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Relíqueas espanholas
Dia de novidades no fantástico reino das criaturinhas peculiares do nosso Tumblr. Mais especificamente, três novidades: um trio de novas espécies da ordem Collembola, encontradas nas grutas de Maestrazgo, na Espanha. Encontradas por pesquisadores da Universidade de Navarra, elas foram descritas em artigo publicado no periódico Zootaxa.
Semelhantes a insetos primitivos, os integrantes da ordem Collembola costumam ter seis patas, um tamanho reduzido (seus maiores representantes atingem ‘impressionantes’ 6 milímetros) e estão entre as mais antigas e disseminadas criaturas do mundo. Também chamadas de springtails, apresentam uma espécie de cauda, uma estrutura utilizada para fugir em situações de perigo. As espécies foram batizadas de  Pygmarrhopalites maestrazgoensis (cuja imagem abre esse post), P. cantavetulae e Oncopodura fadriquei. 

Oncopodura fadriquei, uma das espécies descobertas na Espanha (imagem: Rafael Jordana, Enrique Barquero)
As grutas de Maestrazgo se localizam a uma altitude de cerca de dois mil metros e a temperatura chega a -40ºC no seu exterior e a cerca de 5ºC no interior. A intenção dos cientistas é estudar a adaptação das espécies, que têm vivido praticamente isoladas por milhares de anos, ao ambiente frio, úmido e escuros das cavernas. Uma delas, por exemplo, a O. fadriquei, sequer possui olhos - uma característica bem comum em animais adaptados à ausência de luz.
São ou não são bons companheiros para nossos bichinhos preferidos, a caçadora das trevas, a devoradora de línguas e o lagarto miniatura? Leia mais sobre as novas espécies no Discovery News e Our Amazin Planet (em inglês).
Leia mais novidades sobre biodiversidade e evolução na Ciência Hoje Online. 
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Relíqueas espanholas

Dia de novidades no fantástico reino das criaturinhas peculiares do nosso Tumblr. Mais especificamente, três novidades: um trio de novas espécies da ordem Collembola, encontradas nas grutas de Maestrazgo, na Espanha. Encontradas por pesquisadores da Universidade de Navarra, elas foram descritas em artigo publicado no periódico Zootaxa.

Semelhantes a insetos primitivos, os integrantes da ordem Collembola costumam ter seis patas, um tamanho reduzido (seus maiores representantes atingem ‘impressionantes’ 6 milímetros) e estão entre as mais antigas e disseminadas criaturas do mundo. Também chamadas de springtails, apresentam uma espécie de cauda, uma estrutura utilizada para fugir em situações de perigo. As espécies foram batizadas de  Pygmarrhopalites maestrazgoensis (cuja imagem abre esse post), P. cantavetulae e Oncopodura fadriquei. 

Oncopodura fadriquei, uma das espécies descobertas na Espanha (imagem: Rafael Jordana, Enrique Barquero)

As grutas de Maestrazgo se localizam a uma altitude de cerca de dois mil metros e a temperatura chega a -40ºC no seu exterior e a cerca de 5ºC no interior. A intenção dos cientistas é estudar a adaptação das espécies, que têm vivido praticamente isoladas por milhares de anos, ao ambiente frio, úmido e escuros das cavernas. Uma delas, por exemplo, a O. fadriquei, sequer possui olhos - uma característica bem comum em animais adaptados à ausência de luz.

São ou não são bons companheiros para nossos bichinhos preferidos, a caçadora das trevas, a devoradora de línguas e o lagarto miniatura? Leia mais sobre as novas espécies no Discovery News e Our Amazin Planet (em inglês).

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  • 5 months ago
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O fruto mais intenso
Pode parecer um amontoado de bolas de gude ou um punhado de esferas feitas de algum material sintético e entupido de corantes artificiais. Porém, esse belo conjunto é, na verdade, uma planta, Pollia condensata, e as fosforescentes bolinhas de cor metálica são seus frutos.
Além da cor intensa e brilhante, outra coisa chama atenção na planta, natural de países como Angola, Moçambique e Etiópia: os frutos mantêm a coloração vibrante por anos, ou até décadas, depois de colhidas. 
Intrigante, não? Tanto que um grupo de cientistas decidiu investigar o misterioso fruto. O resultado foi publicado essa semana na revista científica Pnas e mostrou que a coloração arroxeada não vem de nenhum pigmento natural, mas de nanocamadas de celulose sobrepostas, que refletem a luz. 

