Ciência Hoje no Tumblr

set. 18

Imagem da semana: ‘Grandes navegações’
Atravessar um oceano, sozinho, num barco a remo. Alguém seria louco – ou corajoso e inventivo – o suficiente para isso? Pois o brasileiro Amyr Klink foi. Há exatos 30 anos, em 18 de setembro de 1984, o navegador chegou a Salvador, na Bahia, depois de percorrer as três mil milhas que separam a cidade da costa africana a bordo do I.A.T., barco a remo que ele mesmo construiu. Foi a primeira das grandes viagens que chamaram a atenção do mundo e transformaram esse economista em um dos maiores navegadores modernos. 

Em sua jornada inaugural, Klink saiu de Luderitz, na Namíbia, em 12 de junho de 1984. Eram muitos os desafios e os detalhes que precisavam ser cuidadosamente preparados. Por exemplo, calcular exatamente quantos gramas de comida seriam necessários, quais os utensílios indispensáveis para cozinhar e os instrumentos para navegar, entre muitos outros pontos. 
O I.A.T. foi projetado especialmente para o desafio: como seria impossível terminar a viagem sem que o barco acabasse virado de ponta-cabeça por alguma grande onda, ele foi desenvolvido para capotar sem problemas, ou seja, para virar e desvirar sozinho. Problemas como os ataques de tubarões e o crescimento de molusco no casco também ameaçaram decretar o fim precoce da aventura. O feito, registrado por Klink no livro Cem dias entre céu e mar, até hoje não foi repetido por ninguém. 

Esse foi apenas o começo. O brasileiro participou de uma expedição nacional à Antártica em 1986, e partiu em nova aventura solo em 1989, rumo aos extremos do mundo e a bordo de um veleiro também construído por ele, o Paratii. Na viagem, retornou ao continente gelado, onde permaneceu por cerca de um ano (sendo sete meses preso no gelo da baía de Dorian), e rumou depois para o polo Norte. A partir daí, as visitas à Antártica se tornaram constantes. Por lá, realizou uma de suas viagens solitárias mais perigosas, em 1998. Também a bordo do Paratii, circunavegou o continente pela rota mais difícil, uma expedição de 88 dias retratados em outro livro, Mar Sem Fim.
Ao longo das últimas três décadas, o brasileiro criou canoas, barcos e até grandes veleiros e acumulou mais de 200 mil milhas percorridas em alto-mar. Apesar de não ter qualquer formação em engenharia, seus barcos são reconhecidos pelas inovações e soluções criativas, planejadas para superar os desafios de cada expedição.  

Hoje um veterano dos mares e palestrante de sucesso, Klink tem opiniões fortes sobre temas relacionados à exploração das águas do mundo. Em 30 anos, a aparelhagem de geolocalização e as previsões meteorológicas evoluíram muito, mas ele lamenta o declínio do radioamadorismo, o que teria tornado a navegação mais solitária. Também costuma destacar o impacto das mudanças climáticas, em especial sobre seu destino preferido, a Antártica. Uma coisa, porém, não mudou: a emoção de desbravar os mares! 
Leia uma entrevista do brasileiro à Época Negócios, em que fala sobre suas viagens e discute suas ideias: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2014/09/amyr-klink-detesto-palavra-sucesso-por-mim-queimava-todos-os-livros-de-autoajuda.html 
Em entrevista à Folha de São Paulo, Klink compara a navegação de hoje ao ambiente de três décadas atrás: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2014/09/1508872-ambiente-e-tecnologia-mudaram-os-navegadores-diz-klink-30-anos-apos-cruzar-atlantico-a-remo.shtml 

Linha de quadrinho voltada para adultos mostra o Astronauta, da Turma da Mônica, numa história de solidão e isolamento no espaço, com prefácio de Klink: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/11/uma-odisseia-brasileira-no-espaco/ 
Colunista fala sobre impactos do aquecimento global, que pode gerar mudanças nos ciclones tropicais e resultar em mais secas na região e no derretimento de geleiras na Antártica: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/previsoes-nada-otimistas/   
Pesquisa avalia como as cadeias alimentares dos polos Norte e Sul respondem ao aquecimento global: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/05/polos-aquecidos 
Com projeto arquitetônico definido, nova estação brasileira na Antártica deverá ficar pronta até o começo de 2015: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/04/bola-para-frente 
Incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz pode ser visto como um aprendizado para a reconstrução da base: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/299/antartida-nova-estacao-novos-desafios 

Evento internacional aproxima cientistas que estudam os polos de alunos do ensino fundamental e médio: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/08/conversas-polares 
Artigos publicados na revista Ciência Hoje mostram que lixo acumulado nas praias do litoral e resíduos sólidos gerados por atividades humanas são graves problemas dos ambientes marinhos: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/313/lixo-nos-mares/ e http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/313/o-que-temos-a-ver-com-isso 
Brasil torna-se membro do maior programa internacional de pesquisa no oceano: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/08/a-maioridade-no-mar/ 
Estudo aponta que o estreito de Bering atua como um estabilizador do clima do nosso planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/04/barreira-climatica/ 

Documentário denuncia que descarte do plástico está formando uma sopa tóxica nos oceanos, que ameaça a biodiversidade marinha e a vida humana: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/03/oceanos-de-plastico/ 
Liderado por um brasileiro, levantamento inédito no Atlântico sul procura conhecer diversidade biológica de área ainda não explorada: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/04/navegar-e-preciso/ 
Estudo mapeou o continente ‘escondido’ sob o gelo eterno da Antártica: http://cienciahoje.tumblr.com/53841017938
Relembre outra aventura na Antártica – a conquista do continente gelado pelo norueguês Ronald Amundsen: http://on.fb.me/1r3fRwe
Todas as imagens desse post foram gentilmente cedidas pela página oficial do navegador, AmyrKlink.com.br.
Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
Leia mais novidades sobre Antártica, mudanças climáticas e oceanografia na página da Ciência Hoje On-line

Imagem da semana: ‘Grandes navegações’

Atravessar um oceano, sozinho, num barco a remo. Alguém seria louco – ou corajoso e inventivo – o suficiente para isso? Pois o brasileiro Amyr Klink foi. Há exatos 30 anos, em 18 de setembro de 1984, o navegador chegou a Salvador, na Bahia, depois de percorrer as três mil milhas que separam a cidade da costa africana a bordo do I.A.T., barco a remo que ele mesmo construiu. Foi a primeira das grandes viagens que chamaram a atenção do mundo e transformaram esse economista em um dos maiores navegadores modernos. 

Em sua jornada inaugural, Klink saiu de Luderitz, na Namíbia, em 12 de junho de 1984. Eram muitos os desafios e os detalhes que precisavam ser cuidadosamente preparados. Por exemplo, calcular exatamente quantos gramas de comida seriam necessários, quais os utensílios indispensáveis para cozinhar e os instrumentos para navegar, entre muitos outros pontos. 

O I.A.T. foi projetado especialmente para o desafio: como seria impossível terminar a viagem sem que o barco acabasse virado de ponta-cabeça por alguma grande onda, ele foi desenvolvido para capotar sem problemas, ou seja, para virar e desvirar sozinho. Problemas como os ataques de tubarões e o crescimento de molusco no casco também ameaçaram decretar o fim precoce da aventura. O feito, registrado por Klink no livro Cem dias entre céu e mar, até hoje não foi repetido por ninguém. 

Esse foi apenas o começo. O brasileiro participou de uma expedição nacional à Antártica em 1986, e partiu em nova aventura solo em 1989, rumo aos extremos do mundo e a bordo de um veleiro também construído por ele, o Paratii. Na viagem, retornou ao continente gelado, onde permaneceu por cerca de um ano (sendo sete meses preso no gelo da baía de Dorian), e rumou depois para o polo Norte. A partir daí, as visitas à Antártica se tornaram constantes. Por lá, realizou uma de suas viagens solitárias mais perigosas, em 1998. Também a bordo do Paratii, circunavegou o continente pela rota mais difícil, uma expedição de 88 dias retratados em outro livro, Mar Sem Fim.

Ao longo das últimas três décadas, o brasileiro criou canoas, barcos e até grandes veleiros e acumulou mais de 200 mil milhas percorridas em alto-mar. Apesar de não ter qualquer formação em engenharia, seus barcos são reconhecidos pelas inovações e soluções criativas, planejadas para superar os desafios de cada expedição.  

Hoje um veterano dos mares e palestrante de sucesso, Klink tem opiniões fortes sobre temas relacionados à exploração das águas do mundo. Em 30 anos, a aparelhagem de geolocalização e as previsões meteorológicas evoluíram muito, mas ele lamenta o declínio do radioamadorismo, o que teria tornado a navegação mais solitária. Também costuma destacar o impacto das mudanças climáticas, em especial sobre seu destino preferido, a Antártica. Uma coisa, porém, não mudou: a emoção de desbravar os mares! 

