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Relíqueas espanholas
Dia de novidades no fantástico reino das criaturinhas peculiares do nosso Tumblr. Mais especificamente, três novidades: um trio de novas espécies da ordem Collembola, encontradas nas grutas de Maestrazgo, na Espanha. Encontradas por pesquisadores da Universidade de Navarra, elas foram descritas em artigo publicado no periódico Zootaxa.
Semelhantes a insetos primitivos, os integrantes da ordem Collembola costumam ter seis patas, um tamanho reduzido (seus maiores representantes atingem ‘impressionantes’ 6 milímetros) e estão entre as mais antigas e disseminadas criaturas do mundo. Também chamadas de springtails, apresentam uma espécie de cauda, uma estrutura utilizada para fugir em situações de perigo. As espécies foram batizadas de  Pygmarrhopalites maestrazgoensis (cuja imagem abre esse post), P. cantavetulae e Oncopodura fadriquei. 

Oncopodura fadriquei, uma das espécies descobertas na Espanha (imagem: Rafael Jordana, Enrique Barquero)
As grutas de Maestrazgo se localizam a uma altitude de cerca de dois mil metros e a temperatura chega a -40ºC no seu exterior e a cerca de 5ºC no interior. A intenção dos cientistas é estudar a adaptação das espécies, que têm vivido praticamente isoladas por milhares de anos, ao ambiente frio, úmido e escuros das cavernas. Uma delas, por exemplo, a O. fadriquei, sequer possui olhos - uma característica bem comum em animais adaptados à ausência de luz.
São ou não são bons companheiros para nossos bichinhos preferidos, a caçadora das trevas, a devoradora de línguas e o lagarto miniatura? Leia mais sobre as novas espécies no Discovery News e Our Amazin Planet (em inglês).
Leia mais novidades sobre biodiversidade e evolução na Ciência Hoje Online. 
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Relíqueas espanholas

Dia de novidades no fantástico reino das criaturinhas peculiares do nosso Tumblr. Mais especificamente, três novidades: um trio de novas espécies da ordem Collembola, encontradas nas grutas de Maestrazgo, na Espanha. Encontradas por pesquisadores da Universidade de Navarra, elas foram descritas em artigo publicado no periódico Zootaxa.

Semelhantes a insetos primitivos, os integrantes da ordem Collembola costumam ter seis patas, um tamanho reduzido (seus maiores representantes atingem ‘impressionantes’ 6 milímetros) e estão entre as mais antigas e disseminadas criaturas do mundo. Também chamadas de springtails, apresentam uma espécie de cauda, uma estrutura utilizada para fugir em situações de perigo. As espécies foram batizadas de  Pygmarrhopalites maestrazgoensis (cuja imagem abre esse post), P. cantavetulae e Oncopodura fadriquei. 

Oncopodura fadriquei, uma das espécies descobertas na Espanha (imagem: Rafael Jordana, Enrique Barquero)

As grutas de Maestrazgo se localizam a uma altitude de cerca de dois mil metros e a temperatura chega a -40ºC no seu exterior e a cerca de 5ºC no interior. A intenção dos cientistas é estudar a adaptação das espécies, que têm vivido praticamente isoladas por milhares de anos, ao ambiente frio, úmido e escuros das cavernas. Uma delas, por exemplo, a O. fadriquei, sequer possui olhos - uma característica bem comum em animais adaptados à ausência de luz.

São ou não são bons companheiros para nossos bichinhos preferidos, a caçadora das trevas, a devoradora de línguas e o lagarto miniatura? Leia mais sobre as novas espécies no Discovery News e Our Amazin Planet (em inglês).

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Caçadora das trevas
Nas profundezas das muitas cavernas do distante Laos, existe uma coleção de seres da escuridão dos mais inacreditáveis, como essa coisinha singular da foto acima: trata-se da recém-descoberta aranha Sinopoda scurion, totalmente sem olhos e adaptada à vida na ausência completa da luz. 
A aranha é o primeiro exemplar sem olhos registrado entre as mais de mil espécies da família Sparassidae, também conhecida como huntsman. Em geral, as aranhas possuem oito olhos, mas já haviam sido identificadas outras espécies desse grupo com seis, quatro e até dois olhos. 
Um detalhe essencial é que esse tipo de aranha não fabrica teias; ela caça seus alimentos - daí o nome da família, ‘caçadora’, em tradução livre. Curioso pensar no processo evolutivo que levou ao surgimento de uma aranha caçadora sem olhos e tão pequena como a Sinopoda scurion - cujo comprimento total é de apenas seis centímetros e corpo mede cerca 12 milímetros.  

