos como nação: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/293/sobre-a-verdade/

Estudo compara ações de governos sul-americanos para retratar vítimas das ditaduras militares: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/ciencia-politica/reparacao-incompleta

Militante e único índio reconhecido internacionalmente como exilado político, Tiuré Nascimento fala sobre a opressão nas aldeias durante a ditadura militar: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/sobrecultura/2013/07/nada-mudou

Pesquisadores discutem a história da física na América Latina e lembram os anos difíceis da ditadura e os cientistas perseguidos: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2018desaparecidos2019-na-ditadura/

Pesquisa analisa a censura prévia aplicada ao teatro em São Paulo no período anterior ao AI-5: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/09/repressao-popular

Confira a galeria completa da seção ‘Foto da semana’.

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mar. 31

Tintas do tempo
Muitas fotografias e pinturas são como portais no tempo, que nos permitem acessar um passado preservado naquele instante. Mas poucas vezes vemos algo tão literal quanto o trabalho do britânico Halley Docherty, que sobrepôs pinturas famosas sobre imagens obtidas no Google Street View, criando verdadeiras fendas temporais, janelas por onde é possível vislumbrar o passado em meio à modernidade. 
Ele costuma postar as montagens sob a alcunha de shystone na rede social Reddit e foi descoberto pelo jornal ‘The Guardian’, ganhando fama na internet. Nas imagens vemos registros de Londres e de muitas outras cidades do mundo, como Veneza, Jerusalém e Tóquio.  

O rio Tâmisa com a Catedral de São Paulo, com original de Canaletto (1746).

O comércio e os peregrinos na entrada de um templo em Jerusalém. Pintura original de Gustav Bauernfeind (1886). 


Tradição e modernidade nas fotos combinadas de Tóquio. Obras originais de Utagawa Hiroshige (1856 e 1858, respectivamente). 


O Covent Garden Market, famosa área de prostituição de Londres na época da pintura original de Balthazar Nebot (1737). O mercado foi inaugurado posteriormente. 

A praça de São Marcos e o Grande canal na Sereníssima Veneza: simbiose entre passado e no presente. Pinturas originais de Francesco Guardi (1760-65) e Canaletto (1740). 

A moda no coração de Paris, ontem e hoje. Original de Jean Béraud (1889).
Mais uma ótima iniciativa que ajuda a resgatar o passado e mostrar como as paisagens urbanas foram alteradas nesses últimos dois séculos.
Fica a ideia para próprio Docherty ou para qualquer outro artista habilidoso na manipulação de foto: por que não propor o mesmo com as cidades do Brasil? Seria interessante observar o crescimento de cidades como São Paulo e acompanhar a realeza em meio ao caos no trânsito do Rio de Janeiro. 
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Tintas do tempo

Muitas fotografias e pinturas são como portais no tempo, que nos permitem acessar um passado preservado naquele instante. Mas poucas vezes vemos algo tão literal quanto o trabalho do britânico Halley Docherty, que sobrepôs pinturas famosas sobre imagens obtidas no Google Street View, criando verdadeiras fendas temporais, janelas por onde é possível vislumbrar o passado em meio à modernidade. 

Ele costuma postar as montagens sob a alcunha de shystone na rede social Reddit e foi descoberto pelo jornal ‘The Guardian, ganhando fama na internet. Nas imagens vemos registros de Londres e de muitas outras cidades do mundo, como Veneza, Jerusalém e Tóquio.  

O rio Tâmisa com a Catedral de São Paulo, com original de Canaletto (1746).

O comércio e os peregrinos na entrada de um templo em Jerusalém. Pintura original de Gustav Bauernfeind (1886). 

Tradição e modernidade nas fotos combinadas de Tóquio. Obras originais de Utagawa Hiroshige (1856 e 1858, respectivamente). 

O Covent Garden Market, famosa área de prostituição de Londres na época da pintura original de Balthazar Nebot (1737). O mercado foi inaugurado posteriormente. 

A praça de São Marcos e o Grande canal na Sereníssima Veneza: simbiose entre passado e no presente. Pinturas originais de Francesco Guardi (1760-65) e Canaletto (1740). 

A moda no coração de Paris, ontem e hoje. Original de Jean Béraud (1889).

Mais uma ótima iniciativa que ajuda a resgatar o passado e mostrar como as paisagens urbanas foram alteradas nesses últimos dois séculos.

