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Plasticus oceanicae
Se essas imagens fossem de uma nova espécie de animais marinhos, poderíamos dizer que ela estaria entre as mais comuns em nossos oceanos. Teria diversas subsespécies, micro e macroscópicas - sacus, garrafoi, embalageae, entre milhares de outras - e, pela quantidade de mortes de animais pelas quais são responsáveis todos os anos, provavelmente seriam todas importantes predadoras nesse ecossistema imaginário. 
Infelizmente, essas ‘criaturas’ de plástico não são belas e inusitadas formas de vida, mas sim ameaças concretas à biodiversidade dos mares. As imagens desse post são registros criativos feitos pelo fotógrafo Kim Preston utilizando o material para imitar criaturas marinhas, com o objetivo de chamar a atenção para o problema que os plásticos representam para os oceanos - em especial, o fotógrafo quer denunciar o surrealismo do local conhecido como a ‘grande mancha de lixo do Pacífico’.



Confira uma matéria publicada na CH On-line sobre outra iniciativa que percorreu os oceanos do mundo denunciando a ameça do plástico.
Pelo jeito, é melhor o homem abrir o olho ou daqui a algum tempo essas podem ser praticamente as únicas criaturas a habitar os nossos mares…
Via Featureshoot.
Leia mais novidades sobre meio ambiente no site da Ciência Hoje On-line.
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Plasticus oceanicae

Se essas imagens fossem de uma nova espécie de animais marinhos, poderíamos dizer que ela estaria entre as mais comuns em nossos oceanos. Teria diversas subsespécies, micro e macroscópicas - sacus, garrafoi, embalageae, entre milhares de outras - e, pela quantidade de mortes de animais pelas quais são responsáveis todos os anos, provavelmente seriam todas importantes predadoras nesse ecossistema imaginário. 

Infelizmente, essas ‘criaturas’ de plástico não são belas e inusitadas formas de vida, mas sim ameaças concretas à biodiversidade dos mares. As imagens desse post são registros criativos feitos pelo fotógrafo Kim Preston utilizando o material para imitar criaturas marinhas, com o objetivo de chamar a atenção para o problema que os plásticos representam para os oceanos - em especial, o fotógrafo quer denunciar o surrealismo do local conhecido como a ‘grande mancha de lixo do Pacífico’.

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Confira uma matéria publicada na CH On-line sobre outra iniciativa que percorreu os oceanos do mundo denunciando a ameça do plástico.

Pelo jeito, é melhor o homem abrir o olho ou daqui a algum tempo essas podem ser praticamente as únicas criaturas a habitar os nossos mares…

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Relíqueas espanholas
Dia de novidades no fantástico reino das criaturinhas peculiares do nosso Tumblr. Mais especificamente, três novidades: um trio de novas espécies da ordem Collembola, encontradas nas grutas de Maestrazgo, na Espanha. Encontradas por pesquisadores da Universidade de Navarra, elas foram descritas em artigo publicado no periódico Zootaxa.
Semelhantes a insetos primitivos, os integrantes da ordem Collembola costumam ter seis patas, um tamanho reduzido (seus maiores representantes atingem ‘impressionantes’ 6 milímetros) e estão entre as mais antigas e disseminadas criaturas do mundo. Também chamadas de springtails, apresentam uma espécie de cauda, uma estrutura utilizada para fugir em situações de perigo. As espécies foram batizadas de  Pygmarrhopalites maestrazgoensis (cuja imagem abre esse post), P. cantavetulae e Oncopodura fadriquei. 

Oncopodura fadriquei, uma das espécies descobertas na Espanha (imagem: Rafael Jordana, Enrique Barquero)
As grutas de Maestrazgo se localizam a uma altitude de cerca de dois mil metros e a temperatura chega a -40ºC no seu exterior e a cerca de 5ºC no interior. A intenção dos cientistas é estudar a adaptação das espécies, que têm vivido praticamente isoladas por milhares de anos, ao ambiente frio, úmido e escuros das cavernas. Uma delas, por exemplo, a O. fadriquei, sequer possui olhos - uma característica bem comum em animais adaptados à ausência de luz.
São ou não são bons companheiros para nossos bichinhos preferidos, a caçadora das trevas, a devoradora de línguas e o lagarto miniatura? Leia mais sobre as novas espécies no Discovery News e Our Amazin Planet (em inglês).
Leia mais novidades sobre biodiversidade e evolução na Ciência Hoje Online. 
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Relíqueas espanholas

Dia de novidades no fantástico reino das criaturinhas peculiares do nosso Tumblr. Mais especificamente, três novidades: um trio de novas espécies da ordem Collembola, encontradas nas grutas de Maestrazgo, na Espanha. Encontradas por pesquisadores da Universidade de Navarra, elas foram descritas em artigo publicado no periódico Zootaxa.

Semelhantes a insetos primitivos, os integrantes da ordem Collembola costumam ter seis patas, um tamanho reduzido (seus maiores representantes atingem ‘impressionantes’ 6 milímetros) e estão entre as mais antigas e disseminadas criaturas do mundo. Também chamadas de springtails, apresentam uma espécie de cauda, uma estrutura utilizada para fugir em situações de perigo. As espécies foram batizadas de  Pygmarrhopalites maestrazgoensis (cuja imagem abre esse post), P. cantavetulae e Oncopodura fadriquei. 