Leia uma entrevista do brasileiro à Época Negócios, em que fala sobre suas viagens e discute suas ideias: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2014/09/amyr-klink-detesto-palavra-sucesso-por-mim-queimava-todos-os-livros-de-autoajuda.html 

Em entrevista à Folha de São Paulo, Klink compara a navegação de hoje ao ambiente de três décadas atrás: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2014/09/1508872-ambiente-e-tecnologia-mudaram-os-navegadores-diz-klink-30-anos-apos-cruzar-atlantico-a-remo.shtml 

Linha de quadrinho voltada para adultos mostra o Astronauta, da Turma da Mônica, numa história de solidão e isolamento no espaço, com prefácio de Klink: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/11/uma-odisseia-brasileira-no-espaco/ 

Colunista fala sobre impactos do aquecimento global, que pode gerar mudanças nos ciclones tropicais e resultar em mais secas na região e no derretimento de geleiras na Antártica: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/previsoes-nada-otimistas/   

Pesquisa avalia como as cadeias alimentares dos polos Norte e Sul respondem ao aquecimento global: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/05/polos-aquecidos 

Com projeto arquitetônico definido, nova estação brasileira na Antártica deverá ficar pronta até o começo de 2015: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/04/bola-para-frente 

Incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz pode ser visto como um aprendizado para a reconstrução da base: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/299/antartida-nova-estacao-novos-desafios 

Evento internacional aproxima cientistas que estudam os polos de alunos do ensino fundamental e médio: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/08/conversas-polares 

Artigos publicados na revista Ciência Hoje mostram que lixo acumulado nas praias do litoral e resíduos sólidos gerados por atividades humanas são graves problemas dos ambientes marinhos: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/313/lixo-nos-mares/ e http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/313/o-que-temos-a-ver-com-isso 

Brasil torna-se membro do maior programa internacional de pesquisa no oceano: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/08/a-maioridade-no-mar/ 

Estudo aponta que o estreito de Bering atua como um estabilizador do clima do nosso planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/04/barreira-climatica/ 

Documentário denuncia que descarte do plástico está formando uma sopa tóxica nos oceanos, que ameaça a biodiversidade marinha e a vida humana: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/03/oceanos-de-plastico/ 

Liderado por um brasileiro, levantamento inédito no Atlântico sul procura conhecer diversidade biológica de área ainda não explorada: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/04/navegar-e-preciso/ 

Estudo mapeou o continente ‘escondido’ sob o gelo eterno da Antártica: http://cienciahoje.tumblr.com/53841017938

Relembre outra aventura na Antártica  a conquista do continente gelado pelo norueguês Ronald Amundsen: http://on.fb.me/1r3fRwe

Todas as imagens desse post foram gentilmente cedidas pela página oficial do navegador, AmyrKlink.com.br.

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Ilustrador de sonhos
Deitados na grama ou na areia da praia em dias ensolarados, observando sem pressa os céus, vemos o balé das nuves, que parecem assumir as formas dos mais diferentes tipos de seres e objetos diante de nossos olhos. Inspirado por essa metamorfose ambulante, o artista argentino Martín Feijoó (Tincho) criou o trabalho ‘Shaping Clouds’, no qual transforma esse exercício imaginativo em arte: fotografando os céus em suas viagens, ilustrou as nuvens com a primeira forma que lhe veio à cabeça ao observá-las. Confira alguns dos resultados mais legais: 

O argentino conta uma simpática fábula de sua infância: quando criança, lhe disseram que as formas das nuvens eram criadas por palhaços celestes para divertir os pequenos. Se faz muito tempo que você não tira uma folga e deixa a imaginação correr solta simplesmente olhando os céus, inspire-se: talvez seja a hora de fazer isso!
Via Laughing Squid.
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Ilustrador de sonhos

Deitados na grama ou na areia da praia em dias ensolarados, observando sem pressa os céus, vemos o balé das nuves, que parecem assumir as formas dos mais diferentes tipos de seres e objetos diante de nossos olhos. Inspirado por essa metamorfose ambulante, o artista argentino Martín Feijoó (Tincho) criou o trabalho ‘Shaping Clouds’, no qual transforma esse exercício imaginativo em arte: fotografando os céus em suas viagens, ilustrou as nuvens com a primeira forma que lhe veio à cabeça ao observá-las. Confira alguns dos resultados mais legais: 

O argentino conta uma simpática fábula de sua infância: quando criança, lhe disseram que as formas das nuvens eram criadas por palhaços celestes para divertir os pequenos. Se faz muito tempo que você não tira uma folga e deixa a imaginação correr solta simplesmente olhando os céus, inspire-se: talvez seja a hora de fazer isso!

Via Laughing Squid.

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set. 17

Tabela ‘faraódica’
Egiptólogos e historiadores de plantão, respondam rápido: quem foi o ducentésimo quinquagésimo sexto faraó egípcio? E quantos faraós teve a décima terceira dinastia? E qual foi o quarto governante da décima oitava? Em meio aos mais de 350 governantes que comandaram o Egito na Antiguidade, responder essas perguntas pode não ser assim tão imediato, mesmo para o maiores conhecedores. Mas uma ideia criativa pode facilitar as coisas: que tal uma ‘tabela periódica’ de faraós? Para se orientar é fácil, cada quadradinho representa uma abreviação do nome do faraó, seu número em contagem direta e a dinastia à qual pertence, assinalada em algarismos romanos e pela cor do quadrado. Confira o trabalho original. 
Leia mais sobre história na página da Ciência Hoje On-line. 

Tabela ‘faraódica’

Egiptólogos e historiadores de plantão, respondam rápido: quem foi o ducentésimo quinquagésimo sexto faraó egípcio? E quantos faraós teve a décima terceira dinastia? E qual foi o quarto governante da décima oitava? Em meio aos mais de 350 governantes que comandaram o Egito na Antiguidade, responder essas perguntas pode não ser assim tão imediato, mesmo para o maiores conhecedores. Mas uma ideia criativa pode facilitar as coisas: que tal uma ‘tabela periódica’ de faraós? Para se orientar é fácil, cada quadradinho representa uma abreviação do nome do faraó, seu número em contagem direta e a dinastia à qual pertence, assinalada em algarismos romanos e pela cor do quadrado. Confira o trabalho original

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set. 16

[video]

set. 12

Imagem da semana: ‘Chernobyl brasileira’
Um dos maiores acidentes radioativos da história aconteceu no Brasil – não com uma usina nuclear, mas com uma simples máquina de radioterapia. Em setembro de 1987, uma cápsula contendo o isótopo radioativo césio-137 utilizado no equipamento foi aberta por catadores de sucata desavisados, o que resultou na contaminação de centenas de pessoas, em mortes e em uma herança sinistra que persiste até os dias de hoje para seus parentes, vizinhos e todo o pessoal que atuou na descontaminação da região. 
O acidente aconteceu quando catadores de sucata invadiram o antigo prédio abandonado do Instituto Goiano de Radiologia. Lá, encontraram um equipamento que tinha em seu interior uma cápsula blindada com o isótopo césio-137. Levado para casa, o receptáculo com o material radioativo foi rompido, revelando um pó azul que emitia um fascinante brilho no escuro. A ‘descoberta’ atraiu a atenção de vizinhos e parentes e alguns chegaram a levar sua própria porção do produto mortal para casa. 

O acidente em si foi descoberto pelas autoridades dias depois. No total, eram apenas 19 gramas de césio, mas foi o suficiente para contaminar diretamente mais de duas centenas de pessoas e produzir 13 toneladas de lixo atômico. O material contaminado foi guardado após o acidente num abrigo isolado.
A família do catador de sucata que ficou com a cápsula e os seus vizinhos, pelo contato mais direto que tiveram com o elemento, apresentaram os sintomas mais graves. Na época da tragédia, quatro pessoas morreram. Hoje, centenas, entre radioacidentados, seus filhos e netos, recebem assistência médica, odontológica e psicossocial, além de uma pensão do governo. Muitas delas sofrem com osteoporose, problemas dentários, de pele e do sistema nervoso causados por mutações genéticas associadas à exposição ao césio (cujos efeitos podem se propagar até a terceira geração após a contaminação). Um ponto polêmico, o possível aumento da incidência de casos de câncer nessa parcela da população, ainda não foi confirmado oficialmente por nenhum estudo, embora seja muito destacado pelas vítimas.