O estudo da nova aranha pode ajudar a entender a evolução das espécies da região e até ajudar a avaliar o impacto ecológico do turismo nas cavernas. Além de importante para a natureza, a aracnídeo cego entra para a galeria de bichos esquisitos da CH On-line, onde terá a companhia de nossa devoradora de línguas preferida, do primo bonito do Batman, do caranguejo ‘com aquilo roxo’ e do menor camaleão do mundo. 
Se quiser saber mais sobre a descoberta confira a reportagem publicada hoje no Daily Mail. A nova espécie foi descrita no periódico científico Zootaxa.
Leia mais novidades sobre biodiversidade no site da Ciência Hoje On-line.
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Caçadora das trevas

Nas profundezas das muitas cavernas do distante Laos, existe uma coleção de seres da escuridão dos mais inacreditáveis, como essa coisinha singular da foto acima: trata-se da recém-descoberta aranha Sinopoda scurion, totalmente sem olhos e adaptada à vida na ausência completa da luz. 

A aranha é o primeiro exemplar sem olhos registrado entre as mais de mil espécies da família Sparassidae, também conhecida como huntsman. Em geral, as aranhas possuem oito olhos, mas já haviam sido identificadas outras espécies desse grupo com seis, quatro e até dois olhos. 

Um detalhe essencial é que esse tipo de aranha não fabrica teias; ela caça seus alimentos - daí o nome da família, ‘caçadora’, em tradução livre. Curioso pensar no processo evolutivo que levou ao surgimento de uma aranha caçadora sem olhos e tão pequena como a Sinopoda scurion - cujo comprimento total é de apenas seis centímetros e corpo mede cerca 12 milímetros.  

O estudo da nova aranha pode ajudar a entender a evolução das espécies da região e até ajudar a avaliar o impacto ecológico do turismo nas cavernas. Além de importante para a natureza, a aracnídeo cego entra para a galeria de bichos esquisitos da CH On-line, onde terá a companhia de nossa devoradora de línguas preferida, do primo bonito do Batman, do caranguejo ‘com aquilo roxo’ e do menor camaleão do mundo. 

Se quiser saber mais sobre a descoberta confira a reportagem publicada hoje no Daily Mail. A nova espécie foi descrita no periódico científico Zootaxa.

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Mais uma lua
Ele foi rebaixado e não é mais planeta, mas nem por isso deixa de surpreender. Plutão acaba de ter mais uma lua descoberta, obra do telescópio espacial Hubble, da agência espacial americana. Batizada provisoriamente de P5, ela aumenta para cinco o número de satélites conhecidos do astro.
A P5 tem forma irregular e cerca de 20 quilômetros de raio. O que mais chama atenção na descoberta é o fato de Plutão ser tão pequeno e mesmo assim ter uma coleção tão grande de satélites. Segundo os pesquisadores da Nasa, o achado ajuda a entender melhor a história do ex-planeta. Eles acreditam que as luas de Plutão são resultado de uma grande colisão entre ele e algum grande objeto há bilhões de anos.
A detecção da nova lua foi feita por cientistas que monitoram Plutão para identificar possíveis ameaças à sonda Novos Horizontes (New Horizons), lançada em 2006 e que alcançará o astro em 2015 para fazer análises geológicas e topográficas.
A última lua de Plutão descoberta foi a P4, no ano passado. Assim como a P5, ela ainda vai ganhar um nome definitivo. Normalmente, os nomes são baseados na mitologia grega. O astrônomo que descobriu a P4 queria batizá-la de Ceberus - na mitologia, um gigante cão de três cabeças que guardava a entrada do mundo dos mortos, reino do deus Pluto. O nome era apropriado, mas agora que são cinco luas a história muda…
E você, tem alguma sugestão de nome?
Leia mais sobre Plutão e astronomia na Ciência Hoje On-line
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Mais uma lua

Ele foi rebaixado e não é mais planeta, mas nem por isso deixa de surpreender. Plutão acaba de ter mais uma lua descoberta, obra do telescópio espacial Hubble, da agência espacial americana. Batizada provisoriamente de P5, ela aumenta para cinco o número de satélites conhecidos do astro.