Oncopodura fadriquei, uma das espécies descobertas na Espanha (imagem: Rafael Jordana, Enrique Barquero)

As grutas de Maestrazgo se localizam a uma altitude de cerca de dois mil metros e a temperatura chega a -40ºC no seu exterior e a cerca de 5ºC no interior. A intenção dos cientistas é estudar a adaptação das espécies, que têm vivido praticamente isoladas por milhares de anos, ao ambiente frio, úmido e escuros das cavernas. Uma delas, por exemplo, a O. fadriquei, sequer possui olhos - uma característica bem comum em animais adaptados à ausência de luz.

São ou não são bons companheiros para nossos bichinhos preferidos, a caçadora das trevas, a devoradora de línguas e o lagarto miniatura? Leia mais sobre as novas espécies no Discovery News e Our Amazin Planet (em inglês).

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Demasiado humanos
Se você é daqueles que acham que só os seres humanos têm sentimentos, dê uma boa olhada nessas fotos. As incríveis imagens, que compõem o novo trabalho do fotógrafo Tim Flach, capturam íntimos e expressivos momentos de diversos animais selvagens dos mais variados tamanhos e formas.
Intitulada More than human, a obra foi totalmente produzida em estúdio - nas instalações do próprio fotógrafo, em Londres, e em diversos locais espalhados pelo mundo. Pode até ser difícil imaginar como Flach conseguiu registros tão expressivos de animais tão variados, mas impossível mesmo é observar as fotografias sem ter uma sensação estranhamente familiar em relação aos gestos, olhares e poses que registram. Afinal, o que faz de nós tão semelhantes e tão diferentes deles? 






Confira muitas outras imagens desse e de outros trabalhos do fotógrafo. Flach já havia ficado famoso por seus trabalhos anteriores: Dogs Gods e Equus. As obras trazem registros igualmente incríveis e sensíveis de cachorros e cavalos, respectivamente. Além de um livro, More than human também dará origem a uma exposição, em cartaz na Osborne Samuel Gallery, em Londres, a partir de 6 de dezembro.   
Um último registro: o belo trabalho lembra um pouco o projeto Biodiversidade, do também fotógrafo Joel Sartore, que já foi apresentado aqui no Tumblr. No sobreCultura dessa semana, um assunto correlato: a professora e escritora Maria Esther Maciel fala sobre a evolução das relações entre os humanos e os animais.  
Via Daily Mail e Notcot.
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Demasiado humanos

Se você é daqueles que acham que só os seres humanos têm sentimentos, dê uma boa olhada nessas fotos. As incríveis imagens, que compõem o novo trabalho do fotógrafo Tim Flach, capturam íntimos e expressivos momentos de diversos animais selvagens dos mais variados tamanhos e formas.

Intitulada More than human, a obra foi totalmente produzida em estúdio - nas instalações do próprio fotógrafo, em Londres, e em diversos locais espalhados pelo mundo. Pode até ser difícil imaginar como Flach conseguiu registros tão expressivos de animais tão variados, mas impossível mesmo é observar as fotografias sem ter uma sensação estranhamente familiar em relação aos gestos, olhares e poses que registram. Afinal, o que faz de nós tão semelhantes e tão diferentes deles? 

Confira muitas outras imagens desse e de outros trabalhos do fotógrafo. Flach já havia ficado famoso por seus trabalhos anteriores: Dogs Gods e Equus. As obras trazem registros igualmente incríveis e sensíveis de cachorros e cavalos, respectivamente. Além de um livro, More than human também dará origem a uma exposição, em cartaz na Osborne Samuel Gallery, em Londres, a partir de 6 de dezembro.   

Um último registro: o belo trabalho lembra um pouco o projeto Biodiversidade, do também fotógrafo Joel Sartore, que já foi apresentado aqui no Tumblr. No sobreCultura dessa semana, um assunto correlato: a professora e escritora Maria Esther Maciel fala sobre a evolução das relações entre os humanos e os animais.  

Via Daily Mail e Notcot.

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Na natureza selvagem (ou nem tanto)
A cada instante e em todos os cantos, a natureza proporciona cenas de singular beleza. Pena que, presos em vidas de concreto e correria, muitas vezes não podemos testemunhar esses deslumbramentos - ou eles simplesmente passam por nós despercebidos.
Para nossa sorte, existem fotógrafos que se dedicam a captar tais momentos de épica intensidade ou de singular candura e poesia. Reunimos mais uma boa mostra do trabalho deles neste post, que traz alguns dos vencedores do Veolia Environnement Wildlife Photographer of the Year, concurso de fotografia promovido anualmente pelo Museu de História Natural do Reino Unido.  
A imagem que abre o post, intitulada Bubble-jetting emperors, foi a vencedora geral do concurso. Ela retrata um turbilhão de pinguins-imperadores no mar gelado da Antártica. Confira mais alguns flagrantes espetaculares:  

Ice matters, de Anna Henly, mostra um urso polar vagando no mar do Norte.

Flight paths, flagrante de Owen Hearn obtido nos arredores de Londres e inscrito na categoria de 11 a 14 anos, foi a vencedora entre as enviadas por jovens fotógrafos.

City gull, de Eve Tucker, é um registro lúdico da natureza no coração de Londres, fotografia premiada na categoria 15 a 17 anos.

Celebration of a grey day, de Fortunato Gatto, tirada nas costas geladas e desertas da Escócia.

Snow pounce, de Richard Peters, retrata de forma poética os saltos de uma raposa no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos.