Nesses mais de 25 anos, só foram reconhecidas oficialmente 14 mortes relacionadas diretamente ao acidente em Goiânia. Alguns grupos afetados, como os parentes dos militares que atuaram na descontaminação, sequer foram classificados oficialmente como expostos ao elemento radioativo e ainda lutam por esse reconhecimento e pela atenção governamental.
Alguns meses após o acidente, em 1988, a revista Ciência Hoje publicou um caderno especial que detalhou a ação do césio-137, explicou o processo de descontaminação e monitoramento do local, abordou as possibilidades de armazenamento do lixo radioativo e analisou as causas, responsabilidades e consequências da tragédia. Leia a primeira parte desse material histórico: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/acervo/Autos-de-Goiania.pdf
Mais de duas décadas depois do acidente, o césio ainda faz vítimas em Goiânia, causando osteoporose, doenças de pele e alterações no sistema nervoso: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/04/radiacao-um-problema-tambem-brasileiro

Exposição fotográfica relembra o episódio e homenageia bombeiros, enfermeiras, militares e policiais que ajudaram na descontaminação: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/05/maos-de-cesio-os-trabalhadores-por-tras-da-tragedia/
O episódio de Goiânia aconteceu cerca de um ano depois do famoso acidente de Chernobyl, na União Soviética. Ainda hoje a cidade de Pripryat repousa silenciosa como um fantasma atômico. Confira uma impressionante galeria de imagens: http://cienciahoje.tumblr.com/74856878991  
Professor de química organiza textos sobre a ciência por trás de desastres como o acidente com o césio-137: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/a-quimica-dos-desastres

Desastre japonês aumentou as dúvidas sobre o uso da energia nuclear, mas também serviu para revisão completa dos procedimentos de segurança no mundo: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/05/o-patinho-feio-e-a-aposta-nuclear/
Colunista fala de riscos, incorreções e expectativa que cercaram a tragédia de Fukushima: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/japao-o-impensavel-aconteceu/ 
Especialistas, sociedade civil e agências do governo debatem as perspectivas de diversificação da matriz energética brasileira e os planos de exploração da energia nuclear no país: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/05/uma-carteira-diversificada/

A física nuclear nas artes e na arqueologia: http://cienciahoje.uol.com.br/banco-de-imagens/lg/protected/ch/262/fisica_nuclear262.pdf/
 A energia nuclear e seus usos na sociedade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2005/220/a-energia-nuclear-e-seus-usos-na-sociedade/
Artigo aborda a questão dos rejeitos da energia nuclear: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2001/169/pdf_fechado/USINAS.PDF/
(foto de abertura: Matti Mattila/ Flickr - CC BY-NC-SA 2.0)
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Imagem da semana: ‘Chernobyl brasileira’

Um dos maiores acidentes radioativos da história aconteceu no Brasil – não com uma usina nuclear, mas com uma simples máquina de radioterapia. Em setembro de 1987, uma cápsula contendo o isótopo radioativo césio-137 utilizado no equipamento foi aberta por catadores de sucata desavisados, o que resultou na contaminação de centenas de pessoas, em mortes e em uma herança sinistra que persiste até os dias de hoje para seus parentes, vizinhos e todo o pessoal que atuou na descontaminação da região. 

O acidente aconteceu quando catadores de sucata invadiram o antigo prédio abandonado do Instituto Goiano de Radiologia. Lá, encontraram um equipamento que tinha em seu interior uma cápsula blindada com o isótopo césio-137. Levado para casa, o receptáculo com o material radioativo foi rompido, revelando um pó azul que emitia um fascinante brilho no escuro. A ‘descoberta’ atraiu a atenção de vizinhos e parentes e alguns chegaram a levar sua própria porção do produto mortal para casa. 

O acidente em si foi descoberto pelas autoridades dias depois. No total, eram apenas 19 gramas de césio, mas foi o suficiente para contaminar diretamente mais de duas centenas de pessoas e produzir 13 toneladas de lixo atômico. O material contaminado foi guardado após o acidente num abrigo isolado.

A família do catador de sucata que ficou com a cápsula e os seus vizinhos, pelo contato mais direto que tiveram com o elemento, apresentaram os sintomas mais graves. Na época da tragédia, quatro pessoas morreram. Hoje, centenas, entre radioacidentados, seus filhos e netos, recebem assistência médica, odontológica e psicossocial, além de uma pensão do governo. Muitas delas sofrem com osteoporose, problemas dentários, de pele e do sistema nervoso causados por mutações genéticas associadas à exposição ao césio (cujos efeitos podem se propagar até a terceira geração após a contaminação). Um ponto polêmico, o possível aumento da incidência de casos de câncer nessa parcela da população, ainda não foi confirmado oficialmente por nenhum estudo, embora seja muito destacado pelas vítimas.

Nesses mais de 25 anos, só foram reconhecidas oficialmente 14 mortes relacionadas diretamente ao acidente em Goiânia. Alguns grupos afetados, como os parentes dos militares que atuaram na descontaminação, sequer foram classificados oficialmente como expostos ao elemento radioativo e ainda lutam por esse reconhecimento e pela atenção governamental.

Alguns meses após o acidente, em 1988, a revista Ciência Hoje publicou um caderno especial que detalhou a ação do césio-137, explicou o processo de descontaminação e monitoramento do local, abordou as possibilidades de armazenamento do lixo radioativo e analisou as causas, responsabilidades e consequências da tragédia. Leia a primeira parte desse material histórico: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/acervo/Autos-de-Goiania.pdf

Mais de duas décadas depois do acidente, o césio ainda faz vítimas em Goiânia, causando osteoporose, doenças de pele e alterações no sistema nervoso: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/04/radiacao-um-problema-tambem-brasileiro

Exposição fotográfica relembra o episódio e homenageia bombeiros, enfermeiras, militares e policiais que ajudaram na descontaminação: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/05/maos-de-cesio-os-trabalhadores-por-tras-da-tragedia/

O episódio de Goiânia aconteceu cerca de um ano depois do famoso acidente de Chernobyl, na União Soviética. Ainda hoje a cidade de Pripryat repousa silenciosa como um fantasma atômico. Confira uma impressionante galeria de imagens: http://cienciahoje.tumblr.com/74856878991  

Professor de química organiza textos sobre a ciência por trás de desastres como o acidente com o césio-137: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/a-quimica-dos-desastres

Desastre japonês aumentou as dúvidas sobre o uso da energia nuclear, mas também serviu para revisão completa dos procedimentos de segurança no mundo: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/05/o-patinho-feio-e-a-aposta-nuclear/

Colunista fala de riscos, incorreções e expectativa que cercaram a tragédia de Fukushima: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/japao-o-impensavel-aconteceu/ 

Especialistas, sociedade civil e agências do governo debatem as perspectivas de diversificação da matriz energética brasileira e os planos de exploração da energia nuclear no país: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/05/uma-carteira-diversificada/

A física nuclear nas artes e na arqueologia: http://cienciahoje.uol.com.br/banco-de-imagens/lg/protected/ch/262/fisica_nuclear262.pdf/

 A energia nuclear e seus usos na sociedade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2005/220/a-energia-nuclear-e-seus-usos-na-sociedade/

Artigo aborda a questão dos rejeitos da energia nuclear: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2001/169/pdf_fechado/USINAS.PDF/

(foto de abertura: Matti Mattila/ Flickr - CC BY-NC-SA 2.0)

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A bela ciência brasileira
A ciência não é feita apenas das luzes frias dos laboratórios e da objetividade dos artigos científicos: pelo contrário, a ArtBio 2014, primeira mostra de arte científica brasileira, prova que a pesquisa tem coração e muito talento artístico! 
Depois de centenas de inscrições vindas de todo o país, 60 das melhores imagens científicas nacionais foram selecionadas para integrar uma bela exposição virtual, que traz à luz fascinantes registros que de outra forma dificilmente seriam contemplados fora dos seus ambientes de produção. As imagens foram escolhidas por sua originalidade, conteúdo de informação, proficiência técnica e impacto visual. Confira algumas das selecionadas: 

Jardim asiático, de Luciano de Souza Queiroz (Universidade Estadual de Campinas - Unicamp).

A complexidade do fluxo sanguíneo, de Paulo Cesar Naoum (Universidade Estadual Paulista - Unesp).

A beleza da pequena Porpita porpita, de pesquisadores do Projeto Coral Vivo em Arraial d’Ajuda, litoral da Bahia.

Triangulação de Delaunay, de Vilson Vieira e LabMacambira (Universidade de São Paulo - USP).

Trio celular, de Luciano Paulino da Silva (Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia).

Litomicroscópica, de Thales Henrique Dias Leandro (Universidade Estadual Paulista - Unesp / Rio Claro).

O labirinto não tecido, de Maria Helena Ambrosio Zanin, Valdirene Alves dos Santos, Natália Neto Pereira Cerize e Adriano Marim de Oliveira (Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT).

Imensidão azul, de Ricardo Tranquilin (LIEC/ INCTMN / CDMF / UFSCar).

