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Tecnolimpíadas

O espírito olímpico está no ar e nessa época todos parecem entender sobre esporte - qualquer que seja ele, desde vôlei e natação até handebol, ginástica rítmica, nado sincronizado e esgrima. Mas para quem não quiser dar uma de gato mestre na base do achismo e realmente decidir entender a ciência e a tecnologia por trás de cada modalidade, uma série de vídeos produzidos pela NBC em parceria com a National Science Foundation pode ser um bom ponto de partida.

Parque aquático das olimpíadas 2012 - tecnologia aplicada no desempenho esportivo

Com o título A ciência dos Jogos Olímpicos de Verão - engenharia no esporte, a série avalia a física por trás do desempenho de atletas como a nadadora americana Missy Franklin, que abre o post, e o corredor jamaicano Usain Bolt.

Além disso, mostra como a mais moderna tecnologia tem ajudado a levar os competidores cada vez mais longe em busca do limite do desempenho humano. São muitos os exemplos, como piscinas antiondas, dispositivos a vácuo para treinamento de atletismo com baixo impacto, entre vários outras maravilhas esportivas modernas. 

Sem dúvida uma boa oportunidade pra você, fã do esporte, entender um pouco melhor os fatores que influenciam o desempenho dos nossos atletas e estar preparado para fazer aquele comentário técnico, se preciso, enquanto acompanha o Brasil nos Jogos.

A iniciativa está ligada ao selo NBC Learn, que já produziu séries de vídeos com a ciência do hockey, do futebol americano e até das olimpíadas de inverno. Confira todos os vídeos da nova série.

Leia mais novidades sobre esporte e tecnologia no site da Ciência Hoje On-line.  

    • #Olimpíadas
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  • 9 months ago
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O acelerador que nunca será
O maior acelerador de partículas do mundo, um gigante enterrado a dezenas de metros sob a superfície, dedicado a estudar os segredos do universo. Não, não estamos falando do famoso LHC, mas de um outro projeto que, se concluído, poderia ter ofuscado o brilho da máquina europeia.
Trata-se do Superconducting Super Collider (SSC), cuja construção foi iniciada no Texas, nos Estado Unidos, em 1991. A máquina teria 55 km de comprimento e seria capaz de acelerar prótons a uma energia de 40 TeV – três vezes mais extenso e mais poderoso que o LHC.  

Porém, cerca de dois anos e 2 bilhões de dólares depois, as obras do SSC foram abandonadas, após um corte de verbas do governo americano. Os motivos foram vários, entre eles o aumento astronômicos do custo previsto: de uma estimativa inicial de cerca de 4,5 bilhões de dólares, a obra já estava orçada em mais de 12 bilhões. A má administração e questões políticas e econômicas internas também contribuíram para a decisão.
Uma observação: o LHC consumiu cerca de 5 bilhões de dólares. Vale lembrar, no entanto, que o acelerador europeu aproveitou uma grande extensão de cavernas subterrâneas já existentes na área - o que pode, em parte, explicar a diferença de custo.  
Desde o cancelamento do projeto original do SSC, muitos rumores de novos usos para a construção já surgiram - desde a criação de um estúdio de cinema até uma instalação de treinamento antiterrorismo. Nada, porém, foi adiante. 

Em 2006, o ex-futuro acelerador e seus quase 25 km de túneis já escavados foram vendidos - pela bagatela de apenas 6,5 milhões de dólares - ao Pinnacle Group,  empresa norte-americana liderada pelo milionário Johnnie Bryan Hunt. A ideia era transformar o local em uma das maiores e mais seguras centrais de armazenamento de dados do mundo. No entanto, o mau agouro das instalações foi mais forte e o empresário morreu meses depois, ao escorregar em uma poça de gelo.
Se mesmo com tantas histórias que não deram certo você ficou interessado em adquirir as instalações desse quase acelerador de partículas, somos obrigados a avisar: não vai dar dessa vez - o esqueleto do SSC foi revendido em 2012. A solução para o malfadado local pode também vir de uma ‘tragédia’: a empresa química Magnablend, nova dona das instalações, pretende utilizá-las para substituir uma de suas fábricas, localizada na mesma região, que pegou fogo em 2011. Será que dessa vez a coisa vai? 