Mais ainda: eles descobriram que a coloração do fruto é mais forte e intensa do que a de qualquer outro material biológico do mundo. Segundo a equipe, a casca reflete a luz do ambiente de forma circular, em um processo que só se assemelha com o observado na carapaça de besouros.
A coloração parece ser uma estratégia evolutiva importante. Em vez de gastar sua energia produzindo polpa fresca, a planta simularia ter frutos suculentos e nutritivos - eles, na verdade, são secos. Os pesquisadores acreditam que pássaros e outros animais, atraídos pela promessa de suculência, se alimentariam dos frutos e espalhariam suas semente. Isso é que é propaganda enganosa!
Confira mais detalhes da descoberta.
Confira mais novidades sobre biodiversidade e evolução no site da Ciência Hoje On-line. 
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O fruto mais intenso

Pode parecer um amontoado de bolas de gude ou um punhado de esferas feitas de algum material sintético e entupido de corantes artificiais. Porém, esse belo conjunto é, na verdade, uma planta, Pollia condensata, e as fosforescentes bolinhas de cor metálica são seus frutos.

Além da cor intensa e brilhante, outra coisa chama atenção na planta, natural de países como Angola, Moçambique e Etiópia: os frutos mantêm a coloração vibrante por anos, ou até décadas, depois de colhidas. 

Intrigante, não? Tanto que um grupo de cientistas decidiu investigar o misterioso fruto. O resultado foi publicado essa semana na revista científica Pnas e mostrou que a coloração arroxeada não vem de nenhum pigmento natural, mas de nanocamadas de celulose sobrepostas, que refletem a luz. 

Mais ainda: eles descobriram que a coloração do fruto é mais forte e intensa do que a de qualquer outro material biológico do mundo. Segundo a equipe, a casca reflete a luz do ambiente de forma circular, em um processo que só se assemelha com o observado na carapaça de besouros.

A coloração parece ser uma estratégia evolutiva importante. Em vez de gastar sua energia produzindo polpa fresca, a planta simularia ter frutos suculentos e nutritivos - eles, na verdade, são secos. Os pesquisadores acreditam que pássaros e outros animais, atraídos pela promessa de suculência, se alimentariam dos frutos e espalhariam suas semente. Isso é que é propaganda enganosa!

Confira mais detalhes da descoberta.

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  • 8 months ago
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Nunca mais?

O mundo está menos diverso. No último fim de semana, chegou ao fim a história de um tipo de animal importante para que o homem começasse a compreender sua própria evolução. A extinção aconteceu à vista de todos, como que para marcar o encerramento da Rio+20 e reforçar a necessidade urgente de lidarmos com a natureza de forma mais ‘humana’. 

Essa um tanto melancólica tartaruga gigante acima, conhecida como ‘George, o solitário’, era provavelmente o último representante da subespécie Chelonoidis nigra abingdoni, a tartaruga-das-galápagos-de-pinta. Encontrado em 1972, vivia desde então sob proteção no Parque Nacional de Galápagos, no Equador. Sua morte foi anunciada, de forma surpreendente, no domingo, dia 24. George tinha cerca de 100 anos - jovem para uma espécie que pode viver dois séculos. Teria morrido de solidão? 


Créditos das fotos: Putnet Mark/Flickr e trackrecord/Flickr

Se ainda resta esperança, sempre podemos acreditar que pesquisadores possam encontrar indícios de outros indivíduos da subespécie ainda ‘escondidos’ nas ilhas. Mas talvez não. Fato é que a diversidade de espécies das tartarugas gigantes, que ajudou Darwin a formular a teoria da evolução após sua viagem de 1835, já não é mais a mesma. 

Leia mais novidades sobre biodiversidade e meio ambiente no site da Ciência Hoje on-line.

    • #evolução
    • #extinção
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  • 10 months ago
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A selva dos mortos-vivos
Esse é realmente um caso digno de um bizarro filme de terror e um concorrente de peso para a nossa simpática devoradora de línguas. Você vai conhecer agora a história das formigas da espécie Camponotus rufipes, naturais de florestas tropicais existentes em países como o Brasil e a Tailândia, que têm vivido sob o horror de um fungo capaz de controlar suas mentes e transformá-las em zumbis.    
Diferente da maioria das obras de ficção, o fungo Ophiocordyceps unilateralis não obriga os artrópodes ‘mortos-vivos’ a errarem pela Terra alimentando-se dos cérebros de seus companheiros de espécie. Na realidade, em uma bizarra mostra das estratégias evolutivas arquitetadas pela natureza, antes de matar a formiga, o fungo a obriga a utilizar suas mandíbulas para se fixar nas folhas das plantas mais baixas - habitats com luminosidade, temperatura e umidade ideais para sua proliferação.  

Nas semanas seguintes, os corpos servem de alimento para os fungos - sem, no entanto, afetar suas mandíbulas ou exoesqueleto, mantendo o animal pendurado e protegido contra outros microorganismos. Hastes irrompem da cabeça morta e liberam esporos no solo, onde podem infectar outras formigas. Esse perigo pode ajudar a explicar por que as espécies da região costumam ter as copas das árvores como habitat natural. 