Árvores de fogo, de Camila Alvarães (Centro Federal de Educação Tecnológica - CEFET/RJ) e Leonardo Sales Araújo (COPPE - UFRJ)
Organizada pela Raio-X Cult, produtora focada no desenvolvimento de projetos de divulgação científica e ações culturais, a mostra foi aberta a pesquisadores, professores e profissionais das ciências em geral que atuam em nosso país. Entre seus objetivos estavam contribuir para tornar a ciência mais acessível ao grande público, estimular o diálogo com a sociedade e apresentar novas perspectivas artísticas para compartilhar o conhecimento. A ideia, além da exposição virtual, é a realização de mostras físicas e atividades educativas associadas à iniciativa.
A imagem de abertura é intitulada ‘Arte reticular’, de Camilla Carla Cardoso (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Acesse a galeria completa da mostra. Confira alguns dos outros concursos internacionais de ciência e arte que foram notícia no nosso Tumblr (aqui, aqui, aqui e aqui) e um debate sobre a natureza artística da nanoarte, no sobreCultura. 
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A bela ciência brasileira

A ciência não é feita apenas das luzes frias dos laboratórios e da objetividade dos artigos científicos: pelo contrário, a ArtBio 2014, primeira mostra de arte científica brasileira, prova que a pesquisa tem coração e muito talento artístico! 

Depois de centenas de inscrições vindas de todo o país, 60 das melhores imagens científicas nacionais foram selecionadas para integrar uma bela exposição virtual, que traz à luz fascinantes registros que de outra forma dificilmente seriam contemplados fora dos seus ambientes de produção. As imagens foram escolhidas por sua originalidade, conteúdo de informação, proficiência técnica e impacto visual. Confira algumas das selecionadas: 

Jardim asiático, de Luciano de Souza Queiroz (Universidade Estadual de Campinas - Unicamp).

A complexidade do fluxo sanguíneo, de Paulo Cesar Naoum (Universidade Estadual Paulista - Unesp).

A beleza da pequena Porpita porpita, de pesquisadores do Projeto Coral Vivo em Arraial d’Ajuda, litoral da Bahia.

Triangulação de Delaunay, de Vilson Vieira e LabMacambira (Universidade de São Paulo - USP).

Trio celular, de Luciano Paulino da Silva (Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia).

Litomicroscópica, de Thales Henrique Dias Leandro (Universidade Estadual Paulista - Unesp / Rio Claro).

O labirinto não tecido, de Maria Helena Ambrosio Zanin, Valdirene Alves dos Santos, Natália Neto Pereira Cerize e Adriano Marim de Oliveira (Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT).

Imensidão azul, de Ricardo Tranquilin (LIEC/ INCTMN / CDMF / UFSCar).

Árvores de fogo, de Camila Alvarães (Centro Federal de Educação Tecnológica - CEFET/RJ) e Leonardo Sales Araújo (COPPE - UFRJ)

Organizada pela Raio-X Cult, produtora focada no desenvolvimento de projetos de divulgação científica e ações culturais, a mostra foi aberta a pesquisadores, professores e profissionais das ciências em geral que atuam em nosso país. Entre seus objetivos estavam contribuir para tornar a ciência mais acessível ao grande público, estimular o diálogo com a sociedade e apresentar novas perspectivas artísticas para compartilhar o conhecimento. A ideia, além da exposição virtual, é a realização de mostras físicas e atividades educativas associadas à iniciativa.

A imagem de abertura é intitulada ‘Arte reticular’, de Camilla Carla Cardoso (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Acesse a galeria completa da mostra. Confira alguns dos outros concursos internacionais de ciência e arte que foram notícia no nosso Tumblr (aqui, aqui, aqui e aqui) e um debate sobre a natureza artística da nanoarte, no sobreCultura

Leia mais novidades sobre ciência e arte na página da Ciência Hoje On-line

set. 11

Precisa-se de ‘borracheiro’ espacial
O deserto marciano tem sido inclemente com nossa intrépida exploradora Curiosity. O jipe-robô da Nasa, que completou recentemente dois anos no planeta vermelho, está sofrendo com a radiação ultravioleta, as tempestades de areia e, principalmente, com dificuldades inesperadas de se deslocar pelo solo marciano. A despeito da poeira acumulada em toda parte, o que tem tirado o sono dos engenheiros são as avarias nas rodas do veículo, onde buracos, rasgos e fissuras têm se tornado mais comuns do que o esperado. 



Logo que perceberam o acúmulo de danos, os pesquisadores começaram testes complementares aqui na Terra. Cerca de um ano depois, já temos algumas respostas – e não, não se trata de sabotagem de homenzinhos verdes. Os estragos são causados pelo excesso de fadiga ocasionada pelo deslocamento do jipe-robô sobre leitos muito duros de rochas e pela pressão de rochas pontiagudas, em decorrência da estrutura da própria sonda. 
O problema ainda não afetou diretamente a mobilidade da Curiosity. Porém, para prolongar a vida útil das rodas, diversas medidas têm sido tomadas: a velocidade de deslocamento do veículo foi diminuída e seu caminho até o Mount Sharp, seu destino final, tem sido escolhido com mais cuidado. Além disso, mudanças no software que divide o peso do jipe-robô sobre as rodas foram feitas e até medidas como dirigi-la de marcha a ré têm sido tomadas para diminuir os danos às rodas dianteiras, mais avariadas. 
No Gismodo, confira uma descrição completa e detalhada dos problemas apresentados pela Curiosity.

O problema deve influenciar a próxima missão endereçada ao nosso planeta vizinho, programada para o fim da década – certamente a nova sonda optará por um outro sistema de deslocamento. Vale lembrar que a Vicking, outra representante humana em Marte, teve problemas parecidos – no caso, uma de suas rodas quebrou, o que passou a limitar seu deslocamento. Vamos ver qual alternativa criativa será desenvolvida para contornar essa ‘sabotagem’ marciana.
Leia mais sobre a famosa maldição de Marte e sobre a missão da Curiosity. Na página da Ciência Hoje, confira mais novidades sobre exploração espacial. 

Precisa-se de ‘borracheiro’ espacial

O deserto marciano tem sido inclemente com nossa intrépida exploradora Curiosity. O jipe-robô da Nasa, que completou recentemente dois anos no planeta vermelho, está sofrendo com a radiação ultravioleta, as tempestades de areia e, principalmente, com dificuldades inesperadas de se deslocar pelo solo marciano. A despeito da poeira acumulada em toda parte, o que tem tirado o sono dos engenheiros são as avarias nas rodas do veículo, onde buracos, rasgos e fissuras têm se tornado mais comuns do que o esperado. 

Logo que perceberam o acúmulo de danos, os pesquisadores começaram testes complementares aqui na Terra. Cerca de um ano depois, já temos algumas respostas – e não, não se trata de sabotagem de homenzinhos verdes. Os estragos são causados pelo excesso de fadiga ocasionada pelo deslocamento do jipe-robô sobre leitos muito duros de rochas e pela pressão de rochas pontiagudas, em decorrência da estrutura da própria sonda. 

O problema ainda não afetou diretamente a mobilidade da Curiosity. Porém, para prolongar a vida útil das rodas, diversas medidas têm sido tomadas: a velocidade de deslocamento do veículo foi diminuída e seu caminho até o Mount Sharp, seu destino final, tem sido escolhido com mais cuidado. Além disso, mudanças no software que divide o peso do jipe-robô sobre as rodas foram feitas e até medidas como dirigi-la de marcha a ré têm sido tomadas para diminuir os danos às rodas dianteiras, mais avariadas. 

No Gismodo, confira uma descrição completa e detalhada dos problemas apresentados pela Curiosity.

O problema deve influenciar a próxima missão endereçada ao nosso planeta vizinho, programada para o fim da década – certamente a nova sonda optará por um outro sistema de deslocamento. Vale lembrar que a Vicking, outra representante humana em Marte, teve problemas parecidos – no caso, uma de suas rodas quebrou, o que passou a limitar seu deslocamento. Vamos ver qual alternativa criativa será desenvolvida para contornar essa ‘sabotagem’ marciana.

Leia mais sobre a famosa maldição de Marte e sobre a missão da Curiosity. Na página da Ciência Hoje, confira mais novidades sobre exploração espacial

set. 10

Princesinhas, que nada: cientistas steampunk! 
A clássica animação 2D desenhada à mão, ciência com uma atmosfera steampunk, mulheres inventoras inteligentes e destemidas. Esse é o mundo apresentado por Hullabaloo, projeto autoral criado pelo artista James Lopez – veterano das animações que trabalhou em obras como O Rei Leão, A princesa e o sapo e Paperman – e que ainda envolve outros nomes com grande experiência na área.  
Uma das propostas de Hullabaloo é ‘salvar’ a animação 2D, uma arte que Lopez considera em extinção num mundo dominado pelas animações em 3D. Além disso, o projeto pretende incentivar o interesse das mulheres pela ciência e pela aventura, com personagens femininas fortes, protagonistas, destemidas e inteligentes.
A proposta fica clara no roteiro da animação: a jovem e brilhante cientista Veronica Daring volta para casa após concluir seus estudos e descobre que seu pai, um excêntrico inventor, está desaparecido. As pistas a levam a um parque de diversões usado pelo cientista para testar suas invenções, bem ao estilo das maquinárias a vapor características do steampunk. Lá encontra Jules, uma estranha menina, também inventora, que vai ajudá-la a descobrir os mistérios por trás desse desaparecimento. Imperdível, sem dúvida. 



