Logo

Instituto Ciência Hoje

  • Archive
  • RSS

Os primeiros senhores do fogo

Se dominar o fogo parece ter representado um momento decisivo na evolução de nossos ancestrais, novos indícios obtidos por arqueólogos na África do Sul mostram que essa virada na evolução humana aconteceu bem antes do que se sabia. Segundo descobertas feitas na caverna de Wonderwerk (o sítio arqueológico mostrado na imagem acima), os primeiros homens já controlavam o fogo há cerca de um milhão de anos - 300 mil anos antes dos registros anteriores.   

Pesquisadores da Universidade de Toronto encontraram evidências de queima no local, como cinzas de plantas e fragmentos carbonizados de ossos. O material não parece ter sido arrastado para o interior por vento ou água e se localizava próximo a restos de ferramentas primitivas de pedra.  

Embora o homem moderno zanze pelo mundo há ‘apenas’ 200 mil anos, espécies ancestrais já se espalhavam pela Terra 1,9 milhões de anos atrás. A descoberta mostra que o fogo pode ter feito parte do estilo de vida mesmo do primitivo Homo erectus (como afirma, por exemplo, o antropólogo britânico Richard Wrangham, em livro resenhado na CH) e de que teria representado papel importante na socialização do homem primitivo e até na evolução de nossos cérebros.  

Leia mais sobre a descoberta aqui e aqui. 

Leia mais sobre arqueologia e história no site da Ciência Hoje On-line. 

    • #arqueologia
    • #descoberta
    • #evolução
    • #história
  • 1 year ago
  • 3
  • Comments
  • Permalink
Share

Short URL

TwitterFacebookPinterestGoogle+

Sangue, vingança e guerra nas estrelas

Aconteceu há muito tempo, mas não numa galáxia muito, muito distante. Registros encontrados no antigo centro do universo contam a história de uma grande guerra ocorrida quando do nascimento do deus Sol, que subjugou a Lua e as estrelas em uma batalha épica.

É claro que o relato acima trata-se de mitologia pura, a lenda do nascimento do Sol, apresentada em um conjunto de símbolos espalhados por 23 lápides de pedras descobertas no antigo Templo Maior, um dos mais importantes locais religiosos da civilização Asteca. Localizado na antiga cidade de Tenochtitlan, agora Cidade do México, o local era tido pelos astecas como o centro do universo.

Construído no reinado de Montezuma I, entre 1440 e 1469, o templo era dedicado a Huitzilopochtli, deus do Sol, da guerra e divindade suprema da cultura asteca. O Templo Maior foi palco de milhares de sacrifícios humanos antes da conquista espanhola, em 1521. Segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História do México, as inscrições são evidências iconográficas únicas dos mitos astecas. 

As inscrições descobertas contam o drama da deusa da terra e da fertilidade Coatlicue, engravidada por uma pluma. Seus quatrocentos filhos homens, os deuses-estrela, e sua filha Coyolxauhqui, a deusa da Lua, conspiraram para matar mãe e bebê, o próprio Huitzilopochtli, antes do nascimento. Porém, o deus supremo saltou do ventre da mãe completamente crescido e armado com uma serpente de fogo, decapitou Coyolxauhqui e matou seus 400 irmãos. 

No conjunto de esculturas é possível ver serpentes, um guerreiro carregando escudo e arma de dardos, um homem decapitado vestindo um cocar de penas, e um cativo de joelhos, com as mãos amarradas e uma lágrima caindo dos olhos. Agora, os arqueólogos querem descobrir se algum sacrifício foi realizado no local. 

Fotos: National Institute of Anthropology and History (INAH)

Leia mais novidades sobre arqueologia e história na Ciência Hoje On-line.

    • #arqueologia
    • #astecas
    • #descoberta
  • 1 year ago
  • 5
  • Comments
  • Permalink
Share

Short URL

TwitterFacebookPinterestGoogle+
A ressurreição de uma polêmica 
Você conhece Jesus Cristo? As pessoas enterradas em uma tumba em Jerusalém podem ter conhecido e, inclusive, estado entre seus primeiros seguidores. É o que mostra a descoberta de um grupo da Universidade de Huntington, nos EUA, que, se confirmadas, podem ser os registros arqueológicos mais antigos do cristianismo – datados, no máximo, do ano 70.   
O túmulo encontra-se em um sítio arqueológico descoberto há 30 anos, mas vedado a estudos mais profundos devido à ação de grupos religiosos – hoje existe, acredite, um prédio construído sobre ele, dificultando bastante o acesso ao túmulo, que só foi possível com o auxílio de um robô com câmeras.  