A P5 tem forma irregular e cerca de 20 quilômetros de raio. O que mais chama atenção na descoberta é o fato de Plutão ser tão pequeno e mesmo assim ter uma coleção tão grande de satélites. Segundo os pesquisadores da Nasa, o achado ajuda a entender melhor a história do ex-planeta. Eles acreditam que as luas de Plutão são resultado de uma grande colisão entre ele e algum grande objeto há bilhões de anos.

A detecção da nova lua foi feita por cientistas que monitoram Plutão para identificar possíveis ameaças à sonda Novos Horizontes (New Horizons), lançada em 2006 e que alcançará o astro em 2015 para fazer análises geológicas e topográficas.

A última lua de Plutão descoberta foi a P4, no ano passado. Assim como a P5, ela ainda vai ganhar um nome definitivo. Normalmente, os nomes são baseados na mitologia grega. O astrônomo que descobriu a P4 queria batizá-la de Ceberus - na mitologia, um gigante cão de três cabeças que guardava a entrada do mundo dos mortos, reino do deus Pluto. O nome era apropriado, mas agora que são cinco luas a história muda…

E você, tem alguma sugestão de nome?

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A selva dos mortos-vivos
Esse é realmente um caso digno de um bizarro filme de terror e um concorrente de peso para a nossa simpática devoradora de línguas. Você vai conhecer agora a história das formigas da espécie Camponotus rufipes, naturais de florestas tropicais existentes em países como o Brasil e a Tailândia, que têm vivido sob o horror de um fungo capaz de controlar suas mentes e transformá-las em zumbis.    
Diferente da maioria das obras de ficção, o fungo Ophiocordyceps unilateralis não obriga os artrópodes ‘mortos-vivos’ a errarem pela Terra alimentando-se dos cérebros de seus companheiros de espécie. Na realidade, em uma bizarra mostra das estratégias evolutivas arquitetadas pela natureza, antes de matar a formiga, o fungo a obriga a utilizar suas mandíbulas para se fixar nas folhas das plantas mais baixas - habitats com luminosidade, temperatura e umidade ideais para sua proliferação.  

Nas semanas seguintes, os corpos servem de alimento para os fungos - sem, no entanto, afetar suas mandíbulas ou exoesqueleto, mantendo o animal pendurado e protegido contra outros microorganismos. Hastes irrompem da cabeça morta e liberam esporos no solo, onde podem infectar outras formigas. Esse perigo pode ajudar a explicar por que as espécies da região costumam ter as copas das árvores como habitat natural. 


Mas calma, não há riscos desse processo nos levar a um apocalipse zumbi. Na verdade, existem indícios da ação desse tipo de fungo que datam de milhões de anos atrás e nossas matas nunca se transformaram na zumbilândia artrópode. Diferentemente do inexorável fim para o qual a maioria dos filmes de zumbi aponta, a ‘cura’ não é apenas uma lenda e a própria natureza tem armas para combater a bizarra infecção.




Uma descoberta recente, publicada na revista Pnas e que contou com a participação de cientistas brasileiros, identificou um outro tipo de fungo que ataca justamente o Ophiocordyceps unilateralis, diminuindo drasticamente a viabilidade de seus esporos produzidos. A descoberta pode ajudar a explicar como as colônias de formigas sobreviveram a esse terror oculto nas selvas por tanto tempo.


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A selva dos mortos-vivos

Esse é realmente um caso digno de um bizarro filme de terror e um concorrente de peso para a nossa simpática devoradora de línguas. Você vai conhecer agora a história das formigas da espécie Camponotus rufipes, naturais de florestas tropicais existentes em países como o Brasil e a Tailândia, que têm vivido sob o horror de um fungo capaz de controlar suas mentes e transformá-las em zumbis.    

Diferente da maioria das obras de ficção, o fungo Ophiocordyceps unilateralis não obriga os artrópodes ‘mortos-vivos’ a errarem pela Terra alimentando-se dos cérebros de seus companheiros de espécie. Na realidade, em uma bizarra mostra das estratégias evolutivas arquitetadas pela natureza, antes de matar a formiga, o fungo a obriga a utilizar suas mandíbulas para se fixar nas folhas das plantas mais baixas - habitats com luminosidade, temperatura e umidade ideais para sua proliferação.  