Para conseguir recursos para sair do papel, o projeto está aberto a investidores na plataforma de crowdfunding IndieGoGo – e vem fazendo sucesso. Faltando ainda cerca de 20 dias para o fim do prazo, a meta inicial de 80 mil dólares já foi batida de longe – a verba arrecadada já chega a quase 250 mil dólares! A proposta básica de Hullabaloo é a produção de um curta-metragem caprichado, mas seus criadores não descartam que o projeto acabe se transformando numa séria animada (talvez uma websérie) ou num longa-metragem, tudo depende da arrecadação.
Se você quiser contribuir ainda dá tempo: as cotas começam com apenas um dólar e garantem o acesso a produtos exclusivos associados à produção, além do muito obrigado dos produtores e de todos nós que poderemos assistir à obra! Veja um vídeo com Lopez sobre o projeto. 

Princesinhas, que nada: cientistas steampunk

A clássica animação 2D desenhada à mão, ciência com uma atmosfera steampunk, mulheres inventoras inteligentes e destemidas. Esse é o mundo apresentado por Hullabaloo, projeto autoral criado pelo artista James Lopez – veterano das animações que trabalhou em obras como O Rei Leão, A princesa e o sapo e Paperman – e que ainda envolve outros nomes com grande experiência na área.  

Uma das propostas de Hullabaloo é ‘salvar’ a animação 2D, uma arte que Lopez considera em extinção num mundo dominado pelas animações em 3D. Além disso, o projeto pretende incentivar o interesse das mulheres pela ciência e pela aventura, com personagens femininas fortes, protagonistas, destemidas e inteligentes.

A proposta fica clara no roteiro da animação: a jovem e brilhante cientista Veronica Daring volta para casa após concluir seus estudos e descobre que seu pai, um excêntrico inventor, está desaparecido. As pistas a levam a um parque de diversões usado pelo cientista para testar suas invenções, bem ao estilo das maquinárias a vapor características do steampunk. Lá encontra Jules, uma estranha menina, também inventora, que vai ajudá-la a descobrir os mistérios por trás desse desaparecimento. Imperdível, sem dúvida. 

Para conseguir recursos para sair do papel, o projeto está aberto a investidores na plataforma de crowdfunding IndieGoGo – e vem fazendo sucesso. Faltando ainda cerca de 20 dias para o fim do prazo, a meta inicial de 80 mil dólares já foi batida de longe – a verba arrecadada já chega a quase 250 mil dólares! A proposta básica de Hullabaloo é a produção de um curta-metragem caprichado, mas seus criadores não descartam que o projeto acabe se transformando numa séria animada (talvez uma websérie) ou num longa-metragem, tudo depende da arrecadação.

Se você quiser contribuir ainda dá tempo: as cotas começam com apenas um dólar e garantem o acesso a produtos exclusivos associados à produção, além do muito obrigado dos produtores e de todos nós que poderemos assistir à obra! Veja um vídeo com Lopez sobre o projeto

set. 06

Imagem da semana: ‘O fim da Antiguidade’
Foram cerca de mil anos entre crescimento, apogeu e derrocada. A conquista militar e o esplendor econômico e cultural da sociedade escravista romana a tornaram o maior império que o mundo havia conhecido até então, berço de muitos traços culturais que o Ocidente preserva até hoje. Depois de dominar boa parte do ‘mundo conhecido’ e de séculos de decadência e crise, o Império Romano chegou ao seu final, com a deposição de seu último imperador, em 4 de setembro de 476. A data é considerada por muitos historiadores como o início da Idade Média e fim do período conhecido como Antiguidade. 
Apesar de ter sido fundada no século 7 a. C., o crescimento do poder e da expansão territorial de Roma começou efetivamente cerca de 400 anos depois, ainda bem antes de sua transformação num império (o que só ocorreria no século 1 a.C.). Em seus séculos de existência, a civilização romana passou de uma monarquia para uma república oligárquica e depois para um império cada vez mais autocrático. 

A Roma antiga contribuiu grandemente para o desenvolvimento de áreas como direito, governo, guerra, arte, literatura, arquitetura, tecnologia, religião e linguagem no mundo ocidental e sua história continua a ter uma grande influência sobre o mundo hoje. Durante o seu auge, o sistema econômico do Império Romano era o mais avançado que já havia existido e que viria a existir até a Revolução Industrial. 
Depois de atingir seu maior poderio durante os séculos 1 e 2, no entanto, o Império Romano começou um longo processo de decadência – econômica, militar e cultural. A corrupção e os gastos com luxo drenavam os investimentos no exército. O fim do período de conquistas diminuiu o número de escravos e impactou as atividades econômicas, levando a um colapso produtivo e comercial e a um esvaziamento urbano. 
Confira um tour virtual pela capital do império, tal como ela deve ter sido em pleno século 4: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2014/04/quem-tem-internet-vai-a-roma

O emprego de mão de obra ‘livre’ na agricultura deu origem ao regime do colonato e lançou as bases do sistema de produção feudal que se seguiria. As famosas e temidas legiões romanas também já não eram mais as mesmas – com um território enorme para defender e recursos minguados, não resistiam à pressão dos povos bárbaros, que penetravam cada vez mais no território, rumo ao coração do império. 
Em 395, o imperador Teodósio dividiu o território romano em dois: enquanto o Ocidente perecia lentamente, a parte oriental permanecia de pé. O futuro Império Bizantino – originado dessa metade oriental – não cairia junto com Roma, pelo contrário: continuou a existir até o século 15, e a queda de sua capital, Constantinopla, é geralmente apontada como evento que marca o fim da própria Idade Média.
Leia mais sobre a tomada de Constantinopla pelos turcos: http://bit.ly/1o8apDf

Um ponto polêmico sobre o período final do Império Romano é a influência do cristianismo, que se tornou a religião oficial com o imperador Constantino, no século 4, durante o processo de decadência. Tenha o cristianismo contribuído ou não para o crepúsculo, fato é que Roma já parecia estar com seus dias contados desde muito antes. Nos seus últimos dias, a capital foi saqueada pelos vândalos, em 455 d.C, e finalmente, em 476 d.C, o último imperador, Romulus Augustulus, abdicou do trono. 
Linguista e historiadora da linguagem fala sobre a longa e diversificada história da linguagem, maior invenção humana de todos os tempos: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/268/a-maior-invencao-humana
Professora usa aulas para editar verbetes na maior enciclopédia colaborativa do mundo e recupera artigos sobre o Império Romano: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/wikipedia-levada-a-serio/

Análise de dispositivo usado para calcular movimentos planetários na Grécia antiga revela complexidade insuspeita: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/historia-da-ciencia-e-epistemologia/surpresa-tecnologica-na-grecia-antiga/
Leitor da CH pergunta: Por que se fala uma língua neolatina na Romênia, país geográfica e culturalmente mais ligado ao mundo eslavo? http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/281/heranca-romana/
Arqueólogos italianos podem ter encontrado uma porta para o ‘mundo inferior’, o portão de Plutão, descrito em históricos textos gregos e romanos: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/04/o-portao-de-plutao/

Na biologia, uma cruzada moderna: livro ganhador do prêmio Pulitzer conta história da luta contra o câncer: http://cienciahoje.uol.com.br/resenhas/2012/08/o-cancer-e-a-ultima-cruzada 
[Série Maquiavel Maquiavéis] Maquiavel tomou como modelo a República Romana, capaz de atingir a forma mais perfeita de organização política, para compreender a vida política de sua época. http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/sobrecultura/2013/04/humores-de-roma/
Livro destaca efervescência cultural medieval, que fincou os alicerces da ciência moderna, e busca acabar com o mito da ‘Idade das Trevas’. http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/historia-da-ciencia-e-epistemologia/para-acabar-com-o-mito-da-idade-das-trevas
Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
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Imagem da semana: ‘O fim da Antiguidade’

Foram cerca de mil anos entre crescimento, apogeu e derrocada. A conquista militar e o esplendor econômico e cultural da sociedade escravista romana a tornaram o maior império que o mundo havia conhecido até então, berço de muitos traços culturais que o Ocidente preserva até hoje. Depois de dominar boa parte do ‘mundo conhecido’ e de séculos de decadência e crise, o Império Romano chegou ao seu final, com a deposição de seu último imperador, em 4 de setembro de 476. A data é considerada por muitos historiadores como o início da Idade Média e fim do período conhecido como Antiguidade. 