Fica a ideia para próprio Docherty ou para qualquer outro artista habilidoso na manipulação de foto: por que não propor o mesmo com as cidades do Brasil? Seria interessante observar o crescimento de cidades como São Paulo e acompanhar a realeza em meio ao caos no trânsito do Rio de Janeiro. 

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mar. 28

Foto da semana: ‘Babilônia 3000 a.C.’
Uma cidade que saiu das lendas para entrar na história. Em 26 de março de 1899 começaram, próximo à região de Al Hillah, no atual Iraque, as escavações das ruínas da bíblica e lendária Babilônia, comandadas pelo arqueólogo alemão Robert Koldewey. Ao longo das duas décadas seguintes, a cidade foi aos poucos sendo revelada: seus palácios, sua grande via cerimonial, ruínas do que podem ter sido dois monumentos perdidos do mundo Antigo, seus famosos jardins suspensos e a caótica torre de Babel.
Uma das maiores fortificações urbanas da Antiguidade, a Babilônia foi uma cidade-Estado fundada no terceiro milênio a.C. Erguida às margens do rio Eufrates, situava-se no coração da Mesopotâmia, cerca de 80 km ao sul da moderna Bagdá, região que viu nascer e perecer diversos povos e impérios. A influência e o poder da cidade variaram muito ao longo dos milênios: sob o reinado de Hamurabi, por volta de 1.700 a.C, foi criado o primeiro código de leis de que se tem notícia, o código de Hamurabi – aquele mesmo da conhecida expressão ‘olho por olho, dente por dente’.

Cerca de mil anos depois, em outro período de crescimento imperialista, destaca-se a figura do rei Nabucodonosor II, o responsável pela construção dos famosos jardins suspensos, uma das ‘maravilhas’ do mundo Antigo. Segundo relatos um tanto vagos de historiadores do passado, a construção era formada por terraços construídos em andares e adornados com jardins botânicos que continham árvores, esculturas e cascatas. Eles dariam acesso direto ao palácio real e foram erguidos para satisfazer as vontades da esposa preferida de Nabucodonosor, saudosa dos campos e florestas de sua terra natal.
Leia mais sobre os jardins suspensos e sobre as outras maravilhas do mundo antigo:http://pessoas.hsw.uol.com.br/sete-maravilhas-do-mundo-antigo2.htmhttp://www.hsw.uol.com.br/framed.htm?parent=sete-maravilhas-do-mundo-antigo.htm&url=http://www.smithsonianmag.com/travel/sevenwonders.html
Entre as principais ruínas descobertas por Robert Koldewey estava uma que ele acreditava ser dos famosos jardins de Nabucodonosor. Porém, as evidências citadas pelo arqueólogo até hoje não convenceram os estudiosos e a busca pelo local exato da suntuosa e mítica maravilha continua.

Em dezembro de 2013, outro grupo alegou ter encontrado os restos dos jardins suspensos, numa área centenas de quilômetros ao norte da antiga cidade da Babilônia: http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisadora-diz-ter-localizado-jardins-suspensos-da-babilonia,3b7ad0da51a82410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html 
Os jardins não teriam sido a única vista notável na Babilônia, uma cidade repleta de palácios reluzentes, mas com certeza foi um dos maiores prodígios de sua engenharia – mesmo às margens do Eufrates, levar a água do rio até os platôs não deve ter sido tarefa fácil. Além da engenharia e do direito, os babilônicos foram um povo avançado em áreas como a astronomia e a agricultura. Muito dessa rica cultura foi preservado em tábuas de barro cozido com a típica escrita cuneiforme.
Na Babilônia também foi elaborado o primeiro mapa-múndi de que se tem notícia: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/277/o-primeiro-mapa-mundi/

Entenda mais sobre a relação da astronomia com as civilizações da Mesopotâmia: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2009/266/qual-foi-a-primeira-civilizacao-que-se-dedicou-ao-estudo-do-sistema-solar 
Leia sobre a importância do desenvolvimento da escrita para o avanço do conhecimento: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/escrita-e-tecnologia 
Outra construção importante da Babilônia é o Etemenanki, ruína de uma grande torre construída no século 7 a.C pelo rei Nabopolassar e considerada por alguns a verdadeira Torre de Babel da mitologia. 
Leia mais sobre a relação entre Etemenanki e a Torre de Babel:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/17601-para-pesquisador-inscricao-e-projeto-da-torre-de-babel.shtml