O que mais chama atenção nas imagens divulgadas é um peixe esculpido em uma das urnas – o mais popular símbolo do cristianismo nos seus primeiros séculos. O animal aparece em um dos milagres atribuídos a Jesus e a tradução da palavra ‘peixe’ para o grego clássico é “ichthys” - um acrônimo para “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. A imagem também alude à história bíblica de Jonas, que teria passado três dias dentro de um peixe gigante, em um sinal do poder de Deus e da ressurreição de Jesus. 






Um dos motivos do interesse dos pesquisadores pela tumba foi sua proximidade com outra polêmica câmara mortuária, o famoso túmulo perdido de Jesus, que foi tema de um documentário produzido pelo cineasta James Cameron, muito criticado pela comunidade científica e religiosa.  
Os pesquisadores acreditam que o local onde as câmaras mortuárias estão localizadas poderia ter pertencido a alguma família rica da época convertida ao cristianismo, como a de José de Arimateia, discípulo que, segundo a Bíblia, teria enterrado o corpo de Jesus.
Leia mais novidades sobre arqueologia no site da Ciência Hoje On-line.
Pop-upView Separately

A ressurreição de uma polêmica 

Você conhece Jesus Cristo? As pessoas enterradas em uma tumba em Jerusalém podem ter conhecido e, inclusive, estado entre seus primeiros seguidores. É o que mostra a descoberta de um grupo da Universidade de Huntington, nos EUA, que, se confirmadas, podem ser os registros arqueológicos mais antigos do cristianismo – datados, no máximo, do ano 70.   

O túmulo encontra-se em um sítio arqueológico descoberto há 30 anos, mas vedado a estudos mais profundos devido à ação de grupos religiosos – hoje existe, acredite, um prédio construído sobre ele, dificultando bastante o acesso ao túmulo, que só foi possível com o auxílio de um robô com câmeras.  

O que mais chama atenção nas imagens divulgadas é um peixe esculpido em uma das urnas – o mais popular símbolo do cristianismo nos seus primeiros séculos. O animal aparece em um dos milagres atribuídos a Jesus e a tradução da palavra ‘peixe’ para o grego clássico é “ichthys” - um acrônimo para “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. A imagem também alude à história bíblica de Jonas, que teria passado três dias dentro de um peixe gigante, em um sinal do poder de Deus e da ressurreição de Jesus. 

Um dos motivos do interesse dos pesquisadores pela tumba foi sua proximidade com outra polêmica câmara mortuária, o famoso túmulo perdido de Jesus, que foi tema de um documentário produzido pelo cineasta James Cameron, muito criticado pela comunidade científica e religiosa.  

Os pesquisadores acreditam que o local onde as câmaras mortuárias estão localizadas poderia ter pertencido a alguma família rica da época convertida ao cristianismo, como a de José de Arimateia, discípulo que, segundo a Bíblia, teria enterrado o corpo de Jesus.

Leia mais novidades sobre arqueologia no site da Ciência Hoje On-line.

    • #arqueologia
    • #descoberta
    • #religião
    • #história
  • 1 year ago
  • 3
  • Comments
  • Permalink
Share

Short URL

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
PreviousNext

O coração de pedra da Bretanha

Um lugar de magia muito, muito antiga no extremo gelado da Grã-Bretanha. Estudos recentes em um sítio arqueológico situado em Ness of Brodgar, no coração das Ilhas Orkney, no norte da Escócia, revelaram que o local abrigava um templo com cerca de cinco mil anos, que pode ter sido o mais importante para a religião do período neolítico, posto atualmente ocupado pelo complexo que engloba o famoso círculo de pedras de Stonehenge.

Datações com radiocarbono no local, descoberto em 2002, indicaram a ocupação humana na região em 3200 A.C., cerca de 500 antes das primeiras pedras do seu primo mais famoso serem fixadas. Para os pesquisadores, Brodgar pode ter servido de modelo para a criação de Stonehenge e de outros complexos neolíticos mais conhecidos.   

O sítio localiza-se próximo a outros monumentos do mesmo período - o Anel de Brodgar e as Pedras em pé de Stenness - e seria cercado por um muro de até 10 metros de altura. Também foram encontradas linhas vermelhas desenhadas em suas paredes internas, talvez as mais antigas manifestações artísticas da Idade da Pedra já registradas.

Pouco se conhece sobre as civilizações que habitaram a Bretanha nesse passado remoto, mas Brodgar - que permanece em grande parte ainda sob a terra - pode representar uma inédita chance de desvendar os misteriosos círculos de pedra que ergueram. Confira a matéria publicada pela National Geographic sobre a descoberta. 