Apesar de ter sido fundada no século 7 a. C., o crescimento do poder e da expansão territorial de Roma começou efetivamente cerca de 400 anos depois, ainda bem antes de sua transformação num império (o que só ocorreria no século 1 a.C.). Em seus séculos de existência, a civilização romana passou de uma monarquia para uma república oligárquica e depois para um império cada vez mais autocrático. 

A Roma antiga contribuiu grandemente para o desenvolvimento de áreas como direito, governo, guerra, arte, literatura, arquitetura, tecnologia, religião e linguagem no mundo ocidental e sua história continua a ter uma grande influência sobre o mundo hoje. Durante o seu auge, o sistema econômico do Império Romano era o mais avançado que já havia existido e que viria a existir até a Revolução Industrial. 

Depois de atingir seu maior poderio durante os séculos 1 e 2, no entanto, o Império Romano começou um longo processo de decadência – econômica, militar e cultural. A corrupção e os gastos com luxo drenavam os investimentos no exército. O fim do período de conquistas diminuiu o número de escravos e impactou as atividades econômicas, levando a um colapso produtivo e comercial e a um esvaziamento urbano. 

Confira um tour virtual pela capital do império, tal como ela deve ter sido em pleno século 4: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2014/04/quem-tem-internet-vai-a-roma

O emprego de mão de obra ‘livre’ na agricultura deu origem ao regime do colonato e lançou as bases do sistema de produção feudal que se seguiria. As famosas e temidas legiões romanas também já não eram mais as mesmas – com um território enorme para defender e recursos minguados, não resistiam à pressão dos povos bárbaros, que penetravam cada vez mais no território, rumo ao coração do império. 

Em 395, o imperador Teodósio dividiu o território romano em dois: enquanto o Ocidente perecia lentamente, a parte oriental permanecia de pé. O futuro Império Bizantino – originado dessa metade oriental – não cairia junto com Roma, pelo contrário: continuou a existir até o século 15, e a queda de sua capital, Constantinopla, é geralmente apontada como evento que marca o fim da própria Idade Média.

Leia mais sobre a tomada de Constantinopla pelos turcos: http://bit.ly/1o8apDf

Um ponto polêmico sobre o período final do Império Romano é a influência do cristianismo, que se tornou a religião oficial com o imperador Constantino, no século 4, durante o processo de decadência. Tenha o cristianismo contribuído ou não para o crepúsculo, fato é que Roma já parecia estar com seus dias contados desde muito antes. Nos seus últimos dias, a capital foi saqueada pelos vândalos, em 455 d.C, e finalmente, em 476 d.C, o último imperador, Romulus Augustulus, abdicou do trono. 

Linguista e historiadora da linguagem fala sobre a longa e diversificada história da linguagem, maior invenção humana de todos os tempos: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/268/a-maior-invencao-humana

Professora usa aulas para editar verbetes na maior enciclopédia colaborativa do mundo e recupera artigos sobre o Império Romano: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/wikipedia-levada-a-serio/

Análise de dispositivo usado para calcular movimentos planetários na Grécia antiga revela complexidade insuspeita: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/historia-da-ciencia-e-epistemologia/surpresa-tecnologica-na-grecia-antiga/

Leitor da CH pergunta: Por que se fala uma língua neolatina na Romênia, país geográfica e culturalmente mais ligado ao mundo eslavo? http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/281/heranca-romana/

Arqueólogos italianos podem ter encontrado uma porta para o ‘mundo inferior’, o portão de Plutão, descrito em históricos textos gregos e romanos: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/04/o-portao-de-plutao/

Na biologia, uma cruzada moderna: livro ganhador do prêmio Pulitzer conta história da luta contra o câncer: http://cienciahoje.uol.com.br/resenhas/2012/08/o-cancer-e-a-ultima-cruzada 

[Série Maquiavel Maquiavéis] Maquiavel tomou como modelo a República Romana, capaz de atingir a forma mais perfeita de organização política, para compreender a vida política de sua época. http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/sobrecultura/2013/04/humores-de-roma/

Livro destaca efervescência cultural medieval, que fincou os alicerces da ciência moderna, e busca acabar com o mito da ‘Idade das Trevas’. http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/historia-da-ciencia-e-epistemologia/para-acabar-com-o-mito-da-idade-das-trevas

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set. 05

Sistema Solar, Via Láctea, Laniakea
Nunca soubemos tão bem nosso lugar no universo. Não, essa afirmação não se refere a alguma divagação metafísica, mas a avanços concretos da astrofísica: um novo mapa da região do espaço em que vivemos apresentou pela primeira vez a megaestrutura que os cientistas batizaram de Laniakea, um superaglomerado de galáxias no qual se situa a nossa tão conhecida Via Láctea. O estudo foi publicado esta semana na revista Nature. 
Essa estrutura quase inimaginavelmente gigantesca possui cerca de 520 milhões de anos-luz de tamanho e contém cerca de 100 mil galáxias. Seu nome, Laniakea, que significa ‘céu imensurável’ no idioma havaiano, é uma homenagem aos navegadores polinésios que enfrentaram no passado as imensidões do oceano Pacífico. 

O novo mapa 3D da região avaliou as posições e velocidades de cada galáxia para criar um imenso modelo dos fluxos cosmológicos que considerasse o processo de expansão acelerada do universo e a atração gravitacional entre as estruturas cósmicas. A existência de um superaglomerado que englobasse a Via Láctea e outras vizinhas como a galáxia de Virgem, por exemplo, já havia sido sugerida, mas a estrutura observada por esse estudo, Laniakea, é mais de cem vezes maior do que o previsto. 
O superaglomerado pode estar inserido, segundo os pesquisadores, num todo ainda maior: uma teia cósmica, que pode se espalhar por todo o universo, alternando áreas de grande vazio e filamentos com grande presença de galáxias e com a formação de superaglomerados. Assista a um vídeo também publicado pela Nature sobre o estudo. 
A descoberta dá muito o que pensar sobre o nosso cosmos e sobre o papel da humanidade nessa imensidão estelar. Quais seriam os limites dessa teia cósmica? E, se o Sistema Solar está numa área periférica de um dos braços da Via Láctea, ela mesma localizada numa das pontas de Laniakea, será que a humanidade é de fato tão especial a ponto de, por exemplo, ser a única forma de vida inteligente do universo?  
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Sistema Solar, Via Láctea, Laniakea

Nunca soubemos tão bem nosso lugar no universo. Não, essa afirmação não se refere a alguma divagação metafísica, mas a avanços concretos da astrofísica: um novo mapa da região do espaço em que vivemos apresentou pela primeira vez a megaestrutura que os cientistas batizaram de Laniakea, um superaglomerado de galáxias no qual se situa a nossa tão conhecida Via Láctea. O estudo foi publicado esta semana na revista Nature

Essa estrutura quase inimaginavelmente gigantesca possui cerca de 520 milhões de anos-luz de tamanho e contém cerca de 100 mil galáxias. Seu nome, Laniakea, que significa ‘céu imensurável’ no idioma havaiano, é uma homenagem aos navegadores polinésios que enfrentaram no passado as imensidões do oceano Pacífico. 

O novo mapa 3D da região avaliou as posições e velocidades de cada galáxia para criar um imenso modelo dos fluxos cosmológicos que considerasse o processo de expansão acelerada do universo e a atração gravitacional entre as estruturas cósmicas. A existência de um superaglomerado que englobasse a Via Láctea e outras vizinhas como a galáxia de Virgem, por exemplo, já havia sido sugerida, mas a estrutura observada por esse estudo, Laniakea, é mais de cem vezes maior do que o previsto. 

O superaglomerado pode estar inserido, segundo os pesquisadores, num todo ainda maior: uma teia cósmica, que pode se espalhar por todo o universo, alternando áreas de grande vazio e filamentos com grande presença de galáxias e com a formação de superaglomerados. Assista a um vídeo também publicado pela Nature sobre o estudo. 

A descoberta dá muito o que pensar sobre o nosso cosmos e sobre o papel da humanidade nessa imensidão estelar. Quais seriam os limites dessa teia cósmica? E, se o Sistema Solar está numa área periférica de um dos braços da Via Láctea, ela mesma localizada numa das pontas de Laniakea, será que a humanidade é de fato tão especial a ponto de, por exemplo, ser a única forma de vida inteligente do universo?  