Leia mais sobre três outras grandes conquistas arqueológicas – as descobertas da tumba do faraó egípcio Tutancâmon, da pedra de Roseta e da cidade inca de Machu Pitchu: http://cienciahoje.tumblr.com/post/77411750852/  | http://on.fb.me/1h6uqcd | http://on.fb.me/14ZUQGs

Para algumas tradições religiosas, a cidade da Babilônia se tornou símbolo do excesso e do poder libertino – a Bíblia, por exemplo, possui diversas referências à cidade, literais e alegóricas. Por essa concepção, seus jardins suspensos e a Torre de Babel seriam grandes símbolos da arrogância e da luxúria da cidade.
Na década de 1980, Saddam Hussein, ao assumir o poder no Iraque, mandou ‘reformar’ o palácio dos reis babilônicos e inscrever nos novos tijolos a frase: ‘Época de Saddam Hussein, protetor do Iraque, que reconstruiu a civilização e reconstruiu a Babilônia’. A iniciativa foi muito criticada por comprometer as ruínas.


As guerras no Oriente Médio também ameaçam essa riqueza milenar: a recente invasão do Iraque danificou muitos sítios e somente no começo desta década foi dado início a um projeto de preservação e restauração dos mesmos, além da realização de novas escavações.
Leia mais sobre o tema: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,a-nova-morte-de-babilonia,412855,0.htmhttp://www.vice.com/pt_br/read/no-palacio-de-saddam  http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2003/04/20/iraque-quer-apagar-a-memoria-da-quotbabiloniaquot-de-saddam.jhtm
Confira no sobreCultura uma conversa com o engenheiro-urbanista Carlos Fernando Delphim, que fala sobre jardins, cultura e história: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/293/fragmentos-do-paraiso  
Pesquisa sugere que febre do Nilo Ocidental teria sido responsável pela misteriosa morte do conquistador grego Alexandre, o Grande, que também ocorreu na Babilônia: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/historia/o-inimigo-invisivel-de-alexandre-o-grande/
Na CH On-line: Arqueólogos podem ter encontrado o Portão de Plutão, uma porta para o ‘mundo inferior’, descrita em históricos textos gregos e romanos: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/04/o-portao-de-plutao
Confira a galeria completa da seção ‘Foto da semana’.
Leia mais novidades sobre arqueologia na página da Ciência Hoje On-line. 

Foto da semana: ‘Babilônia 3000 a.C.’

Uma cidade que saiu das lendas para entrar na história. Em 26 de março de 1899 começaram, próximo à região de Al Hillah, no atual Iraque, as escavações das ruínas da bíblica e lendária Babilônia, comandadas pelo arqueólogo alemão Robert Koldewey. Ao longo das duas décadas seguintes, a cidade foi aos poucos sendo revelada: seus palácios, sua grande via cerimonial, ruínas do que podem ter sido dois monumentos perdidos do mundo Antigo, seus famosos jardins suspensos e a caótica torre de Babel.

Uma das maiores fortificações urbanas da Antiguidade, a Babilônia foi uma cidade-Estado fundada no terceiro milênio a.C. Erguida às margens do rio Eufrates, situava-se no coração da Mesopotâmia, cerca de 80 km ao sul da moderna Bagdá, região que viu nascer e perecer diversos povos e impérios. A influência e o poder da cidade variaram muito ao longo dos milênios: sob o reinado de Hamurabi, por volta de 1.700 a.C, foi criado o primeiro código de leis de que se tem notícia, o código de Hamurabi – aquele mesmo da conhecida expressão ‘olho por olho, dente por dente’.

Cerca de mil anos depois, em outro período de crescimento imperialista, destaca-se a figura do rei Nabucodonosor II, o responsável pela construção dos famosos jardins suspensos, uma das ‘maravilhas’ do mundo Antigo. Segundo relatos um tanto vagos de historiadores do passado, a construção era formada por terraços construídos em andares e adornados com jardins botânicos que continham árvores, esculturas e cascatas. Eles dariam acesso direto ao palácio real e foram erguidos para satisfazer as vontades da esposa preferida de Nabucodonosor, saudosa dos campos e florestas de sua terra natal.

Leia mais sobre os jardins suspensos e sobre as outras maravilhas do mundo antigo:
http://pessoas.hsw.uol.com.br/sete-maravilhas-do-mundo-antigo2.htm
http://www.hsw.uol.com.br/framed.htm?parent=sete-maravilhas-do-mundo-antigo.htm&url=http://www.smithsonianmag.com/travel/sevenwonders.html

Entre as principais ruínas descobertas por Robert Koldewey estava uma que ele acreditava ser dos famosos jardins de Nabucodonosor. Porém, as evidências citadas pelo arqueólogo até hoje não convenceram os estudiosos e a busca pelo local exato da suntuosa e mítica maravilha continua.