Fly-by drinking, de Ofter Levy, é um registro feito nos países baixos dos hábitos de beberrão do morcego da espécie Raposa-voadora-de-cabeça-cinza.
Sem pressa, vale a pena dedicar um tempinho para conferir a página do prêmio e navegar pelas muitas categorias e dezenas de fotografias incríveis. É bom lembrar que as 100 melhores imagens compõem uma exposição em cartaz no próprio Museu de História Natural até fevereiro do ano que vem.
Também pode ser interessante um passeio aqui pelo nosso Tumblr, onde já apresentamos outras seleções de ‘grandes momentos da natureza’, como imagens dos tesouros submarinos, registros da dia a dia no fundo do oceano e outros flagrantes dos sete mares.
Leia mais novidades sobre biodiversidade na página da Ciência Hoje On-line.
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Na natureza selvagem (ou nem tanto)

A cada instante e em todos os cantos, a natureza proporciona cenas de singular beleza. Pena que, presos em vidas de concreto e correria, muitas vezes não podemos testemunhar esses deslumbramentos - ou eles simplesmente passam por nós despercebidos.

Para nossa sorte, existem fotógrafos que se dedicam a captar tais momentos de épica intensidade ou de singular candura e poesia. Reunimos mais uma boa mostra do trabalho deles neste post, que traz alguns dos vencedores do Veolia Environnement Wildlife Photographer of the Year, concurso de fotografia promovido anualmente pelo Museu de História Natural do Reino Unido.  

A imagem que abre o post, intitulada Bubble-jetting emperors, foi a vencedora geral do concurso. Ela retrata um turbilhão de pinguins-imperadores no mar gelado da Antártica. Confira mais alguns flagrantes espetaculares:  

Ice matters, de Anna Henly, mostra um urso polar vagando no mar do Norte.

Flight paths, flagrante de Owen Hearn obtido nos arredores de Londres e inscrito na categoria de 11 a 14 anos, foi a vencedora entre as enviadas por jovens fotógrafos.

City gull, de Eve Tucker, é um registro lúdico da natureza no coração de Londres, fotografia premiada na categoria 15 a 17 anos.

Celebration of a grey day, de Fortunato Gatto, tirada nas costas geladas e desertas da Escócia.

Snow pounce, de Richard Peters, retrata de forma poética os saltos de uma raposa no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos.

Fly-by drinking, de Ofter Levy, é um registro feito nos países baixos dos hábitos de beberrão do morcego da espécie Raposa-voadora-de-cabeça-cinza.

Sem pressa, vale a pena dedicar um tempinho para conferir a página do prêmio e navegar pelas muitas categorias e dezenas de fotografias incríveis. É bom lembrar que as 100 melhores imagens compõem uma exposição em cartaz no próprio Museu de História Natural até fevereiro do ano que vem.

Também pode ser interessante um passeio aqui pelo nosso Tumblr, onde já apresentamos outras seleções de ‘grandes momentos da natureza’, como imagens dos tesouros submarinos, registros da dia a dia no fundo do oceano e outros flagrantes dos sete mares.

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O fruto mais intenso
Pode parecer um amontoado de bolas de gude ou um punhado de esferas feitas de algum material sintético e entupido de corantes artificiais. Porém, esse belo conjunto é, na verdade, uma planta, Pollia condensata, e as fosforescentes bolinhas de cor metálica são seus frutos.
Além da cor intensa e brilhante, outra coisa chama atenção na planta, natural de países como Angola, Moçambique e Etiópia: os frutos mantêm a coloração vibrante por anos, ou até décadas, depois de colhidas. 
Intrigante, não? Tanto que um grupo de cientistas decidiu investigar o misterioso fruto. O resultado foi publicado essa semana na revista científica Pnas e mostrou que a coloração arroxeada não vem de nenhum pigmento natural, mas de nanocamadas de celulose sobrepostas, que refletem a luz. 

Mais ainda: eles descobriram que a coloração do fruto é mais forte e intensa do que a de qualquer outro material biológico do mundo. Segundo a equipe, a casca reflete a luz do ambiente de forma circular, em um processo que só se assemelha com o observado na carapaça de besouros.
A coloração parece ser uma estratégia evolutiva importante. Em vez de gastar sua energia produzindo polpa fresca, a planta simularia ter frutos suculentos e nutritivos - eles, na verdade, são secos. Os pesquisadores acreditam que pássaros e outros animais, atraídos pela promessa de suculência, se alimentariam dos frutos e espalhariam suas semente. Isso é que é propaganda enganosa!
Confira mais detalhes da descoberta.
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O fruto mais intenso

Pode parecer um amontoado de bolas de gude ou um punhado de esferas feitas de algum material sintético e entupido de corantes artificiais. Porém, esse belo conjunto é, na verdade, uma planta, Pollia condensata, e as fosforescentes bolinhas de cor metálica são seus frutos.

Além da cor intensa e brilhante, outra coisa chama atenção na planta, natural de países como Angola, Moçambique e Etiópia: os frutos mantêm a coloração vibrante por anos, ou até décadas, depois de colhidas. 

Intrigante, não? Tanto que um grupo de cientistas decidiu investigar o misterioso fruto. O resultado foi publicado essa semana na revista científica Pnas e mostrou que a coloração arroxeada não vem de nenhum pigmento natural, mas de nanocamadas de celulose sobrepostas, que refletem a luz. 