Nas semanas seguintes, os corpos servem de alimento para os fungos - sem, no entanto, afetar suas mandíbulas ou exoesqueleto, mantendo o animal pendurado e protegido contra outros microorganismos. Hastes irrompem da cabeça morta e liberam esporos no solo, onde podem infectar outras formigas. Esse perigo pode ajudar a explicar por que as espécies da região costumam ter as copas das árvores como habitat natural. 

Mas calma, não há riscos desse processo nos levar a um apocalipse zumbi. Na verdade, existem indícios da ação desse tipo de fungo que datam de milhões de anos atrás e nossas matas nunca se transformaram na zumbilândia artrópode. Diferentemente do inexorável fim para o qual a maioria dos filmes de zumbi aponta, a ‘cura’ não é apenas uma lenda e a própria natureza tem armas para combater a bizarra infecção.
Uma descoberta recente, publicada na revista Pnas e que contou com a participação de cientistas brasileiros, identificou um outro tipo de fungo que ataca justamente o Ophiocordyceps unilateralis, diminuindo drasticamente a viabilidade de seus esporos produzidos. A descoberta pode ajudar a explicar como as colônias de formigas sobreviveram a esse terror oculto nas selvas por tanto tempo.
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Com o caranguejo roxo
Em alguns momentos parece que a mãe natureza gosta de brincar com a infinita paleta de cores que tem a sua disposição. É o caso, por exemplo, do raro gafanhoto rosa e desse inusitado caranguejo roxo recém-descoberto, cujas imagens ilustram nosso post.   
O animal foi uma das quatro espécies de caranguejos de água-doce descobertas por cientistas do programa de pesquisa Aqua Palawana no arquipélago de Palawan, nas Filipinas. Devido aos seu isolamento, o local possui uma das maiores biodiversidades do mundo - quase metade das espécies da região é endêmica, ou seja, não é encontrada em qualquer outra parte do mundo. 

A coloração inusitada ainda não foi explicada pelos pesquisadores. Na verdade, pode não estar relacionada a qualquer função específica, servindo apenas para identificar a espécie, resultado de milhares de anos de evolução isolada nas ilhas do sudeste asiático. Como muitos dos animais únicos que vivem no arquipélago, o caranguejo já é considerado em extinção por seus descobridores, ameaçado pelas atividades humanas que degradam seu habitat, como a mineração. 
Confira uma reportagem completa, em inglês, sobre a descoberta. 
Leia mais novidades sobre biodiversidade e meio ambiente no site da Ciência Hoje On-line. 
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Com o caranguejo roxo

Em alguns momentos parece que a mãe natureza gosta de brincar com a infinita paleta de cores que tem a sua disposição. É o caso, por exemplo, do raro gafanhoto rosa e desse inusitado caranguejo roxo recém-descoberto, cujas imagens ilustram nosso post.   

O animal foi uma das quatro espécies de caranguejos de água-doce descobertas por cientistas do programa de pesquisa Aqua Palawana no arquipélago de Palawan, nas Filipinas. Devido aos seu isolamento, o local possui uma das maiores biodiversidades do mundo - quase metade das espécies da região é endêmica, ou seja, não é encontrada em qualquer outra parte do mundo. 

A coloração inusitada ainda não foi explicada pelos pesquisadores. Na verdade, pode não estar relacionada a qualquer função específica, servindo apenas para identificar a espécie, resultado de milhares de anos de evolução isolada nas ilhas do sudeste asiático. Como muitos dos animais únicos que vivem no arquipélago, o caranguejo já é considerado em extinção por seus descobridores, ameaçado pelas atividades humanas que degradam seu habitat, como a mineração. 

Confira uma reportagem completa, em inglês, sobre a descoberta. 

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Os primeiros senhores do fogo

Se dominar o fogo parece ter representado um momento decisivo na evolução de nossos ancestrais, novos indícios obtidos por arqueólogos na África do Sul mostram que essa virada na evolução humana aconteceu bem antes do que se sabia. Segundo descobertas feitas na caverna de Wonderwerk (o sítio arqueológico mostrado na imagem acima), os primeiros homens já controlavam o fogo há cerca de um milhão de anos - 300 mil anos antes dos registros anteriores.   