Em dezembro de 2013, outro grupo alegou ter encontrado os restos dos jardins suspensos, numa área centenas de quilômetros ao norte da antiga cidade da Babilônia: http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisadora-diz-ter-localizado-jardins-suspensos-da-babilonia,3b7ad0da51a82410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html 

Os jardins não teriam sido a única vista notável na Babilônia, uma cidade repleta de palácios reluzentes, mas com certeza foi um dos maiores prodígios de sua engenharia – mesmo às margens do Eufrates, levar a água do rio até os platôs não deve ter sido tarefa fácil. Além da engenharia e do direito, os babilônicos foram um povo avançado em áreas como a astronomia e a agricultura. Muito dessa rica cultura foi preservado em tábuas de barro cozido com a típica escrita cuneiforme.

Na Babilônia também foi elaborado o primeiro mapa-múndi de que se tem notícia: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/277/o-primeiro-mapa-mundi/

Entenda mais sobre a relação da astronomia com as civilizações da Mesopotâmia: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2009/266/qual-foi-a-primeira-civilizacao-que-se-dedicou-ao-estudo-do-sistema-solar 

Leia sobre a importância do desenvolvimento da escrita para o avanço do conhecimento: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/escrita-e-tecnologia 

Outra construção importante da Babilônia é o Etemenanki, ruína de uma grande torre construída no século 7 a.C pelo rei Nabopolassar e considerada por alguns a verdadeira Torre de Babel da mitologia. 

Leia mais sobre a relação entre Etemenanki e a Torre de Babel:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/17601-para-pesquisador-inscricao-e-projeto-da-torre-de-babel.shtml

Leia mais sobre três outras grandes conquistas arqueológicas – as descobertas da tumba do faraó egípcio Tutancâmon, da pedra de Roseta e da cidade inca de Machu Pitchu: http://cienciahoje.tumblr.com/post/77411750852/  | http://on.fb.me/1h6uqcd | http://on.fb.me/14ZUQGs

Para algumas tradições religiosas, a cidade da Babilônia se tornou símbolo do excesso e do poder libertino – a Bíblia, por exemplo, possui diversas referências à cidade, literais e alegóricas. Por essa concepção, seus jardins suspensos e a Torre de Babel seriam grandes símbolos da arrogância e da luxúria da cidade.

Na década de 1980, Saddam Hussein, ao assumir o poder no Iraque, mandou ‘reformar’ o palácio dos reis babilônicos e inscrever nos novos tijolos a frase: ‘Época de Saddam Hussein, protetor do Iraque, que reconstruiu a civilização e reconstruiu a Babilônia’. A iniciativa foi muito criticada por comprometer as ruínas.

As guerras no Oriente Médio também ameaçam essa riqueza milenar: a recente invasão do Iraque danificou muitos sítios e somente no começo desta década foi dado início a um projeto de preservação e restauração dos mesmos, além da realização de novas escavações.

Leia mais sobre o tema: 
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,a-nova-morte-de-babilonia,412855,0.htm
http://www.vice.com/pt_br/read/no-palacio-de-saddam  
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2003/04/20/iraque-quer-apagar-a-memoria-da-quotbabiloniaquot-de-saddam.jhtm

Confira no sobreCultura uma conversa com o engenheiro-urbanista Carlos Fernando Delphim, que fala sobre jardins, cultura e história: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/293/fragmentos-do-paraiso  

Pesquisa sugere que febre do Nilo Ocidental teria sido responsável pela misteriosa morte do conquistador grego Alexandre, o Grande, que também ocorreu na Babilônia: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/historia/o-inimigo-invisivel-de-alexandre-o-grande/

Na CH On-line: Arqueólogos podem ter encontrado o Portão de Plutão, uma porta para o ‘mundo inferior’, descrita em históricos textos gregos e romanos: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/04/o-portao-de-plutao

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mar. 26

Guarda-sol espacial
Aqui na Terra os paparazzi abusam das estratégias mais inusitadas para conseguir clicks das ‘estrelas’. No espaço, o esforço dos astrônomos interessados em conseguir registros claros de novos mundos extrassolares é o inverso: como ‘apagar’ a luz das estrelas orbitadas por esses planetas e cuja luminosidade muito intensa impede que consigamos observá-los?
Uma das tecnologias futuristas projetadas pelos engenheiros da agência espacial norte-americana, a Nasa, com essa finalidade é esse verdadeiro guarda-sol espacial: o projeto Starshade.