Mais ainda: eles descobriram que a coloração do fruto é mais forte e intensa do que a de qualquer outro material biológico do mundo. Segundo a equipe, a casca reflete a luz do ambiente de forma circular, em um processo que só se assemelha com o observado na carapaça de besouros.

A coloração parece ser uma estratégia evolutiva importante. Em vez de gastar sua energia produzindo polpa fresca, a planta simularia ter frutos suculentos e nutritivos - eles, na verdade, são secos. Os pesquisadores acreditam que pássaros e outros animais, atraídos pela promessa de suculência, se alimentariam dos frutos e espalhariam suas semente. Isso é que é propaganda enganosa!

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Oceanos de vida
Já exploramos alguns dos tesouros submarinos, muitas das belezas dos sete mares e até as estranhas criaturas do Ártico. Também já demos uma olhada bem de perto nos detalhes diminutos do mundo. Mas e quando a vida está escondida justamente nessas criaturas microscópicas?
Nossos oceanos estão repletos de seres invisíveis para nós, mas que são parte essencial dos ciclos de vida da Terra. Porém, esses ecossistemas têm sido cada vez mais perturbados por problemas como o acúmulo de plástico e o aquecimento das águas globais. Foi com o objetivo de estudar essa vida microscópica ameaçada que os pesquisadores do projeto Tara Oceans empreenderam uma viagem de dois anos e meio por mares de todo o mundo, coletando amostras de fitoplâncton e zooplanton.
A jornada terminou em março e agora os dados começarão a ser analisados e sistematizados - uma tarefa que pode levar até dez anos para ser concluída. Nos próximos anos, novas expedições já estão planejadas, com destino ao Ártico e aos recifes de corais do Oceano Pacífico. Por enquanto, só nos resta ficar abismados com a beleza e peculiaridade das imagens coletadas pela equipe:  






Confira mais informações sobre o Tara Oceans e confira uma galeria de imagens do projeto.
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Oceanos de vida

Já exploramos alguns dos tesouros submarinos, muitas das belezas dos sete mares e até as estranhas criaturas do Ártico. Também já demos uma olhada bem de perto nos detalhes diminutos do mundo. Mas e quando a vida está escondida justamente nessas criaturas microscópicas?

Nossos oceanos estão repletos de seres invisíveis para nós, mas que são parte essencial dos ciclos de vida da Terra. Porém, esses ecossistemas têm sido cada vez mais perturbados por problemas como o acúmulo de plástico e o aquecimento das águas globais. Foi com o objetivo de estudar essa vida microscópica ameaçada que os pesquisadores do projeto Tara Oceans empreenderam uma viagem de dois anos e meio por mares de todo o mundo, coletando amostras de fitoplâncton e zooplanton.

A jornada terminou em março e agora os dados começarão a ser analisados e sistematizados - uma tarefa que pode levar até dez anos para ser concluída. Nos próximos anos, novas expedições já estão planejadas, com destino ao Ártico e aos recifes de corais do Oceano Pacífico. Por enquanto, só nos resta ficar abismados com a beleza e peculiaridade das imagens coletadas pela equipe:  

Confira mais informações sobre o Tara Oceans e confira uma galeria de imagens do projeto.

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Caçadora das trevas
Nas profundezas das muitas cavernas do distante Laos, existe uma coleção de seres da escuridão dos mais inacreditáveis, como essa coisinha singular da foto acima: trata-se da recém-descoberta aranha Sinopoda scurion, totalmente sem olhos e adaptada à vida na ausência completa da luz. 
A aranha é o primeiro exemplar sem olhos registrado entre as mais de mil espécies da família Sparassidae, também conhecida como huntsman. Em geral, as aranhas possuem oito olhos, mas já haviam sido identificadas outras espécies desse grupo com seis, quatro e até dois olhos. 
Um detalhe essencial é que esse tipo de aranha não fabrica teias; ela caça seus alimentos - daí o nome da família, ‘caçadora’, em tradução livre. Curioso pensar no processo evolutivo que levou ao surgimento de uma aranha caçadora sem olhos e tão pequena como a Sinopoda scurion - cujo comprimento total é de apenas seis centímetros e corpo mede cerca 12 milímetros.  

O estudo da nova aranha pode ajudar a entender a evolução das espécies da região e até ajudar a avaliar o impacto ecológico do turismo nas cavernas. Além de importante para a natureza, a aracnídeo cego entra para a galeria de bichos esquisitos da CH On-line, onde terá a companhia de nossa devoradora de línguas preferida, do primo bonito do Batman, do caranguejo ‘com aquilo roxo’ e do menor camaleão do mundo. 
Se quiser saber mais sobre a descoberta confira a reportagem publicada hoje no Daily Mail. A nova espécie foi descrita no periódico científico Zootaxa.
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Caçadora das trevas

Nas profundezas das muitas cavernas do distante Laos, existe uma coleção de seres da escuridão dos mais inacreditáveis, como essa coisinha singular da foto acima: trata-se da recém-descoberta aranha Sinopoda scurion, totalmente sem olhos e adaptada à vida na ausência completa da luz. 

A aranha é o primeiro exemplar sem olhos registrado entre as mais de mil espécies da família Sparassidae, também conhecida como huntsman. Em geral, as aranhas possuem oito olhos, mas já haviam sido identificadas outras espécies desse grupo com seis, quatro e até dois olhos. 