Pesquisadores da Universidade de Toronto encontraram evidências de queima no local, como cinzas de plantas e fragmentos carbonizados de ossos. O material não parece ter sido arrastado para o interior por vento ou água e se localizava próximo a restos de ferramentas primitivas de pedra.  

Embora o homem moderno zanze pelo mundo há ‘apenas’ 200 mil anos, espécies ancestrais já se espalhavam pela Terra 1,9 milhões de anos atrás. A descoberta mostra que o fogo pode ter feito parte do estilo de vida mesmo do primitivo Homo erectus (como afirma, por exemplo, o antropólogo britânico Richard Wrangham, em livro resenhado na CH) e de que teria representado papel importante na socialização do homem primitivo e até na evolução de nossos cérebros.  

Leia mais sobre a descoberta aqui e aqui. 

Leia mais sobre arqueologia e história no site da Ciência Hoje On-line. 

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Sangue, vingança e guerra nas estrelas

Aconteceu há muito tempo, mas não numa galáxia muito, muito distante. Registros encontrados no antigo centro do universo contam a história de uma grande guerra ocorrida quando do nascimento do deus Sol, que subjugou a Lua e as estrelas em uma batalha épica.

É claro que o relato acima trata-se de mitologia pura, a lenda do nascimento do Sol, apresentada em um conjunto de símbolos espalhados por 23 lápides de pedras descobertas no antigo Templo Maior, um dos mais importantes locais religiosos da civilização Asteca. Localizado na antiga cidade de Tenochtitlan, agora Cidade do México, o local era tido pelos astecas como o centro do universo.

Construído no reinado de Montezuma I, entre 1440 e 1469, o templo era dedicado a Huitzilopochtli, deus do Sol, da guerra e divindade suprema da cultura asteca. O Templo Maior foi palco de milhares de sacrifícios humanos antes da conquista espanhola, em 1521. Segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História do México, as inscrições são evidências iconográficas únicas dos mitos astecas. 

As inscrições descobertas contam o drama da deusa da terra e da fertilidade Coatlicue, engravidada por uma pluma. Seus quatrocentos filhos homens, os deuses-estrela, e sua filha Coyolxauhqui, a deusa da Lua, conspiraram para matar mãe e bebê, o próprio Huitzilopochtli, antes do nascimento. Porém, o deus supremo saltou do ventre da mãe completamente crescido e armado com uma serpente de fogo, decapitou Coyolxauhqui e matou seus 400 irmãos. 

No conjunto de esculturas é possível ver serpentes, um guerreiro carregando escudo e arma de dardos, um homem decapitado vestindo um cocar de penas, e um cativo de joelhos, com as mãos amarradas e uma lágrima caindo dos olhos. Agora, os arqueólogos querem descobrir se algum sacrifício foi realizado no local. 

Fotos: National Institute of Anthropology and History (INAH)

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A ressurreição de uma polêmica 
Você conhece Jesus Cristo? As pessoas enterradas em uma tumba em Jerusalém podem ter conhecido e, inclusive, estado entre seus primeiros seguidores. É o que mostra a descoberta de um grupo da Universidade de Huntington, nos EUA, que, se confirmadas, podem ser os registros arqueológicos mais antigos do cristianismo – datados, no máximo, do ano 70.   
O túmulo encontra-se em um sítio arqueológico descoberto há 30 anos, mas vedado a estudos mais profundos devido à ação de grupos religiosos – hoje existe, acredite, um prédio construído sobre ele, dificultando bastante o acesso ao túmulo, que só foi possível com o auxílio de um robô com câmeras.  



O que mais chama atenção nas imagens divulgadas é um peixe esculpido em uma das urnas – o mais popular símbolo do cristianismo nos seus primeiros séculos. O animal aparece em um dos milagres atribuídos a Jesus e a tradução da palavra ‘peixe’ para o grego clássico é “ichthys” - um acrônimo para “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. A imagem também alude à história bíblica de Jonas, que teria passado três dias dentro de um peixe gigante, em um sinal do poder de Deus e da ressurreição de Jesus. 