O grande problema para obter uma imagem de um exoplaneta é que sua tênue luz é impossível de ser captada por causa da influência da estrela (ou das estrelas) que orbita, bilhões de vezes mais luminosa. O Starshade funciona como um anteparo que pode ser interposto entre a estrela e o telescópio espacial, impedindo que ele seja ‘ofuscado’ e permitindo uma visualização de forma inédita de exoplanetas – com imagens desses mundos misteriosos, será mais fácil descobrir se eles poderiam ou não abrigar vida.    
O chamativo formato de ‘flor’ não é aleatório: foi escolhido justamente por provocar menos curvatura nos raios de luz, gerando uma sombra mais escura – fundamental para evitar a luz da estrela e permitir melhores fotos.     

O Starshade poderá operar até com telescópios já existentes e vai possuir propulsores que permitirão seu movimento ao redor do telescópio, para bloquear a luz de diferentes estrelas, dependendo do objetivo da observação. 
São muitos os desafios de engenharia dessa tecnologia: como posicionar com precisão o ‘escudo’ no espaço? Como fazer com que suas pétalas se abram com precisão milimétrica? O sistema está em testes de laboratório, em escala reduzida, para o exame desses mecanismos. Já estão ansiosos pelas belas imagens de novos mundos que poderemos apreciar dentro de alguns anos?
Via Sloid. Leia sobre outro lançamento que promete ser uma máquina de descobertas espaciais.  
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Guarda-sol espacial

Aqui na Terra os paparazzi abusam das estratégias mais inusitadas para conseguir clicks das ‘estrelas’. No espaço, o esforço dos astrônomos interessados em conseguir registros claros de novos mundos extrassolares é o inverso: como ‘apagar’ a luz das estrelas orbitadas por esses planetas e cuja luminosidade muito intensa impede que consigamos observá-los?

Uma das tecnologias futuristas projetadas pelos engenheiros da agência espacial norte-americana, a Nasa, com essa finalidade é esse verdadeiro guarda-sol espacial: o projeto Starshade.

O grande problema para obter uma imagem de um exoplaneta é que sua tênue luz é impossível de ser captada por causa da influência da estrela (ou das estrelas) que orbita, bilhões de vezes mais luminosa. O Starshade funciona como um anteparo que pode ser interposto entre a estrela e o telescópio espacial, impedindo que ele seja ‘ofuscado’ e permitindo uma visualização de forma inédita de exoplanetas  com imagens desses mundos misteriosos, será mais fácil descobrir se eles poderiam ou não abrigar vida.    

O chamativo formato de ‘flor’ não é aleatório: foi escolhido justamente por provocar menos curvatura nos raios de luz, gerando uma sombra mais escura  fundamental para evitar a luz da estrela e permitir melhores fotos.     

O Starshade poderá operar até com telescópios já existentes e vai possuir propulsores que permitirão seu movimento ao redor do telescópio, para bloquear a luz de diferentes estrelas, dependendo do objetivo da observação. 

São muitos os desafios de engenharia dessa tecnologia: como posicionar com precisão o ‘escudo’ no espaço? Como fazer com que suas pétalas se abram com precisão milimétrica? O sistema está em testes de laboratório, em escala reduzida, para o exame desses mecanismos. Já estão ansiosos pelas belas imagens de novos mundos que poderemos apreciar dentro de alguns anos?

Via Sloid. Leia sobre outro lançamento que promete ser uma máquina de descobertas espaciais.  

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mar. 25

Estampas centenárias
Que personalidades nascidas em 1914 deixaram seu nome na história? A ideia dessa interessante homenagem foi proposta pelo Royal Mail, serviço de correios do Reino Unido, que transformou personagens britânicos famosos em selos comemorativos. Na lista, estão o ator Sir Alec Guinness, o poeta Dylan Thomas e até um cientista – o pesquisador de origem austríaca Max Perutz, que recebeu o prêmio Nobel de química em 1962. 

