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O acelerador que nunca será
O maior acelerador de partículas do mundo, um gigante enterrado a dezenas de metros sob a superfície, dedicado a estudar os segredos do universo. Não, não estamos falando do famoso LHC, mas de um outro projeto que, se concluído, poderia ter ofuscado o brilho da máquina europeia.
Trata-se do Superconducting Super Collider (SSC), cuja construção foi iniciada no Texas, nos Estado Unidos, em 1991. A máquina teria 55 km de comprimento e seria capaz de acelerar prótons a uma energia de 40 TeV – três vezes mais extenso e mais poderoso que o LHC.  

Porém, cerca de dois anos e 2 bilhões de dólares depois, as obras do SSC foram abandonadas, após um corte de verbas do governo americano. Os motivos foram vários, entre eles o aumento astronômicos do custo previsto: de uma estimativa inicial de cerca de 4,5 bilhões de dólares, a obra já estava orçada em mais de 12 bilhões. A má administração e questões políticas e econômicas internas também contribuíram para a decisão.
Uma observação: o LHC consumiu cerca de 5 bilhões de dólares. Vale lembrar, no entanto, que o acelerador europeu aproveitou uma grande extensão de cavernas subterrâneas já existentes na área - o que pode, em parte, explicar a diferença de custo.  
Desde o cancelamento do projeto original do SSC, muitos rumores de novos usos para a construção já surgiram - desde a criação de um estúdio de cinema até uma instalação de treinamento antiterrorismo. Nada, porém, foi adiante. 

Em 2006, o ex-futuro acelerador e seus quase 25 km de túneis já escavados foram vendidos - pela bagatela de apenas 6,5 milhões de dólares - ao Pinnacle Group,  empresa norte-americana liderada pelo milionário Johnnie Bryan Hunt. A ideia era transformar o local em uma das maiores e mais seguras centrais de armazenamento de dados do mundo. No entanto, o mau agouro das instalações foi mais forte e o empresário morreu meses depois, ao escorregar em uma poça de gelo.
Se mesmo com tantas histórias que não deram certo você ficou interessado em adquirir as instalações desse quase acelerador de partículas, somos obrigados a avisar: não vai dar dessa vez - o esqueleto do SSC foi revendido em 2012. A solução para o malfadado local pode também vir de uma ‘tragédia’: a empresa química Magnablend, nova dona das instalações, pretende utilizá-las para substituir uma de suas fábricas, localizada na mesma região, que pegou fogo em 2011. Será que dessa vez a coisa vai? 


Imagens: Wired e Amusing planet. 
Confira uma matéria completa sobre o SSC, publicada na Wired em 2009. 
Leia mais novidades sobre o LHC, a descoberta do bóson de Higgs, a participação do Brasil no Cern e o futuro da física de partículas no site da Ciência Hoje On-line. 
Leia também post de três meses atrás em que falamos de um um símbolo ideológico do regime comunista búlgaro. O que tem em comum com o SSC? A melancolia inerente a uma construção gigantesca abandonada.  
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O acelerador que nunca será

O maior acelerador de partículas do mundo, um gigante enterrado a dezenas de metros sob a superfície, dedicado a estudar os segredos do universo. Não, não estamos falando do famoso LHC, mas de um outro projeto que, se concluído, poderia ter ofuscado o brilho da máquina europeia.

Trata-se do Superconducting Super Collider (SSC), cuja construção foi iniciada no Texas, nos Estado Unidos, em 1991. A máquina teria 55 km de comprimento e seria capaz de acelerar prótons a uma energia de 40 TeV – três vezes mais extenso e mais poderoso que o LHC.  

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Porém, cerca de dois anos e 2 bilhões de dólares depois, as obras do SSC foram abandonadas, após um corte de verbas do governo americano. Os motivos foram vários, entre eles o aumento astronômicos do custo previsto: de uma estimativa inicial de cerca de 4,5 bilhões de dólares, a obra já estava orçada em mais de 12 bilhões. A má administração e questões políticas e econômicas internas também contribuíram para a decisão.

Uma observação: o LHC consumiu cerca de 5 bilhões de dólares. Vale lembrar, no entanto, que o acelerador europeu aproveitou uma grande extensão de cavernas subterrâneas já existentes na área - o que pode, em parte, explicar a diferença de custo.  

Desde o cancelamento do projeto original do SSC, muitos rumores de novos usos para a construção já surgiram - desde a criação de um estúdio de cinema até uma instalação de treinamento antiterrorismo. Nada, porém, foi adiante. 

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Em 2006, o ex-futuro acelerador e seus quase 25 km de túneis já escavados foram vendidos - pela bagatela de apenas 6,5 milhões de dólares - ao Pinnacle Group,  empresa norte-americana liderada pelo milionário Johnnie Bryan Hunt. A ideia era transformar o local em uma das maiores e mais seguras centrais de armazenamento de dados do mundo. No entanto, o mau agouro das instalações foi mais forte e o empresário morreu meses depois, ao escorregar em uma poça de gelo.

Se mesmo com tantas histórias que não deram certo você ficou interessado em adquirir as instalações desse quase acelerador de partículas, somos obrigados a avisar: não vai dar dessa vez - o esqueleto do SSC foi revendido em 2012. A solução para o malfadado local pode também vir de uma ‘tragédia’: a empresa química Magnablend, nova dona das instalações, pretende utilizá-las para substituir uma de suas fábricas, localizada na mesma região, que pegou fogo em 2011. Será que dessa vez a coisa vai? 

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Imagens: Wired e Amusing planet. 

Confira uma matéria completa sobre o SSC, publicada na Wired em 2009. 

Leia mais novidades sobre o LHC, a descoberta do bóson de Higgs, a participação do Brasil no Cern e o futuro da física de partículas no site da Ciência Hoje On-line. 

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