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set. 04

Retratos da devastação
Em geral, as imagens da Amazônia costumam nos mostrar florestas exuberantes, espécies coloridas, vida e beleza por todo o lado. Os registros do fotógrafo Rodrigo Baleia, impossível negar, também são belos – mas estão longe de representar o encanto da natureza. Pelo contrário, são flagrantes assustadores da destruição da floresta amazônica.  
Há cerca de 15 anos ele registra o desmatamento da região, num trabalho que serve de alerta para a degradação do ecossistema local. O fotógrafo conta que, em suas muitas viagens, o mais difícil era captar a proporção da tragédia: muitas vezes, mesmo voando a 4 mil metros de altitude, não era possível registrar toda a devastação com suas lentes.
Confira alguns exemplos do trabalho de Baleia. Em muitos deles, é difícil sequer perceber que realmente se tratam de registros amazônicos, dado o nível de degradação do ambiente.  






Mais flagrantes de destruição, além de outros registros que mostram povos indígenas e parte da biodiversidade da floresta, podem ser vistos na exposição on-line Amazon rainforest: development or collapse?. 
Leia mais sobre meio ambiente na página da Ciência Hoje On-line.

Retratos da devastação

Em geral, as imagens da Amazônia costumam nos mostrar florestas exuberantes, espécies coloridas, vida e beleza por todo o lado. Os registros do fotógrafo Rodrigo Baleia, impossível negar, também são belos  mas estão longe de representar o encanto da natureza. Pelo contrário, são flagrantes assustadores da destruição da floresta amazônica.  

Há cerca de 15 anos ele registra o desmatamento da região, num trabalho que serve de alerta para a degradação do ecossistema local. O fotógrafo conta que, em suas muitas viagens, o mais difícil era captar a proporção da tragédia: muitas vezes, mesmo voando a 4 mil metros de altitude, não era possível registrar toda a devastação com suas lentes.

Confira alguns exemplos do trabalho de Baleia. Em muitos deles, é difícil sequer perceber que realmente se tratam de registros amazônicos, dado o nível de degradação do ambiente.  

Mais flagrantes de destruição, além de outros registros que mostram povos indígenas e parte da biodiversidade da floresta, podem ser vistos na exposição on-line Amazon rainforest: development or collapse?

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set. 03

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ago. 29

Imagem da semana: ‘A febre do ouro negro’
Pouco mais de 150 anos atrás, o mundo deu um passo importante rumo à modernidade –  para o bem e para o mal. Em agosto de 1859, foi escavado o primeiro poço de extração de petróleo do mundo, nos Estados Unidos. A data é considerada por muitos um marco inicial da indústria petrolífera. O combustível se tornou um dos mais importantes recursos energéticos do mundo nos últimos séculos. Hoje, mesmo com sua finitude alardeada e sob a ameaça do aquecimento global e das mudanças climáticas, ainda é difícil antever um uso consciente dessa opção energética. 

Vale destacar que o petróleo não é um recurso natural utilizado apenas na modernidade. Há milhares de anos, suas aflorações superficiais já eram utilizadas, por exemplo, como fontes de matéria-prima para produção de betume para calafetação, pavimentação e iluminação. Na década de 1850, foram descobertas maneiras de refiná-lo para a obtenção de diversos derivados (lista que cresceu bastante até os tempos atuais).
Antes do poço norte-americano, outros já haviam sido escavados – no Azerbaijão (maior produtor do recurso no século 19) em 1846 e no Canadá (em 1858), por exemplo. Mas o marco inicial da moderna indústria do petróleo é geralmente apontado como o poço construído pelo norte-americano Edwin Drake (conhecido como Coronel Drake) em Titusville, na Pensilvânia (Estados Unidos). Ele desenvolveu uma técnica para retirar o petróleo do solo por perfuração e não por escavação (como era mais comum) utilizando bombas de extração de água subterrânea – antes do sucesso, seus esforços chegaram a lhe render o apelido de ‘Louco Drake’.

Sua perfuratriz atingiu um depósito de petróleo localizado cerca de 20 metros abaixo da superfície. O volume do precioso líquido extraído chegava a 10 barris por dia e era preciso armazená-lo em barris de uísque e até em banheiras. Hordas de investidores, perfuradores e mineradores transformaram Titusville numa das primeiras capitais do petróleo do mundo, e as companhias petrolíferas se multiplicaram, lançando as bases para alguns dos maiores conglomerados do mundo contemporâneo. 
Após a Segunda Guerra Mundial e a criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), ficou cada vez mais claro o poder dos países produtores sobre a economia mundial, assinalado de forma enfática pelos dois choques do petróleo na década de 1970. Nas últimas décadas, muitas guerras tiveram o recurso como um de seus principais pivôs (mesmo que não assumidamente) e esforços cada vez maiores têm sido feitos para explorar novas reservas – o pré-sal, alvo de enorme interesse brasileiro, foi uma das descobertas que parecem ter reacendido o ânimo dos combustíveis fósseis.  

Ao mesmo tempo, o uso desse tipo de fonte de energia é acusado de ser um dos principais responsáveis pelo aquecimento global por cientistas e ambientalistas de todo o mundo. Diante do temor das consequências das mudanças climáticas, novas fontes de energia ‘limpa’ vêm sendo cada vez mais pesquisadas: carros elétricos, usinas eólicas, ‘energia solar’. Porém, ainda parece longe o tempo em que a matriz energética mundial prescindirá do valioso – e problemático – ouro negro.  
Leia sobre o petróleo do Azerbaijão: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/04/extracao-do-petroleo-comecou-ha-cerca-de-165-anos-no-azerbaijao.html
Ferramentas desenvolvidas na Petrobras poderão facilitar a exploração do pré-sal: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/07/estrada-tecnologica-para-o-pre-sal

Colunista aborda as mazelas por trás do uso do carvão e do petróleo, recursos poluentes e não renováveis, cujas demandas só fazem aumentar e acirrar disputas: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/de-volta-para-o-futuro
Colunista usa acidente no Golfo do México, ‘Chernobyl’ da indústria petrolífera, para falar sobre os riscos da exploração ‘offshore’: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/o-chernobyl-da-industria-petrolifera/
Novo relatório do IPCC reafirma preocupações em relação às mudanças climáticas – ‘grande vilão’ não é o petróleo, mas modelo de desenvolvimento contemporâneo: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2014/04/ipcc-entre-a-ciencia-de-ponta-e-a-inercia-politica/
Tecnologias de captação de energia nos oceanos prometem redesenhar o cenário mundial de geração de eletricidade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/316/forcas-ao-mar

'CHats de ciência' aborda a polêmica sobre o aquecimento global e a relação entre nosso modo de vida, o sistema econômico capitalista e a saúde do planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/chats-de-ciencia/2012/09/desastre-inevitavel
Para reduzir a dependência de petróleo, pesquisadores estudam a produção de combustíveis a partir de materiais vegetais e animais: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/285/energia-verde
Diversas e inusitadas propostas de geoengenharia pretendem frear o aquecimento global: será delírio ou salvação?http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/geoengenharia-delirio-ou-salvacao
Frota de taxis do Rio de Janeiro recebe primeiros carros elétricos, mas especialistas enfatizam a importância de se investir no transporte público: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/03/amarelinhos-e-eletrizados
Relatório que avalia possibilidades de investimento em energias renováveis aponta liderança do Brasil na América Latina e no Caribe: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/09/bicampeao-renovavel

Sensação do momento, gás de xisto acena como esperança de sobrevida para os recursos minerais não renováveis – mas será que Brasil deve surfar essa onda?http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/expresso-para-o-futuro-ou-caminho-equivocado/
Geólogo alemão Ulrich Glasmacher oferece um panorama ponderado sobre os fatores que determinam o clima no planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/terra-uma-historia-climatica
Conheça a história do Protocolo de Montreal, acordo assinado em 1987 que reduziu a emissão de gases que destroem a camada de ozônio e ajudou a evitar milhões de casos de câncer de pele e de catarata: http://tmblr.co/ZlIT9xvfLrTV

(foto de abertura: Flickr/ fabio_dsp - CC BY-NC-ND 2.0)
Confira a galeria completa de nossas “Imagens da Semana”.
Leia mais novidades sobre engenharia e história da ciência na página da Ciência Hoje On-line. 

Imagem da semana: ‘A febre do ouro negro’

Pouco mais de 150 anos atrás, o mundo deu um passo importante rumo à modernidade –  para o bem e para o mal. Em agosto de 1859, foi escavado o primeiro poço de extração de petróleo do mundo, nos Estados Unidos. A data é considerada por muitos um marco inicial da indústria petrolífera. O combustível se tornou um dos mais importantes recursos energéticos do mundo nos últimos séculos. Hoje, mesmo com sua finitude alardeada e sob a ameaça do aquecimento global e das mudanças climáticas, ainda é difícil antever um uso consciente dessa opção energética. 