Um dos motivos do interesse dos pesquisadores pela tumba foi sua proximidade com outra polêmica câmara mortuária, o famoso túmulo perdido de Jesus, que foi tema de um documentário produzido pelo cineasta James Cameron, muito criticado pela comunidade científica e religiosa.  
Os pesquisadores acreditam que o local onde as câmaras mortuárias estão localizadas poderia ter pertencido a alguma família rica da época convertida ao cristianismo, como a de José de Arimateia, discípulo que, segundo a Bíblia, teria enterrado o corpo de Jesus.
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A ressurreição de uma polêmica 

Você conhece Jesus Cristo? As pessoas enterradas em uma tumba em Jerusalém podem ter conhecido e, inclusive, estado entre seus primeiros seguidores. É o que mostra a descoberta de um grupo da Universidade de Huntington, nos EUA, que, se confirmadas, podem ser os registros arqueológicos mais antigos do cristianismo – datados, no máximo, do ano 70.   

O túmulo encontra-se em um sítio arqueológico descoberto há 30 anos, mas vedado a estudos mais profundos devido à ação de grupos religiosos – hoje existe, acredite, um prédio construído sobre ele, dificultando bastante o acesso ao túmulo, que só foi possível com o auxílio de um robô com câmeras.  

O que mais chama atenção nas imagens divulgadas é um peixe esculpido em uma das urnas – o mais popular símbolo do cristianismo nos seus primeiros séculos. O animal aparece em um dos milagres atribuídos a Jesus e a tradução da palavra ‘peixe’ para o grego clássico é “ichthys” - um acrônimo para “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. A imagem também alude à história bíblica de Jonas, que teria passado três dias dentro de um peixe gigante, em um sinal do poder de Deus e da ressurreição de Jesus. 

Um dos motivos do interesse dos pesquisadores pela tumba foi sua proximidade com outra polêmica câmara mortuária, o famoso túmulo perdido de Jesus, que foi tema de um documentário produzido pelo cineasta James Cameron, muito criticado pela comunidade científica e religiosa.  

Os pesquisadores acreditam que o local onde as câmaras mortuárias estão localizadas poderia ter pertencido a alguma família rica da época convertida ao cristianismo, como a de José de Arimateia, discípulo que, segundo a Bíblia, teria enterrado o corpo de Jesus.

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Santo focinho, Batman!


Esse bicho esquisito aí em cima é o Griffin’s nariz-de-folha (Hipposideros griffini) uma nova espécie de morcego encontrada no Parque Nacional de Chu Mom Ray, no Vietnã.

O nariz protuberante é uma característica dos morcegos do tipo nariz-de-folha, importante para sua capacidade de ecolocalização - ou seja, de identificar o ambiente ao redor pelo eco do som que emitem. Por isso, são ótimos caçadores noturnos.

A nova espécie foi nomeada em homenagem ao pesquisador Donald Griffin, da Universidade Rockefeller, de Nova Iorque, um dos maiores especialistas em ecolocalização. Apesar de esquisito, quando capturado o Hipposideros griffini se mostrou mais dócil que outras espécies que vivem na mesma região.

Gostou? Então conheça mais um integrante de nossa coleção de animais esquisitos. 

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Réptil em miniatura

(foto: Barcrof)Depois da notícia do maior camarão do mundo, é vez do menor camaleão já descoberto. Uma equipe internacional de pesquisadores encontrou a nova espécie em uma das ilhas do arquipélago de Madagascar, na costa do continente africano. Com apenas 29 milímetros de comprimento, os indivíduos da espécie, propriamente batizada de Brookesia micra, são menores que uma mosca! O animal é um dos mais diminutos répteis do planeta e tirou o título de menor camaleão do Brokesia superciliaris.

(foto: Barcrof)
Junto com o B. micra, os pesquisadores encontraram ainda mais três espécies pequenas de camaleão. Diferentemente dos outros camaleões, os descobertos não mudam de cor para se camuflar. Mas também, com esse ‘tamaninho’, nem precisa!

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Camarão gigante

(foto: Oceanlab, Universidade de Aberdeen, Inglaterra)

Uma equipe internacional de pesquisadores a bordo do navio RV Kaharoa encontrou em expedição recente o sonho de muitos amantes dos frutos do mar: camarões com 28 cm de comprimento. O crustáceo, que também é cerca de 10 vezes mais pesado que os camarões comuns, foi achado no Fosso Kermadec, Nova Zelândia, uma das regiões mais escuras do oceano, com 10 mil metros de profundidade. 