Entre os outros rostos que aparecem nas estampas estão um apresentador de rádio, um jogador de futebol e um agente secreto! A lista conta com três mulheres: Noorunissa Inayat Khan, heroína da Segunda Guerra Mundial, a diretora teatral Joan Littlewood e a economista e escritora Barbara Ward, que ajudou a inspirar a formação da União Europeia e foi pioneira na luta pelas questões ambientais.

Se fosse feito no Brasil, quais personalidades de nossa cultura, ciência e arte poderiam ser destacadas? 
Via Creative View e Design week. 
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Estampas centenárias

Que personalidades nascidas em 1914 deixaram seu nome na história? A ideia dessa interessante homenagem foi proposta pelo Royal Mail, serviço de correios do Reino Unido, que transformou personagens britânicos famosos em selos comemorativos. Na lista, estão o ator Sir Alec Guinness, o poeta Dylan Thomas e até um cientista  o pesquisador de origem austríaca Max Perutz, que recebeu o prêmio Nobel de química em 1962. 

Entre os outros rostos que aparecem nas estampas estão um apresentador de rádio, um jogador de futebol e um agente secreto! A lista conta com três mulheres: Noorunissa Inayat Khan, heroína da Segunda Guerra Mundial, a diretora teatral Joan Littlewood e a economista e escritora Barbara Ward, que ajudou a inspirar a formação da União Europeia e foi pioneira na luta pelas questões ambientais.

Se fosse feito no Brasil, quais personalidades de nossa cultura, ciência e arte poderiam ser destacadas? 

Via Creative View e Design week. 

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mar. 21

Anatomia minuciosa
Pintura? Entalhe em madeira? Massinha? Nada disso. Essas belas imagens anatômicas foram feitas com a técnica japonesa conhecida como filigrana ou quilling, que usa pequenos pedaços de papel cortados em tirinhas e enrolados manualmente.


Para fazer as obras de arte, a artista norte-americana Lisa Nilsson, formada em artes e em técnica de assistência médica, usou como base fotos reais de peças anatômicas. Nilsson cobriu as imagens com as pecinhas de papel cuidadosamente enroladas com a ajuda de agulhas e alfinetes. Um trabalho que leva semanas. 
 
Em entrevista ao site de arte ArtSake, a artista conta que teve a inspiração para o trabalho depois de ver um crucifixo de quilling feito por monges.


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Anatomia minuciosa

Pintura? Entalhe em madeira? Massinha? Nada disso. Essas belas imagens anatômicas foram feitas com a técnica japonesa conhecida como filigrana ou quilling, que usa pequenos pedaços de papel cortados em tirinhas e enrolados manualmente.

Para fazer as obras de arte, a artista norte-americana Lisa Nilsson, formada em artes e em técnica de assistência médica, usou como base fotos reais de peças anatômicas. Nilsson cobriu as imagens com as pecinhas de papel cuidadosamente enroladas com a ajuda de agulhas e alfinetes. Um trabalho que leva semanas. 

 

Em entrevista ao site de arte ArtSakea artista conta que teve a inspiração para o trabalho depois de ver um crucifixo de quilling feito por monges.

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mar. 18

Imagem da semana: ‘Guerra laser’
O século 20 foi repleto de pequenas e grandes revoluções em muitos campos da ciência que mudaram por completo o mundo. Uma delas foi a criação do aparelho de laser, que, em março de 1960, teve sua primeira patente registrada nos Estados Unidos, pelos pesquisadores norte-americanos Charles Townes e Arthur Schawlow. No mesmo ano, pouco depois, Theodore Maiman construiu o primeiro modelo funcional do equipamento. 
O laser (light amplification by stimulated emission of radiation) é um dispositivo utilizado na amplificação e geração de feixes de luz com características específicas:  com comprimento de onda específico (monocromáticos), com todas as ondas dos fótons em fase (coerentes) e propagando-se praticamente em paralelo. A história de sua invenção remonta ao início da década de 1950, quando Jim Gordon e Charles Townes, nos Estados Unidos, e Nicolay Basov e Alexsandr Prokhorov, na Rússia, trabalhando separadamente, inventaram o maser (sistema análogo ao laser, mas que operava apenas com micro-ondas) – estudos que valeram aos três últimos um Prêmio Nobel em 1964. 
Logo começou a busca por um maser ótico, isto é, um dispositivo que emitisse esses feixes na região da luz visível. Townes, agora trabalhando com Schawlow, publicou suas pesquisas com o laser em 1958 e teve a patente de seu invento aceita em 1960, mas não sem boa dose de polêmica. Outros físicos trabalhavam na mesma área, e um deles, o norte-americano Gordon Gould– responsável por batizar a invenção de ‘laser’ – reivindicou a patente para si, dando início a uma guerra judicial de 30 anos, que envolveu diversas patentes de dispositivos (muitas vencidas por Gould).  