Vale destacar que o petróleo não é um recurso natural utilizado apenas na modernidade. Há milhares de anos, suas aflorações superficiais já eram utilizadas, por exemplo, como fontes de matéria-prima para produção de betume para calafetação, pavimentação e iluminação. Na década de 1850, foram descobertas maneiras de refiná-lo para a obtenção de diversos derivados (lista que cresceu bastante até os tempos atuais).

Antes do poço norte-americano, outros já haviam sido escavados – no Azerbaijão (maior produtor do recurso no século 19) em 1846 e no Canadá (em 1858), por exemplo. Mas o marco inicial da moderna indústria do petróleo é geralmente apontado como o poço construído pelo norte-americano Edwin Drake (conhecido como Coronel Drake) em Titusville, na Pensilvânia (Estados Unidos). Ele desenvolveu uma técnica para retirar o petróleo do solo por perfuração e não por escavação (como era mais comum) utilizando bombas de extração de água subterrânea – antes do sucesso, seus esforços chegaram a lhe render o apelido de ‘Louco Drake’.

Sua perfuratriz atingiu um depósito de petróleo localizado cerca de 20 metros abaixo da superfície. O volume do precioso líquido extraído chegava a 10 barris por dia e era preciso armazená-lo em barris de uísque e até em banheiras. Hordas de investidores, perfuradores e mineradores transformaram Titusville numa das primeiras capitais do petróleo do mundo, e as companhias petrolíferas se multiplicaram, lançando as bases para alguns dos maiores conglomerados do mundo contemporâneo. 

Após a Segunda Guerra Mundial e a criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), ficou cada vez mais claro o poder dos países produtores sobre a economia mundial, assinalado de forma enfática pelos dois choques do petróleo na década de 1970. Nas últimas décadas, muitas guerras tiveram o recurso como um de seus principais pivôs (mesmo que não assumidamente) e esforços cada vez maiores têm sido feitos para explorar novas reservas – o pré-sal, alvo de enorme interesse brasileiro, foi uma das descobertas que parecem ter reacendido o ânimo dos combustíveis fósseis.  

Ao mesmo tempo, o uso desse tipo de fonte de energia é acusado de ser um dos principais responsáveis pelo aquecimento global por cientistas e ambientalistas de todo o mundo. Diante do temor das consequências das mudanças climáticas, novas fontes de energia ‘limpa’ vêm sendo cada vez mais pesquisadas: carros elétricos, usinas eólicas, ‘energia solar’. Porém, ainda parece longe o tempo em que a matriz energética mundial prescindirá do valioso – e problemático – ouro negro.  

Leia sobre o petróleo do Azerbaijão: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/04/extracao-do-petroleo-comecou-ha-cerca-de-165-anos-no-azerbaijao.html

Ferramentas desenvolvidas na Petrobras poderão facilitar a exploração do pré-sal: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/07/estrada-tecnologica-para-o-pre-sal

Colunista aborda as mazelas por trás do uso do carvão e do petróleo, recursos poluentes e não renováveis, cujas demandas só fazem aumentar e acirrar disputas: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/de-volta-para-o-futuro

Colunista usa acidente no Golfo do México, ‘Chernobyl’ da indústria petrolífera, para falar sobre os riscos da exploração ‘offshore’: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/o-chernobyl-da-industria-petrolifera/

Novo relatório do IPCC reafirma preocupações em relação às mudanças climáticas – ‘grande vilão’ não é o petróleo, mas modelo de desenvolvimento contemporâneo: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2014/04/ipcc-entre-a-ciencia-de-ponta-e-a-inercia-politica/

Tecnologias de captação de energia nos oceanos prometem redesenhar o cenário mundial de geração de eletricidade: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/316/forcas-ao-mar

'CHats de ciência' aborda a polêmica sobre o aquecimento global e a relação entre nosso modo de vida, o sistema econômico capitalista e a saúde do planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/chats-de-ciencia/2012/09/desastre-inevitavel

Para reduzir a dependência de petróleo, pesquisadores estudam a produção de combustíveis a partir de materiais vegetais e animais: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/285/energia-verde

Diversas e inusitadas propostas de geoengenharia pretendem frear o aquecimento global: será delírio ou salvação?http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/geoengenharia-delirio-ou-salvacao

Frota de taxis do Rio de Janeiro recebe primeiros carros elétricos, mas especialistas enfatizam a importância de se investir no transporte público: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/03/amarelinhos-e-eletrizados

Relatório que avalia possibilidades de investimento em energias renováveis aponta liderança do Brasil na América Latina e no Caribe: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/09/bicampeao-renovavel

Sensação do momento, gás de xisto acena como esperança de sobrevida para os recursos minerais não renováveis – mas será que Brasil deve surfar essa onda?http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/expresso-para-o-futuro-ou-caminho-equivocado/

Geólogo alemão Ulrich Glasmacher oferece um panorama ponderado sobre os fatores que determinam o clima no planeta: http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/terra-uma-historia-climatica

Conheça a história do Protocolo de Montreal, acordo assinado em 1987 que reduziu a emissão de gases que destroem a camada de ozônio e ajudou a evitar milhões de casos de câncer de pele e de catarata: http://tmblr.co/ZlIT9xvfLrTV

(foto de abertura: Flickr/ fabio_dsp - CC BY-NC-ND 2.0)

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ago. 28

Vapor de estrelas
Todos os dias a Nasa nos surpreende com a 'Foto astronômica do dia'. Porém, em algumas ocasiões, o deslumbramento causado pela imagem escolhida é ainda mais fora do comum. Um bom exemplo é o registro feito por Dave Lane, que parece retratar outro mundo, uma realidade fascinante onde o vapor de um mundo distante parece formar as estrelas dos céus. 
Na realidade, a formação retratada é a parte central de nossa galáxia, observada sobre uma fonte localizada no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. Esse fonte quente, chamada Silex Spring, exala vapor e tem águas coloridas devido à presença de bactérias – nada que diminua a magia ou a beleza da imagem, não é? 
Leia mais novidades sobre astronomia na página da Ciência Hoje On-line. 

Vapor de estrelas

Todos os dias a Nasa nos surpreende com a 'Foto astronômica do dia'. Porém, em algumas ocasiões, o deslumbramento causado pela imagem escolhida é ainda mais fora do comum. Um bom exemplo é o registro feito por Dave Lane, que parece retratar outro mundo, uma realidade fascinante onde o vapor de um mundo distante parece formar as estrelas dos céus. 

Na realidade, a formação retratada é a parte central de nossa galáxia, observada sobre uma fonte localizada no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. Esse fonte quente, chamada Silex Spring, exala vapor e tem águas coloridas devido à presença de bactérias  nada que diminua a magia ou a beleza da imagem, não é? 

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ago. 27

Gatinhos na internet
As fotos de gatinhos são uma grande febre na internet – mas imagens de felinos como essa não aparecem por aí todos os dias. Elas foram clicadas pelo fotógrafo Vincent J. Musi no zoológico de Houston (EUA), num trabalho para a National Geographic. 
As fotografias foram divulgadas nas contas do Instagram do próprio artista e da NatGeo, como forma de apoiar a Big Cats Initiative, que visa sensibilizar o público e estimular a implementação de ações que modifiquem a dramática situação de grandes felinos, cada vez mais ameaçados de extinção. Confira alguns dos registros:





A série, também intitulada Big Cats, levou semanas para ser realizada, em especial pela dificuldade de utilizar o flash e de montar o ambiente adequado – as próprias jaulas dos animais foram transformadas em estúdios improvisados, uma tarefa bem complicada. O fotógrafo trabalhou muito próximo dos tratadores responsáveis pelos felinos, para evitar acidentes e para não estressar os animais, e classificou a experiência como uma das mais interessantes de sua carreira, ao mesmo tempo profunda e malcheirosa.

Gatinhos na internet

As fotos de gatinhos são uma grande febre na internet  mas imagens de felinos como essa não aparecem por aí todos os dias. Elas foram clicadas pelo fotógrafo Vincent J. Musi no zoológico de Houston (EUA), num trabalho para a National Geographic

As fotografias foram divulgadas nas contas do Instagram do próprio artista e da NatGeo, como forma de apoiar a Big Cats Initiative, que visa sensibilizar o público e estimular a implementação de ações que modifiquem a dramática situação de grandes felinos, cada vez mais ameaçados de extinção. Confira alguns dos registros:

A série, também intitulada Big Cats, levou semanas para ser realizada, em especial pela dificuldade de utilizar o flash e de montar o ambiente adequado  as próprias jaulas dos animais foram transformadas em estúdios improvisados, uma tarefa bem complicada. O fotógrafo trabalhou muito próximo dos tratadores responsáveis pelos felinos, para evitar acidentes e para não estressar os animais, e classificou a experiência como uma das mais interessantes de sua carreira, ao mesmo tempo profunda e malcheirosa.