Um detalhe essencial é que esse tipo de aranha não fabrica teias; ela caça seus alimentos - daí o nome da família, ‘caçadora’, em tradução livre. Curioso pensar no processo evolutivo que levou ao surgimento de uma aranha caçadora sem olhos e tão pequena como a Sinopoda scurion - cujo comprimento total é de apenas seis centímetros e corpo mede cerca 12 milímetros.  

O estudo da nova aranha pode ajudar a entender a evolução das espécies da região e até ajudar a avaliar o impacto ecológico do turismo nas cavernas. Além de importante para a natureza, a aracnídeo cego entra para a galeria de bichos esquisitos da CH On-line, onde terá a companhia de nossa devoradora de línguas preferida, do primo bonito do Batman, do caranguejo ‘com aquilo roxo’ e do menor camaleão do mundo. 

Se quiser saber mais sobre a descoberta confira a reportagem publicada hoje no Daily Mail. A nova espécie foi descrita no periódico científico Zootaxa.

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Formiguinha Z. E A, B e C… 
As formigas já tem seu próprio Facebook. Trata-se do AntWeb, projeto desenvolvido por pesquisadores dos Estados Unidos, que pretende catalogar em um acervo on-line todas as espécies de formiga do mundo.  
A proposta é audaciosa: pretende reunir não apenas informações sobre a biologia e a localização geográfica de cada espécie, mas também disponibilizar imagens em alta resolução de todos os seus detalhes anatômicos, além de diferenciações de castas e sexos. Um desafio e tanto, considerando que trata-se de um dos grupos mais numerosos de animais do planeta, espalhado desde o interior de nossas casas aos confins das florestas tropicais.
Além da Dolichoderus plagiatus, essa coisinha fofa que abre o post, natural do Canadá, já são por volta de 80 mil imagens cadastradas, de cerca de 10 mil espécies. 
Confira alguns dos registros mais interessantes do AntWeb:

Adetomyrma aureocuprea, da Malásia.

Acanthognathus rudis, do Brasil.

Acanthomyrmex concavus, da Malásia.

Acromyrmex coronatus, do Paraguai, na fronteira com o Brasil.

Dorylus kohli, de várias localidades da África.

Crematogaster brasiliensis, das Américas do Sul e Central. 

Cephalotes grandinosus, das Américas do Sul e Central.
A ideia é produzir ao menos 10 mil novas fotografias por ano. Segundo os idealizadores do projeto, hoje existem cerca de 15 mil espécies formalmente descritas de formigas - que acredita-se representarem apenas metade da biodiversidade total do grupo. 
E aí, que tal tentar identificar aquelas formigas chatas que sempre aparecem na cozinha ou as que vivem atrapalhando o seu belo piquenique? Acesse já a rede das formigas.
Confira uma matéria completa sobre a iniciativa no site da BBC, em inglês, e confira uma galeria de fotos do site britânico, com mais imagens fantásticas. Se gostou das formigas, confira um post sobre um estranho fungo que as transforma em zumbis e outro com artista que usa os animais como personagens de suas formidáveis fotografias. 
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Formiguinha Z. E A, B e C… 

As formigas já tem seu próprio Facebook. Trata-se do AntWeb, projeto desenvolvido por pesquisadores dos Estados Unidos, que pretende catalogar em um acervo on-line todas as espécies de formiga do mundo.  

A proposta é audaciosa: pretende reunir não apenas informações sobre a biologia e a localização geográfica de cada espécie, mas também disponibilizar imagens em alta resolução de todos os seus detalhes anatômicos, além de diferenciações de castas e sexos. Um desafio e tanto, considerando que trata-se de um dos grupos mais numerosos de animais do planeta, espalhado desde o interior de nossas casas aos confins das florestas tropicais.

Além da Dolichoderus plagiatus, essa coisinha fofa que abre o post, natural do Canadá, já são por volta de 80 mil imagens cadastradas, de cerca de 10 mil espécies. 

Confira alguns dos registros mais interessantes do AntWeb:

Adetomyrma aureocuprea, da Malásia.

Acanthognathus rudis, do Brasil.

Acanthomyrmex concavus, da Malásia.

Acromyrmex coronatus, do Paraguai, na fronteira com o Brasil.

Dorylus kohli, de várias localidades da África.

Crematogaster brasiliensis, das Américas do Sul e Central. 

Cephalotes grandinosus, das Américas do Sul e Central.

A ideia é produzir ao menos 10 mil novas fotografias por ano. Segundo os idealizadores do projeto, hoje existem cerca de 15 mil espécies formalmente descritas de formigas - que acredita-se representarem apenas metade da biodiversidade total do grupo. 

E aí, que tal tentar identificar aquelas formigas chatas que sempre aparecem na cozinha ou as que vivem atrapalhando o seu belo piquenique? Acesse já a rede das formigas.

Confira uma matéria completa sobre a iniciativa no site da BBC, em inglês, e confira uma galeria de fotos do site britânico, com mais imagens fantásticas. Se gostou das formigas, confira um post sobre um estranho fungo que as transforma em zumbis e outro com artista que usa os animais como personagens de suas formidáveis fotografias. 