A equipe ainda não sabe dizer se os camarões encontrados configuram uma nova espécie ou se apresentam uma mutação. 

 (foto:Oceanlab, Universidade de Aberdeen, Inglaterra)

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O coração de pedra da Bretanha

Um lugar de magia muito, muito antiga no extremo gelado da Grã-Bretanha. Estudos recentes em um sítio arqueológico situado em Ness of Brodgar, no coração das Ilhas Orkney, no norte da Escócia, revelaram que o local abrigava um templo com cerca de cinco mil anos, que pode ter sido o mais importante para a religião do período neolítico, posto atualmente ocupado pelo complexo que engloba o famoso círculo de pedras de Stonehenge.

Datações com radiocarbono no local, descoberto em 2002, indicaram a ocupação humana na região em 3200 A.C., cerca de 500 antes das primeiras pedras do seu primo mais famoso serem fixadas. Para os pesquisadores, Brodgar pode ter servido de modelo para a criação de Stonehenge e de outros complexos neolíticos mais conhecidos.   

O sítio localiza-se próximo a outros monumentos do mesmo período - o Anel de Brodgar e as Pedras em pé de Stenness - e seria cercado por um muro de até 10 metros de altura. Também foram encontradas linhas vermelhas desenhadas em suas paredes internas, talvez as mais antigas manifestações artísticas da Idade da Pedra já registradas.

Pouco se conhece sobre as civilizações que habitaram a Bretanha nesse passado remoto, mas Brodgar - que permanece em grande parte ainda sob a terra - pode representar uma inédita chance de desvendar os misteriosos círculos de pedra que ergueram. Confira a matéria publicada pela National Geographic sobre a descoberta. 

(Fotos: Andrea Mucelli/FlickR; Hugo Whymark, ORCA; Bruce McAdam/FlickR e Draig/FlickR)

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Tu me imitas e eu te imito 

Por essa o polvo mímico não esperava. Capaz de mudar de forma, cor e até de alterar seus movimentos para imitar diversos outros animais aquáticos, o Thaumoctopus mimicus dessa vez foi o alvo de uma imitação. 

O autor da mímica foi um black-marble jawfish. Com marcas brancas e marrons similares às do polvo e nadando próximo ao molusco (sem que este o notasse ou se incomodasse com o imitador), o peixinho tornou-se quase invisível entre os tentáculos. As imagens foram gravadas pelo pesquisador Godehard Kopp, da Universidade de Gottingen, da Alemanha, durante um mergulho na Indonésia, em 2011.

O incrível polvo-fantasma


Entre as criaturas marinhas que também chamaram a atenção recentemente está esse outro polvo, encontrado pelos cientistas a mais de dois mil metros de profundidade. Ele integra, junto com caranguejos brancos e ‘peludos’ que vivem amontoados e outros estranhos animais, a incrível fauna aquática descoberta por pesquisadores em fendas no Oceano Antártico.  

Será que o peixe lá de cima se daria tão bem tentando imitar esse polvo-fantasma? E o polvo-mímico, será que conseguiria mimetizar seu parente albino? 

    • #biodiversidade
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Nova ilha

foto: NASA Earth Observatory/Jesse Allen

O milenar Mar Vermelho está passando por mudanças. A erupção de um vulcão submarino está provocando o aparecimento de uma nova ilha no arquipélago de Zubair, na costa oeste do Yemen. As imagens feitas pelo satélite ALI da Nasa mostram a região no dia 23 de dezembro de 2011 (acima) e no dia 24 de outubro de 2007 (abaixo). Na foto atual é possível ver uma nuvem de fumaça provocada pela mistura de vapor e cinzas vulcânicas.

foto: NASA Earth Observatory/Jesse Allen

 

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Instituto Ciência Hoje

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http://www.cienciahoje.org.br

O Instituto Ciência Hoje (ICH) é uma organização social de interesse público sem fins lucrativos vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Responsável por uma série de projetos de divulgação científica, o ICH publica a revista Ciência Hoje desde 1982, a Ciência Hoje das Crianças desde 1986 e os livros da série Ciência Hoje na Escola desde 1996. Desde 1997, o instituto mantém também um portal de divulgação científica na internet: a Ciência Hoje On-line.

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