As ideias de Townes e Schawlow decretaram uma corrida entre diversos laboratórios do mundo para a criação do primeiro laser funcional – vencida pelo também norte-americano Theodore Maiman, em 1960, com a criação de um invento simples que em poucas semanas pôde ser duplicado em diversos institutos de pesquisa do mundo.
Em artigo da revista Ciência Hoje, uma visão da história do laser e de como o invento impactou nossa sociedade contemporânea: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2005/222/pdf_aberto/laser.pdf   
Também na revista Ciência Hoje, a seção ‘Memória’ recorda os 50 anos do laser: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/269/pdf_aberto/memoria269.pdf 
Vale destacar que as bases teóricas do laser foram lançadas bem antes, no início do século, por ninguém menos que o físico Albert Einstein. Ele descreveu a chamada emissão estimulada, ou seja, a utilização de luz (fótons) para estimular átomos a emitir mais fótons – ao passar de um estado de alta energia para um de baixa, sob condições específicas –, todos com a mesma frequência, fase, polarização e direção de propagação. 
As digitais de Einstein em nosso cotidiano, tecnologias derivadas das teorias propostas pelo físico alemão, são apresentadas por colunista da CH On-line: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/as-digitais-de-einstein-em-nosso-cotidiano/

Nessas pouco mais de cinco décadas de existência, o laser se espalhou por todo canto – está nos laboratórios, na indústria, no comércio e em nossas casas. Suas aplicações estão em muitos campos da ciência e da tecnologia: vão desde leitores de códigos de barras, reprodução de dados, transmissão de informação por fibra ótica e fabricação de relógios de alta precisão até seu uso na medicina e na astronomia.
Colunista aborda o laser de raios X, inovação com aplicações surpreendentes: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/ligue-o-laser-o-filme-vai-comecar/
Laser de alta precisão combate cáries: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/04/alta-precisao-contra-caries/
Na estética: a depilação a laser pode prejudicar a saúde humana? http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/268/a-depilacao-a-laser-pode-prejudicar-a-saude-humana/
Aplicativo para o iPad permite manipular moléculas apenas com toque na tela: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/03/com-laser-nos-dedos/ 
Na ficção, o laser também ganhou destaque e se transformou, inclusive, em armas, sabres de luz e raios mortais destruidores em diversos filmes, livros e quadrinhos. Aliás, esse caráter militar do laser quase saiu da ficção na década de 1980: também em março, em 1983, o presidente norte-americano Ronald Reagan anunciou o programa de defesa estratégica no espaço conhecido como Guerra nas Estrelas.


A ideia era instalar um cinturão de armas laser em volta da Terra para interceptar ataques inimigos. A ideia se mostrou, contudo, mais complicada do que se pensava: as possibilidades técnicas estavam muito aquém das concepções do projeto e – felizmente – o fantasmagórico laser mortal continuou a existir apenas na ficção.
Leia mais sobre o projeto Guerra nas Estrelas: http://www.dw.de/1983-reagan-anuncia-o-programa-de-defesa-guerra-nas-estrelas/a-484692  
A ideia de produzir armas laser, no entanto, continua viva: http://oglobo.globo.com/ciencia/marinha-americana-cria-prototipo-de-arma-laser-8071496 
Leia mais sobre o laser e o maser:http://www.grupoescolar.com/pesquisa/laser-e-maser.html http://inventors.about.com/od/lstartinventions/a/laser.htm 
Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
Leia mais novidades sobre história e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

Imagem da semana: ‘Guerra laser’

O século 20 foi repleto de pequenas e grandes revoluções em muitos campos da ciência que mudaram por completo o mundo. Uma delas foi a criação do aparelho de laser, que, em março de 1960, teve sua primeira patente registrada nos Estados Unidos, pelos pesquisadores norte-americanos Charles Townes e Arthur Schawlow. No mesmo ano, pouco depois, Theodore Maiman construiu o primeiro modelo funcional do equipamento. 