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Os dez mais biodiversos
Quais os animais mais interessantes e curiosos do mundo? Com a exuberância e diversidade da natureza, provavelmente é impossível fazer uma lista desse tipo sem cometer enormes injustiças. Porém, o Instituto Internacional de Exploração das Espécies, dos Estados Unidos, se arrisca anualmente a produzir, ao menos, uma listagem das dez espécies mais interessantes ou curiosas descritas no período.
Na lista de escolhidos, dois representantes do Brasil. A segunda colocada da seleção foi a cubo-medusa retratada na foto acima, Tamoya ohboya, cuja descrição teve a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A espécie, encontrada em águas caribenhas, foi nomeada a partir de um concurso na internet, que escolheu o nome ‘ohboya’, uma referência a expressão de espanto Oh, boy! que a visão da beleza do animal produz. 

A décima colocada da lista, a altamente ameaçada tarântula azul Pterinopelma sazimai, natural da Chapada Diamantina, foi descrita por cientistas do Instituto Butantan. É a primeira espécie brasileira a figurar na lista, desde que a iniciativa de escolher os mais incríveis animais e plantas do ano teve início. Confira uma reportagem completa sobre as duas descrições que representaram o Brasil na listagem. 

Entre as outras novas espécies escolhidas, estão um macaco asiático de nariz arrebitado que espirra quando chove, uma vespa que bombardeia formigas com seus ovos e belas flores que crescem apenas em altitudes superiores a três mil metros, em montanhas chuvosas e pouco habitadas do Nepal.  


Confira a listagem completa dos escolhidos. 
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Os dez mais biodiversos

Quais os animais mais interessantes e curiosos do mundo? Com a exuberância e diversidade da natureza, provavelmente é impossível fazer uma lista desse tipo sem cometer enormes injustiças. Porém, o Instituto Internacional de Exploração das Espécies, dos Estados Unidos, se arrisca anualmente a produzir, ao menos, uma listagem das dez espécies mais interessantes ou curiosas descritas no período.

Na lista de escolhidos, dois representantes do Brasil. A segunda colocada da seleção foi a cubo-medusa retratada na foto acima, Tamoya ohboya, cuja descrição teve a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A espécie, encontrada em águas caribenhas, foi nomeada a partir de um concurso na internet, que escolheu o nome ‘ohboya’, uma referência a expressão de espanto Oh, boy! que a visão da beleza do animal produz. 

A décima colocada da lista, a altamente ameaçada tarântula azul Pterinopelma sazimai, natural da Chapada Diamantina, foi descrita por cientistas do Instituto Butantan. É a primeira espécie brasileira a figurar na lista, desde que a iniciativa de escolher os mais incríveis animais e plantas do ano teve início. Confira uma reportagem completa sobre as duas descrições que representaram o Brasil na listagem. 

Entre as outras novas espécies escolhidas, estão um macaco asiático de nariz arrebitado que espirra quando chove, uma vespa que bombardeia formigas com seus ovos e belas flores que crescem apenas em altitudes superiores a três mil metros, em montanhas chuvosas e pouco habitadas do Nepal.  

Confira a listagem completa dos escolhidos. 

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A selva dos mortos-vivos
Esse é realmente um caso digno de um bizarro filme de terror e um concorrente de peso para a nossa simpática devoradora de línguas. Você vai conhecer agora a história das formigas da espécie Camponotus rufipes, naturais de florestas tropicais existentes em países como o Brasil e a Tailândia, que têm vivido sob o horror de um fungo capaz de controlar suas mentes e transformá-las em zumbis.    
Diferente da maioria das obras de ficção, o fungo Ophiocordyceps unilateralis não obriga os artrópodes ‘mortos-vivos’ a errarem pela Terra alimentando-se dos cérebros de seus companheiros de espécie. Na realidade, em uma bizarra mostra das estratégias evolutivas arquitetadas pela natureza, antes de matar a formiga, o fungo a obriga a utilizar suas mandíbulas para se fixar nas folhas das plantas mais baixas - habitats com luminosidade, temperatura e umidade ideais para sua proliferação.  

Nas semanas seguintes, os corpos servem de alimento para os fungos - sem, no entanto, afetar suas mandíbulas ou exoesqueleto, mantendo o animal pendurado e protegido contra outros microorganismos. Hastes irrompem da cabeça morta e liberam esporos no solo, onde podem infectar outras formigas. Esse perigo pode ajudar a explicar por que as espécies da região costumam ter as copas das árvores como habitat natural. 


Mas calma, não há riscos desse processo nos levar a um apocalipse zumbi. Na verdade, existem indícios da ação desse tipo de fungo que datam de milhões de anos atrás e nossas matas nunca se transformaram na zumbilândia artrópode. Diferentemente do inexorável fim para o qual a maioria dos filmes de zumbi aponta, a ‘cura’ não é apenas uma lenda e a própria natureza tem armas para combater a bizarra infecção.




Uma descoberta recente, publicada na revista Pnas e que contou com a participação de cientistas brasileiros, identificou um outro tipo de fungo que ataca justamente o Ophiocordyceps unilateralis, diminuindo drasticamente a viabilidade de seus esporos produzidos. A descoberta pode ajudar a explicar como as colônias de formigas sobreviveram a esse terror oculto nas selvas por tanto tempo.


Leia mais novidades sobre evolução e biodiversidade na Ciência Hoje On-line. 
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A selva dos mortos-vivos

Esse é realmente um caso digno de um bizarro filme de terror e um concorrente de peso para a nossa simpática devoradora de línguas. Você vai conhecer agora a história das formigas da espécie Camponotus rufipes, naturais de florestas tropicais existentes em países como o Brasil e a Tailândia, que têm vivido sob o horror de um fungo capaz de controlar suas mentes e transformá-las em zumbis.    