(Fotos: Andrea Mucelli/FlickR; Hugo Whymark, ORCA; Bruce McAdam/FlickR e Draig/FlickR)

    • #arqueologia
    • #descoberta
  • 1 year ago
  • Comments
  • Permalink
Share

Short URL

TwitterFacebookPinterestGoogle+

Instituto Ciência Hoje

Portrait/Logo

About

http://www.cienciahoje.org.br

O Instituto Ciência Hoje (ICH) é uma organização social de interesse público sem fins lucrativos vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Responsável por uma série de projetos de divulgação científica, o ICH publica a revista Ciência Hoje desde 1982, a Ciência Hoje das Crianças desde 1986 e os livros da série Ciência Hoje na Escola desde 1996. Desde 1997, o instituto mantém também um portal de divulgação científica na internet: a Ciência Hoje On-line.

Pages

  • Revista CH
  • Revista CHC
  • CH On-line
  • Alô, Professor
  • Estúdio CH
  • Bússola
  • RSS
  • Delicious
  • YouTube
  • Facebook
  • Twitter

Me, Elsewhere

  • @cienciahoje on Twitter
  • Facebook Profile
  • cienciahoje on Vimeo
  • CienciaHojeOnline on Youtube
  • cienciahoje on Delicious

Following

  • visualoop
  • wildcat2030
  • scientificillustration
  • molecularlifesciences
  • distant-traveller
  • thepoisondiaries
  • sciencenote
  • scinerds
  • futurescope
  • emergentfutures
  • ikenbot
  • really-shit
  • travelingcolors
  • itsfullofstars
  • infoneer-pulse
  • mineralia
  • art-sci
  • wild-earth
  • myampgoesto11
  • sustentalab
  • brazilwonders
  • jtotheizzoe
  • isomorphismes
  • crookedindifference
  • heartoftardis
  • mothernaturenetwork
  • gardenscience
  • best-likes
  • discoverynews
  • thescienceofreality
  • rorschachx
  • fuckyeahdinoart
  • skeptv
  • newsweek
  • thedailywhat
  • kqedscience
  • engineeringisawesome
  • the-star-stuff
  • reuters
  • singularitarian
  • bashford
  • rollingstone
  • newyorker
  • wired
  • vicemag
  • geologise
  • latimes
  • folhadespaulo
  • laughingsquid
  • laboratoryequipment
  • aljazeera
  • globalvoices
  • guardian
  • amnhnyc
  • poptech
  • freshphotons
  • huffingtonpost
  • nybg
  • nasagoddard
  • wnycradiolab
  • expose-the-light
  • life
  • clearscience
  • scienceetfiction
  • theatlantic
  • futuramb
  • doctorswithoutborders
  • outsideourbubble
  • kidsneedscience
  • proofmathisbeautiful
  • blogdopastel
  • thenextweb
  • heythereuniverse
  • thedigitalmuseum
  • fuckyeahfluiddynamics
  • fuckyeahnebulas
  • gradmom
  • pulitzercenter
  • livelymorgue
  • kambiz
  • equipebrasil
  • obscurezoology
  • cnce
  • fragmentosdebelem
  • piecesofspace
  • sciencesoup
  • fuckyeahplantbiology
  • physicsphysics
  • comicallyvintage
  • rhamphotheca
  • neuroticthought
  • scienceisbeauty
  • ohyeahdevelopmentalbiology
  • geologyrocks
  • doomcorp
  • billydalto
  • arcticmuseum
  • explodingtorium
  • cozydark
  • science
  • rro12
  • nysci
  • viveraciencia
  • onetedaday
  • nationalgeographicdaily
  • fuckyeahneuroscience
  • anhembimorumbi
  • houseofmind
  • theworldwelivein
  • peteuplink
  • biologylair
  • tammuz
  • alchymista
  • wireduk
  • biocanvas
  • jfs1
  • electricorchid
  • microculture
  • openscience
  • whetheritmatters
  • ohscience
  • biosferams
  • sexymachinery
  • femininescience
  • lookslikescience
  • ourtimemakebetter
  • framesandflames
  • geneticist
  • nationalgeographicmagazine
  • disruptism
  • scipsy
  • nasafanclub
  • micro-scopic
  • questoesdaciencia
  • planetabio
  • curiositycounts
  • realcleverscience
  • johnclaudielectronics
  • sciencecenter
  • magnified-world
  • linkestadao
  • intelectuaisvaoapraia
  • amolecularmatter
  • sciencepopularis
  • inlovewithgeosciences
  • thedailyfeed
  • sayitwithscience
  • malibueinstein
  • museudamare
  • ruadasgaveas
  • guardiandata
  • andreyon
  • physilology
  • cienciabio
  • exploradorurbano
  • allthingsnuclear
  • memoriaviva
  • cciencias
  • mail-ambient
  • utsa-sciences
  • naturewantstoeatyou
  • bienaldolivrosp
  • visoescosmicas

I Dig These Posts

See more →
  • RSS
  • Random
  • Archive
  • Mobile
Effector Theme by Pixel Union