Mas calma, não há riscos desse processo nos levar a um apocalipse zumbi. Na verdade, existem indícios da ação desse tipo de fungo que datam de milhões de anos atrás e nossas matas nunca se transformaram na zumbilândia artrópode. Diferentemente do inexorável fim para o qual a maioria dos filmes de zumbi aponta, a ‘cura’ não é apenas uma lenda e a própria natureza tem armas para combater a bizarra infecção.




Uma descoberta recente, publicada na revista Pnas e que contou com a participação de cientistas brasileiros, identificou um outro tipo de fungo que ataca justamente o Ophiocordyceps unilateralis, diminuindo drasticamente a viabilidade de seus esporos produzidos. A descoberta pode ajudar a explicar como as colônias de formigas sobreviveram a esse terror oculto nas selvas por tanto tempo.


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A selva dos mortos-vivos

Esse é realmente um caso digno de um bizarro filme de terror e um concorrente de peso para a nossa simpática devoradora de línguas. Você vai conhecer agora a história das formigas da espécie Camponotus rufipes, naturais de florestas tropicais existentes em países como o Brasil e a Tailândia, que têm vivido sob o horror de um fungo capaz de controlar suas mentes e transformá-las em zumbis.    

Diferente da maioria das obras de ficção, o fungo Ophiocordyceps unilateralis não obriga os artrópodes ‘mortos-vivos’ a errarem pela Terra alimentando-se dos cérebros de seus companheiros de espécie. Na realidade, em uma bizarra mostra das estratégias evolutivas arquitetadas pela natureza, antes de matar a formiga, o fungo a obriga a utilizar suas mandíbulas para se fixar nas folhas das plantas mais baixas - habitats com luminosidade, temperatura e umidade ideais para sua proliferação.  

Nas semanas seguintes, os corpos servem de alimento para os fungos - sem, no entanto, afetar suas mandíbulas ou exoesqueleto, mantendo o animal pendurado e protegido contra outros microorganismos. Hastes irrompem da cabeça morta e liberam esporos no solo, onde podem infectar outras formigas. Esse perigo pode ajudar a explicar por que as espécies da região costumam ter as copas das árvores como habitat natural. 

Mas calma, não há riscos desse processo nos levar a um apocalipse zumbi. Na verdade, existem indícios da ação desse tipo de fungo que datam de milhões de anos atrás e nossas matas nunca se transformaram na zumbilândia artrópode. Diferentemente do inexorável fim para o qual a maioria dos filmes de zumbi aponta, a ‘cura’ não é apenas uma lenda e a própria natureza tem armas para combater a bizarra infecção.
Uma descoberta recente, publicada na revista Pnas e que contou com a participação de cientistas brasileiros, identificou um outro tipo de fungo que ataca justamente o Ophiocordyceps unilateralis, diminuindo drasticamente a viabilidade de seus esporos produzidos. A descoberta pode ajudar a explicar como as colônias de formigas sobreviveram a esse terror oculto nas selvas por tanto tempo.
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  • 11 months ago
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Os primeiros senhores do fogo

Se dominar o fogo parece ter representado um momento decisivo na evolução de nossos ancestrais, novos indícios obtidos por arqueólogos na África do Sul mostram que essa virada na evolução humana aconteceu bem antes do que se sabia. Segundo descobertas feitas na caverna de Wonderwerk (o sítio arqueológico mostrado na imagem acima), os primeiros homens já controlavam o fogo há cerca de um milhão de anos - 300 mil anos antes dos registros anteriores.   

Pesquisadores da Universidade de Toronto encontraram evidências de queima no local, como cinzas de plantas e fragmentos carbonizados de ossos. O material não parece ter sido arrastado para o interior por vento ou água e se localizava próximo a restos de ferramentas primitivas de pedra.  

Embora o homem moderno zanze pelo mundo há ‘apenas’ 200 mil anos, espécies ancestrais já se espalhavam pela Terra 1,9 milhões de anos atrás. A descoberta mostra que o fogo pode ter feito parte do estilo de vida mesmo do primitivo Homo erectus (como afirma, por exemplo, o antropólogo britânico Richard Wrangham, em livro resenhado na CH) e de que teria representado papel importante na socialização do homem primitivo e até na evolução de nossos cérebros.  

Leia mais sobre a descoberta aqui e aqui. 

Leia mais sobre arqueologia e história no site da Ciência Hoje On-line. 

    • #arqueologia
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  • 1 year ago
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O Instituto Ciência Hoje (ICH) é uma organização social de interesse público sem fins lucrativos vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Responsável por uma série de projetos de divulgação científica, o ICH publica a revista Ciência Hoje desde 1982, a Ciência Hoje das Crianças desde 1986 e os livros da série Ciência Hoje na Escola desde 1996. Desde 1997, o instituto mantém também um portal de divulgação científica na internet: a Ciência Hoje On-line.

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