Imagens: Wired e Amusing planet. 
Confira uma matéria completa sobre o SSC, publicada na Wired em 2009. 
Leia mais novidades sobre o LHC, a descoberta do bóson de Higgs, a participação do Brasil no Cern e o futuro da física de partículas no site da Ciência Hoje On-line. 
Leia também post de três meses atrás em que falamos de um um símbolo ideológico do regime comunista búlgaro. O que tem em comum com o SSC? A melancolia inerente a uma construção gigantesca abandonada.  
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O acelerador que nunca será

O maior acelerador de partículas do mundo, um gigante enterrado a dezenas de metros sob a superfície, dedicado a estudar os segredos do universo. Não, não estamos falando do famoso LHC, mas de um outro projeto que, se concluído, poderia ter ofuscado o brilho da máquina europeia.

Trata-se do Superconducting Super Collider (SSC), cuja construção foi iniciada no Texas, nos Estado Unidos, em 1991. A máquina teria 55 km de comprimento e seria capaz de acelerar prótons a uma energia de 40 TeV – três vezes mais extenso e mais poderoso que o LHC.  

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Porém, cerca de dois anos e 2 bilhões de dólares depois, as obras do SSC foram abandonadas, após um corte de verbas do governo americano. Os motivos foram vários, entre eles o aumento astronômicos do custo previsto: de uma estimativa inicial de cerca de 4,5 bilhões de dólares, a obra já estava orçada em mais de 12 bilhões. A má administração e questões políticas e econômicas internas também contribuíram para a decisão.

Uma observação: o LHC consumiu cerca de 5 bilhões de dólares. Vale lembrar, no entanto, que o acelerador europeu aproveitou uma grande extensão de cavernas subterrâneas já existentes na área - o que pode, em parte, explicar a diferença de custo.  

Desde o cancelamento do projeto original do SSC, muitos rumores de novos usos para a construção já surgiram - desde a criação de um estúdio de cinema até uma instalação de treinamento antiterrorismo. Nada, porém, foi adiante. 

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Em 2006, o ex-futuro acelerador e seus quase 25 km de túneis já escavados foram vendidos - pela bagatela de apenas 6,5 milhões de dólares - ao Pinnacle Group,  empresa norte-americana liderada pelo milionário Johnnie Bryan Hunt. A ideia era transformar o local em uma das maiores e mais seguras centrais de armazenamento de dados do mundo. No entanto, o mau agouro das instalações foi mais forte e o empresário morreu meses depois, ao escorregar em uma poça de gelo.

Se mesmo com tantas histórias que não deram certo você ficou interessado em adquirir as instalações desse quase acelerador de partículas, somos obrigados a avisar: não vai dar dessa vez - o esqueleto do SSC foi revendido em 2012. A solução para o malfadado local pode também vir de uma ‘tragédia’: a empresa química Magnablend, nova dona das instalações, pretende utilizá-las para substituir uma de suas fábricas, localizada na mesma região, que pegou fogo em 2011. Será que dessa vez a coisa vai? 

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Imagens: Wired e Amusing planet. 

Confira uma matéria completa sobre o SSC, publicada na Wired em 2009. 

Leia mais novidades sobre o LHC, a descoberta do bóson de Higgs, a participação do Brasil no Cern e o futuro da física de partículas no site da Ciência Hoje On-line. 

Leia também post de três meses atrás em que falamos de um um símbolo ideológico do regime comunista búlgaro. O que tem em comum com o SSC? A melancolia inerente a uma construção gigantesca abandonada.  

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  • 10 months ago
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A política da relatividade

                 

A fórmula acima você provavelmente já conhece. É uma das mais conhecidas do mundo. Mas talvez nunca a tenha visto assim - escrita pelo próprio punho de seu famoso autor, Albert Einstein.

Observe a caligrafia, a tinta preta, a elegância da fórmula. Há um senso estético nela. Há uma beleza na primeira vez das coisas. E esse é o primeiro registro da equação que, não é exagero dizer, mudou o mundo.

O manuscrito que contém a ‘despretensiosa’ fórmula - que apresenta a equivalência de massa e energia - é um dos milhares de documentos que estão sendo disponibilizados, aos poucos, pela Universidade Hebraica de Jerusalém, instituição fundada pelo físico e para qual doou 80 mil documentos, entre os quais anotações pessoais, diários de viagens, cartas que trocou com a amante e esboços dos conceitos que viriam a mudar para sempre a forma como se faz física. Navegue pelos documentos por aqui. 

Entre as curiosidades, que não poucas, como correspondências secretas e diários de viagens com pequenos desenhos, um postal para mãe que termina com um doce “Carinhosamente seu, Albert” e papéis históricos, como o esboço da teoria da relatividade geral, revela-se uma faceta um tanto esnobada do físico: o de pacifista. 