Diferente da maioria das obras de ficção, o fungo Ophiocordyceps unilateralis não obriga os artrópodes ‘mortos-vivos’ a errarem pela Terra alimentando-se dos cérebros de seus companheiros de espécie. Na realidade, em uma bizarra mostra das estratégias evolutivas arquitetadas pela natureza, antes de matar a formiga, o fungo a obriga a utilizar suas mandíbulas para se fixar nas folhas das plantas mais baixas - habitats com luminosidade, temperatura e umidade ideais para sua proliferação.  

Nas semanas seguintes, os corpos servem de alimento para os fungos - sem, no entanto, afetar suas mandíbulas ou exoesqueleto, mantendo o animal pendurado e protegido contra outros microorganismos. Hastes irrompem da cabeça morta e liberam esporos no solo, onde podem infectar outras formigas. Esse perigo pode ajudar a explicar por que as espécies da região costumam ter as copas das árvores como habitat natural. 

Mas calma, não há riscos desse processo nos levar a um apocalipse zumbi. Na verdade, existem indícios da ação desse tipo de fungo que datam de milhões de anos atrás e nossas matas nunca se transformaram na zumbilândia artrópode. Diferentemente do inexorável fim para o qual a maioria dos filmes de zumbi aponta, a ‘cura’ não é apenas uma lenda e a própria natureza tem armas para combater a bizarra infecção.
Uma descoberta recente, publicada na revista Pnas e que contou com a participação de cientistas brasileiros, identificou um outro tipo de fungo que ataca justamente o Ophiocordyceps unilateralis, diminuindo drasticamente a viabilidade de seus esporos produzidos. A descoberta pode ajudar a explicar como as colônias de formigas sobreviveram a esse terror oculto nas selvas por tanto tempo.
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  • 12 months ago
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Tesouros submarinos

A vida marinha em toda sua exuberância. Essa poderia ser a descrição das fotografias vencedoras da oitava edição do concurso de fotografia subaquáticas promovido pela Universidade de Miami. As fotos premiadas em 2012 foram selecionadas entre mais de 400 concorrentes, enviadas por fotógrafos de todo o mundo. A imagem que abre o post foi a campeã geral e mostra uma lesma do mar da espécie Chelidonura hirundinina.

A água-viva Chrysaora quinquecirrh em uma manhã de sol foi a preferida do público.

A impressionante imagem dessa baleia cachalote foi a campeã na categoria retratos. 
Entre as fotos macro, a vencedora traz um góbio escondido em um coral. 


O curioso tubarão-baleia levou o título entre as fotos enviadas por estudantes.


Na categoria grande angular, levou a melhor essa bela imagem de peixes-leões.


Aqui no Tumblr, já falamos sobre outro prêmio parecido, que também trazia imagens sensacionais. Prova de que, mesmo que os mares sejam apenas sete, suas belezas são inesgotáveis. No site da competição, é possível conferir outras fotos selecionadas entre os primeiros lugares.
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  • 1 year ago
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Com o caranguejo roxo
Em alguns momentos parece que a mãe natureza gosta de brincar com a infinita paleta de cores que tem a sua disposição. É o caso, por exemplo, do raro gafanhoto rosa e desse inusitado caranguejo roxo recém-descoberto, cujas imagens ilustram nosso post.   
O animal foi uma das quatro espécies de caranguejos de água-doce descobertas por cientistas do programa de pesquisa Aqua Palawana no arquipélago de Palawan, nas Filipinas. Devido aos seu isolamento, o local possui uma das maiores biodiversidades do mundo - quase metade das espécies da região é endêmica, ou seja, não é encontrada em qualquer outra parte do mundo. 

A coloração inusitada ainda não foi explicada pelos pesquisadores. Na verdade, pode não estar relacionada a qualquer função específica, servindo apenas para identificar a espécie, resultado de milhares de anos de evolução isolada nas ilhas do sudeste asiático. Como muitos dos animais únicos que vivem no arquipélago, o caranguejo já é considerado em extinção por seus descobridores, ameaçado pelas atividades humanas que degradam seu habitat, como a mineração. 
Confira uma reportagem completa, em inglês, sobre a descoberta. 
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Com o caranguejo roxo

Em alguns momentos parece que a mãe natureza gosta de brincar com a infinita paleta de cores que tem a sua disposição. É o caso, por exemplo, do raro gafanhoto rosa e desse inusitado caranguejo roxo recém-descoberto, cujas imagens ilustram nosso post.   

O animal foi uma das quatro espécies de caranguejos de água-doce descobertas por cientistas do programa de pesquisa Aqua Palawana no arquipélago de Palawan, nas Filipinas. Devido aos seu isolamento, o local possui uma das maiores biodiversidades do mundo - quase metade das espécies da região é endêmica, ou seja, não é encontrada em qualquer outra parte do mundo. 

A coloração inusitada ainda não foi explicada pelos pesquisadores. Na verdade, pode não estar relacionada a qualquer função específica, servindo apenas para identificar a espécie, resultado de milhares de anos de evolução isolada nas ilhas do sudeste asiático. Como muitos dos animais únicos que vivem no arquipélago, o caranguejo já é considerado em extinção por seus descobridores, ameaçado pelas atividades humanas que degradam seu habitat, como a mineração. 

Confira uma reportagem completa, em inglês, sobre a descoberta. 