O laser (light amplification by stimulated emission of radiation) é um dispositivo utilizado na amplificação e geração de feixes de luz com características específicas:  com comprimento de onda específico (monocromáticos), com todas as ondas dos fótons em fase (coerentes) e propagando-se praticamente em paralelo. A história de sua invenção remonta ao início da década de 1950, quando Jim Gordon e Charles Townes, nos Estados Unidos, e Nicolay Basov e Alexsandr Prokhorov, na Rússia, trabalhando separadamente, inventaram o maser (sistema análogo ao laser, mas que operava apenas com micro-ondas) – estudos que valeram aos três últimos um Prêmio Nobel em 1964. 

Logo começou a busca por um maser ótico, isto é, um dispositivo que emitisse esses feixes na região da luz visível. Townes, agora trabalhando com Schawlow, publicou suas pesquisas com o laser em 1958 e teve a patente de seu invento aceita em 1960, mas não sem boa dose de polêmica. Outros físicos trabalhavam na mesma área, e um deles, o norte-americano Gordon Gould– responsável por batizar a invenção de ‘laser’ – reivindicou a patente para si, dando início a uma guerra judicial de 30 anos, que envolveu diversas patentes de dispositivos (muitas vencidas por Gould).  

As ideias de Townes e Schawlow decretaram uma corrida entre diversos laboratórios do mundo para a criação do primeiro laser funcional – vencida pelo também norte-americano Theodore Maiman, em 1960, com a criação de um invento simples que em poucas semanas pôde ser duplicado em diversos institutos de pesquisa do mundo.

Em artigo da revista Ciência Hoje, uma visão da história do laser e de como o invento impactou nossa sociedade contemporânea: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2005/222/pdf_aberto/laser.pdf   

Também na revista Ciência Hoje, a seção ‘Memória’ recorda os 50 anos do laser: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/269/pdf_aberto/memoria269.pdf 

Vale destacar que as bases teóricas do laser foram lançadas bem antes, no início do século, por ninguém menos que o físico Albert Einstein. Ele descreveu a chamada emissão estimulada, ou seja, a utilização de luz (fótons) para estimular átomos a emitir mais fótons – ao passar de um estado de alta energia para um de baixa, sob condições específicas –, todos com a mesma frequência, fase, polarização e direção de propagação. 

As digitais de Einstein em nosso cotidiano, tecnologias derivadas das teorias propostas pelo físico alemão, são apresentadas por colunista da CH On-line: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/as-digitais-de-einstein-em-nosso-cotidiano/

Nessas pouco mais de cinco décadas de existência, o laser se espalhou por todo canto – está nos laboratórios, na indústria, no comércio e em nossas casas. Suas aplicações estão em muitos campos da ciência e da tecnologia: vão desde leitores de códigos de barras, reprodução de dados, transmissão de informação por fibra ótica e fabricação de relógios de alta precisão até seu uso na medicina e na astronomia.

Colunista aborda o laser de raios X, inovação com aplicações surpreendentes: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/ligue-o-laser-o-filme-vai-comecar/

Laser de alta precisão combate cáries: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/04/alta-precisao-contra-caries/

Na estética: a depilação a laser pode prejudicar a saúde humana? 
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/268/a-depilacao-a-laser-pode-prejudicar-a-saude-humana/

Aplicativo para o iPad permite manipular moléculas apenas com toque na tela: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/03/com-laser-nos-dedos/ 

Na ficção, o laser também ganhou destaque e se transformou, inclusive, em armas, sabres de luz e raios mortais destruidores em diversos filmes, livros e quadrinhos. Aliás, esse caráter militar do laser quase saiu da ficção na década de 1980: também em março, em 1983, o presidente norte-americano Ronald Reagan anunciou o programa de defesa estratégica no espaço conhecido como Guerra nas Estrelas.

A ideia era instalar um cinturão de armas laser em volta da Terra para interceptar ataques inimigos. A ideia se mostrou, contudo, mais complicada do que se pensava: as possibilidades técnicas estavam muito aquém das concepções do projeto e – felizmente – o fantasmagórico laser mortal continuou a existir apenas na ficção.

Leia mais sobre o projeto Guerra nas Estrelas: http://www.dw.de/1983-reagan-anuncia-o-programa-de-defesa-guerra-nas-estrelas/a-484692  

A ideia de produzir armas laser, no entanto, continua viva: http://oglobo.globo.com/ciencia/marinha-americana-cria-prototipo-de-arma-laser-8071496 

Leia mais sobre o laser e o maser:
http://www.grupoescolar.com/pesquisa/laser-e-maser.html 
http://inventors.about.com/od/lstartinventions/a/laser.htm 

Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.

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