Um documento, que a universidade israelense promete disponibilizar em breve no site, expõecarta enviada a um jornal árabe em que o cientista propõe um conselho secreto formado por árabes e judeus com as mais diversas formações para dar fim ao conflito secular entre os dois povos.

Apesar de ainda não estar disponível na internet, apenas a menção do conteúdo dessa carta já foi suficiente para o nosso editor de internacional, Cássio Leite Vieira, historiador da ciência e profundo admirador de Einstein, pedir licença para comentar a importância da divulgação das opiniões políticas do físico.

Acho que neste momento em que Israel e Irã estão à beira de um conflito armado, talvez fosse o caso de deixar o Einstein cientista de lado e adotar um dos conselhos políticos do pai da teoria da relatividade, formando-se um conselho secreto entre judeus e árabes para se chegar à paz. Afinal, Einstein sempre defendeu que esses dois povos teriam que aprender a viver em paz. Nestas horas, em um cenário no qual pode se desencadear um conflito de proporções continentais, a ciência de Einstein se faz menos importante. A visão que contará para amenizar ou mesmo evitar um conflito é sua visão política, tida por muitos como inocente, por, muitas vezes, ter sido enunciada do modo como Einstein gostava: de forma simples, para que todos entendessem. De inocente, suas ideias não tinham nada.

__

Todas as fotos que ilustraram este post são da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Leia mais novidades sobre física e história da ciência no site da Ciência Hoje On-line.

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  • 1 year ago
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Quanto menor, maior
Hoje, o portal Popsci traçou longo perfil do KM3NeT, nome do detector de neutrinos que, segundo a publicação, será a segunda maior estrutura já feita pelo homem. A paradigmática “primeira estrutura” é, até hoje, a muralha da China.
O Km3NeT ficará 1 Km abaixo do nível do mar, cravado no fundo do Mediterrâneo. Dez países fazem parte do grupo que vai construir o caça-neutrino. 
Foto: Ilustração do KM3NeT. (Marco Kraan/Property KM3NeT Consortium)
Veja mais fotos do KM3NeT
*Pequeno verbete sobre o neutrino: é uma partícula de muito difícil detecção, já que tem carga neutra, massa pequena e interage pouco com a matéria. Este ano, ela ficou “famosa” por, talvez, ser mais veloz que a luz - descoberta que, se comprovada, coloca em xeque a teoria da relatividade de Einstein. Estudar o neutrino serve a vários fins, entre eles o entendimento do próprio universo, pois a maior parte dessas partículas é originária de cataclismas cósmicos. Vale lembrar que o Brasil participa de outros projetos que estudam a partícula subatômica. Leia mais em matéria da CH On-line. 



                                        
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Quanto menor, maior

Hoje, o portal Popsci traçou longo perfil do KM3NeT, nome do detector de neutrinos que, segundo a publicação, será a segunda maior estrutura já feita pelo homem. A paradigmática “primeira estrutura” é, até hoje, a muralha da China.

O Km3NeT ficará 1 Km abaixo do nível do mar, cravado no fundo do Mediterrâneo. Dez países fazem parte do grupo que vai construir o caça-neutrino. 

Foto: Ilustração do KM3NeT. (Marco Kraan/Property KM3NeT Consortium)

Veja mais fotos do KM3NeT

*Pequeno verbete sobre o neutrino: é uma partícula de muito difícil detecção, já que tem carga neutra, massa pequena e interage pouco com a matéria. Este ano, ela ficou “famosa” por, talvez, ser mais veloz que a luz - descoberta que, se comprovada, coloca em xeque a teoria da relatividade de Einstein. Estudar o neutrino serve a vários fins, entre eles o entendimento do próprio universo, pois a maior parte dessas partículas é originária de cataclismas cósmicos. Vale lembrar que o Brasil participa de outros projetos que estudam a partícula subatômica. Leia mais em matéria da CH On-line. 
                                        
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  • 1 year ago
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O Instituto Ciência Hoje (ICH) é uma organização social de interesse público sem fins lucrativos vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Responsável por uma série de projetos de divulgação científica, o ICH publica a revista Ciência Hoje desde 1982, a Ciência Hoje das Crianças desde 1986 e os livros da série Ciência Hoje na Escola desde 1996. Desde 1997, o instituto mantém também um portal de divulgação científica na internet: a Ciência Hoje On-line.

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