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  • 1 year ago
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O mais afiado de todos os tempos
Quem tem os dentes mais afiados de todos os tempos? O enorme tubarão-branco? O selvagem tigre dentes-de-sabre? Ou algum dinossauro carnívoro gigantesco, como o Tyrannosaurus rex? Nada disso. O grande campeão, segundo um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society, é o conodonte Wurmiella excavata, um vertebrado aquático primitivo, semelhante a uma enguia. 
Bem menor do que esses grandes predadores, o animal media apenas dois centímetros e viveu há mais de 200 milhões de anos. Apesar de serem os mais afiados da história, seus dentes - capturados pela técnica de micrografia eletrônica na imagem do post - eram, na verdade, microscópicos. E o animal sequer possuía estruturas musculares ou ósseas que constituíssem uma mandíbula de verdade. 
Por incrível que pareça, os cientistas explicam que esse era exatamente o segredo para a precisão de seus dentes. Em grandes animais, a força das mandíbulas rapidamente faz os dentes afiados se quebrarem. Em seres pequenos, especialmente os que não possuem mandíbula desenvolvida, os dentes só conseguem aplicar pequenas forças sobre o alimento. Por isso, para serem eficientes, precisam ser muito afiados - e ainda têm a vantagem de sofrerem um desgaste muito menor.   
Confira mais detalhes sobre o estudo.
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O mais afiado de todos os tempos

Quem tem os dentes mais afiados de todos os tempos? O enorme tubarão-branco? O selvagem tigre dentes-de-sabre? Ou algum dinossauro carnívoro gigantesco, como o Tyrannosaurus rex? Nada disso. O grande campeão, segundo um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society, é o conodonte Wurmiella excavata, um vertebrado aquático primitivo, semelhante a uma enguia. 

Bem menor do que esses grandes predadores, o animal media apenas dois centímetros e viveu há mais de 200 milhões de anos. Apesar de serem os mais afiados da história, seus dentes - capturados pela técnica de micrografia eletrônica na imagem do post - eram, na verdade, microscópicos. E o animal sequer possuía estruturas musculares ou ósseas que constituíssem uma mandíbula de verdade. 

Por incrível que pareça, os cientistas explicam que esse era exatamente o segredo para a precisão de seus dentes. Em grandes animais, a força das mandíbulas rapidamente faz os dentes afiados se quebrarem. Em seres pequenos, especialmente os que não possuem mandíbula desenvolvida, os dentes só conseguem aplicar pequenas forças sobre o alimento. Por isso, para serem eficientes, precisam ser muito afiados - e ainda têm a vantagem de sofrerem um desgaste muito menor.   

Confira mais detalhes sobre o estudo.

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  • 1 year ago
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A arca de Noé, em fotos

Mandril (Mandrillus sphinx), da Guiné Equatorial

Uma oportunidade de ficar olho no olho com algumas das mais raras espécies do planeta, talvez pela última vez antes que desapareçam. Essa é a proposta das imagens que ilustram esse post, todas do projeto Biodiversidade, desenvolvido pelo fotógrafo Joel Sartore, da National Geographic. 

Espécime de duas cabeças da tartaruga de orelhas amarelas (Trachemys scripta scripta), do zoológico de Riverbanks. 

Jovem rinoceronte-de-Sumatra (Dicerorhinus sumatrensis), do Centro de Preservação White Oak. 

O grande morcego Pteropus scapulatus, da Clínica de Morcegos da Austrália.

O venenoso sapo azul (Dendrobates azureus), do Reptile Gardens.

Leopardo-de-amur (Panthera pardus orientalis), do zoológico de Omaha. 

Especializado em retratar a vida de espécies ameaçadas e responsável pelo livro Rare, o fotógrafo tem percorrido zoológicos e aquários do mundo obtendo belos registros de todas as espécies preservadas nesses ambientes - proposta ousada que já estaria um terço concluída. Entre suas inspirações está o livro The Birds, de 1963, que traz imagens do pombo-passageiro, uma das maiores populações do mundo na época e hoje extinto. Seria uma única pessoa capaz de retratar todos os animais do mundo?

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  • 1 year ago
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Santo focinho, Batman!


Esse bicho esquisito aí em cima é o Griffin’s nariz-de-folha (Hipposideros griffini) uma nova espécie de morcego encontrada no Parque Nacional de Chu Mom Ray, no Vietnã.

O nariz protuberante é uma característica dos morcegos do tipo nariz-de-folha, importante para sua capacidade de ecolocalização - ou seja, de identificar o ambiente ao redor pelo eco do som que emitem. Por isso, são ótimos caçadores noturnos.

A nova espécie foi nomeada em homenagem ao pesquisador Donald Griffin, da Universidade Rockefeller, de Nova Iorque, um dos maiores especialistas em ecolocalização. Apesar de esquisito, quando capturado o Hipposideros griffini se mostrou mais dócil que outras espécies que vivem na mesma região.

Gostou? Então conheça mais um integrante de nossa coleção de animais esquisitos. 

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  • 1 year ago
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Instituto Ciência Hoje

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O Instituto Ciência Hoje (ICH) é uma organização social de interesse público sem fins lucrativos vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Responsável por uma série de projetos de divulgação científica, o ICH publica a revista Ciência Hoje desde 1982, a Ciência Hoje das Crianças desde 1986 e os livros da série Ciência Hoje na Escola desde 1996. Desde 1997, o instituto mantém também um portal de divulgação científica na internet: a Ciência Hoje On-line.

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